domingo, 7 de setembro de 2025

UM TRIBUTO AO INDEPENDENTE POVO BRASILEIRO


Graças ao esforço conjunto da família imperial brasileira, dos agros negociantes, do clero e do povo, principalmente, dos hipossuficientes (indígenas, afrodescendentes, portugueses pobres, imigrantes de etnias e nações diversas etc.) que há exatos 203 anos envidaram coragem, determinação e altruísmo, os brasileiros puderam desenvolver um senso de unidade e pertencimento a uma nação única, com sua própria história, cultura e instituições, onde prosperidade econômica, estabilidade política, maior controle sobre os recursos naturais do país, empregos e melhor distribuição de renda, agências estas que  fulcram a independência do povo brasileiro e da nação soberana que constituem. 

Porém, venceu-se uma batalha de uma guerra pela independência que não cessa. O Brasil ainda busca a autonomia em relação ao comércio internacional e a um parque industrial robusto, algo que a independência não garantiu de imediato. Mas, promovendo a diversificação de mercados e parceiros para suas exportações, aumentando o foco em produtos com maior valor agregado e buscando a eliminação de barreiras impostas a seus produtos no exterior o Brasil protagoniza seu destino sob o sol da independência. Independência que abençoada aos brasileiros com um mundo de oportunidades

Por oportuno, cabe destacar que o comércio exterior brasileiro teve, em 2023, o maior superávit de sua história. O valor total de suas exportações no ano chegou a quase 340 bilhões de dólares, enquanto suas importações foram pouco acima de 240 bilhões. Portanto, o resultado total, ou seja, o saldo da balança comercial – claro, positivo – gerou um superávit para o Brasil de 98,8 bilhões de dólares. A luta pela superação contínua das metas é voraz, mas, a satisfação do dever cumprido anima os corações brasileiros.

Atualizando os fatos, a Agência Brasil reporta que a balança comercial brasileira fechou o mês de agosto último com superávit de US$ 6,133 bilhões, segundo divulgado ontem (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No mês passado, as exportações somaram US$ 29,861 bilhões, enquanto as importações ficaram US$ 23,728 bilhões. Com isso, a corrente de comércio de ficou em US$ 53,589 bilhões no mês passado. Com argucia avançamos com galharda honra ao prometido futuro de glórias.

Esta luta pela autônoma-soberania envolve, ainda, a criação de um mercado interno forte como plataforma de inserção internacional, a melhoria da infraestrutura, e a intensificação de acordos comerciais, além de buscar um papel mais equilibrado nas relações internacionais, afastando-se do unilateralismo e fortalecendo laços com países emergentes, ancorados no lume que estabelece e desenvolver contatos entre os governos de diferentes Estados: Diplomacia, humanidade, compaixão e desejo de fazer o povo brasileiro feliz.

Estilo glorioso de gestão praticado a bem do povo brasileiro por Leopoldina Carolina Josefa de Habsburgo-Lorena, filha do imperador Francisco I, arquiduquesa da Áustria e primeira esposa do Imperador Pedro I, portanto Imperatriz Consorte do Brasil. Exemplo que ensina replicando feitos e robustecendo a sabedoria de negociar, de convencer e de persuadir, pois, são pilares robustos na edificação de relacionamentos duradouros, através da apresentação transparente de argumentos e da criação de um terreno comum de evolução e prosperidade que orgulha e faz coesa a nação brasileira.

Cabe salientar que, além dos interesses comerciais, a diplomacia brasileira busca o estabelecimento de parcerias e a cooperação em diversas áreas, contribuindo para um desenvolvimento mais abrangente e sustentável, como, por exemplo: ranquear o Brasil como líder em economia verde, pois, tem potencial para liderar a economia verde, especialmente com sua vasta biodiversidade, e já que 49% de sua matriz energética é renovável, mas enfrenta desafios como o desmatamento e a desigualdade. Mas, enfrentar e vencer desafios é o estilo de vida dos brasileiros desde sempre erguendo da justiça a clava forte.

Portanto, por honra, reconhecimento e respeito, afirmamos que onde o capital humano do agronegócio brasileiro (do patrão ao peão e vice-versa) investe pecúnia e dedicação o faz consciencioso de como cumprir o dever de operar o crescimento do Brasil, pois, adota práticas sustentáveis, como a agricultura de conservação, o uso eficiente de água e bioinsumos, e a integração lavoura-pecuária-floresta, buscando mitigar impactos ambientais e reduzir o uso de recursos, pois, são agências de guarda do ecossistema Terra e de proteção da vida; a deles também. Onde não há vida, não pode haver progresso.

Com isto em foco, o Brasil desbrava fronteiras sempre, participando ativamente em organizações internacionais como as Nações Unidas e a OEA para abordar desafios comuns e promover objetivos compartilhados com outras nações. Nesse franco engajamento em organismos internacionais, promove seus interesses comerciais e busca alianças que fortaleçam sua posição no cenário global, sob o protagonismo de seus argutos diplomatas hábeis negociadores, empáticos in natura e loquazes defensores dos interesses brasileiros. O capital humano do Brasil se destaca onde quer que atue.

Embora a diplomacia não vetorize mais a independência do Brasil porque esta já foi alcançada e reconhecida, principalmente por Portugal através do Tratado do Rio de Janeiro em 1825, o papel da diplomacia continua a ser fundamental na construção da soberania e do desenvolvimento do país no cenário internacional, fomentando relações proveitosas, negociando soluções para desafios comuns e (re) adaptando-se às novas realidades, onde lume é sempre a autonomia e a felicidade da nação brasileira.

O relatório da ONU de 2025 mostra que o Brasil subiu 8 posições no ranking mundial da felicidade em 2025, alcançando a 36ª colocação, sendo o segundo país mais feliz da América do Sul, atribuído em parte à melhoria do bem-estar e da convivência social, apesar da sombra da desigualdade. O Relatório aponta, também, para uma melhora nos indicadores de suporte social e PIB per capita, levando o Brasil a subir na classificação, porém, o crescimento econômico, por si só, não garante a felicidade.

