domingo, 30 de novembro de 2025

UM TRIBUTO À ELEGANTE PERSPICÁCIA

 

Nestes 18 meses de existência, a perspicácia da Academia Internacional de Maçons Imortais – AIMI ganha mais pujança à medida que radica a certeza de que o passado dura muitíssimo. Sendo um passado de erros, nos habilita não os cometer mais; e sendo um pomar de acertos, alimenta tudo que há de mais verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, como preceitua Paulo de Tarso em sua carta aos Filipenses. Portanto, cultuar o passado é dever primaz do homem que tem futuro.

 

O passado, por sua durabilidade e excelsitude é o robusto alicerce que suporta o presente. Presente que dura um dia, passando logo após este a incorporar-se ao passado no alicerce que faz ao novo presente (por vir que chega com o amanhã). O passado sempre é, porém, não mais como poder executivo, pois, o poder que já exerceu, já o fez e passado é. O passado objeto das atividades da AIMI é base, é legado! É compasso que traça limites, cujo presente esquadrinha em sua busca de ser-se logo passado, ao passo que aformoseia o futuro, que breve será presente paro logo, também, passado que ancora com força, sabedoria e beleza todos os aspectos do viver humano.

 

A AIMI é Biblioteca Virtual João Darcy Ruggeri (João Darcy é um dos centenários irmãos em pleno exercício do vanguardismo), que é, essencialmente, um modelo de biblioteca interativa pela circularidade da informação, um "lugar de memória", que preserva e disponibiliza o conhecimento e a história das sociedades, permitindo que o passado seja acessível e compreendido, afirmando-se não apenas como armazenam livros, mas atuando bravamente como espaço de preservação da memória coletiva e individual, influenciando a identidade e a cultura das sociedades e dos povos que a constituem. Neste empreendimento, a AIMI oportuniza o nascedouro de uma nova relação com a informação, sob a tutela da alavanca: Tecnologia da Informação, cujas primícias desta Biblioteca Virtual potencialmente bela e sinergética com suas co-irmãs, virtuais ou não.

 

A AIMI é Antologia dos patronos & confrades, que é um formidável veículo da memória disposto a preservar a memória e exaltar a importância desses patronos, funcionando como um registro histórico, reunindo informações e reflexões sobre a vida e obra dos patronos, valorizando suas ações e garantindo que seu legado seja lembrado e divulgado. Anualmente, refeita e/ou (re)produzida, pois, sempre há um novo olhar e uma nova descoberta a ser trazida à luz. Luzeiro do exemplo que edifica geração a geração pela contemplação e aprendizado que motiva, a antologia dos patronos & confrades serve como uma plataforma para que novos escritores e artistas expressem suas ideias e talentos, conectando-se com o legado dos patronos. A participação em antologias fortalece a comunidade literária e cultural, e promove a coesão entre autores e os incentiva à mútua colaboração em projetos conjuntos. A antologia dos patronos & confrades é uma ferramenta valiosa para a preservação da memória cultural e a primazia de sua guarda recai sobre os maviosos cuidados da Biblioteca Virtual Irmão João Darcy Ruggeri.

 

A AIMI é museu, pois, é conscienciosamente guardiã dos feitos e efeitos do homem. A exemplo das bibliotecas, os museus são, também, lugares de memória. E os Museus Virtual de Artes Visuais e o Virtual da Liberdade Luiz Gama inaugurados pela AIMI são pensados dia a dia e projetados para serem primazes na transmissão da memória coletiva, oferecendo acesso global, flexibilidade de horários e experiências imersivas através de tecnologias digitais, como realidade virtual e aumentada, que rompem as barreiras do espaço e do tempo e conecta pessoas ao patrimônio cultural. A atratividade dos museus reside na capacidade de oportunizar uma experiência cultural rica, acessível e inovadora àqueles que os visitam

 

A AIMI é Projeto Maçons Artistas Plásticos, que objetiva ser um evento onde obras de arte são exibidas ao público, promover a apreciação e o diálogo entre artistas e espectadores, mas, principalmente, disponibilizando a estes um lugar seu para que exponham seus prodígios e, assim, se projetem no mercado artístico mundial. Este ambiente sensorialmente envolvente é fruto da tecnologia que faz da imersividade o vetor de comprazimento nesta atividade de perpetuação dos valores humanos, já in voga na Biblioteca Virtual João Darcy Ruggeri e nos dois museus virtuais de Artes Visuais e da liberdade Luiz Gama, celebrando uma sinergia vivaz convidando o público a interagir com a arte e consigo mesmo como participe da Historia Humana.

