quinta-feira, 27 de março de 2025

O TEATRO É BEM-ESTAR INTEGRAL, QUE BEM EDUCA!

A Educação Artística foi criada para nomear a atividade que visava abordar, de forma integrada, teatro, música, dança e artes plásticas. Por meio da linguagem e da representação, o teatro permite experimentar outras realidades e infinitos.  Assim sendo, em 1961, a Lei de Diretrizes e Bases incluiu o teatro no currículo escolar da educação básica, de forma não obrigatória. E em 1971, a LDB incorporou obrigatoriamente o teatro ao currículo escolar. O teatro é ferramenta pedagógica importante para o desenvolvimento de habilidades como a criatividade, a memorização, a comunicação e a empatia. Dentre os benefícios do teatro na educação destacamos:

ü  Estimula a leitura, a escrita e a memorização; 

ü  Desenvolve a capacidade de trabalho em equipe;

ü  Amplia o vocabulário; 

ü  Desenvolve a coordenação; 

ü  Estimula o desenvolvimento cognitivo; 

ü  Permite explorar e compreender histórias complexas; 

ü  Desenvolve a empatia; 

ü  Amplia os horizontes na discussão de temas polêmicos; 

ü  Permite aos alunos se conhecerem e se expressarem melhor. 

De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a leitura de textos dramáticos deve ser abordada de modo a analisar a organização do texto dramático apresentado em diversos meios, como teatro, televisão, cinema, identificando e percebendo os sentidos advindos dos recursos linguísticos e semióticos que sustentam sua realização, teatral, a novela e o filme. O teatro estimula o desenvolvimento cognitivo das crianças de maneiras incríveis. A linguagem teatral dentro de sala de aula possibilita o indivíduo a obter uma boa oralidade, a gesticulação, a dramatização, trabalhando a timidez e explorando mais conhecimentos. Fortemente constrói os valores e princípios para cada discente. 

No entendimento de Duarte Júnior (2008, p. 65-66), “pela arte somos levados a conhecer melhor nossas experiências e sentimentos, naquilo que escapam à linearidade da linguagem”. Ou seja, o ser humano tem todo um desenvolvimento biológico que lhe possibilita desenvolver sua comunicação através da fala, porém, esta, somente, se desenvolverá se o sujeito estiver incluído num meio sócio-histórico. O teatro possibilita a expressão e a troca de experiências entre os mais diversos sujeitos. Além dos benefícios físicos imediatos, o psicodrama, também, pode melhorar a memória e promover o pensamento abstrato, habilidades valiosas em diversas áreas da vida, incluindo a profissional. 

O psicodrama é uma dramatização guiada que pode ser usada para investigar, aprender, treinar ou compreender. Como afirma Japiassu (1998), o teatro possibilita o contato entre as diversas séries da escola, dando um acolhimento para o grupo como um todo.  A relação de pertencimento é esta sensação de que se é parte de um grupo, comunidade ou ambiente. É uma ligação psicológica que enlaça os participes do grupo. Na Psicologia, o teatro é mais do que uma prática lúdica ou instrumento terapêutico, ele pode ser um importante recurso para a promoção de transformações sociais, criação de espaços dialógicos e acesso aos afetos. A arte a favor da vida - eis a chave do pensamento de Nietzsche.

A arte transfigura o ser existente, mas, só a tragédia exprime a crença na eternidade da vida. O espírito trágico só pode ser explicado em termos musicais. A arte permite a expressão de emoções que proporcionam o equilíbrio do indivíduo com o meio, levando à sua reorganização psíquica. Esse processo ocorre sempre por via indireta, pois, "a arte nunca gera de si mesma uma ação prática, apenas prepara o organismo para tal ação" (Vigotski, 1965/1999b, p. 314). A terapia teatral é usada em práticas de saúde mental como uma forma de terapia expressiva, através da qual os indivíduos explorarem emoções, praticarem atenção plena e se conectarem com a experiência humana maior.

O psicodrama é uma técnica terapêutica que usa o teatro para tratar questões psíquicas, dividido em três etapas, são elas: aquecimento, dramatização e comentários (compartilhamento). Segundo o criador do psicodrama, o psiquiatra romeno Jacob Moreno (1889-1974), a espontaneidade abre portas para o desenvolvimento pessoal e o teatro muito favorece a sinergia interpessoal e grupal.  A obra artística é o lugar da verdade como abertura, desvelamento. Ela funda um mundo, libera um fundamento. Mas, ela somente pode fazer isso enquanto também vela o próprio fundamento, pondera Heidegger. Este fundamento é desvelar ao indivíduo algo sobre sua própria existência.

O teatro, de fato, proporciona vários benefícios para o ser humano. As artes cênicas são responsáveis por trazer mais clareza sobre o que vivenciamos no dia a dia. O mais conhecido está diretamente relacionado ao autoconhecimento. Este saber, por si só, basta para que qualquer indivíduo se conheça melhor e possa, consequentemente, se tornar alguém melhor. Com isso, a mudança se torna gradativa e constante, como o aumento da autoestima; estímulo da criatividade; aumento do senso de responsabilidade e muito mais. A tríade: quem vê, o que se vê e o que é imaginado é a grande mágica do teatro, que nos leva a grandes reflexões da história interpretada.

Aduzimos, portanto, que o teatro deixa os indivíduos mais astutos e mais seguros de si, já que, lhes facilita o entendimento do que é real e o que é imaginário ou ficção e, assim, lhes favorece uma melhor compreensão da sociedade. O teatro favorece a interação entre as pessoas. As histórias contadas e vividas pelos atores trazem o cotidiano de pessoas, lições de vida e posicionamentos sociais relevantes. O teatro retrata comunidades, seus estilos de vida, hábitos de trabalho e senso de identidade O teatro é um espelho cultural, uma ferramenta educativa e um espaço de transformação social.

Desta maneira, o teatro é considerado uma importante ferramenta para educação e desenvolvimento humano, pois, além da vida de um ser humano, sendo capaz de incentivar lhe desde o aumento do intelecto até a preservação da saúde por meio de práticas saudáveis. Assim sendo, o teatro forma pessoas mais sensíveis, respeitosas, além de colaborar bastante com a formação de pessoas menos preconceituosas, mais tolerantes e com uma visão mais inteligente acerca de tudo. Ao longo do tempo, o teatro se fez uma grande fonte de cultura para as pessoas. 

Encenar é uma arte que retoma a tempos mais distantes do que costumamos imaginar. Nos rituais primitivos da humanidade — aproximadamente há 30 mil anos — os povos já utilizavam a encenação como uma maneira de contar histórias. Por isso, o teatro é uma grande ferramenta de comunicação para as massas. Um incontestável poder de imergir os expectadores em conhecimentos e saberes que os conscientize sobre todas as demandas relacionadas à sociedade atual, pois cidadãos melhores a partir de pensamentos mais amplos e reflexivos formados pelo teatro.

O teatro e a vida estão em constante conexão e fusão, afinal a vida humana é composta por elementos que muito se assemelham a um teatro. Há o elenco, o figurino, o roteiro, o drama, muitas vezes a comédia, ou a mentira disfarçada de verdade, bem como a verdade inserida em uma encenação proposital. O teatro estrategicamente usado facilita o ensino-aprendizado de temas relacionados à educação em saúde, com base em uma abordagem lúdica e inovadora, conecta o saber popular ao saber científico, promovendo a saúde e à prevenção de agravos, ao passo que exorta a humanização do cuidado.