O crescimento econômico deve ser acompanhado por políticas públicas e iniciativas que promovam o bem-estar social e a saúde. A saúde mental e física é um fator crucial, assim como as interações sociais, o senso de comunidade, a coesão social e o bem-estar individual, como evidenciado pela pesquisa da Ipsos de 2025 que mostra o Brasil entre os países mais felizes, porém, com uma percepção negativa sobre a qualidade de vida, que somente se positiva a partir da manifesta generosidade. E ser generoso é a essência mais brava do brasileiro, que jamais foge a luta pelo bom, pelo justo e pelo belo.

O ato de ajudar os outros gerar um sentimento positivo no indivíduo, o chamado "warm glow".  Com este brilho quente, o senso de pertencimento conecta grupos e/ou ambientes sob a égide da conectividade social, que é capacidade de interagir e promover a imersão propícia para que as pessoas o experimentem intensamente, o povo brasileiro constrói laços, fomenta a troca empática e a otimiza a sensação de mútua sinergia: maior apoio emocional, senso de segurança e harmonia social. Em harmonia com sua consciência e com os propósitos que firma os brasileiros criam os sustentáculos da identidade nacional.

A identidade de povo brasileiro desperta a compreensão de que o sucesso individual é dependente do sucesso de toda a coletividade e, isto, impele ao trabalho conjunto para alcançar o resultado desejado: nadar ou afundar juntos.  É um pilar fundamental da aprendizagem e trabalho cooperativo, estabelecido na colaboração ativa, onde a troca de ideias e a discussão de diferentes pontos de vista estimulam competências de comunicação, trabalho em equipe e empatia, ao ouvirem e integrarem diferentes perspectivas, fitando o mais augusto dos bens: a felicidade que lastreia todo a prosperidade alcançada pelo Brasil, sempre, na perene luta por seu lugar dentre as grandes potências mundiais. 

Neste afã, é justo distinguir independência de liberdade; enquanto a independência é a capacidade de autogestão, a liberdade se refere a um estado interior e de autonomia. Com também, perceber que a verdadeira maturidade, busca por uma nação, reside na capacidade de transitar entre a independência e a interdependência, sabendo quando ser autossuficiente e quando buscar apoio ou colaborar em comunidade. Onde há interdependência, existe um equilíbrio no relacionamento com os outros e com o mundo, disto brota a evolução, crescimento e felicidade em todos os campos do viver humano. 

Para enfrentamento eficaz os desafios que emergem à nossa frente de si e a inauguração diuturna da madureza a que se obriga, o povo brasileiro tem no amor tanto uma ferramenta quanto um modus operandi, pois, ele oferece espaço para o crescimento mútuo, sem prender ou sufocar os indivíduos. O amor é um motor individual e a fonte de um sentido pessoal, com potencial para gerir desafios sociais. Fazer tudo com amor significa abordar as tarefas e interações diárias com empatia, reconhecendo o valor e a beleza mesmo nos menores gestos. O amor o identifica: HUMANOS.

Nesse toar, este ducentésimo terceiro ano da Proclamação da Independência, reaviva esta força encontrada na colaboração e na tomada de decisões compartilhadas praticadas no passado e, hoje, os brasileiros a manifestamos na forma de soluções ótimas para o crescimento econômico (interno e externo) e social do Brasil, pois, o povo brasileiro age junto para atingir estes objetivos mútuos, criando laços pessoais, profissionais e/ou institucionais mais fortes e resilientes que levam a nação brasileira a um ambiente mais equilibrado e seguro nacional e internacionalmente, onde a Ordem e o Progresso incitam a felicidade de sermos brasileiros. E ser brasileiro é o maior tributo auferido por este povo bravo, galante e vitorioso da América do Sul.


sábado, 6 de setembro de 2025

UM SEXTO TRIBUTO ÀS HEROÍNAS DA INDEPENDÊNCIA

 


Arte de conter o poder, a diplomacia sustenta-se sobre a negociação, o convencimento e a persuasão, pois, são pilares cruciais para o sucesso em diversas áreas da vida e profissional, pois, permitem alcançar acordos, influenciar pessoas e construir relacionamentos duradouros através da apresentação, transparente de argumentos e da criação de um terreno comum, onde os litigantes contentam seus direitos em harmonia.

O sucesso diplomático requer a aplicação eficaz de técnicas como o uso da lógica (Logos), da emoção (Pathos) e da credibilidade (Ethos), além de princípios como reciprocidade, autoridade e escassez, de acordo com o psicólogo Robert Cialdini (1). A diplomacia brasileira foi crucial durante o período da independência, participando ativamente das transformações e disputas políticas que levaram ao reconhecimento da soberania do país.

Desde a fase anterior à independência, os esforços diplomáticos foram decisivos para negociar com Portugal e com outras potências, buscando a continuidade das relações políticas e comerciais estabelecidas desde 1808, mas, agora sob uma nova condição de igualdade. Diplomata arguta, D. Leopoldina, quebrou o status de mera esposa do príncipe regente e agiu como força política e intelectual, sendo imprescindível à independência do Brasil.

A educação que Leopoldina recebeu foi eclética e ampla, de nível cultural superior e formação política consistente. Tal educação dos príncipes e princesas Habsburgo baseava-se na crença educacional de seu avô Leopoldo II, que acreditava "que as crianças deveriam ser desde cedo inspiradas a ter qualidades elevadas, como humanidade, compaixão e desejo de fazer o povo feliz” (2).

Nascida Leopoldina Carolina Josefa de Habsburgo-Lorena, filha do imperador Francisco I, arquiduquesa da Áustria e primeira esposa do Imperador Pedro I, portanto Imperatriz Consorte do Brasil de 1822 até sua morte precoce em 1826, aos 29 anos, em decorrência de complicações de um aborto espontâneo, possivelmente causado por agressões do marido, D. Pedro I. Seu enlevo fez prodígios diplomáticos a favor do Brasil nascido por suas mãos.