 

A AIMI é Maçonaria Sem Fronteiras, pois, a cultura não está limitada por limites territoriais ou identidades fixas. Em vez disso, a cultura é um processo dinâmico e em constante transformação, que se manifesta e se enriquece através da interação e do intercâmbio entre diferentes grupos, comunidades, nações etc. A "imersão na maçonaria sem fronteiras" suscita profunda experiência e integração com diversas manifestações culturais, rompendo barreiras geográficas e sociais, plenamente facilitadas por tecnologias digitais que permitem interagir com ambientes virtuais e locais reais de forma uma forma sensorialmente formidável, possibilitando uma maior compreensão e conexão com o multiculturalismo, valorizando a bagagem de diferentes povos e a criação de "espaços compartilhados" de troca e diversidade cultural, em projetos que buscam a integração através da valorização de diferentes culturas, como: Projeto Seminários, Congresso Nacional Virtual de Estudos Linguísticos da Língua Portuguesa, Encontro Virtual de Correspondentes AIMI Maçons & Cultura e Momento Musical AIMI, que são todos virtuais e sem fronteiras, portanto, eventos online que conectam participantes de diferentes regiões geográficas, permitindo o acesso a conhecimento e discussão de temas relevantes sem as limitações de distância física.  

 

A AIMI é produção literária plena e perene, A escrita preserva a memória cultural da sociedade, desempenhando um papel importante para a materialização da mensagem permitindo a comunicação à distância no espaço e no tempo. Apesar do poder que a escrita confere, o escritor também carrega uma grande responsabilidade. Cada palavra é um tijolo bem assentado na construção social. É fundamental, portanto, que os escritores tenham consciência do impacto de suas palavras e que busquem criar obras que contribuam para um mundo mais inclusivo, assim sendo, a AIMI oportuniza a escrita a partir das seguintes atividades: Projeto Antologia Poética, Coletânea Maçonaria & Cidadania, Coletânea "Maçonaria, Brasil e Maçons"; Revista Momento Acadêmico;          Noites de Autógrafos Virtuais AIMI; Cadernos Científicos e     Revista Poetas N’ativa.

 

A AIMI é Arquipélago Cultural Maçônico, uma atrativa inovação procedimental que é encanto mil, pois, abre portas de excelentíssimas possibilidade de interação, principalmente para as arcarias que não dispõem do fisicismo, pois, são virtuais. Além, claro, de fazer a AIMI pioneira dentre suas congêneres. A palavra network neste momento atinge seu apogeu unindo de forma galantemente eficaz e eficientemente a maçonaria e a sociedade, a partir da cultura que viceja e se fortalece com a aculturação que promove. Neste toar, todas as artes são beneficiadas em todos os sentidos com os projetos que as possam enlaçar neste caminho de progresso. Cabe destacar que este arquipélago permeia os protagonismos aqui citados e outros que brevemente emergirão.

 

Propagadora do que há de mais excelso, nobre e justo, a Academia Internacional dos Maçons Imortais - AIMI radica dia a dia a sabedoria de Salomão: Ama o amigo, pois, será sempre um irmão na melhor hora. Assim, a AIMI semeia o pertencimento na forma mais veraz e amorável, celebrando as glórias dos seus constituintes, hoje mais de duzentos membros, para que todos possam festejá-las, conhecê-las e, principalmente, cultuá-las como estimulantes vetores que são para o progresso de todos. Na AIMI todos são alguma coisa de muitíssima excelência pelos valores que trazem à disponibilidade de todos, mas, principalmente, por todos são AIMI. Por isso, a AIMI efervesce, efloresce e auroresce os dias com suas primícias, possibilitando atividades de progresso a todos, ao passo que, nisto, oportuniza seu próprio crescimento, continuísmo e progresso.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

NASCEU O MESTRE, POIS, O DISCÍPULO ESTÁ PRONTO

 

Nasceu o mestre, pois, o discípulo está pronto. É tempo! Pleno de saberes galgados no mais distante setentrião, onde a mui pouca luz acende a luz interior que aclara a obscurescência do tempo, da geografia d’alma e da vida intermundos, o jovem mestre autoconheceu-se proficuamente e passa a provar seus conhecimentos pondo-os em prática para que sejam seu mais exuberante legado de exemplos a serviço da humanização do homem. A humanização do homem ocorre através do autoconhecimento que faz despertados e desenvolvidos a empatia, o respeito, a dignidade e a consideração pelas necessidades físicas e emocionais em maviosa sinergia com os outros. Essas práticas se manifestam em diversos contextos da vida diária, desde interações pessoais até políticas públicas. A humanização traduz-se em tratar o outro como gostaríamos de ser tratados, com consideração, respeito e dignidade em todas as interações e sistemas sociais. 