O teatro é uma forma eficaz de exercício físico, tanto quanto uma ida à academia. Rir, uma resposta comum ao teatro de comédia, não apenas envolve uma grande quantidade de músculos, mas também, é comparável ao exercício aeróbico em termos de seus efeitos positivos para a saúde cardiovascular. Além disso, o choro, muitas vezes associado a emoções negativas, tem sido demonstrado em estudos científicos como tendo efeitos calmantes que reduzem a frequência cardíaca e promovem uma sensação de alívio Ressalto: o teatro é bem-estar integral, que bem educa!

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(1) Bruno Bezerra de Macedo, Membro e Secretário da ACELP - Academia Cearense de Literatura Popular, na qual é Acadêmico Titular da Cadeira nº 3 – Patrono Cego Aderaldo. Membro da ACLA - Academia de Ciências, Letras e Artes de Columinjuba, na qual é titular da Cadeira de Ciências nº 18 – Patronesse Maria Aurélia Abreu Braga. Fundador e Diretor Adjunto de Comunicação Social da AIMI – Academia Internacional de Maçons Imortais, na qual é Acadêmico Titular da Cadeira nº 9 – Patrono Álvaro Nunes Weyne.

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 REFERÊNCIAS INSPIRADORAS

(2) Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961.

(3) Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971.

(4) Resolução CNE/CP nº 2, que institui e orienta a implantação da Base Nacional Comum Curricular.

(5) DUARTE Jr. João Francisco. Por que arte-educação? PAPIRUS. 2008,

(6) JAPIASSU, Ricardo Ottoni Vaz. Jogos teatrais na escola pública. Revista da Faculdade de Educação [online]. 1998, v. 24, n. 2.

(7) BENTES. André Luiz. Nietzsche: a Arte e o Poder de Criar Valores. Tese de Doutorado em Filosofia pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia. PUC-Rio 2015.

(8) VIGOTSKI, L. S. (1999b). Psicologia da arte (P. Bezerra, Trad.). São Paulo, SP: Martins Fontes. (Original publicado em 1965).

(9) MORENO, Jacob Levy. Teatro da Espontaneidade. São Paulo: Summus Editorial, 1984.

(10) HEIDEGGER, Martin. A Origem da Obra de Arte. Tradução: Maria da Conceição Costa. Lisboa, Portugal: Edições 70, Ltda. 2005.


sexta-feira, 21 de março de 2025

ENTRE A INTELIGÊNCIA E A SABEDORIA O VEIO DE OURO É O CONHECIMENTO

A inteligência pode facilitar a aquisição de conhecimento, pois indivíduos mais inteligentes tendem a aprender mais rapidamente e a processar informações com mais eficiência. No entanto, a inteligência por si só não garante que uma pessoa tenha conhecimento em áreas específicas. A inteligência como elemento inerente ao ser vivo. Assim sendo, o conhecimento pode ser definido como tudo aquilo com o que nos deparamos ao longo de nossa vida nas mais diversas situações e contextos.

Etimologicamente, a palavra "inteligência" se originou a partir do latim intelligentia, oriundo de intelligere, em que o prefixo inter significa "entre", e legere quer dizer "escolha". Assim sendo, o significado original deste termo faz referência a capacidade de escolha de um indivíduo entre as várias possibilidades ou opções que lhe são apresentadas. Entre as faculdades que constituem a inteligência, também está o funcionamento e uso da memória, do juízo, da abstração, da imaginação e da concepção.

Os conceitos e definições da inteligência variam de acordo com o grupo a que se referem. Por exemplo, na psicologia, a chamada "inteligência psicológica" é a capacidade de aprender e relacionar, ou seja, a cognição de um indivíduo; enquanto no ramo da biologia, a "inteligência biológica" seria a capacidade de se adaptar a novos habitats ou situações. O conceito de inteligência emocional está presente dentro da psicologia e foi criado pelo psicólogo estadunidense Daniel Goleman.

Entre as outras características da inteligência emocional está a capacidade de controlar impulsos, canalizar emoções para situações adequadas, motivar as pessoas, praticar a gratidão, entre outras qualidades que podem ajudar a encorajar os outros. Isso pode melhorar o bem-estar mental o que contribui para um desempenho acadêmico mais consistente A escola deve ter em mente que a saúde emocional dos estudantes é tão importante quanto a aprendizagem cognitiva.

A maioria dos estudos sobre a relação entre inteligência e aprendizagem encontra pouca diferença nas medidas de inteligência do participante (como um teste de QI) e medidas de sua capacidade de aprender. Isso sugere uma forte correlação - ou mesmo uma identidade - entre os dois conceitos. Conhecimento é a capacidade de compreender, apreender e entender as coisas. É a consciência e familiaridade que uma pessoa tem com ideias, lugares, eventos, pessoas, questões, maneiras de fazer as coisas, entre outros.

O conhecimento pode ser adquirido através da aprendizagem, percepção ou descoberta. É possível aplicá-lo, criando e experimentando o novo. A partir do que for apreendido, pode-se criar, como fazem as ciências e as artes. A epistemologia é a principal disciplina que investiga o conhecimento. A teoria do conhecimento é uma área de estudo que busca compreender como conhecemos, como é possível ao ser humano conhecer as coisas e o modo pelo qual podemos atingir o conhecimento verdadeiro.

Conhecimento é uma consciência dos fatos ou uma habilidade prática. A principal fonte de conhecimento empírico é a percepção, que envolve o uso dos sentidos para aprender sobre o mundo externo. O conhecimento racional pode ser construído a partir de uma teoria que não possa ser testada, mas, que é uma abstração teórica validada pela lógica. Sócrates argumenta que os sentidos das pessoas são diferentes e, portanto, subjetivos. Portanto, o conhecimento é formado por 3 elementos básicos:

ü  o sujeito (ou cognoscente): a pessoa capaz de obter o conhecimento;

ü  o objeto (ou cognoscível): o quê ou aquilo que se pode conhecer;

ü  a representação: que é o entendimento do objeto pelo sujeito.

A representação do conhecimento é a organização de informações de modo a facilitar o aprendizado e a resolução de problemas. E têm em um impacto profundo na vida de estudos, pois permite uma melhor organização e compreensão de informações complexas. A relação entre conhecimento e representação é que você acaba adquirindo uma nova visão, uma nova ideia, passa a olhar o mundo com outros olhos a partir do que você se empenha a fazer. Conhecimento vem do latim cognoscere, que significa ato de conhecer.

Existem diferentes tipos de conhecimento: 

ü  Conhecimento sensível: é o conhecimento baseado nos 5 sentidos dos seres humanos;

ü  Conhecimento intelectual: está ligado a lógica e a razão;

ü  Conhecimento empírico: é aquele baseado na experiência prática do dia a dia;

ü  Conhecimento científico: é o conhecimento baseado em provas que explicam racionalmente e comprovam um fato;

ü  Conhecimento filosófico (ou racional): está ligado a questionar a própria realidade, criando ideias e conceitos;

ü  Conhecimento teológico: que é o conhecimento adquirido a partir da fé, do que não pode ser explicado.