Na ausência de D. Pedro, D. Leopoldina assumiu a regência interina do Brasil com plenos poderes, reuniu intelectuais e políticos para o lado da independência, usando sua cultura e desenvoltura para aproximar esses grupos de D. Pedro. Ela usou sua posição para firmar a ruptura com Portugal, antecipando o que o Brasil já desejava e o movimento da independência que se tornava inevitável foi por ela outorgado em 2 de setembro de 1822.

As atas da reunião, presidida por ela, registram a decisão de resistir às ordens de Lisboa e de tomar "enérgicas providências" para a defesa do Brasil. (3) Após a reunião, D. Leopoldina assinou a proclamação de independência e essa decisão foi levada imediatamente ao príncipe regente (em viagem a São Paulo). Em sua a carta influente ela reportou a D. Pedro as pressões de Portugal contra ele e desfavoráveis aos interesses do povo brasileiro.

Vanguardista, a futura Imperatriz do Brasil, descreveu a situação do Brasil como um "vulcão" que, com ou sem o apoio de D. Pedro, se separaria de Portugal. D. Leopoldina aconselhou ao esposo a declarar a independência e este o fez às margens do Ipiranga, às 16h30 de 7 de setembro de 1822: “Laços fora, soldados! Pelo meu sangue, pela minha honra, juro fazer a liberdade do Brasil. Independência ou morte!” Nascia o jovem império brasileiro.

Por justo, na realidade, justíssimo, cabe dizer que apesar da vida curta e do sofrimento pessoal, o impacto de Maria Leopoldina na história do Brasil foi profundo e duradouro, solidificando seu lugar como uma das figuras mais importantes na fundação do império. Símbolo de união, após a independência, colaborou na criação da bandeira imperial do Brasil, unindo o verde da dinastia Bragança ao amarelo da dinastia Habsburgo, da qual era originária.

A Arquiteta da Independência é cada vez mais reconhecida como a mente por trás da decisão de romper com Portugal, usando sua influência e poder como regente para garantir a unidade e a soberania do Brasil. Sua popularidade em vida, especialmente entre os mais pobres e os escravizados, que a viam como uma protetora, consolidou a imagem de D. Leopoldina como a "mãe dos brasileiros", uma figura de afeto e respeito na memória nacional.

Graças a sua Imperatriz, os brasileiros puderam desenvolver um senso de unidade e pertencimento a uma nação única, com sua própria história, cultura e instituições. E já sonhavam com: prosperidade econômica, estabilidade política, maior controle sobre os recursos naturais do país, industrialização que oportunizaria empregos e melhor distribuição de renda. Porém, venceu-se esta batalha, mas, a guerra pela independência continua.

O Brasil ainda busca a autonomia em relação ao comércio internacional e a um parque industrial robusto, algo que a independência não garantiu de imediato. Mas, promovendo a diversificação de mercados e parceiros para suas exportações, aumentando o foco em produtos com maior valor agregado e buscando a eliminação de barreiras impostas a seus produtos no exterior o Brasil protagoniza seu destino sob o sol da independência.

Por oportuno, cabe destacar que o comércio exterior brasileiro teve, em 2023, o maior superávit de sua história. O valor total de suas exportações no ano chegou a quase 340 bilhões de dólares, enquanto suas importações foram pouco acima de 240 bilhões. Portanto, o resultado total, ou seja, o saldo da balança comercial – claro, positivo – gerou um superávit para o Brasil de 98,8 bilhões de dólares.

Reforça a Agência Brasil (2), reportando que a balança comercial brasileira fechou o mês de agosto último com superávit de US$ 6,133 bilhões, segundo divulgado em 4 de Setembro pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No mês passado, as exportações somaram US$ 29,861 bilhões, enquanto as importações ficaram US$ 23,728 bilhões. Com isso, a corrente de comércio de ficou em US$ 53,589 bilhões no mês passado.

A estratégia também envolve a criação de um mercado interno forte como plataforma de inserção internacional, a melhoria da infraestrutura, e a intensificação de acordos comerciais, além de buscar um papel mais equilibrado nas relações internacionais, afastando-se do unilateralismo e fortalecendo laços com países emergentes, ancorados no lume que estabelece e desenvolver contatos entre os governos de diferentes Estados: Diplomacia.

Cabe salientar que além dos interesses comerciais, a diplomacia brasileira busca o estabelecimento de parcerias e a cooperação em diversas áreas, contribuindo para um desenvolvimento mais abrangente e sustentável, como, por exemplo: ranquear o Brasil como líder em economia verde, já que 49% de sua matriz energética é renovável, contra, por exemplo, aproximadamente, 20% nos EUA e 15% na Alemanha. 

Assim, em franco engajamento em organismos internacionais, o Brasil utiliza esses fóruns para promover seus interesses comerciais e buscar alianças que fortaleçam sua posição no cenário global, sob o protagonismo de um corpo diplomático forte composto por diplomatas qualificados que habilidades de negociação, resolução de conflitos, empatia e capacidade de comunicação, representando eficazmente os interesses brasileiros.

Embora a diplomacia não vetorize mais a independência do Brasil porque esta já foi alcançada e reconhecida, principalmente por Portugal através do Tratado do Rio de Janeiro em 1825, o papel da diplomacia continua a ser fundamental na construção da soberania e do desenvolvimento do país no cenário internacional, fomentando relações proveitosas, negociando soluções para desafios comuns e (re) adaptando-se às novas realidades.


REFERÊNCIAS INSPIRADORAS

(1) Robert Beno Cialdini, As Armas da Persuasão (2001).

(2) Paulo Rezzutti, D. Leopoldina, a história não contada: A mulher que arquitetou a independência do Brasil. (2017).