 

Sob o sol que arde sobre os mares do sul em sua cíclica jornada pelos trópicos de câncer ("portal dos homens", que representa a descida da alma do reino celestial e o início da vida humana no plano material) e de capricórnio (“portal do deuses” que representa o retorno ao reino espiritual ou divino, a morte e a transição para planos de existência superiores), segue o jovem mestre em busca do zênite, onde não há sombras, nem dúvidas, radicando na vida as certezas das artes liberais que lhe são conhecidas desde seu íntimo. As Sete Artes Liberais formam um currículo tradicional que remonta à Grécia Antiga e foi central na educação medieval, visando cultivar um cidadão livre e bem-educado. Elas são divididas em duas áreas principais: o Trivium e o Quadrivium. O Trivium foca nas artes da linguagem e da comunicação: gramática, lógica (ou dialética) e retórica. Dominá-lo era considerado fundamental para o aprendizado das artes do Quadrivium, que a seu tempo, foca nas artes relacionadas à matemática e à estrutura do universo: aritmética, geometria, música e astronomia. O Quadrivium é o caminho aprendido pelo jovem mestre para entender o cosmos e a realidade metafísica.

 

A perfeita compreensão dos movimentos cósmicos e das primícias da metafísica requer do jovem mestre uma integração de conhecimentos da ciência e da filosofia, especificamente das áreas de cosmologia, física, matemática e metafísica/ontologia. Envolve preciso conhecimento tanto das leis físicas que em sua regência do cosmos oportuniza otimização constante da operação de todos os sentidos enquanto conversores dos estímulos do mundo material em sinais neurais, quanto dos princípios filosóficos que questionam a própria natureza da existência para se ter uma compreensão completa. Além da visão, audição, paladar, olfato e tato, a neurociência e a terapia ocupacional reconhecem pelo menos mais três sentidos cruciais para a nossa interação com o ambiente: a propriocepção, a interocepção e o sistema vestibular.

 

A visão opera de acordo com as leis da ótica, que descrevem como a luz (radiação eletromagnética) viaja, é refletida e refratada. Os fotorreceptores nos olhos convertem a energia luminosa em sinais elétricos. Ver bem patrocina o discernir ótimo, pois, o ato de discernir (capacidade de avaliar, julgar e distinguir com clareza o certo do errado, o bom do ruim) tem um foco ou um objetivo (alvejar significa apontar para um alvo). Esse objetivo é a busca pela verdade, pela clareza ou pela compreensão profunda das situações. O discernimento ajuda o jovem mestre a navegar o presente com maior “argutia”, enquanto a visão mais aprimorada o inspira e direciona o caminho para o seu mais augurioso futuro. 

 

A audição, por sua vez, depende das leis da acústica e da mecânica. Ondas sonoras (vibrações físicas do ar) movem o tímpano e os ossículos do ouvido, que por sua vez estimulam células sensoriais. Ouvir bem é a base para que o jovem mestre alcance a compreensão da língua em sua totalidade, o que, por sua vez, aprimora a clareza e a precisão de sua escrita. Ao ouvir com atenção, absorvemos novas palavras, estruturas sintáticas e expressões idiomáticas. Isso expande nosso repertório linguístico, permitindo uma escrita mais rica e diversificada. A audição é um treinamento contínuo para a mente, que refina nossa compreensão do mundo e da linguagem, fornecendo as ferramentas e a inspiração necessárias não somente para uma escrita excelente, mas, principalmente, para um discurso loquazmente cativante e convincente. 

 

O tato e a propriocepção baseiam-se na mecânica clássica, especificamente nas forças de contato (pressão) e movimento. Receptores na pele e nos músculos são mecanorreceptores, sensíveis à deformação física. A integração eficaz do processamento tátil-proprioceptivo estabelece um elo sólido entre o corpo e a mente. Uma melhor percepção do corpo contribui para uma melhor capacidade de gerenciar o estresse e as emoções sob pressão.  O desenvolvimento do tato e da propriocepção é imprescindível para a formação de um esquema corporal saudável, que por sua vez sustenta o desenvolvimento da inteligência emocional, permitindo que jovem mestre compreenda melhor a si mesmos e regulem suas interações com o mundo. É-lhe uma ferramenta potente de autorregulação do comportamento e conforto, ajudando a modular as respostas emocionais.

 

O jovem mestre aprendeu que o sistema olfatório está diretamente conectado ao sistema límbico, a região do cérebro responsável pelas emoções, memória e motivação. O Olfato e Paladar são sentidos químicos. Eles funcionam através de reações físico-químicas entre moléculas específicas (odorantes e saborosas) e receptores sensoriais, seguindo princípios de ligação molecular e difusão. Pesquisas sugerem que os cheiros (incluindo feromônios e o odor corporal natural, que é único para cada indivíduo) influenciam a forma como percebemos visualmente e julgamos as emoções de outras pessoas, mesmo que inconscientemente. Isso afeta a atração, a confiança e a formação de laços. A partilha de alimentos, por sua vez, é um dos rituais sociais mais universais e importantes, os africanos a chama de Kuta. As experiências sensoriais de sabor e aroma durante as refeições compartilhadas fortalecem os laços sociais, promovem a união familiar e a coesão cultural.