O conhecimento constitui uma etapa para se chegar à sabedoria, mas, a sabedoria só pode ser alcançada se valores éticos nortearem a busca de informações válidas que levem a conhecimento autêntico. A sabedoria é desenvolvida por meio da reflexão, da experiência pessoal e da capacidade de aprender com os erros e acertos. Ter conhecimento significa possuir informações, enquanto a sabedoria está na aplicação inteligente do conhecimento que é essencial para tomar decisões informadas e resolver problemas de forma eficiente.

Os 7 pilares da sabedoria são: 

ü  Pureza – indispensável para uma vida equilibrada;

ü  Importação - dom que se aprende com a vida e com os humildes;

ü  Moderada – tem na alteridade sua bússola;

ü  Tratável – tem na tolerância e na resiliência a tez de sua amabilidade;

ü  Cheia de misericórdia – tem na empatia seu vento norte;

ü  Cheia de bons frutos – plenos do bem pensar, bem falar e bem agir;

ü  Sem parcialidade – tem na igualdade seu lume maior; e

ü  Sem hipocrisia – tem na sinceridade o fervor de sua seriedade. 

Para Descartes, a sabedoria é o conhecimento de todas as coisas. Sabedoria, sapiência ou sagacidade (do latim sapere — que tem sabor.) é a condição de quem tem conhecimento, erudição. O equivalente em grego "sofia" (Σοφία) é o termo que equivale ao saber – presente na formação de palavras como teosofia, significando, ainda, habilidade manual, ciência e sabedoria. Assim, viver com sabedoria é buscar o que é essencial e não deixar que o urgente se sobreponha ao importante.

A conquista da maior riqueza não se restringe a bens materiais, mas revela-se na essência espiritual de que somos contemplados, conforme a bagagem evolutiva de vidas bem aproveitadas. Viver com sabedoria é estar em sintonia com o Universo em perfeita comunhão cósmica, reverenciando a bela natureza que nos cerca. É sentir enorme prazer em valores simples e produtivos, boas leituras, que reforcem o aprendizado, acrescendo a bagagem para o crescimento evolutivo.

É possuir plena liberdade de ação para discernir o certo e o errado, em construção permanente de um viver retilíneo na prática dos atributos morais – inerentes a todo ser em evolução no mundo físico. Enfim, viver com sabedoria é conviver pacificamente com o semelhante, no cultivo de amizades, com respeito à enorme diversidade de evoluções, sem imposições ou julgamentos – evitando situações conflitantes para um bom relacionamento. Ser sábio diz respeito a ser prudente, ter razão e conhecimento.

Ser sábio é conhecer-se a si mesmo com a exatidão propiciada pelo inteligente emprego dos conhecimentos galgados que formam o legado de uma vida. Entender como você mesmo funciona, seja seu corpo físico, seus pensamentos, emoções ou sentimentos, dará a clareza para entender seus limites e ampliar suas capacidades. O autoconhecimento é o conhecimento que uma pessoa tem sobre si mesma; é uma busca pela verdade sobre si mesmo, que pode levar à sabedoria de vida. Eis o veio de ouro!

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Bruno Bezerra de Macedo, Membro e Secretário da ACELP - Academia Cearense de Literatura Popular, na qual é Acadêmico Titular da Cadeira nº 3 – Patrono Cego Aderaldo. Membro da ACLA - Academia de Ciências, Letras e Artes de Columinjuba, na qual é titular da Cadeira de Ciências nº 18 – Patronesse Maria Aurélia Abreu Braga. Fundador e Diretor Adjunto de Comunicação Social da AIMI – Academia Internacional de Maçons Imortais, na qual é Acadêmico Titular da Cadeira nº 9 – Patrono Álvaro Nunes Weyne.

terça-feira, 18 de março de 2025

ENTRE O SAGRADO E O MUNDANO A INTERDEPENDÊNCIA TRAÇA OS DESTINOS

Encantadora é a travessia dos misticismos, tão plenos de magias (sabedorias, como radica os persas) – frutos das experimentações em vida e de suas replicações ao longo dos dias – para os mundanismos, tão carregados de medos, culpas e de certezas tão incertas quanto o futuro projetado sob a égide de digressões cativantes que fazem da realidade não mais numa frenética busca por compreensão, discernimento e solução, mas, sim numa inercia retumbante produzida pelo ópio da modernidade: o mundo artificial onde o humano se desumaniza face a tirania do poder que a virtualidade permite. A confusão é geral! E já não se sabe o que é o sagrado, nem o mundano. Tão pouco que tudo o que há advém perfeita simbiose de ambos, pois, além de não se distinguirem, também, não existem um sem o outro, ora, quem faria reverência ao espiritual se o mundano não existisse? E quem inspiraria o mundano, na ausência do espiritual?

Dizer que o Carnaval é macumba, não ofende aos macumbeiros, tão pouco os enaltece – embora os faça dançar alegremente –, já que macumba é, tão somente, um instrumento de percussão de origem africana, similar ao reco-reco, coincidentemente usado nos carnavais brasileiros. E sim! O carnaval é encantamento e alegria, pois, momento no qual, desde tempos imemorias, se agradece a boa e farta agricultura e pecuária, como ratifica a antropologia. Cada povo vive o carnaval à sua maneira! No entanto, as corruptelas linguísticas patrocinadas pelo espirituoso povo brasileiro dão-nos uma visão diferente, pois, a magia do instrumento musical findou por nominar a religião afrodescendente (candomblé) e a religião brasileira (umbanda), cuja magia (sabedoria) estabelece um canal (uma religação) vivaz, cantante e feliz com o sagrado, conexão esta que pode ser alcançada, com a mesma plenitude ou não, por todas as formas de religação com a divindade singularmente praticada nos quatro cantos do mundo, cujo resultado é o mesmo: estreitar os laços inequívocos de pertencimento e unicidade com o etéreo. Destoco que a magia (sabedoria) da fé não idiotiza aos humanos, estes são obtusos e obscuros de nascença, e qual uma semente que plantada na Terra deveríamos exercer o fototropismo e termos o crescimento que ocorre em resposta à luz, porém, poucos dos entes humanos, atualmente, assim se move.

Neste influxo, lembrei-me da Teoria do Tempo Negativo que imprime (ou exprime) o pensamento de que a luz parece sair de um material antes de entrar nele. Acredito que a luz está saindo de nós em face a exposição maciça ao virtualismo, seja de forma ingênua, leiga, despreparada ou desprotegida perante seus fascínios, seja por uma fuga da realidade, pois, “naquele mundo” tudo é possível e tudo é permitido. Já do lado de cá das telas, Paulo de Tarso dogmatiza: tudo possível, mas, nem tudo é permitido. Ressalto, que não justifico, fitando o Tempo Negativo, o infantilismo nas pessoas desnorteadas no tempo e no espaço nesta opaca hodiernidade que suplicia o humano, pois, isto já é um adoecimento pandêmico do ser humano, que acha como tentativa de cura, aplicada pelas sociedades a nível mundial e coibição do uso dos celulares nas escolas, dentre outras moções, já se movem para conter a exposição das crianças – de fato – ao virtualismo, enquanto cuidam de dar-lhes esta remédio que lhes tira a liberdade, já que a sabem usar para o bem de si.. Haverá menos gado? O gado não percebe a sinergia que há entre os movimentos da natureza, as profecias e as ciências, nem tão pouco como estes influxos influenciam e radicam a história do homem na Terra.