(3) Atas do Conselho de Estado, 1822-1823. Senado Federal do Brasil. Consultado em 04 de Setembro de 2025.


sexta-feira, 5 de setembro de 2025

UM QUINTO TRIBUTO ÀS HEROÍNAS DA INDEPENDÊNCIA

 


A Independência do Brasil é marcada pela profunda influência Cristã na sociedade e na política, e por um ato de devoção de D. Pedro I a Nossa Senhora Aparecida que simboliza a espiritualidade por trás do processo de emancipação. Este ato de buscar inspiração divina reforça a conexão entre a fé, a identidade nacional e a busca por um futuro mais justo, próspero e feliz para a nação brasileira.

Cabe salientar que a devoção a Nossa Senhora Aparecida se tornou um fator unificador em um momento de grandes turbulências, fortalecendo a unidade em tempos de incerteza, porém, firme na esperança de alcançar a autonomia política, o fim do domínio português e o crescimento de setores como: o cafeeiro e o algodoeiro, sobretudo no Sudeste, impulsionados também pela chegada de imigrantes europeus.

Aportando irrestrito apoio a D. Pedro I, a Igreja Católica teve um papel ativo na Independência do Brasil, exercendo influência considerável nos aspectos sociais, políticos e culturais do Brasil, tanto no apoio à causa da emancipação quanto na legitimidade do novo império, com o clero e os bispos promovendo a ordem constitucional e a união nacional, sendo um importante elemento para a construção do país

Neste afã, as dioceses do Rio de Janeiro, Mariana, Olinda, São Luís, Belém, São Paulo e Cuiabá, buscaram garantir a preservação da fé e dos valores católicos como pilar da jovem nação. Assim motivados e motivadores, emitiram cartas pastorais apresentando a mais valia da formação de um país constitucional e independente, afinal o patriotismo é visto uma virtude dentro da tradição católica. A diocese gaúcha teve um papel relevante neste processo.

O Ceará, também, foi palco de muitas movimentações, e a diocese teve um papel na divulgação das novas ideias de independência. E não somente os Bispos, mas, o próprio clero participou ativamente na organização e na sustentação da independência, através de discursos, missas e outros tipos de comunicações, inculcando a certeza de que a luta pela independência é uma expressão do dever cristão de amor ao país e à comunidade.

Para contar a participação Bahiana, evoco a Abadessa Joanna Angélica de Jesus, religiosa pertencente à Ordem das Reformadas de Nossa Senhora da Conceição, que bravamente, com o rosário em mãos, enfrentou a Horda Portuguesa lhe determinando: “...Para trás, bandidos! Respeitai a casa de Deus! Só entrarão passando por cima do meu cadáver!”, como contam geração após geração os arautos da sagaz, resistente e proeminente baianidade.

Reza a tradição e afirmam todos os documentos da época que, de todos os fatos lutuosos dos tormentosos dias 19 e 20 de fevereiro de 1822, nenhum impressionou mais fundo a alma da Bahia do que o selvagem ataque dos soldados contra o indefeso Convento de Nossa Senhora da Conceição da Lapa, onde morreu nobremente a primeira heroína da epopeia da Independência, Abadessa Joanna Angélica, afirma Bernardino José de Souza (1).

Joanna Angélica torna-se, assim, a primeira mártir da grande luta que continuaria, até a definitiva libertação da Bahia, no ano seguinte, em 2 de julho, data efetiva da independência baiana. A corajosa Abadessa Joanna Angélica é lembrada, desde então, por sua coragem e bravura, representando a defesa das instituições e a resistência à opressão colonial. Cabe destacar que a historiografia baiana a incorporou como um ato patriótico.

O reconhecimento ao Patriótico Martírio de Joanna Angélica de Jesus se manifesta através da sua inclusão no Panteão da Pátria, do seu martírio na luta pela liberdade, do mausoléu no Convento da Lapa, onde viveu, do uso do seu nome em uma via pública e da inscrição do seu nome no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, conforme a LEI FEDERAL nº 13.697/2018. Joanna Angélica é um símbolo da defesa da liberdade e da fé. 

A fé funciona como um vetor para a inclusão social ao inspirar e motivar ações que promovem a aceitação, o amor e o respeito por todos os indivíduos, independentemente das suas diferenças, com base nos ensinamentos religiosos, como a doação de amor ao próximo, a valorização de capacidades individuais e a criação de ambientes acolhedores dentro das comunidades de fé e na sociedade em geral.  

A fé age como um motor para a ação, habilitando o indivíduo a ir além das suas limitações percebidas e a lutar pelos seus objetivos com uma mentalidade de vitória. Ao aceitar a fé como uma decisão de dar o próximo passo, apesar do desconhecido, o indivíduo fortalece sua capacidade de superar desafios e de se tornar mais resiliente e autônomo, elementos fundamentais para o sucesso pessoal e profissional.

Uma fé enraizada dá sentido à existência, confere propósito à vida e fortalece o indivíduo nas suas convicções, permitindo-lhe construir uma identidade mais estável e resiliente face às adversidades e incertezas. Portanto, a fé e a identidade estão intrinsecamente ligadas, pois a fé fornece as crenças, valores e um sistema de significado que ajudam a moldar a compreensão de quem somos, de onde viemos e para onde vamos.   

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REFERÊNCIAS INSPIRDORAS

 

(1) Bernardino José de Souza, Heroínas Bahianas: Joanna Angélica, Maria Quitéria, Anna Neri. Brasília: Editora Paralelo/MEC (1972)


quinta-feira, 4 de setembro de 2025

UM QUARTO TRIBUTO ÀS HEROÍNAS DA INDEPENDÊNCIA

A persistência e a bravura são essenciais para que indivíduos ou nações alcancem a liberdade e a autonomia. A determinação representa o esforço contínuo para atingir metas, enquanto a coragem é a força necessária para enfrentar e superar desafios, medos e oposição. Juntos, esses atributos permitem que as pessoas ou comunidades se libertem de opressões e construam seu próprio destino, inspirando mudanças, progresso e continuísmo. 