 

O jovem mestre percebe que a estimulação vestibular é crucial para o desenvolvimento físico, emocional e cognitivo, construindo as bases da a integração sensorial, o que pode influenciar a capacidade da autorregulação emocional e de interação com outras pessoas, promovendo a coesão em ambiências sociais. Um sistema vestibular saudável contribui para a segurança física, bem-estar emocional e funções cognitivas que são pré-requisitos para uma interação humana eficaz e uma coesão social robusta. A união familiar e a coesão cultural requerem um delicado equilíbrio entre a preservação das tradições e a adaptação às realidades modernas. Esse equilíbrio envolve a comunicação aberta entre gerações, a valorização das raízes e, ao mesmo tempo, a abertura a novas perspectivas e influências externas. Atingir esse equilíbrio é um processo contínuo que exige flexibilidade, empatia e um esforço consciente para garantir que todos os membros da família se sintam valorizados e conectados, tanto às suas raízes quanto ao mundo em constante mudança. 

 

Valendo-se da disciplina mental que exerce sobre si, a partir do estudo rigoroso das artes liberais e dos oito sentidos que lhe exige foco, raciocínio lógico e perseverança, o jovem mestre alcança o objetivo do estudo (a verdade, a clareza intelectual) é comparado à luz do sol. Alcançar essa clareza requer esforço, mesmo no "ponto mais quente" do desafio intelectual, onde a intensidade da verdade ou do conhecimento é difícil de suportar ou assimilar imediatamente, como olhar diretamente para o sol em vivaz canícula do meio-dia. Mesmo assim, quando o aprendizado se torna difícil, desafiador ou parece "ofuscante" pela sua complexidade, o estudante das artes liberais deve perseverar. A educação liberal busca a formação completa do indivíduo, preparando-o para lidar com todas as fases e dificuldades da vida e do conhecimento, inclusive aquelas que, metaforicamente, ofuscam a visão. A disciplina intelectual fortalece a mente e o espírito contra as tentações da indolência, ao passo que, as artes liberais oferecem ao jovem mestre um caminho ótimo para a compreensão mais profunda do mundo, de Deus e de si mesmo, proporcionando um propósito que transcendia o desconforto físico ou a apatia momentânea. Ao contrário de um treinamento técnico, as artes liberais promovem a formação humana integral, capacitando o jovem mestre a pensar criticamente e a se comunicar eficazmente, habilidades essenciais para a vida espiritual e material. 

 

Cônscio de seu dever como construtor novo tempo que auroresce no horizonte, o jovem mestre sabe que deve ser exemplo de homem virtuoso é aquele que age com retidão, honestidade e integridade, que demonstrava bondade, prudência e justiça. visto como um modelo de homem de palavra, que honrava seus compromissos, sendo um exemplo de conduta moral para sua família e comunidade. Diligente, homem de letras, ou seja, um indivíduo erudito, culto e envolvido em atividades literárias, como a escrita profissional, o estudo da linguística e da literatura, ou a filosofia. Do qual se espera que demonstre grande conhecimento e uma dedicação profunda ao mundo das palavras e das ideias. Um intelectual que reflete sobre a sociedade, a política e a condição humana. Que analisa o mundo ao seu redor e que contribui para o debate público com opiniões ponderadas e bem fundamentadas. O mestre assim nasce para ser o discípulo que supera seu mestre.

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

DE BOAS INTENÇÕES O INFERNO ESTÁ CHEIO

 

O legado de São Bernardo de Clairvaux (1090-1153) ecoa pela eternidade radicando diuturnamente que: “de boas intenções o inferno está cheio”. Imprime a necessidade de fazermos além do bem, que é insuficiente e requer ações concretas e a execução dessas intenções, pois, estas são a solidez do que há realizado e instituído. Construir viceja agir!

 

Quaisquer eflorescimentos exigem mais que a idealização, o sonhar e/ou o planejamento, requer coragem para enfrentar o esforço e correr o risco, normalmente existente, na execução do pretendido empreendimento e dele, claro, colher os melhores frutos (resultados). É sábio o coloquialismo que diz: “o sucesso é 1% inspiração e 99% transpiração”.

 

Dual (re)significação traz a interpretação de que por trás de uma ‘fachada’ de boas intenções há de fato um mau sentimento escondido. Isto é: o intuito real é fazer o mal e não o bem. Assim, como coração é terra que ninguém anda, somente os resultados segados têm o condão excelso de julgar, sentenciar e exarar sansões punitivo-retificadores e/ou certidões de justo mérito.

