segunda-feira, 1 de setembro de 2025

UM PRIMEIRO TRIBUTO ÀS HEROÍNAS DA INDEPENDÊNCIA


Pai de duas leoninas, Bruna e Rosilda, tenho a perene presença do sol aclarando realidades, fogo desbravador de caminhos, que alarga fronteiras e estabelece a fervorosa independência tão desejada por elas, que encontra fulcro na confiança, no apoio mútuo e na responsabilidade compartilhada e que resulta em benefícios mil, como por exemplo: a melhor resolução de problemas, a maior criatividade e uma ambiente psicológico mais proativamente inovador, sob a guia de Rosélia, uma cativante ariana, minha esposa, que com Bruna e Rosilda formam a tríade de fogo que ensina-me a amar calorosamente.

Este amor firma o jargão: "afundar ou nadar juntos" e desperta a compreensão de que o sucesso individual é dependente do sucesso de todos que nos orbita, o que nos impele a trabalhar juntos para alcançar o resultado desejado.  É um pilar fundamental da aprendizagem e trabalho cooperativo, promovendo a colaboração ativa, onde a troca de ideias e a discussão de diferentes pontos de vista estimulam competências de comunicação, trabalho em equipa e empatia, ao ouvirem e integrarem diferentes perspectivas. A interdependência é a locomotiva do progresso.

Conduzido por esta rutilância salto no tempo para encontrar-me com Bárbara Pereira de Alencar, uma líder política e revolucionária brasileira, reconhecida por sua participação nos movimentos de independência e republicanismo no Ceará, sendo a primeira mulher presa política do país. Considerada uma matriarca forte, ela se destacou por seu ativismo e coragem em uma época em que as mulheres eram limitadas a papéis domésticos, liderando o movimento da República do Crato.

Dona Bárbara, símbolo excelso de patriotismo, é homenageada tem seu nome no Livro dos Heróis da Pátria pela Lei Federal Ordinária nº 13.056/2014 e é acolhida Cidadã Cearense através da Lei Estadual nº 13.592/2005. Além disso, a partir da Lei Estadual nº 15.316/2013 a policlínica em Campos Sales-CE leva o nome de Bárbara Pereira de Alencar. Mãe de José Martiniano Pereira de Alencar, um dos líderes da Revolução Pernambucana (1817); avó do escritor José de Alencar, Bárbara é cultuada em diversos espaços culturais e memoriais.

Luta secular que não cessa, a independência da mulher, que se traduz na sua autonomia para tomar decisões e na participação plena na vida pública, é fundamental para uma sociedade justa e equitativa, pois desafia estruturas de desigualdade de género que historicamente relegaram as mulheres a um lugar subalterno. Oportunamente justo é enaltecer Getúlio Dornelles Vargas por seu denodo manifestado por meio do Decreto 21.076/1932 que estabeleceu o direito de votar às mulheres brasileiras, tornando o Brasil o primaz das américas no reconhecimento deste direito

A independência permite que as mulheres ocupem espaços de liderança na educação, na política e em outras áreas estratégicas, enriquecendo a sociedade com suas perspectivas a partir do pleno exercício da liberdade de escolha, ou seja, a capacidade de tomar decisões sobre a própria vida, incluindo escolhas financeiras, profissionais e pessoais, sem depender da aprovação ou sustento de outros. A independência da mulher não a isola, mas sim a capacita a ter um papel mais significativo e igualitário nas relações sociais, contribuindo para o desenvolvimento de todos. 

Mais do que justo, é imprescindível reconhecer o papel ativo das mulheres nos processos históricos e a importância de seu protagonismo no âmbito político e social é fundamental para a construção de uma sociedade justa e para o fim da opressão. O desafio atual é alcançar um equilíbrio, onde as mulheres possam ser independentes e, ao mesmo tempo, reconhecerem o valor da interdependência para criar uma sociedade mais equitativa e resiliente, pois, é da valorização da independência feminina combinada com o reconhecimento da interdependência, que emerge uma sociedade mais justa, que promove o respeito às individualidades e a construção de laços de cooperação. 

É relevante perceber que a independência da mulher está intrinsecamente ligada à sua responsabilidade social, pois, quando uma mulher é empoderada, seja por meio de autonomia financeira, educação ou representatividade, ela tem maior capacidade de transformar a si mesma e as pessoas ao seu redor, agência que faz da mulher uma eximia construtora social de fato e de direito, pois a realidade é construída por meio de interações contínuas entre os membros de uma sociedade, levando à criação de significados e compreensões compartilhadas e, esta plântula, somente viceja ao sabor do sol da liberdade.

Esta liberdade social tão almejada pelas mulheres tem na educação é um fator essencial para empoderar as mulheres e ampliar suas possibilidades profissionais. E cultuar as figuras históricas femininas como Bárbara Pereira de Alencar, valorizando suas lutas e conquistas fomenta proficuamente a luta pela liberdade social feminina, já que inspira as novas gerações, legitima as pautas feministas e reforça a memória e o conhecimento sobre os avanços já alcançados. Ao reconhecer essas mulheres, fitamos a viabilidade de mudanças, pois, ainda há desafios que precisam ser enfrentados. 

Para enfrentamento eficaz dos desafios e inauguração diuturna da liberdade social feminina, o amor pode ser tanto uma ferramenta quanto um modus operandi, pois oferece espaço para o crescimento mútuo, sem prender ou sufocar os indivíduos. Embora não funcione um vetor universal para a liberdade social, o amor é um motor individual e a fonte de um sentido pessoal, com potencial para gerar desafios sociais. Fazer tudo com amor significa abordar as tarefas e interações diárias com empatia, reconhecendo o valor e a beleza mesmo nos menores gestos. O amor nos identifica: HUMANOS.

Sendo o fator de humanidade, o amor é um chamado para viver com um propósito maior, onde cada ação é vista como uma oportunidade para expressar o melhor de si ou os seus princípios, transformando a rotina em um ato significativo e cheio de significado, por exemplo: tratar os outros com bondade e respeito, sabendo que cada interação, por menor que seja, é uma oportunidade de expressar amor e cuidado, lançando, desta forma, as bases do pertencimento que nos une dentro dos limites da independência sob a qual construímos nossa própria identidade e tomamos decisões sem medo, sendo isto crucial para o crescimento pessoal e a maturidade, que tem sua coluna mestra na independência.

A verdadeira maturidade reside na capacidade de transitar entre a independência e a interdependência, sabendo quando ser autossuficiente e quando buscar apoio ou colaborar em comunidade. É o estado de desenvolvimento pleno e aperfeiçoado, com foco nas relações interpessoais e no funcionamento social do indivíduo.  Inclui a capacidade de socialização, a empatia, o controle emocional, a assunção de responsabilidades e a habilidade de gerir conflitos e opiniões. No entanto, é importante distinguir independência de liberdade; enquanto a independência é a capacidade de autogestão, a liberdade se refere a um estado interior e de autonomia. Bem como, pacificar que a interdependência, requer um equilíbrio no relacionamento com os outros e com o mundo. 


 





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