É através da conscientização, ou seja, do desenvolvimento de um entendimento crítico da realidade de opressão e das próprias causas que a sustentam, que os explorados e oprimidos podem tomar o seu destino nas próprias mãos e iniciar uma transformação social. Mas, não basta ter consciência da opressão, é preciso desejar e lutar por uma mudança. A luta consciente é sobre os oprimidos agirem para se libertar e construir um futuro com mais igualdade e justiça.

A luta contra as opressões encontra na educação um pilar fundamental para a transformação social, atuando como ferramenta para conscientizar, empoderar indivíduos e desconstruir preconceitos e desigualdades, como as enfrentadas pelos afrodescendentes, que historicamente sofrem com a discriminação, porém, continuam a lutar contra as desigualdades no mercado de trabalho, na educação e em outros aspetos da vida, bem com, contra preconceitos e racismos.

Evoco, Maria Quitéria de Jesus Medeiros, órfã de mãe, que aos dez anos assumiu a responsabilidade de cuidar da casa e dos irmãos. Analfabeta, que aprendeu a montar e usar armas, ofício que a levou ser a primeira mulher militar do Brasil, pois, disfarçada de homem integrou o Batalhão dos Voluntários do Príncipe (ou Batalhão dos Periquitos) nas tropas do Brasil que lutavam por sua independência, alçando, por sua competente bravura, à condição de 1ª cadete, graduada pelo General Pedro Labatut. 

Por justo mérito, D. Pedro I a honrou com o grau de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro. E o Imperador fez mais, após reconhecer seu engajamento, bravura e altruísmo a serviço do jovem Brasil e depois vencida a guerra, enviou uma carta ao pai de Maria Quitéria pedindo o perdão pela desobediência da filha, que é para a nação brasileira um símbolo de resistência e coragem, mostrando que as mulheres também podiam ter um papel ativo e essencial na guerra pela independência.  

Acompanhando a Monarquia, a República Federativa do Brasil, por Decreto de seu mui bastante presidente, Fernando Henrique Cardoso, em 28 de Junho de 1996, Maria Quitéria de Jesus Medeiros, foi reconhecida como Patronesse do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro. E em 2018, a Lei Federal nº 13.697 inscreveu o nome de Maria Quitéria de Jesus Medeiros, no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, juntamente com outras personalidades da Independência da Bahia. 

A História de Maria Quitéria, embora muitas vezes ignorada, é um ícone de coragem, especialmente para os hipossuficientes, simbolizando a busca por oportunidades e um espaço de reconhecimento e dignidade para pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, já que, assim como qualquer pessoa, os indivíduos hipossuficientes também deveriam ter um "lugar ao sol", ou seja, ter a chance de acessar oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional.

As oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional incluem ações como buscar mentores, participar de workshops e cursos, desenvolver habilidades de liderança, comunicação e gestão do tempo, e construir um forte networking. Investir nestas áreas não só aprimora o desempenho e a adaptabilidade no mercado de trabalho, mas também, promove o autoconhecimento e a satisfação pessoal, tornando-se uma necessidade no ambiente dinâmico atual.

O autoconhecimento serve para que as pessoas consigam entender como suas emoções surgem e controlá-las conforme as circunstâncias da vida exigirem, sejam em relacionamentos familiares, amorosos, de amizade ou de trabalho. Não é um processo fácil e, com certeza, dura uma vida inteira, pelo menos. Porém, o autoconhecimento vai mais longe, pois, vetoriza a dignidade humana ao permitir que indivíduos definam e vivenciem os seus próprios valores e propósitos.

A capacidade de se sentir bem e satisfeito consigo mesmo, baseado no conhecimento de seus próprios valores, reflete a autonomia e o respeito pela própria individualidade, elementos fundamentais da dignidade humana.  A dignidade humana fundamenta o direito à busca pela felicidade, pois para ser digno, o indivíduo deve ter a liberdade de buscar e alcançar seu bem-estar, traçando um caminho de vida coerente com suas aspirações e capacidades.

Com perseverança e a boa vontade, que são elementos cruciais para uma vida coerente, enfrentamos as dificuldades e mantemo-nos firmes nos objetivos, ancorados na boa vontade que impulsiona a busca pelo bem e a conexão com os princípios de uma convicção que nutre a esperança, que nos leva a dedicar nossas vidas em benefício dos outros, na mesma proporção que nos determinamos a procurar para nós mesmos autonomia, felicidade e evolução contínuas.


quarta-feira, 3 de setembro de 2025

UM TERCEIRO TRIBUTO ÀS HEROINAS DA INDEPENDÊNCIA

Embora as lutas pela independência tenham sido encabeçadas pela elite, a participação dos hipossuficientes na Guerra de Independência do Brasil foi fundamental, apesar de a história oficial ter negligenciado esse fato. Cativados pela promessa (ou pela esperança) de liberdade e pela busca por melhores condições de vida e cidadania, a plântula da nação brasileira participou ativamente dos combates e da construção de fortificações, especialmente na Bahia, que tem o dia 2 de Julho como símbolo da Resistência não somente para os bahianos, mas sim, para todos brasileiros . 

A luta popular e a vitória do povo em Salvador, especialmente, são comemoradas em festas populares, como a do dia 2 de Julho, onde a voz dos que lutaram retumba perenemente reafirmando a importância da mobilização para a conquista de direitos e liberdades.  Esta incontestável participação do povo demonstra que a Independência não foi apenas um ato da elite, mas, um processo que envolveu a ação direta de diferentes grupos sociais, que lutaram para construir um Brasil livre, soberano e proeminente.

Diversos grupos sociais engajaram-se na luta. A população indígena se envolveu no conflito e lutou em diversas regiões do Brasil e, em alguns casos, sua participação foi crucial para a expulsão das tropas portuguesas. Pessoas de classes populares, como os libertos, pobres livres e imigrantes de diversas etnias e países, também lutaram na guerra pela Independência do Brasil. Os afrodescendentes foram fundamentais para a concretização da independência e a posterior construção do país.

