A coragem vem do coração, afirma Sérgio Rodrigues (VEJA, 19/02/2013).
Segundo ele, O substantivo coragem, registrado em português desde meados do
século XVI, foi importado do francês courage, vocábulo cinco séculos mais
antigo (herdeiro do latim cor, cordis, ‘coração’) que começou sua carreira
justamente como sinônimo de coração. Não do coração físico, designado em
francês pela palavra coeur, mas do coração como ‘morada dos sentimentos’.
Poucas décadas depois a palavra tinha passado por uma expansão semântica para
nomear “estado de espírito” e “desejo, ardor”, segundo o Trésor de la Langue
Française. Coragem era força interior, um sinônimo de ânimo. Para os empreendedores, exercitar
a coragem tem a ver com equilíbrio, inteligência, bom senso, perseverança,
dinamismo e claro, foco nos resultados. Lembre-se de uma frase que Peter
Drucker disse: “Sempre que você vê um negócio de sucesso, alguém tomou uma
decisão corajosa”. Corroborando, Antônio Houaiss alude algumas definições de
coragem:
1. moral forte perante o perigo, os riscos; bravura, intrepidez,
denodo;
2. firmeza de espírito para enfrentar situação emocionalmente ou moralmente difícil;
3. qualidade de quem tem grandeza de alma, nobreza de caráter, hombridade.
Empreendedorismo, pois, é a capacidade que uma pessoa tem de
identificar problemas e oportunidades, desenvolver soluções e investir recursos
na criação de algo positivo para a sociedade. Pode ser um negócio, um projeto
ou mesmo um movimento que gere mudanças reais e impacto no cotidiano das
pessoas. Platão correlaciona coragem, razão e dor. A coragem é o uso da razão a
despeito do prazer. Coragem é ser coerente com seus princípios a despeito do
prazer e da dor. Os animais (mesmo os irracionais) demonstram coragem
principalmente devido aos seus instintos primitivos e pela necessidade de
sobrevivência. Por exemplo, um pássaro que sai de seu ninho sabe que pode
morrer, mas a necessidade de sobrevivência fala mais alto nele e assim surge a
coragem. Já os seres humanos (diferentemente dos animais irracionais) têm uma
psiquê muito influente em suas atitudes, portanto, seus medos e coragem variam
muito de uns para os outros, dependendo do ambiente na qual vivem (e no qual
viveram quando mais jovens), da educação que receberam, de suas crenças, de com
quem eles convivem socialmente, de sua cultura etc.
Empreendedorismo, pois, é a capacidade que uma pessoa tem de
identificar problemas e oportunidades, desenvolver soluções e investir recursos
na criação de algo positivo para a sociedade. Pode ser um negócio, um projeto
ou mesmo um movimento que gere mudanças reais e impacto no cotidiano das
pessoas. Platão correlaciona coragem, razão e dor. A coragem é o uso da razão a
despeito do prazer. Coragem é ser coerente com seus princípios a despeito do
prazer e da dor. Os animais (mesmo os irracionais) demonstram coragem
principalmente devido aos seus instintos primitivos e pela necessidade de
sobrevivência. Por exemplo, um pássaro que sai de seu ninho sabe que pode
morrer, mas a necessidade de sobrevivência fala mais alto nele e assim surge a
coragem. Já os seres humanos (diferentemente dos animais irracionais) têm uma
psique muito influente em suas atitudes, portanto, seus medos e coragem variam
muito de uns para os outros, dependendo do ambiente na qual vivem (e no qual
viveram quando mais jovens), da educação que receberam, de suas crenças, de com
quem eles convivem socialmente, de sua cultura etc.
O termo cultura foi definido pela primeira vez por Edward Tylor, em 1817, como um conjunto complexo, interdependente e interatuante de conhecimentos, crenças, leis, tradições, artes, costumes e hábitos de um determinado conjunto de seres humanos constituídos em sociedade. As atividades das Academias estão profundamente ligadas à Cultura, à língua e linguagem, às artes e ciências em geral. Preservar o patrimônio literário nacional é uma das principais funções de uma Academia de Letras, assim como estudar e desenvolver a cultura, a língua e a linguagem regional. De acordo com Ralph Linton, "como termo geral, cultura significa a herança social e total da Humanidade; como termo específico, uma cultura significa determinada variante da herança social. A cultura inclui tanto elementos tangíveis, como objetos, vestimentas e construções, quanto intangíveis, como língua, crenças religiosas e normas sociais. Ela é fundamental para a identidade de um grupo e define como os membros desse grupo interpretam o mundo ao seu redor e interagem com ele.
