Sob a égide da feminilidade sentimo-nos à vontade para a explorar e
contemplar a graça de ser mulher neste dia 8 de Março no qual festejamos o Dia
Internacional da Mulher. Feminilidade que viceja acolhimento: “coração de mãe
sempre cabe mais um”, diz o povo. Mulher é filha, ou seja, mãe em profícua formação
para o melhor futuro que suas sábias mãos possam edificar. Mulher é mãe,
portanto, em pleno exercício do mais augusto dom à mulher concedido, que a faz
divina na mais exata acepção da palavra. Mulher é avó, mãe duas vezes, ou seja,
um testemunho vivo das primícias da mulher mãe a exemplar gerações.
Mulher, também, é irmã cujo companheirismo (1) desvela: compromisso,
responsabilidade, respeito, disciplina e pertencimento. Preceitos basilares da fraternidade
buscada pelos homens sob a égide da alteridade, que é a mais excelsa prática do
humano, daquele que exerce humanidade; humanidade que se ergue sobre três
colunas: empatia, interdependência e unicidade. (2) Não pode haver ligação de
almas onde não exista identidade de ideias, de crenças e de costumes. Quem sem
descanso apregoa a sua virtude, a si próprio se sugestiona virtuosamente e
acaba por ser, às vezes, virtuoso. É o comer que faz a fome.
Neste influxo, ninguém representa tão profícua e galhardamente a mulher
em sua graduação temporal, tão pouco a diversificada gama de sabedorias que
dela transcende a benefício da humanidade, como as heroínas: Adah, a obediente filha
de Jefté (3); Ester, a leal esposa de Xerxes I – também chamado de Assuero (4);
Rute, a viúva e, abnegadamente, fraterna nora de Noemi (5); Marta, a
perseverante irmã de Maria e Lázaro (6); e Electa, a "senhora
eleita" por João (3), filho de Zebedeu, exatamente por que esta ínclita
mulher reúne em si, professadamente, todas as virtudes que distinguiram Adah,
Ester, Rute e Marta, sintetizadas na Caridade. Caridade, sob a qual a mulher,
desde a mais tenra idade da humanidade, asperge o mais vívido amor
incondicional àqueles que entorno de si orbitam, sendo a Mulher, por isso, o
landmark da fraternidade.
Neste toar, os maçons, homens que se compromissaram consigo mesmos a serem – a terem por – irmãos daqueles que, também, se comprometeram a cumprir este mandato; maçons, filhos da viúva, que secularmente lhes inculca os mais edificantes preceitos transcendentes da alteridade. Valores que os identifica, a partir da cultura que fazem brotar em meio à fraternidade que vivificam na simbiose de saberes e artes que animam com os quais animam a felicidade humana na cultura que cultivam e disseminam a bem das sociedades nas quais interagem. Cultura fulcrada no amor que aprimora os homens no aperfeiçoamento contínuo dos costumes (progressismo) que alcança, respeitando as autoridades e crenças estabelecidas (tradições), pois, sem passado não há futuro; cultura que não encontra fronteiras, chegando onde deve chegar, no culto que faz ao humano que respira a felicidade dos povos. Povos, compostos por maçons e por não maçons, que devem à mulher o mais efusivo e diuturno tributo, que em seu nome externamos nesta magna data em que a exaltamos:
Mulher
Rutilante bravura
Poderosa aurora
És alvorecer
Força do acontecer
Prestimoso acolher
Magnífico Ser
Augusta presença
Perene esperança.
Aos sorrisos
Encanta corações
Transmuta emoções
Enseja progressos
Eis a felicidade
Do Céu à Terra vinda
Bastante amada
Flui generosidade
Reina integridade.
Mãe sendo,
Adorna o mundo
Tudo harmoniza
Sonhos realiza
Auspiciosa vanguarda
Sempre inusitada
Faz histórias
Enaltece vitórias
Mulher!
Salve a Mulher, cujos primores fazem humanos os homens e feliz fazem
humanidade!
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Bruno Bezerra de Macedo, Membro e
Secretário da ACELP - Academia Cearense de Literatura Popular, na qual é
Acadêmico Titular da Cadeira nº 3 – Patrono Cego Aderaldo. Membro da ACLA -
Academia de Ciências, Letras e Artes de Columinjuba, na qual é titular da
Cadeira de Ciências nº 18 – Patronesse Maria Aurélia Abreu Braga. Fundador e
Diretor Adjunto de Comunicação Social da AIMI – Academia Internacional de
Maçons Imortais, na qual é Acadêmico Titular da Cadeira nº 9 – Patrono Álvaro
Nunes Weyne.
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REFERÊNCIAS INSPIRADORAS
(1) Provérbios 27:17
(2) QUEIROZ, José Maria de Eça. Cartas Familiares e Bilhetes
de Paris. 2ª edição. Porto: Lello & Irmão, 1913.
(3) Gênesis 4:19-22
(4) Livro de Ester
(5) Livro de Rute
(6) I Epistola de João
(7) II Epistola de João
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