A história do Natal exempla com sagaz clareza esta associação de fatores a que me refiro. Os persas, estudiosos da astronomia e, também, da astronomia, são inspiradores da história de natal ao contarem ter visto três estrelas (três reis) seguindo uma estrela maior e mais intensa rutilância (Sirius), que numa manhã próxima ao solstício de inverno se alinham ao nosso sol, que finda um ciclo e passa a iniciar o novo ciclo. Os três reis (magos – sábios), seguem a estrela de Belém até o local onde o Sol Invictus, Mitra, aguardava sua gratidão. Mitra, uma deidade multe étnica e multe nações. Cultuado pelos Vedas da Índia. O zoroastrismo – que cultuava dois deuses, o Bem e o Mal – de Dario, o Grande, da Pérsia, teve Mitra desempenhando funções de juiz das almas. Plutarco, anuncia que os piratas da Cilícia celebravam ritos secretos relacionados a Mitra no ano 67 a.C. E, também, atribui aos legionários romanos a introdução do culto de Mitra no Império Romano a partir de campanhas militares nas suas fronteiras orientais. Em finais do século II, o mitraísmo já estava amplamente popularizado no exército romano, bem como entre comerciantes, funcionários e escravos. A maior parte dos achados referem-se às fronteiras germânicas do império. Pequenos objetos de culto associados a Mitra têm sido encontrados em locais que vão da Roménia à Muralha de Adriano. No século IV, a concorrência do cristianismo, apoiado por Constantino, tiraria adeptos do mitraísmo. Importa realçar o fato do mitraísmo excluir as mulheres, situação que não se verificava no cristianismo. O cristianismo substitui o mitraísmo durante o século IV até se converter na única religião permitida com Teodósio (379 - 395).

Embora não haja provas incontestes de que Mitra nascera em 25 de Dezembro, a festa do "dies solis invicti natalis" celebrava seu o aniversário neste dia. A tradição cristã (a)colheu o dia 25 de dezembro para o nascimento de Jesus, aproveitando a tradição cultural do solstício de inverno e da adoração ao sol invicto. Uma forma derivada de vrddhi de mitra sânscrito de Maitreia, o nome de um Bodisatva na tradição budista, o que sugere o que o culto a Mitra ainda vive em nossos dias. Homenageando a Mitra, como também, antigo deus-peixe Dagon e da deusa Cibele, ambos cultuados pelos antigos sumérios, os Papas, desde o século V, encobrem-se com a Mitra durante as solenidades cristãs mais relevantes. Ressalto que, segundo a bíblia, Dagon era um venerado pelos filisteus (ou povo de Canaã) com o nome de Dagon ou Dagantakala. Casado com Shala (um outro nome de Ninlil), este deus fazia com que as plantas crescessem e julgava aqueles que morriam, reinando no mundo subterrâneo, assim, qualquer similitude com Mitra, que também julgava as almas, é pura coincidência. Não obstante a tudo isto, Mitra-Jesus e/ou Jesus-Mitra comemora seu aniversário sempre em 25 de dezembro, todos os anos. E Sirius continua sendo a estrela de Belém guiando neste mesmo período os três reis magos (sábios), pois, Sirius é considerada a origem de seres espiritualmente avançados e evoluídos. Os sirianos são seres intuitivos que se sentem atraídos por assuntos relacionados à arte e ao misticismo. Talvez seja por isso que Sirius seja o Oriente Eterno para onde se dirigem os maçons.

Segundo Albert Pike, Morals and Dogma, Sirius reluz em nossas lojas como a Estrela Flamejante". No simbolismo maçônico, o olho de Hórus (ou o Olho Que Tudo Vê) é frequentemente retratado cercado pelo brilho de luz de Sirius. A luz atrás do Olho Que Tudo Vê na nota de dólar americano não é do sol, mas a partir de Sirius. A Grande Pirâmide de Gizé foi construída em alinhamento com Sirius e por isso é mostrado brilhando acima da pirâmide. Um tributo radiante para Sirius, portanto, nos bolsos de milhões de cidadãos. Sob esta influência, nascida nos Estados Unidos em 1850, a Order of the Eastern Star, (OES) é diretamente ligada ao nome de Sirius, a "estrela em ascensão do Oriente" e, isto, ao "público em geral" explica as origens do nome da Ordem declarando que o nome foi escolhido dada relevância da "Estrela do Oriente" que levou os Três Magos para Jesus Cristo. Um olhar para o significado oculto do simbolismo da Ordem, porém, deixa claro que a Ordem da Estrela do Oriente (OES) é uma referência para Sirius, a estrela mais importante da Maçonaria, a sua organização-mãe. No Brasil, a OES surgiu em 02 de Agosto de 1997, através dos Irmãos Alberto Mansur e Célia Mansur, que, juntamente, os irmãos Alberto Mansur e esposa, Arthur Domingues e esposa, Jorge Luiz de Andrade Lins e esposa e Luís Cosme dos Santos e esposa. O Irmão Jorge Luiz de Andrade Lins, foi o tradutor dos rituais para a língua portuguesa. No Ceará, o primeiro núcleo da Ordem da Estrela do Oriente foi fundado em 20 de agosto de 2011 e seus primeiros dirigentes foram Rose Neide Santos Rodrigues Ernandes e Narciso Dorta Ernandes Filho.

De acordo com a tradição hermética, o Sol que ilumina nossos dias é apenas um reflexo de Sirius, o Sol Maior, nossa estrela mais brilhante. Sirius (também conhecida como Sothis) já fez parte da antiga constelação da Fênix, mas, há tempos é considerada a estrela mais brilhante de Canis Major, de onde vem o nome Canícula. Isto exemplifica o quanto o significado de Sirius mudou ao longo da História da humanidade. Ela é a estrela mais brilhante do céu noturno, e pode ser observada de quase todas as regiões habitadas da Terra. Esta posição de destaque fez com que Canícula fosse amplamente usada como forma de medir o tempo pelos povos antigos. Sua chegada aos céus anunciava aos Egípcios as cheias do Nilo, que traziam renovação à terra devastada. Conhecer o ciclo desta estrela era uma questão de sobrevivência. É natural que implicações religiosas tenham sido atribuídas a este astro magnífico desde a aurora dos tempos. Sirius trazia a renovação, a mudança. A equivalência com o ciclo solar estabeleceu o conceito de que nosso Sol seja um reflexo de Sirius, o verdadeiro portador da renovação. Não é à toa ser Sirius a denominação dada à nova fonte de luz síncrotron brasileira, é a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no País. Este equipamento de grande porte usa aceleradores de partículas para produzir um tipo especial de luz, chamada, luz síncrotron. Essa luz é utilizada para investigar a composição e a estrutura da matéria em suas mais variadas formas, com aplicações em praticamente todas as áreas do conhecimento. Sirius permite que centenas de pesquisas acadêmicas e industriais sejam realizadas anualmente, por milhares de pesquisadores, contribuindo para a solução de grandes desafios científicos e tecnológicos, como novos medicamentos e tratamentos para doenças, novos fertilizantes, espécies vegetais mais resistentes e adaptáveis e novas tecnologias para agricultura, fontes renováveis de energia, entre muitas outras potenciais aplicações, com fortes impactos econômicos e sociais. 