Evoco, por justo merecimento, a líder afrodescendente Maria Felipa de Oliveira que, no século XIX, comandou um grupo de mulheres na Ilha de Itaparica, na Bahia, para combater as invasões portuguesas durante a luta pela Independência do Brasil. Corajosamente, ela e suas "vedetas" usaram galhos de cansanção para incapacitar os soldados portugueses e, em seguida, atearam fogo na Canhoneira Dez de Fevereiro e a Barca Constituição, um feito crucial para a vitória brasileira na Bahia, pois, impediu a tomada do Recôncavo Baiano.

A história de Maria Felipa, antes esquecida, tem sido resgatada e celebrada como símbolo do protagonismo feminino e afro-brasileiro na luta pela independência, era pescadora, marisqueira e ganhadeira e, também, praticava a capoeira. Descrita como alta e corpulenta, ela usava saias rodadas, chinelas e turbantes para esconder facas e outros objetos para a luta. Seu legado inspira a luta por visibilidade e emancipação das mulheres negras no Brasil, com a celebração da resistência e coragem afro-brasileira.

Reconhecida por sua notória coragem e liderança, especialmente em livros como “Maria Felipa: A Guerreira da Bahia” de Gilberto Freyre e “A Independência do Brasil” de Mário Maestri, que enaltecem sua importância na resistência popular e sua contribuição na conquista da independência. A História de Maria Felipa também é resgatada em obras sobre o papel das mulheres na história do Brasil, como “Mulheres que Fizeram História” e “A Mulher e o Brasil”, que destacam a força feminina nas lutas sociais e políticas do país.

Seu reconhecimento, antes restrito à tradição oral, foi resgatado no século XX por pesquisadores e ativistas, resultando em homenagem na lei, monumentos, escolas e no próprio cortejo do 2 de Julho, em Salvador.  A Lei Nº 13.697/2018 inscreveu, de forma oficial, o nome de Maria Felipa de Oliveira no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília. Sua determinação e inteligência são um símbolo de soberania popular.

As lutas pela independência estavam intrinsicamente ligadas ao desejo de abolir a escravidão, um desejo que motivou muitas das ações negras e que foi central nas reivindicações da população negra. Porém, esta luta por autonomia e direitos, iniciada há séculos, é fundamental para a abolição da escravidão, que permanece inacabada no Brasil devido à marginalização e opressão persistentes da população negra, que são vencidas, batalha por batalha, por meio da cultura de respeito através de ações de inclusão social. 

Por relevante, as formas de inclusão social incluem ações como educação inclusiva, ações afirmativas (como cotas raciais e para pessoas com deficiência), design universal para criar espaços e tecnologias acessíveis a todos, campanhas de conscientização sobre diversidade, desenvolvimento de programas de inclusão financeira e digital, implementação de leis antidiscriminação e de proteção a grupos vulneráveis; ferramentas de integração social, como o esporte, que incitam a participação dos excluídos em eventos e atividades.

Uma sociedade inclusiva é uma agência do amor, promove a aceitação e o respeito pela diversidade; garante igualdade de acesso a direitos, educação, saúde e emprego, o que por sua vez melhora a qualidade de vida e o equilíbrio individual e coletivo; combate à exclusão, a vulnerabilidade social. É o mais augusto resultado da aplicação da equanimidade (o ato de agir de forma justa e imparcial), da diversidade (o reconhecimento das diferenças) e da inclusão (a ação de garantir que todos se sintam bem-vindos e aceitos).  

Não esqueçamos que a equanimidade é a base para a prática de amor, compaixão e alegria de forma genuína e imparcial, fortalecendo os laços com os outros, promovendo confiança e crescimento mútuo que somente o amor promove. O amor genuíno fomenta a liberdade, pois um vínculo forte e saudável não aprisiona, mas sim permite que os indivíduos se desenvolvam e vivam de forma autêntica. Amar ao próximo transforma a rotina diuturna em atos enaltecedores, cheio de representatividades e protagonismos mil.

Neste toar, percebamos a liberdade como o protagonismo mais relevante do ser humano, pois, lhe permite ser o agente da sua própria vida, tomando decisões e agindo com base nas suas escolhas, valores e consciência, manifestando uma independência que o leva a moldar sua realidade e assumir a responsabilidade pelos seus atos, compreendendo que cada decisão tem um impacto e que a vida é construída através delas e, isto, implica assumir as consequências das próprias escolhas e ações. 


 

terça-feira, 2 de setembro de 2025

UM SEGUNDO TRIBUTO ÀS HEROINAS DA INDEPENDÊNCIA

    

A verdadeira maturidade reside na capacidade de transitar entre a independência e a interdependência, sabendo quando ser autossuficiente e quando buscar apoio ou colaborar em comunidade. Sendo importante distinguir independência de liberdade: enquanto a independência é a capacidade de autogestão, a liberdade se refere a um estado interior e de autonomia. Bem como, pacificar que a interdependência requer um equilíbrio no relacionamento com os outros e com o mundo. 

Relacionamentos equilibrados e a independência feminina caminham juntos, onde a mulher busca ser protagonista de sua própria vida, escolhendo o caminho que deseja trilhar numa ambiência social em que haja paridade, respeito e colaboração. Essa busca se manifesta na luta constante por representatividade em todas as esferas da vida social, econômica e cultural, pois, a independência permite que a mulher mantenha a sua identidade, tome decisões e realize os seus sonhos, construindo sua própria felicidade.

Neste contexto, evoco Hipólita Jacinta Teixeira de Mello, a mais rica proprietária rural na região do Rio das Mortes, em Minas Gerais, no Brasil, que se destacou por seu envolvimento na Conjuração Mineira, em 1789, sendo uma das primeiras do panteão da também chamada Inconfidência, que almejava criar uma república no Brasil, implementar a liberdade comercial, acabar com os impostos excessivos e formar universidades, protagonismos que a médio e longo possibilitaria ao Brasil similitudes com o velho mundo.