 

O que é o mal, além do avassalador de desejo estabelecer o mal coletivo, retardar o crescimento humano e de instituir o caos a todos? O mal é frequentemente entendido como um dano intencional ou negligente a outros seres, a violação de normas morais ou a privação do bem-estar. Individual ou coletivamente, reflete falhas nas conexões humanas e na empatia.

 

Filósofos como Immanuel Kant viam o mal como uma "vontade má" ou a escolha deliberada de priorizar o interesse próprio sobre a lei moral universal.  Hannah Arendt (e outros), erguem a ideia da "banalidade do mal", sugerindo que atos atrozes são cometidos por pessoas comuns que deixam de pensar criticamente e seguem ordens ou normas sociais sem questionar.

 

A psicologia examina o mal através do comportamento humano, focando em traços como a psicopatia, a falta de empatia e os mecanismos que permitem que indivíduos racionalizem a crueldade ou a indiferença em relação ao sofrimento alheio. Esses comportamentos são aqueles que violam os direitos dos outros e as normas sociais, como manipulação, o assédio moral e o stalking.

 

Tipificado no 147-B do Código Penal Brasileiro, como: o constrangimento, a humilhação, a manipulação, o isolamento, a chantagem, a ridicularização etc., a Manipulação da Verdade, também chamada de Manipulação da Mentira ou vice-versa, é um poder que concede a capacidade de manipular a própria essência da verdade, podendo moldá-la conforme sua vontade. 

 

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), compreende o assédio moral da seguinte forma: “toda conduta abusiva, a exemplo de gestos, palavras e atitudes que se repitam de forma sistemática, atingindo a dignidade ou integridade psíquica ou física de quaisquer indivíduos. Atenta contra a dignidade, a identidade e a integridade psicológica da vítima.

 

O crime de stalking, tipificado no Artigo 147-A do Código Penal Brasileiro, reflete uma conduta obsessiva e repetitiva do agressor, que invade a esfera de liberdade e privacidade da vítima. Amplamente percebido na perseguição virtual (conhecida como cyberstalking), como o envio excessivo de mensagens, e-mails, ligações, ou monitoramento e publicações em redes sociais.

 

O que é o bem, senão a inequívoca vontade de patrocinar o bem coletivo, o desenvolvimento humano geral e o bem-estar de todos? A verdadeira essência do bem não é uma busca individualista ou abstrata, mas sim, uma ação intencional e direcionada para o benefício de toda a comunidade, semeando no seio social as sementes da harmonia social.

 

A harmonia social depende, fundamentalmente, da adoção e manutenção de "práticas salutares". Que possam ser entendidas de forma ampla, abrangendo desde hábitos pessoais saudáveis que promovem o bem-estar mental e físico até comportamentos e políticas que fortalecem o tecido social e promovem a equidade e a justiça. Onde a coletividade não opera, o rei perde a cabeça.

 

Organizações como a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) invocam a coesão social no âmbito do combate a injustiças sociais e exclusões. A falta de coesão social, tem um impacto negativo nas instituições e agravar a desigualdade social, que por sua vez prejudica o desenvolvimento humano geral. 

 

A coesão social é fundamental para a estabilidade e o funcionamento eficiente das instituições e da sociedade, garantindo a continuidade de normas e valores culturais, o que promove a ordem e a segurança, elementos essenciais para o bem-estar individual e coletivo, pois, cria um ambiente estável e propício para que os indivíduos atinjam seu potencial máximo. 

 

Um ambiente estável e propício é um ecossistema de apoio que reconhece a singularidade de cada indivíduo, oferecendo segurança, desafio, apoio e liberdade para que todos possam prosperar e se desenvolver plenamente. Indivíduos florescem quando sentem que têm controle sobre suas próprias vidas e escolhas, e quando suas ações têm um propósito ou significado maior.

 

Um senso de propósito (ou significado maior) é um fator crucial para alcançar a satisfação plena e a felicidade duradoura. Quando uma ação tem um propósito, as pessoas sentem-se intrinsecamente motivadas a realizá-la, o que leva a um maior empenho, resiliência e, consequentemente, a satisfação: autonomia, competência, relacionamento e pertencimento a algo maior.

 

A busca por significado transforma a execução de tarefas de uma simples obrigação em uma contribuição valiosa, resultando em um índice de satisfação muito mais elevado. Trabalhos e atividades que se conectam a valores pessoais a um "bem maior" contribuem diretamente para o bem-estar subjetivo e para uma sensação de vida realizada.

 

A vida plena é uma jornada que envolve autoconhecimento, ação intencional e a busca por um equilíbrio entre diversos aspectos da vida, em vez de um destino final a ser alcançado. Requer um forte senso de direção e saber o que o apaixona, trabalhando em prol de objetivos que lhe permitam sentir que está fazendo a diferença na prática do bem na Terra.