Neste toar, apesar da disparidade entre as culturas e épocas, os mesmos atributos misteriosos são percebidos e nos levar a perguntar: por que uma sincronia de definições e de teses tão perfeitamente a fim da evolução? Essas conexões são particularmente evidentes quando se examina os ensinamentos e o simbolismo das sociedades secretas, que sempre ensinaram sobre a interdependência notórias entre o mundano e o sagrado, bem como, propugna o condão libertador dos segredos por ela guardados, que desbloqueiam um dos maiores mistérios da humanidade, algo que já não se pode esconder: a evolução humana tem estreita relação com o progressismo do universo. O que radica a interdependência notória no ecossistema: UNIVERSO, onde a verdade abraça o espiritual e o “mundano”. E só a verdade liberta o homem do demônio de si. E este demônio se chama ignorância!



sábado, 15 de março de 2025

A CORAGEM COMO VETOR DE TRANSFORMAÇÃO DAS SOCIEDADES

A coragem vem do coração, afirma Sérgio Rodrigues (VEJA, 19/02/2013). Segundo ele, O substantivo coragem, registrado em português desde meados do século XVI, foi importado do francês courage, vocábulo cinco séculos mais antigo (herdeiro do latim cor, cordis, ‘coração’) que começou sua carreira justamente como sinônimo de coração. Não do coração físico, designado em francês pela palavra coeur, mas do coração como ‘morada dos sentimentos’. Poucas décadas depois a palavra tinha passado por uma expansão semântica para nomear “estado de espírito” e “desejo, ardor”, segundo o Trésor de la Langue Française. Coragem era força interior, um sinônimo de ânimo. Para os empreendedores, exercitar a coragem tem a ver com equilíbrio, inteligência, bom senso, perseverança, dinamismo e claro, foco nos resultados. Lembre-se de uma frase que Peter Drucker disse: “Sempre que você vê um negócio de sucesso, alguém tomou uma decisão corajosa”. Corroborando, Antônio Houaiss alude algumas definições de coragem:

1. moral forte perante o perigo, os riscos; bravura, intrepidez, denodo;

2. firmeza de espírito para enfrentar situação emocionalmente ou moralmente difícil;

3. qualidade de quem tem grandeza de alma, nobreza de caráter, hombridade.

Empreendedorismo, pois, é a capacidade que uma pessoa tem de identificar problemas e oportunidades, desenvolver soluções e investir recursos na criação de algo positivo para a sociedade. Pode ser um negócio, um projeto ou mesmo um movimento que gere mudanças reais e impacto no cotidiano das pessoas. Platão correlaciona coragem, razão e dor. A coragem é o uso da razão a despeito do prazer. Coragem é ser coerente com seus princípios a despeito do prazer e da dor. Os animais (mesmo os irracionais) demonstram coragem principalmente devido aos seus instintos primitivos e pela necessidade de sobrevivência. Por exemplo, um pássaro que sai de seu ninho sabe que pode morrer, mas a necessidade de sobrevivência fala mais alto nele e assim surge a coragem. Já os seres humanos (diferentemente dos animais irracionais) têm uma psiquê muito influente em suas atitudes, portanto, seus medos e coragem variam muito de uns para os outros, dependendo do ambiente na qual vivem (e no qual viveram quando mais jovens), da educação que receberam, de suas crenças, de com quem eles convivem socialmente, de sua cultura etc.

Empreendedorismo, pois, é a capacidade que uma pessoa tem de identificar problemas e oportunidades, desenvolver soluções e investir recursos na criação de algo positivo para a sociedade. Pode ser um negócio, um projeto ou mesmo um movimento que gere mudanças reais e impacto no cotidiano das pessoas. Platão correlaciona coragem, razão e dor. A coragem é o uso da razão a despeito do prazer. Coragem é ser coerente com seus princípios a despeito do prazer e da dor. Os animais (mesmo os irracionais) demonstram coragem principalmente devido aos seus instintos primitivos e pela necessidade de sobrevivência. Por exemplo, um pássaro que sai de seu ninho sabe que pode morrer, mas a necessidade de sobrevivência fala mais alto nele e assim surge a coragem. Já os seres humanos (diferentemente dos animais irracionais) têm uma psique muito influente em suas atitudes, portanto, seus medos e coragem variam muito de uns para os outros, dependendo do ambiente na qual vivem (e no qual viveram quando mais jovens), da educação que receberam, de suas crenças, de com quem eles convivem socialmente, de sua cultura etc.

O termo cultura foi definido pela primeira vez por Edward Tylor, em 1817, como um conjunto complexo, interdependente e interatuante de conhecimentos, crenças, leis, tradições, artes, costumes e hábitos de um determinado conjunto de seres humanos constituídos em sociedade. As atividades das Academias estão profundamente ligadas à Cultura, à língua e linguagem, às artes e ciências em geral. Preservar o patrimônio literário nacional é uma das principais funções de uma Academia de Letras, assim como estudar e desenvolver a cultura, a língua e a linguagem regional. De acordo com Ralph Linton, "como termo geral, cultura significa a herança social e total da Humanidade; como termo específico, uma cultura significa determinada variante da herança social. A cultura inclui tanto elementos tangíveis, como objetos, vestimentas e construções, quanto intangíveis, como língua, crenças religiosas e normas sociais. Ela é fundamental para a identidade de um grupo e define como os membros desse grupo interpretam o mundo ao seu redor e interagem com ele.

Neste ínterim, dogmatiza, ou seja, ensina possíveis verdades que, se aceitas e cridas, são verazes verdades até serem sucedidas por novos discernimentos destas verdades postas, a Torá: “Esforçai-vos, e animai-vos; não temais, nem vos espanteis diante deles; porque ADONAY teu Elohim é o que vai contigo; não te deixará nem te desamparará.” (Debarim/Deuteronômio 31:6), nisto, adverte que a coragem é o agir mesmo quando se está com medo, confiando que o Eterno irá te apoiar. Aquele que fica parado dizendo esperar que o Eterno abra as portas ou dê coragem ficará para sempre estagnado em sua vida. Aquele que deseja ver progresso e transformação precisa ter coragem para agir, e a certeza de que o Eterno irá abençoar. Ser um empreendedor social é estar à frente de uma iniciativa que agregue valor; é promover soluções para problemas amplamente difundidos; e ajudar a resolver situações que tenham a ver com moradia, saúde, educação, emprego, meio ambiente e direitos humanos. A forma como pensamos, agimos e nos relacionamos é reflexo do papel fundamental da cultura. Grandes mudanças significativas na sociedade partem desse fator. Além disso, a cultura pode desafiar e questionar normas estabelecidas, promovendo a mudança social. A cultura está relacionada diretamente à geração do conhecimento e ao exercício do pensamento, que são valores essenciais para o desenvolvimento da sociedade. Assim, a cultura é importante na formação pessoal, moral e intelectual do indivíduo e no desenvolvimento da sua capacidade de relacionar-se com o próximo.