Neste ínterim, dogmatiza,
ou seja, ensina possíveis verdades que, se aceitas e cridas, são verazes
verdades até serem sucedidas por novos discernimentos destas verdades postas, a
Torá: “Esforçai-vos, e animai-vos; não temais, nem vos espanteis diante deles;
porque ADONAY teu Elohim é o que vai contigo; não te deixará nem te
desamparará.” (Debarim/Deuteronômio 31:6), nisto, adverte que a coragem é o
agir mesmo quando se está com medo, confiando que o Eterno irá te apoiar.
Aquele que fica parado dizendo esperar que o Eterno abra as portas ou dê
coragem ficará para sempre estagnado em sua vida. Aquele que deseja ver progresso
e transformação precisa ter coragem para agir, e a certeza de que o Eterno irá
abençoar. Ser um empreendedor social é estar à frente de uma
iniciativa que agregue valor; é promover soluções para problemas amplamente
difundidos; e ajudar a resolver situações que tenham a ver com moradia, saúde,
educação, emprego, meio ambiente e direitos humanos. A forma como pensamos,
agimos e nos relacionamos é reflexo do papel fundamental da cultura. Grandes
mudanças significativas na sociedade partem desse fator. Além disso, a
cultura pode desafiar e questionar normas estabelecidas, promovendo a mudança
social. A cultura está relacionada diretamente à geração do conhecimento e ao
exercício do pensamento, que são valores essenciais para o desenvolvimento da
sociedade. Assim, a cultura é importante na formação pessoal, moral e
intelectual do indivíduo e no desenvolvimento da sua capacidade de
relacionar-se com o próximo.
E, no Oriente, a luz
que vem do alto indica o caminho do progresso na Surat al-Fath (Vitória), nos
versículos 21, 22 e 24 do Capítulo 48 do Alcorão Sagrado: “Deus vos prometeu
muitos ganhos, que obtereis ainda mais... para que sejam um sinal para os fiéis
e para guiar-vos para uma senda reta. E outros ganhos que não pudestes
conseguir, Deus os conseguiu, e Deus é Onipotente. Tal foi a lei de Deus no
passado; jamais acharás mudanças na lei de Deus.” O protagonismo
social é a capacidade de atuação de indivíduos ou grupos, decorrente do
autoconhecimento, de competências técnicas e habilidades sociais, que são
capazes de promover mudanças decisivas na vida pessoal e na realidade dos
territórios onde estão inseridos. O substantivo “protagonismo” significa
“qualidade da pessoa que se destaca em qualquer situação, acontecimento,
exercendo o papel mais importante dentre os demais; característica do
personagem principal, mais importante: protagonismo literário, artístico,
televisivo, cinematográfico, a partir dos quais estabelece-se a cultura. A cultura desempenha
um papel fundamental na sociedade de várias maneiras. Ela traz, em primeiro
lugar, um senso de comunidade, pertencimento e identidade, pois, emprega
tradições, costumes e crenças que dão uma “cara” para aquele grupo, seja ele
delimitado em um espaço geográfico ou não.
No Brasil e em exercício
pleno de sua mestria, José Carlos de Araújo, integrante da Loja Maçônica
Renovação Londrinense nº 141, de Londrina-PR, aduz que: “a coragem pressupõe
dos homens integridade e honestidade intelectual, um apego ao que o senso comum
impõe como intocável como fundamento moral, disto não podendo afastar-se. A
coragem, neste sentido, traduz uma força de vontade que impede que o ser humano
faça concessões no campo da ética nos enfrentamentos do dia a dia, sob pena dos
interesses particulares causarem prejuízos aos conceitos éticos universalmente
aceitos. A coragem que impulsiona o ser humano só se transforma em virtude
quando este ato visa a construção de um mundo justo. Transformar a realidade
exige coragem para impor ideais altruístas, resistir às injustiças e fazer o
bem.” Aportando suas percepções e experiências de vida, Nelson Mandela,
ratifica dizendo: “eu aprendi que a coragem não é a ausência de medo, mas o
triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas aquele
que conquista por cima do medo.” Portanto, os cinco tipos de coragem que se
precisa ter na vida são: coragem pra agir, coragem pra arriscar, coragem
pra ser autêntico, coragem pra persistir e coragem pra liderar.