Estas propostas sociais da Inconfidência Mineira embora limitadas a um caráter elitista, indiretamente trariam incontestáveis melhorias às condições de vida, a médio e longo prazos: educação de base como forma de alavancagem de universidades, implantação de hospitais atrelados às universidades favorecendo com isso as pesquisas e descobertas de novos fármacos e métodos de tratamento de endemias e epidemias, industrialização que oportunizaria empregos e melhor distribuição de renda.

Deste providencial rompimento da dependência com as metrópoles no velho mundo, emergiria uma identidade de agência genuinamente brasileira, sob os auspícios Arcádia Ultramarina, que fora criada com a finalidade de inspirar o povo a enfrentar desafios diários e a lutar por causas importantes, representando a coragem e a busca pela liberdade, tendo por lema um fragmento do verso 27 das Éclogas do poeta romano Virgílio: “Libertas Quae Sera Tamen” que significa "Liberdade, ainda que tardia".   

Cativada pelos ideais humanistas vindos do Iluminismo Dona Hipólita Jacinta, tão bravamente quanto a rainha amazona que lhe empresta o nome, envidou o melhor dos seus esforços para a inconfidência lograsse êxitos total em seus propósitos, não somente financiando diversas iniciativas revolucionárias da Arcádia Ultramarina, como também, cedendo-lhe sua fazenda da Ponta do Morro para que lá reunissem os inconfidentes. Destemida, Hipólita é autora da carta que denúncia Joaquim Silvério dos Reis com traidor.

“Mais vale morrer com honra do que viver com desonra”, afirma Hipólita em carta que enviou ao Padre Toledo dizendo-lhe da prisão de Tiradentes no Rio de Janeiro, em 1789. Hoje, quae sera tamen, quase dois séculos após sua morte, Hipólita é honradamente reconhecida como heroína brasileira, a partir da Lei Federal nº 15.086/2025, que inscreve seu nome no Livro dos Heróis e Heroínas do Brasil.  Sua voz altiva é exemplo-mor de defesa da liberdade, da independência, da república, da democracia e da equanimidade das relações.

Ao cultivarmos a equanimidade, vemos as situações sem identificação ou reações excessivas, mantendo a paz interior e a estabilidade emocional. Isso permite lidar com conflitos e dificuldades de forma mais serena, promovendo uma compreensão mais profunda da natureza transitória das experiências humanas. A equanimidade é a base para a prática de amor, compaixão e alegria de forma genuína e imparcial, fortalecendo os laços com os outros, promovendo confiança e crescimento mútuo que somente o amor promove. 

Fator de humanidade, o amor é um chamado para viver com um propósito maior, onde cada ação é vista como uma oportunidade para expressarmos o melhor de nós ou os nossos princípios, e este agir transforma a rotina diuturna em atos enaltecedores e cheio de representatividades. O amor genuíno fomenta a liberdade, pois um vínculo forte e saudável não aprisiona, mas sim permite que os indivíduos se desenvolvam e vivam de forma autêntica. A autenticidade é imprescindível à maturidade.

A verdadeira maturidade exige a capacidade de viver e agir de acordo com a própria essência e verdade, sem disfarces ou expectativas externas, sendo autêntico nas suas ações e escolhas, o que é fundamental para um crescimento pessoal genuíno. A maturidade não é apenas o tempo de vida, mas, o autoconhecimento e a coragem para ser quem você é, aceitando as próprias imperfeições e honrando os seus valores. Essa aceitação promove a autoestima, a autocompaixão e a autorrealização.

Do inter-relacionamento entre a autocompaixão, ao proporcionar autoaceitação e gentileza nos momentos de dificuldade, emerge a base para a autoestima (a percepção do próprio valor) e a autorrealização (a busca pelo próprio potencial), que se complementam e influenciam o bem-estar emocional e a capacidade de viver plena e satisfatoriamente, nutrindo relacionamentos, encontrando significado, praticando a gratidão e valorizando as experiências simples, pois, elementos essenciais de uma vida equilibrada. 

Substancial para uma vida equilibrada, a inclusão social não só reduz desigualdades, mas também, fortalece a economia e fomenta a participação cívica, criando comunidades mais harmoniosas, justas e resilientes, onde a diversidade é valorizada e contribui para a inovação e o desenvolvimento sustentável. Uma sociedade inclusiva promove o bem-estar de todos, garante igualdade de acesso a direitos, educação, saúde e emprego, o que por sua vez melhora a qualidade de vida e o equilíbrio individual e coletivo. Eis o legado de Hipólita!






 

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

UM PRIMEIRO TRIBUTO ÀS HEROÍNAS DA INDEPENDÊNCIA


Pai de duas leoninas, Bruna e Rosilda, tenho a perene presença do sol aclarando realidades, fogo desbravador de caminhos, que alarga fronteiras e estabelece a fervorosa independência tão desejada por elas, que encontra fulcro na confiança, no apoio mútuo e na responsabilidade compartilhada e que resulta em benefícios mil, como por exemplo: a melhor resolução de problemas, a maior criatividade e uma ambiente psicológico mais proativamente inovador, sob a guia de Rosélia, uma cativante ariana, minha esposa, que com Bruna e Rosilda formam a tríade de fogo que ensina-me a amar calorosamente.

Este amor firma o jargão: "afundar ou nadar juntos" e desperta a compreensão de que o sucesso individual é dependente do sucesso de todos que nos orbita, o que nos impele a trabalhar juntos para alcançar o resultado desejado.  É um pilar fundamental da aprendizagem e trabalho cooperativo, promovendo a colaboração ativa, onde a troca de ideias e a discussão de diferentes pontos de vista estimulam competências de comunicação, trabalho em equipa e empatia, ao ouvirem e integrarem diferentes perspectivas. A interdependência é a locomotiva do progresso.