E, no Oriente, a luz que vem do alto indica o caminho do progresso na Surat al-Fath (Vitória), nos versículos 21, 22 e 24 do Capítulo 48 do Alcorão Sagrado: “Deus vos prometeu muitos ganhos, que obtereis ainda mais... para que sejam um sinal para os fiéis e para guiar-vos para uma senda reta. E outros ganhos que não pudestes conseguir, Deus os conseguiu, e Deus é Onipotente. Tal foi a lei de Deus no passado; jamais acharás mudanças na lei de Deus.” O protagonismo social é a capacidade de atuação de indivíduos ou grupos, decorrente do autoconhecimento, de competências técnicas e habilidades sociais, que são capazes de promover mudanças decisivas na vida pessoal e na realidade dos territórios onde estão inseridos. O substantivo “protagonismo” significa “qualidade da pessoa que se destaca em qualquer situação, acontecimento, exercendo o papel mais importante dentre os demais; característica do personagem principal, mais importante: protagonismo literário, artístico, televisivo, cinematográfico, a partir dos quais estabelece-se a cultura. A cultura desempenha um papel fundamental na sociedade de várias maneiras. Ela traz, em primeiro lugar, um senso de comunidade, pertencimento e identidade, pois, emprega tradições, costumes e crenças que dão uma “cara” para aquele grupo, seja ele delimitado em um espaço geográfico ou não.

No Brasil e em exercício pleno de sua mestria, José Carlos de Araújo, integrante da Loja Maçônica Renovação Londrinense nº 141, de Londrina-PR, aduz que: “a coragem pressupõe dos homens integridade e honestidade intelectual, um apego ao que o senso comum impõe como intocável como fundamento moral, disto não podendo afastar-se. A coragem, neste sentido, traduz uma força de vontade que impede que o ser humano faça concessões no campo da ética nos enfrentamentos do dia a dia, sob pena dos interesses particulares causarem prejuízos aos conceitos éticos universalmente aceitos. A coragem que impulsiona o ser humano só se transforma em virtude quando este ato visa a construção de um mundo justo. Transformar a realidade exige coragem para impor ideais altruístas, resistir às injustiças e fazer o bem.” Aportando suas percepções e experiências de vida, Nelson Mandela, ratifica dizendo: “eu aprendi que a coragem não é a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas aquele que conquista por cima do medo.” Portanto, os cinco tipos de coragem que se precisa ter na vida são: coragem pra agir, coragem pra arriscar, coragem pra ser autêntico, coragem pra persistir e coragem pra liderar.

Corajoso, o político judeu David Ben-Gurion (Płońsk, 16 de Outubro de 1886 – Ramat Gan, 1 de Dezembro de 1973) afirma que a coragem é um tipo especial de conhecimento: o conhecimento de como temer o que deve ser temido e como não temer o que não deve ser temido. Precisamos antecipar o caráter dos tempos, discernir formas embrionárias emergentes ou renovadas e abrir caminho para mudanças circunstanciais. De um modo geral, a arte proporciona às pessoas a possibilidade de desenvolver habilidades interculturais em todas as idades, combatendo corajosamente, principalmente, os “pré-conceitos” que vivem na sociedade. Além disso, ela muda a forma como as pessoas interagem com o mundo, solucionam seus dilemas e enxergam outras culturas. A arte abre novos caminhos e novas oportunidades, transformando o indivíduo de dentro para fora e mostra que independente de quem seja, estamos repletos de dons e talentos que só estão esperando aquela oportunidade para se mostrarem para o mundo. Portanto, nunca deixe de acreditar em um futuro melhor com a arte, porque ela pode sim transformar a sociedade, já que a arte é a expressão, espontânea ou não, dos sentimentos que reflete conjunturas sociais, experiências e vontades pessoais, sendo representada de várias formas. Sua interpretação é dependente da cultura, sensibilidade e gosto de cada indivíduo, pois, tanto para o artista quanto para o espectador, uma obra de arte pode ser um espaço seguro para processar sentimentos complexos. Ao contemplar uma pintura, escultura ou qualquer forma de arte, nos permitimos sentir e refletir, muitas vezes encontrando ressonância com nossas próprias experiências. Cumprindo ressaltar que O símbolo de coração é um ideograma usado para expressar a ideia do "coração" em seu sentido metafórico, como o centro de emoção humana.  O coração e a arte estão relacionados de várias formas, como na expressão de sentimentos, na autodescoberta e na conexão com o público. 

O coração é o guarda da coragem que anima a existência e faz o homem ascender em bravura indômita na senda do bem. Por isso, após aferida a excelência de sua boa formação, que garante sua eficiência e eficácia, o coração recebe a chancela da luz que vem do alto, pois “Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio”, como afirma Timóteo. (2 Timóteo 1:7)”. É vigor que liberta o homem pelo despertar da consciência, o fazendo um igual a todas as criaturas – ainda que diversas e desiguais sobre todo o universo –, para, sob esta efervescência, edificar a fraternidade única que o acolhe numa só família sob a regência das forças universais. Assim, o 'Amor Coragem' é uma ode à liberdade, à resistência e à luta por um amor verdadeiro e libertador, que desafia as normas e as opressões da sociedade. O amor em plena exequibilidade expandindo o universo de possibilidades e, cada uma destas, é um constructo de amor em edificação, ratificando o que assevera João: “no amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor” (1 João 4:18). O amor é a essência da nossa humanidade e sob sua égide as adversidades se transformam em propósito. Somente o amor pode transformar o mundo, convertendo guerra em paz, tribulação em serenidade, medos em certezas, angústias em alegrias, tristeza em felicidade, lutas em vitórias e tantas outras situações. Quando enfrentamos momentos difíceis, o amor pode sim ser a luz que conduz à jornada de crescimento. É o amor que nos inspira a superar desafios, a encontrar significado em meio à adversidade e a descobrir novos caminhos para que as sociedades vicejem o novo continuamente, onde o humano exerça corajosamente a humanidade, protagonizando a felicidade de todas as nações.

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Bruno Bezerra de Macedo, Membro e Secretário da ACELP - Academia Cearense de Literatura Popular, na qual é Acadêmico Titular da Cadeira nº 3 – Patrono Cego Aderaldo. Membro da ACLA - Academia de Ciências, Letras e Artes de Columinjuba, na qual é titular da Cadeira de Ciências nº 18 – Patronesse Maria Aurélia Abreu Braga. Fundador e Diretor Adjunto de Comunicação Social da AIMI – Academia Internacional de Maçons Imortais, na qual é Acadêmico Titular da Cadeira nº 9 – Patrono Álvaro Nunes Weyne.

sábado, 8 de março de 2025

A MULHER E OS AUGUSTOS MISTÉRIOS DA FEMINILIDADE

Sob a égide da feminilidade sentimo-nos à vontade para a explorar e contemplar a graça de ser mulher neste dia 8 de Março no qual festejamos o Dia Internacional da Mulher. Feminilidade que viceja acolhimento: “coração de mãe sempre cabe mais um”, diz o povo. Mulher é filha, ou seja, mãe em profícua formação para o melhor futuro que suas sábias mãos possam edificar. Mulher é mãe, portanto, em pleno exercício do mais augusto dom à mulher concedido, que a faz divina na mais exata acepção da palavra. Mulher é avó, mãe duas vezes, ou seja, um testemunho vivo das primícias da mulher mãe a exemplar gerações.

Mulher, também, é irmã cujo companheirismo (1) desvela: compromisso, responsabilidade, respeito, disciplina e pertencimento. Preceitos basilares da fraternidade buscada pelos homens sob a égide da alteridade, que é a mais excelsa prática do humano, daquele que exerce humanidade; humanidade que se ergue sobre três colunas: empatia, interdependência e unicidade. (2) Não pode haver ligação de almas onde não exista identidade de ideias, de crenças e de costumes. Quem sem descanso apregoa a sua virtude, a si próprio se sugestiona virtuosamente e acaba por ser, às vezes, virtuoso. É o comer que faz a fome.