 

Essencialmente, a vida plena não significa a ausência de desafios, mas sim a capacidade de enfrentá-los com consciência e altruísmo, encontrando alegria e satisfação nas experiências diárias e na realização do seu potencial. Aprender a viver o momento atual, em vez de se prender ao passado ou se preocupar excessivamente com o por vir que se constrói nos dias que seguem.

 

A percepção de que a construção de um futuro satisfatório depende de um estado de contentamento genuíno no presente é um luzeiro sobre a importância de viver o agora com autenticidade para garantir um amanhã significativo. É um princípio fundamental do bem-estar e da psicologia positiva: a ligação intrínseca entre a gratidão presente e a realização futura. 

 

Viver com autenticidade no agora não é apenas sobre aproveitar o momento, mas sim, sobre garantir que as ações e escolhas de hoje estejam alinhadas com os valores mais profundos individuais e/ou coletivamente, construindo, assim, uma base sólida para um amanhã que seja genuinamente satisfatório e, não apenas, superficialmente "bem-sucedido" como concita a sociedade líquida.

 

contentamento genuíno de hoje não significa complacência, mas sim, um estado de aceitação e paz que libera energia mental para o crescimento e planejamento de longo prazo, pois, o futuro satisfatório não é um destino a ser alcançado por meios infelizes, mas sim, o resultado natural de um processo de vida consciente e gratificante que começa neste momento.

 

O resultado natural de um processo de vida consciente e gratificante é um estado de sensação de calma e aceitação do momento presente; Conexões mais autênticas e empáticas com os outros; compreensão aguçada dos seus valores e da sua missão de vida, orientando as suas ações e decisões; e a habilidade de encontrar alegria nas coisas simples do dia a dia.

 

Fundamentalmente, ainda que “de boas intenções o inferno está cheio, o resultado das boas práticas experienciadas é uma vida vivida com autenticidade, presença e uma apreciação constante pela jornada, a tudo tratando com respeito, disciplina e ordem para que todos os constructos sociais sejam erigidos dentro dos critérios de regularidade e exatidão. 

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

O FUXIQUEIRO SEMEIA PERFÍDIAS E SEGA O CAOS COM QUE SE PROMOVE SOCIALMENTE

 

Acordei hoje e logo às 6:06 ouvi esta frase do meu inconsciente: “o fuxiqueiro semeia perfídias e sega o caos com se promove socialmente”. Ocorre que pessoas que difundem informações falsas, maldosas ou traiçoeiras, aproveitam-se do caos e da confusão que incitam para galgarem atenção, status quo ou poder dentro de um grupo social.

 

Etimologicamente, acredita-se a palavra “fuxico” venha do termo banto que significa "remendo, alinhavo de agulha e linha". Metaforicamente, o "fuxiqueiro" é aquele que "costura" e "alinhavava" narrativas, unindo fatos e boatos para criar ou disseminar intrigas. O termo "fofoca", por sua vez, pode ter origem no francês foutriquet, que significa "indivíduo desprezível.

 

Fuinhas – metáfora comum que associa o comportamento ardiloso dessas pessoas aos hábitos de animais como a fuinha ou o furão, conhecidos por serem ágeis e, às vezes, por invadirem espaços de forma discreta –, agem de forma dissimulada para criar conflitos ou desconfiança entre as pessoas, as manipulando, controlando e/ou influenciando prejudicialmente.

 

Vista como gloriosa na pré-história, a fofoca foi crucial para a coesão social em pequenos grupos. A troca de informações sobre outros membros do grupo (como fraquezas, habilidades e confiabilidade) ajudava a estabelecer hierarquias, fortalecer laços de confiança e garantir a segurança coletiva, funcionando como um mecanismo de controle social e sobrevivência.

 

No entanto, ao longo da história, o "fuxiqueiro" sempre teve uma conotação predominantemente negativa, associado a bisbilhotice, intriga e deslealdade. Salomão, por exemplo, já advertia contra o mexeriqueiro. Filósofos como Sócrates, também, criticavam esta prática por ser, na maioria das vezes, baseada em boatos e prejudicial à reputação de quem não podia se defender. 

 

Dissimuladores, estes agentes maquiavélicos, ocultam seus verdadeiros sentimentos, intenções ou caráter, agindo de forma enganosa, pois, a fofoca e a disseminação de informações infundadas ou maliciosas tem consequências devastadoras, tanto a nível pessoal como organizacional. A quebra de confiança e a difamação são prejudiciais.

 

Degenerados pelo ópio das aparências estes “filhos de Candinha” usam o assédio moral e a discórdia alheia como ferramentas para se destacar, ganhar atenção ou subir na hierarquia social/profissional, muitas vezes fazendo-se de portador da verdade ou de "solucionador" dos problemas que ela mesma criou. Apresenta-se aos sãos olhos como um lobo vestindo-se de cordeiro.