Corajoso, o político judeu
David Ben-Gurion (Płońsk, 16 de Outubro de 1886 – Ramat Gan, 1 de Dezembro de
1973) afirma que a coragem é um tipo especial de conhecimento: o conhecimento
de como temer o que deve ser temido e como não temer o que não deve ser temido.
Precisamos antecipar o caráter dos tempos, discernir formas embrionárias
emergentes ou renovadas e abrir caminho para mudanças circunstanciais. De um
modo geral, a arte proporciona às pessoas a possibilidade de desenvolver
habilidades interculturais em todas as idades, combatendo corajosamente,
principalmente, os “pré-conceitos” que vivem na sociedade. Além disso, ela muda
a forma como as pessoas interagem com o mundo, solucionam seus dilemas e
enxergam outras culturas. A arte abre novos caminhos e novas oportunidades,
transformando o indivíduo de dentro para fora e mostra que independente de quem
seja, estamos repletos de dons e talentos que só estão esperando aquela
oportunidade para se mostrarem para o mundo. Portanto, nunca deixe de acreditar
em um futuro melhor com a arte, porque ela pode sim transformar a sociedade, já
que a arte é a expressão, espontânea ou não, dos sentimentos que reflete
conjunturas sociais, experiências e vontades pessoais, sendo representada de
várias formas. Sua interpretação é dependente da cultura, sensibilidade e gosto
de cada indivíduo, pois, tanto para o artista quanto para o espectador, uma
obra de arte pode ser um espaço seguro para processar sentimentos
complexos. Ao contemplar uma pintura, escultura ou qualquer forma de arte,
nos permitimos sentir e refletir, muitas vezes encontrando ressonância com
nossas próprias experiências. Cumprindo ressaltar que O símbolo de coração é um
ideograma usado para expressar a ideia do "coração" em seu sentido
metafórico, como o centro de emoção humana. O coração e a arte estão
relacionados de várias formas, como na expressão de sentimentos, na
autodescoberta e na conexão com o público.
O coração é o guarda
da coragem que anima a existência e faz o homem ascender em bravura indômita na
senda do bem. Por isso, após aferida a excelência de sua boa formação, que
garante sua eficiência e eficácia, o coração recebe a chancela da luz que vem
do alto, pois “Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e
de equilíbrio”, como afirma Timóteo. (2 Timóteo 1:7)”. É vigor que liberta o
homem pelo despertar da consciência, o fazendo um igual a todas as criaturas – ainda
que diversas e desiguais sobre todo o universo –, para, sob esta efervescência,
edificar a fraternidade única que o acolhe numa só família sob a regência das
forças universais. Assim, o 'Amor Coragem' é uma ode à liberdade, à resistência
e à luta por um amor verdadeiro e libertador, que desafia as normas e as
opressões da sociedade. O amor em plena exequibilidade expandindo o universo de
possibilidades e, cada uma destas, é um constructo de amor em edificação, ratificando
o que assevera João: “no amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa
o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado
no amor” (1 João 4:18). O amor é a essência da nossa humanidade e sob sua égide as
adversidades se transformam em propósito. Somente o amor pode transformar o
mundo, convertendo guerra em paz, tribulação em serenidade, medos em
certezas, angústias em alegrias, tristeza em felicidade, lutas em vitórias e
tantas outras situações. Quando enfrentamos momentos difíceis, o amor pode sim
ser a luz que conduz à jornada de crescimento. É o amor que nos inspira a
superar desafios, a encontrar significado em meio à adversidade e a descobrir
novos caminhos para que as sociedades vicejem o novo continuamente, onde o humano
exerça corajosamente a humanidade, protagonizando a felicidade de todas as nações.
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Bruno Bezerra de Macedo, Membro e
Secretário da ACELP - Academia Cearense de Literatura Popular, na qual é
Acadêmico Titular da Cadeira nº 3 – Patrono Cego Aderaldo. Membro da ACLA -
Academia de Ciências, Letras e Artes de Columinjuba, na qual é titular da
Cadeira de Ciências nº 18 – Patronesse Maria Aurélia Abreu Braga. Fundador e
Diretor Adjunto de Comunicação Social da AIMI – Academia Internacional de
Maçons Imortais, na qual é Acadêmico Titular da Cadeira nº 9 – Patrono Álvaro
Nunes Weyne.
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