Neste influxo, ninguém representa tão profícua e galhardamente a mulher em sua graduação temporal, tão pouco a diversificada gama de sabedorias que dela transcende a benefício da humanidade, como as heroínas: Adah, a obediente filha de Jefté (3); Ester, a leal esposa de Xerxes I – também chamado de Assuero (4); Rute, a viúva e, abnegadamente, fraterna nora de Noemi (5); Marta, a perseverante irmã de Maria e Lázaro (6); e Electa, a "senhora eleita" por João (3), filho de Zebedeu, exatamente por que esta ínclita mulher reúne em si, professadamente, todas as virtudes que distinguiram Adah, Ester, Rute e Marta, sintetizadas na Caridade. Caridade, sob a qual a mulher, desde a mais tenra idade da humanidade, asperge o mais vívido amor incondicional àqueles que entorno de si orbitam, sendo a Mulher, por isso, o landmark da fraternidade.

Neste toar, os maçons, homens que se compromissaram consigo mesmos a serem – a terem por – irmãos daqueles que, também, se comprometeram a cumprir este mandato; maçons, filhos da viúva, que secularmente lhes inculca os mais edificantes preceitos transcendentes da alteridade. Valores que os identifica, a partir da cultura que fazem brotar em meio à fraternidade que vivificam na simbiose de saberes e artes que animam com os quais animam a felicidade humana na cultura que cultivam e disseminam a bem das sociedades nas quais interagem. Cultura fulcrada no amor que aprimora os homens no aperfeiçoamento contínuo dos costumes (progressismo) que alcança, respeitando as autoridades e crenças estabelecidas (tradições), pois, sem passado não há futuro; cultura que não encontra fronteiras, chegando onde deve chegar, no culto que faz ao humano que respira a felicidade dos povos. Povos, compostos por maçons e por não maçons, que devem à mulher o mais efusivo e diuturno tributo, que em seu nome externamos nesta magna data em que a exaltamos:


Mulher

Rutilante bravura

Poderosa aurora

És alvorecer

Força do acontecer

Prestimoso acolher

Magnífico Ser

Augusta presença

Perene esperança.

Aos sorrisos

Encanta corações

Transmuta emoções

Enseja progressos

Eis a felicidade

Do Céu à Terra vinda

Bastante amada

Flui generosidade

Reina integridade.

Mãe sendo,

Adorna o mundo

Tudo harmoniza

Sonhos realiza

Auspiciosa vanguarda

Sempre inusitada

Faz histórias

Enaltece vitórias

Mulher!

Salve a Mulher, cujos primores fazem humanos os homens e feliz fazem humanidade!

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Bruno Bezerra de Macedo, Membro e Secretário da ACELP - Academia Cearense de Literatura Popular, na qual é Acadêmico Titular da Cadeira nº 3 – Patrono Cego Aderaldo. Membro da ACLA - Academia de Ciências, Letras e Artes de Columinjuba, na qual é titular da Cadeira de Ciências nº 18 – Patronesse Maria Aurélia Abreu Braga. Fundador e Diretor Adjunto de Comunicação Social da AIMI – Academia Internacional de Maçons Imortais, na qual é Acadêmico Titular da Cadeira nº 9 – Patrono Álvaro Nunes Weyne.

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REFERÊNCIAS INSPIRADORAS

(1) Provérbios 27:17

(2) QUEIROZ, José Maria de Eça. Cartas Familiares e Bilhetes de Paris. 2ª edição. Porto: Lello & Irmão, 1913.

(3) Gênesis 4:19-22

(4) Livro de Ester

(5) Livro de Rute

(6) I Epistola de João

(7) II Epistola de João

domingo, 2 de março de 2025

A RESPONSABILIDADE COMO FUNDAMENTO DA IGUALDADE

Nicoló di Bernadi dei Machiavelli (1) ou, simplesmente, Nicolau Maquiavel, afirma haver três espécies de cérebros: uns entendem por si próprios; os outros discernem o que os primeiros entendem; e os terceiros não entendem nem por si próprios nem pelos outros; os primeiros são excelentíssimos; os segundos excelentes; e os terceiros totalmente inúteis. Vanguardista contumaz, a maçonaria conduz o Homem-Maçom a conhecer-se a si mesmo e, conhecendo-se, desta maneira tão intima, passa empreender as necessárias moções para progredir e evoluir continuamente. E assim preceitua sob a égide do Templo de Delphos, que desde tempos imemoriais instrui aos vitoriosos: CONHEÇA-TE A TI MESMO E CONHECERÁS O UNIVERSO E OS DEUSES E SE O QUE BUSCAS NÃO ACHARES PRIMEIRO EM TI NÃO O ENCONTRARÁS EM LUGAR ALGUM. Cumpre lembrar que o Templo de Delphos, inicialmente fora dedicado à Nike (ou Nice), deusa grega da vitória, da força e da velocidade, representada por uma mulher alada, tendo sobre a cabeça uma coroa de louros. No entanto, ora figura dedicado a Apolo, deus da música, da poesia, das artes, da profecia, da medicina e do Sol. Símbolo da juventude e da beleza.

O legado de Delphos é claro reflexo do princípio hermético da correspondência (2) que preceitua: tudo o que está em cima é como o que está embaixo. Este princípio entende que há padrões que se repetem nas mais diversas escalas e nos mais diversos planos da existência, desde os planos materiais até os energéticos e espirituais. O átomo possui uma configuração semelhante à de um sistema planetário, que por sua vez possui uma configuração semelhante à de uma galáxia. Tal saber ratifica a certeza de que somente é vitorioso aquele que domina a si mesmo, pois, do contrário como pode este intentar vencer o mundo. Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude; à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade; à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor, conforme instrui o Mestre Jesus e Pedro (3) eterniza a lição em seu Evangelho (2 Pedro 1:5-7).

Conhecendo a si mesmo, Thomas Hobbes (4) diz-nos que o homem é o lobo do homem. Esta afirmação consiste em uma metáfora que indica que o homem é capaz de grandes atrocidades e barbaridades contra elementos da sua própria espécie. Estabelecendo-se com salutar paradigma para a humanidade, protagonizando a harmonia que deve haver entre os homens, a Maçonaria concita o homem-maçom a submeter sua vontade, vencer suas paixões e fazer progressos em si e no meio social no qual interage a partir do amor que aperfeiçoa os costumes, que imputa tolerância, igualdade e respeito a autoridade e fé de cada um, pois, o Homem-Maçom é o lobo do homem profano, pois, suplanta, em sua fidalguia, os ímpetos grotescos deste ser não iniciado.