 

O fuxiqueiro “à luz da história" é uma figura complexa que reflete uma prática humana antiga, que evoluiu de uma profícua estratégia de sobrevivência para uma forma de interação social com “possíveis potenciais benefícios” e, porém, frequentemente, fomenta sérios malefícios, como a criação de conflitos e a disseminação de inverdades, instaurando o caos social. 

 

Espúrio, o intrigante é conhecido por seu extremo orgulho, arrogância e dificuldade em demonstrar emoções ou se relacionar socialmente de forma saudável, preferindo muitas vezes se isolar ou manter sua “forçada” postura superior, embora, vegete socialmente, pois, é incapaz de ter uma vida social plena e/ou conexões reais, devido à irascibilidade de sua personalidade.

 

Incautos, estes frutriqueiros não tem paz na vida social, pois estão sempre envolvidos em alguma situação ou drama, vitimistas por determinação incorruta, em vez de se assumir como culpado, difama, denegre e/ou pejora maliciosamente o outro para colocar-se em uma posição de "vítima inocente", como se fosse um alvo de perseguições e perfídias alheias.

 

Embora desgraçada moralmente, a efígie do fuxiqueiro (ou mexeriqueiro, alcoviteiro etc.) aparece frequentemente na literatura e nas artes, muitas vezes como um personagem que causa intrigas e conflitos, como é o caso na obra realista portuguesa O Primo Basílio, de Eça de Queirós, que aborda as consequências devastadoras do mexerico na sociedade burguesa.

 

Ainda que a prática do "fuxiqueiro" tenha raízes profundas na natureza social humana, historicamente, é vista como uma atividade que desagrega, prejudica a confiança, o bem-estar social e que desumaniza o homem. Modernamente, o termo descreve pejorativamente a pessoa que se intromete em assuntos alheios e espalha boatos, criando, muitas vezes, inimizades e instabilidade.

 

Na perspectiva da sociedade líquida, que valoriza o imediatismo e o consumo constante de novidades, o "fuxiqueiro" (ou a fofoca) é um sintoma e um catalisador da fragilidade e fluidez dos laços sociais. A fofoca prospera num ambiente de incerteza e relações superficiais, onde a informação (ou desinformação) circula rapidamente e os compromissos são temporários. 

 

Em um mundo onde as comunidades tradicionais e os laços coletivos se desintegram, a busca por conexões, mesmo que artificiais ou baseadas em interesses efêmeros. O fuxico cria o senso temporário de pertencimento, unindo pessoas por meio de informações compartilhadas sobre terceiros, em um esforço para preencher o vazio pelos laços perdidos na volatilidade in voga.  

 

Com a ascensão das redes sociais e a superexposição da vida privada, o fuxico ganha novas dimensões e ferramentas. A "invisibilidade é equivalente à morte" na era da informação, e o fuxiqueiro atua como um distribuidor dessa visibilidade (ou notoriedade), transformando a vida alheia em espetáculo para consumo. O fuxico é uma forma de violência social.

 

O linguarudo, ao espalhar intencionalmente informações prejudiciais, age como protagonista de atrocidades que provocam danos à reputação, destruindo a imagem pública e privada de uma pessoa, muitas vezes com base em mentiras ou meias-verdades. Leva à exclusão de sua vítima de grupos sociais, ambientes de trabalho ou até mesmo familiares.


A fofoca ("fuxico"), especialmente quando se torna maliciosa, fomenta a desconfiança, o medo e a paranoia em comunidades ou locais de trabalho inteiros, instaurando um clima de toxicidade, insegurança e falta de união, que constituem verdadeiras atrocidades sociais promovidos por uma hidra venenosa envenena a confiança, o respeito mútuo e senso de pertencimento.

 

Animal de várias caras, o fuxiquento consome e distribui "informação" sobre a vida alheia como entretenimento, um produto de consumo rápido que logo perde o valor e é substituído por um novo boato. É um agente que prospera na sociedade líquida, onde a informação volátil e a busca por conexões fáceis e superficiais substituem a profundidade dos relacionamentos sólidos e duradouros.

 

Toxicômano, o fuxiqueiro nutre-se da degradação que provoca a suas vítimas, goza ardentemente com a infelicidade que promove nas vidas de que orbita em seu entorno. O que respalda alguns pesquisadores que afirmam que fofocar libera dopamina, o neurotransmissor do prazer, criando uma espécie de "vício" no comportamento destes agentes do caos e da desarmonia social.

 

Ao polarizar a sociedade e erodir o consenso, estes desagregadores disseminam rapidamente a desinformação, notícias falsas e discursos de ódio, principalmente, nas redes sociais, fomentando conflitos ideológicos e políticos, contribuindo para a desarmonia social, num claro desafio e rompimento as normas e estruturas que mantêm a ordem e a coesão na sociedade.

