sábado, 8 de março de 2025

A MULHER E OS AUGUSTOS MISTÉRIOS DA FEMINILIDADE

Sob a égide da feminilidade sentimo-nos à vontade para a explorar e contemplar a graça de ser mulher neste dia 8 de Março no qual festejamos o Dia Internacional da Mulher. Feminilidade que viceja acolhimento: “coração de mãe sempre cabe mais um”, diz o povo. Mulher é filha, ou seja, mãe em profícua formação para o melhor futuro que suas sábias mãos possam edificar. Mulher é mãe, portanto, em pleno exercício do mais augusto dom à mulher concedido, que a faz divina na mais exata acepção da palavra. Mulher é avó, mãe duas vezes, ou seja, um testemunho vivo das primícias da mulher mãe a exemplar gerações.

Mulher, também, é irmã cujo companheirismo (1) desvela: compromisso, responsabilidade, respeito, disciplina e pertencimento. Preceitos basilares da fraternidade buscada pelos homens sob a égide da alteridade, que é a mais excelsa prática do humano, daquele que exerce humanidade; humanidade que se ergue sobre três colunas: empatia, interdependência e unicidade. (2) Não pode haver ligação de almas onde não exista identidade de ideias, de crenças e de costumes. Quem sem descanso apregoa a sua virtude, a si próprio se sugestiona virtuosamente e acaba por ser, às vezes, virtuoso. É o comer que faz a fome.

Neste influxo, ninguém representa tão profícua e galhardamente a mulher em sua graduação temporal, tão pouco a diversificada gama de sabedorias que dela transcende a benefício da humanidade, como as heroínas: Adah, a obediente filha de Jefté (3); Ester, a leal esposa de Xerxes I – também chamado de Assuero (4); Rute, a viúva e, abnegadamente, fraterna nora de Noemi (5); Marta, a perseverante irmã de Maria e Lázaro (6); e Electa, a "senhora eleita" por João (3), filho de Zebedeu, exatamente por que esta ínclita mulher reúne em si, professadamente, todas as virtudes que distinguiram Adah, Ester, Rute e Marta, sintetizadas na Caridade. Caridade, sob a qual a mulher, desde a mais tenra idade da humanidade, asperge o mais vívido amor incondicional àqueles que entorno de si orbitam, sendo a Mulher, por isso, o landmark da fraternidade.

Neste toar, os maçons, homens que se compromissaram consigo mesmos a serem – a terem por – irmãos daqueles que, também, se comprometeram a cumprir este mandato; maçons, filhos da viúva, que secularmente lhes inculca os mais edificantes preceitos transcendentes da alteridade. Valores que os identifica, a partir da cultura que fazem brotar em meio à fraternidade que vivificam na simbiose de saberes e artes que animam com os quais animam a felicidade humana na cultura que cultivam e disseminam a bem das sociedades nas quais interagem. Cultura fulcrada no amor que aprimora os homens no aperfeiçoamento contínuo dos costumes (progressismo) que alcança, respeitando as autoridades e crenças estabelecidas (tradições), pois, sem passado não há futuro; cultura que não encontra fronteiras, chegando onde deve chegar, no culto que faz ao humano que respira a felicidade dos povos. Povos, compostos por maçons e por não maçons, que devem à mulher o mais efusivo e diuturno tributo, que em seu nome externamos nesta magna data em que a exaltamos:


Mulher

Rutilante bravura

Poderosa aurora

És alvorecer

Força do acontecer

Prestimoso acolher

Magnífico Ser

Augusta presença

Perene esperança.

Aos sorrisos

Encanta corações

Transmuta emoções

Enseja progressos

Eis a felicidade

Do Céu à Terra vinda

Bastante amada

Flui generosidade

Reina integridade.

Mãe sendo,

Adorna o mundo

Tudo harmoniza

Sonhos realiza

Auspiciosa vanguarda

Sempre inusitada

Faz histórias

Enaltece vitórias

Mulher!

Salve a Mulher, cujos primores fazem humanos os homens e feliz fazem humanidade!

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Bruno Bezerra de Macedo, Membro e Secretário da ACELP - Academia Cearense de Literatura Popular, na qual é Acadêmico Titular da Cadeira nº 3 – Patrono Cego Aderaldo. Membro da ACLA - Academia de Ciências, Letras e Artes de Columinjuba, na qual é titular da Cadeira de Ciências nº 18 – Patronesse Maria Aurélia Abreu Braga. Fundador e Diretor Adjunto de Comunicação Social da AIMI – Academia Internacional de Maçons Imortais, na qual é Acadêmico Titular da Cadeira nº 9 – Patrono Álvaro Nunes Weyne.

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REFERÊNCIAS INSPIRADORAS

(1) Provérbios 27:17

(2) QUEIROZ, José Maria de Eça. Cartas Familiares e Bilhetes de Paris. 2ª edição. Porto: Lello & Irmão, 1913.

(3) Gênesis 4:19-22

(4) Livro de Ester

(5) Livro de Rute

(6) I Epistola de João

(7) II Epistola de João

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