Conduzido por esta rutilância salto no tempo para encontrar-me com Bárbara Pereira de Alencar, uma líder política e revolucionária brasileira, reconhecida por sua participação nos movimentos de independência e republicanismo no Ceará, sendo a primeira mulher presa política do país. Considerada uma matriarca forte, ela se destacou por seu ativismo e coragem em uma época em que as mulheres eram limitadas a papéis domésticos, liderando o movimento da República do Crato.

Dona Bárbara, símbolo excelso de patriotismo, é homenageada tem seu nome no Livro dos Heróis da Pátria pela Lei Federal Ordinária nº 13.056/2014 e é acolhida Cidadã Cearense através da Lei Estadual nº 13.592/2005. Além disso, a partir da Lei Estadual nº 15.316/2013 a policlínica em Campos Sales-CE leva o nome de Bárbara Pereira de Alencar. Mãe de José Martiniano Pereira de Alencar, um dos líderes da Revolução Pernambucana (1817); avó do escritor José de Alencar, Bárbara é cultuada em diversos espaços culturais e memoriais.

Luta secular que não cessa, a independência da mulher, que se traduz na sua autonomia para tomar decisões e na participação plena na vida pública, é fundamental para uma sociedade justa e equitativa, pois desafia estruturas de desigualdade de género que historicamente relegaram as mulheres a um lugar subalterno. Oportunamente justo é enaltecer Getúlio Dornelles Vargas por seu denodo manifestado por meio do Decreto 21.076/1932 que estabeleceu o direito de votar às mulheres brasileiras, tornando o Brasil o primaz das américas no reconhecimento deste direito

A independência permite que as mulheres ocupem espaços de liderança na educação, na política e em outras áreas estratégicas, enriquecendo a sociedade com suas perspectivas a partir do pleno exercício da liberdade de escolha, ou seja, a capacidade de tomar decisões sobre a própria vida, incluindo escolhas financeiras, profissionais e pessoais, sem depender da aprovação ou sustento de outros. A independência da mulher não a isola, mas sim a capacita a ter um papel mais significativo e igualitário nas relações sociais, contribuindo para o desenvolvimento de todos. 

Mais do que justo, é imprescindível reconhecer o papel ativo das mulheres nos processos históricos e a importância de seu protagonismo no âmbito político e social é fundamental para a construção de uma sociedade justa e para o fim da opressão. O desafio atual é alcançar um equilíbrio, onde as mulheres possam ser independentes e, ao mesmo tempo, reconhecerem o valor da interdependência para criar uma sociedade mais equitativa e resiliente, pois, é da valorização da independência feminina combinada com o reconhecimento da interdependência, que emerge uma sociedade mais justa, que promove o respeito às individualidades e a construção de laços de cooperação. 

É relevante perceber que a independência da mulher está intrinsecamente ligada à sua responsabilidade social, pois, quando uma mulher é empoderada, seja por meio de autonomia financeira, educação ou representatividade, ela tem maior capacidade de transformar a si mesma e as pessoas ao seu redor, agência que faz da mulher uma eximia construtora social de fato e de direito, pois a realidade é construída por meio de interações contínuas entre os membros de uma sociedade, levando à criação de significados e compreensões compartilhadas e, esta plântula, somente viceja ao sabor do sol da liberdade.

Esta liberdade social tão almejada pelas mulheres tem na educação é um fator essencial para empoderar as mulheres e ampliar suas possibilidades profissionais. E cultuar as figuras históricas femininas como Bárbara Pereira de Alencar, valorizando suas lutas e conquistas fomenta proficuamente a luta pela liberdade social feminina, já que inspira as novas gerações, legitima as pautas feministas e reforça a memória e o conhecimento sobre os avanços já alcançados. Ao reconhecer essas mulheres, fitamos a viabilidade de mudanças, pois, ainda há desafios que precisam ser enfrentados. 

Para enfrentamento eficaz dos desafios e inauguração diuturna da liberdade social feminina, o amor pode ser tanto uma ferramenta quanto um modus operandi, pois oferece espaço para o crescimento mútuo, sem prender ou sufocar os indivíduos. Embora não funcione um vetor universal para a liberdade social, o amor é um motor individual e a fonte de um sentido pessoal, com potencial para gerar desafios sociais. Fazer tudo com amor significa abordar as tarefas e interações diárias com empatia, reconhecendo o valor e a beleza mesmo nos menores gestos. O amor nos identifica: HUMANOS.

Sendo o fator de humanidade, o amor é um chamado para viver com um propósito maior, onde cada ação é vista como uma oportunidade para expressar o melhor de si ou os seus princípios, transformando a rotina em um ato significativo e cheio de significado, por exemplo: tratar os outros com bondade e respeito, sabendo que cada interação, por menor que seja, é uma oportunidade de expressar amor e cuidado, lançando, desta forma, as bases do pertencimento que nos une dentro dos limites da independência sob a qual construímos nossa própria identidade e tomamos decisões sem medo, sendo isto crucial para o crescimento pessoal e a maturidade, que tem sua coluna mestra na independência.

A verdadeira maturidade reside na capacidade de transitar entre a independência e a interdependência, sabendo quando ser autossuficiente e quando buscar apoio ou colaborar em comunidade. É o estado de desenvolvimento pleno e aperfeiçoado, com foco nas relações interpessoais e no funcionamento social do indivíduo.  Inclui a capacidade de socialização, a empatia, o controle emocional, a assunção de responsabilidades e a habilidade de gerir conflitos e opiniões. No entanto, é importante distinguir independência de liberdade; enquanto a independência é a capacidade de autogestão, a liberdade se refere a um estado interior e de autonomia. Bem como, pacificar que a interdependência, requer um equilíbrio no relacionamento com os outros e com o mundo. 


 





INDEPENDÊNCIA: A VERDADE QUE AINDA NOS FALTA

  Há datas que o calendário registra, mas há outras que a consciência nacional insiste em perguntar. O 7 de Setembro pertence às duas catego...