Iluminado pelos Augustos Mistérios da Maçonaria, Jean-Jaques Rousseau (5), criou o que conhecemos como Contrato Social, ou seja, um acordo que regula a convivência das pessoas em sociedade de maneira organizada através de um Estado que protege os direitos e a liberdade dos seus membros. As teorias sobre o contrato social se difundiram entre os séculos XVI e XVIII como forma de explicar ou postular a origem legítima dos governos e, portanto, das obrigações políticas dos governados ou súditos. Reconheço a relevância dos feitos e efeitos das vidas de Thomas Hobbes (1651), John Locke (1689) e Jean-Jacques Rousseau (1762), que são os mais famosos filósofos do contratualismo e eméritos expoentes maçônicos. Contrato social (ou contratualismo) indica uma classe de teorias que tentam explicar os caminhos que levam as pessoas a formarem Estados e/ou manterem a ordem social. Essa noção de contrato traz implícito que as pessoas abrem mãos de certos direitos para um governo ou outra autoridade a fim de obter as vantagens da ordem social. Nesse contexto, o contrato social seria um acordo entre os membros da sociedade, pelo qual reconhecem a autoridade, igualmente sobre todos, de um conjunto de regras, de um regime político ou de um governante.

O Contrato Social não imputa aos cidadãos firmar de modo material este acordo, mas, que o aceitam tacitamente. Portanto, assumem que se submetem a determinadas leis a cumprir, uma vez que valorizam o benefício oferecido em troca deste modelo de convivência. A partir desta perspectiva, o homem perde sua liberdade de natureza, mas, ganha o livre arbítrio da sociedade civil. Neste contrato social existem regras que ajudam os indivíduos a distinguirem o certo do errado, ou seja, a partir desta perspectiva se cobra o significado de justiça. Neste estado social surgem novas regras que não estão presentes no estado de natureza. Ao viver em sociedade cada cidadão não pode focar exclusivamente nos seus próprios interesses, uma vez que existem aspectos comuns a todos. O conceito contrato social é amplamente utilizado no campo da filosofia política que estuda a convivência social.

As normas do contrato social devem ser uma extensão dos direitos da própria lei natural. O contrato social pretende impulsionar a igualdade comum contra outras formas de poder, como o direito do mais forte contra o mais fraco. Este contrato social permite analisar a sociedade como uma conexão direta entre o todo e as partes, mais uma vez, o Princípio Hermético da Correspondência laureia o labor do Construtor Social. O Contrato Social permeia a existência do homem desde sempre realizando seu intento de disciplinar suas as ações e harmonizar seu convívio social, vejam:

✔ Na família: te ajeita menino que o costume de casa vai a praça.

✔ No condomínio no qual moramos: no regimento interno

✔ Nas igrejas: nos dogmas

✔ Nos clubes sociais: no estatuto social, regimento interno etc.

✔ Na Pátria que nos abriga: no ordenamento jurídico que harmoniza e disciplina a vida do cidadão.

✔ Na Maçonaria: landmarks e no Estatuto Social (onde contam: a constituição, o regulamento geral, o código penal, o código eleitoral e as importantíssimas disposições gerais. E, principalmente, os rituais onde as sábias palavras dos diáconos ajudam ao Homem-Maçom a conduzir-se como dele é esperado.

Tudo isto é excelso labor do prestimoso compasso que limita as ações com o fito de garantir o aprazível e harmonioso convívio do homem com seus pares, ao passo que o magnífico esquadro afere a retidão dos feitos do homem por onde este passa e com quem este convive dentro das cercanias traçadas pelo compasso.  Apresentadas, pois, as bases sobre as quais viceja a Responsabilidade Civil conceituá-la devemos. Entende-se por responsabilidade civil a obrigação de uma pessoa em reparar o dano causado à outra, seja por conta dos seus próprios atos e sob sua responsabilidade ou de pessoas dependentes. Este dano pode ser reparado por meio de uma indenização financeira. O caráter da responsabilidade civil é estreitamente preventivo, de maneira que diante desse conhecimento a realização de determinados atos ou comportamentos negligentes terão consequências sobre o próprio patrimônio, assim como os membros de uma sociedade vão abster-se de causar prejuízos a terceiros. Este conceito parte de uma base ética fundamental para a vida em sociedade. Para que o ser humano possa viver em perfeita harmonia com os demais, precisa da garantia que ninguém deve ser objeto de prejuízo de forma injusta e arbitrária, mas em caso de não ser, esta garantia deve ressarci-lo por isso.

Destaco que a responsabilidade civil e a responsabilidade penal possuem objetivos bem diferentes. No caso da responsabilidade civil o que se pretende é reparar o dano que uma pessoa possa ter sofrido diante de um ato cometido; enquanto a responsabilidade penal tem uma finalidade punitiva – pretende castigar ou sancionar a pessoa que cometeu algum ato contra o ordenamento jurídico – mas também ressocializadora por tratar de reinserir na sociedade alguém que tenha vulnerado a lei, mas ao mesmo tempo tenha cumprida sua pena. Assim, a responsabilidade civil costuma ser concretizada pelo pagamento de determinado valor para compensar o dano; enquanto a responsabilidade penal, mesmo que tenha uma sanção econômica, é traduzida como uma pena de privação de liberdade. Neste ínterim, resta ao Homem Maçom responsabilizar-se em:

✔ Praticar a moral e a compreender seus deveres, nunca se convertendo em estúpido, ateu ou irreligioso libertino.

✔ Manter conduta digna e honesta na Maçonaria e fora dela, respeitando os ditames da justiça e da solidariedade humana, amante de sua família, constituindo-se em exemplo de honestidade e honradez.

✔ Ser bom, leal, probo, honrado, independentemente de sua crença, raça ou convicções.

✔ Ser pessoa pacífica, submeter-se às leis do País onde estiver, adotando comportamento digno na comunidade onde vive, revelando-se como exemplo de civilidade, educação, gentileza e boa convivência

✔ Educar seus filhos, oferecendo-lhes bons exemplos de honestidade e disposição para o trabalho, além de prover escola de qualidade na medida de suas posses.

✔ Usar as redes sociais com moderação e extremo cuidado.

✔ Colaborar com as autoridades públicas nas ações que visem a melhoria da qualidade de vida do povo.

✔ Respeitar e preservar os bens públicos.

Em Suma: honeste vivere, alterum non laedere, suum cuique tribuere - viver honestamente, não lesar a outrem, dar a cada um o que é seu - como preceitua Eneo Domitius Ulpianus (6), o fundamentador basilar do Direito Civil pelo Mundo afora.


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Bruno Bezerra de Macedo, Membro e Secretário da ACELP - Academia Cearense de Literatura Popular, na qual é Acadêmico Titular da Cadeira nº 3 – Patrono Cego Aderaldo. Membro da ACLA - Academia de Ciências, Letras e Artes de Columinjuba, na qual é titular da Cadeira de Ciências nº 18 – Patronesse Maria Aurélia Abreu Braga. Fundador e Diretor Adjunto de Comunicação Social da AIMI – Academia Internacional de Maçons Imortais, na qual é Acadêmico Titular da Cadeira nº 9 – Patrono Álvaro Nunes Weyne.


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Referências Inspiradoras:

(1) MACHIAVELLI, Nicoló di Bernadi dei. O Príncipe.

(2) GALVÃO, Lucia Helena. Para entender o Caibalion.

(3) PEDRO, Simão. II Epístola.

(4) HOBBES, Thomas. O Leviatã

(5) ROUSSEAU, Jean-Jaques. Do Contrato Social.

(6) ULPIANUS, Eneo Domitius. Digesto.


CORRESPONDER

  Corresponder é o que fazemos – ou buscamos fazê-lo – durante três quintos de nossa existência. Força contumaz do princípio que leva seu no...