 

Na sociologia, a anomia (falta ou enfraquecimento de normas) é o termo central para descrever esse estado de desregramento social, onde esses "agentes do mal" desafiam a ordem estabelecida, semeando a perda de empatia e/ou incitando a promoção de interesses específicos que se sobrepõem ao bem-estar coletivo, levando a um estado de desequilíbrio social.   

 

Rasteiro como rabo de cobra, o fuxiqueiro age motivado por baixa autoestima ou pela necessidade de se sentir importante e no controle das situações à sua frente. É uma forma de tentar ganhar poder ou chamar a atenção, o que reflete desequilíbrios na própria dinâmica social, ou seja, campo fértil onde o fuxiqueiro semeia perfídias e sega o caos com se promove socialmente.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

A VAIDADE RESPIRA O INESCRUPULOSO


A “vaidade respira o inescrupuloso" sugere uma conexão profunda entre a vaidade excessiva e a falta de escrúpulos. O significado implícito desta frase é que a vaidade, entendida como um desejo exagerado de admiração e atenção (narcisismo e histrionismo), leva uma pessoa a agir de forma inescrupulosa, ou seja, sem princípios morais ou éticos, para alcançar seus objetivos. 

 

A vaidade se nutre, se alimenta e/ou dá origem a comportamentos inescrupulosos, já que, para contentar seu ego protuberante e perpetuar sua autoimagem inflada, o indivíduo ignora regras, manipula ou prejudica outros, numa busca cega pela glória pessoal que se sobrepõe a qualquer consideração moral sob obscurecentes ações antiéticas e desumanizantes. 

 

A busca egoísta e obsessiva pelo reconhecimento e sucesso individual em detrimento do progresso coletivo envolve ações dissimuladas ou justificadas de forma enganosa para esconder a verdadeira motivação egoísta e a falta de ética. A glória pessoal se torna o objetivo principal, acima de considerações sobre o certo e o errado, justiça, respeito ou bem-estar alheio.

 

O foco exclusivo no "eu" e nos próprios objetivos leva à perda de empatia e consideração pelos outros, tratando-os como meros instrumentos ou obstáculos no caminho para a glória, resulta no rompimento com valores e princípios compartilhados, compromete a convivência harmoniosa e o respeito mútuo na sociedade em favor de uma exaltação do "eu" a qualquer custo. 

 

Uma vaidade assim, refere-se a um desejo excessivo de chamar a atenção para si mesmo, exibindo qualidades (reais ou preconcebidas) para obter admiração e aprovação. Descreve agências sem ética, sem moral, sem consciência ou sem princípios, capaz de fazer qualquer coisa para alcançar seus objetivos, independentemente das consequências para os outros. 

 

A vaidade é a manifestação superficial de um caráter que carece de integridade moral. Esse comportamento é frequentemente explorado na filosofia e na literatura para ilustrar a corrupção do caráter. A palavra vem do latim vanitas, que significa vazio, futilidade ou inutilidade, no sentido de uma vida sem valor, sem propósito profundo e distante da felicidade real.

 

O personagem-título, Macbeth (Shakespeare), incitado pela ambição, comete assassinato e uma série de outros atos cruéis para se tornar rei, resultando em sua própria destruição e na desordem de seu reino. Reflete uma forma de niilismo moral em relação à ambição, onde a finalidade (glória pessoal) justifica quaisquer meios, por mais terríveis que sejam.

 

O niilismo moral é a visão filosófica de que a moralidade objetiva não existe; nada é intrinsecamente certo ou errado, bom ou mau. O niilista moral nega a validade de quaisquer juízos morais.  Dr. Faustus (Christopher Marlowe), por exemplo, ao vender sua alma ao diabo em troca de conhecimento e poder temporários, ilustra a busca por glória e satisfação pessoal a um custo moral extremo.

 

Para um niilista moral puro, a "glória pessoal" não tem valor objetivo superior a qualquer outra coisa, e justificar meios terríveis para alcançá-la seria apenas uma preferência arbitrária, não uma posição filosófica coerente de "justificação" no sentido ético. É uma forma de amoralismo instrumental, onde a moral é irrelevante frente ao imperativo da ambição.

 

Uma ética instrumental da ambição ou de um amoralismo pragmático focado na autoengrandecimento, do que do niilismo moral em si, associada popularmente (embora simplificadamente) a ideias como "os fins justificam os meios", reconhece, na prática, um objetivo final (a glória) e rejeita a moralidade convencional apenas na medida em que ela interfere nesse objetivo.

 

O niilista moral sustenta que conceitos de "certo" e "errado" são construções artificiais, sem fundamento real ou transcendente. A moralidade é vista não como um guia, mas como um obstáculo a ser superado ou como uma ferramenta a ser manipulada se for útil para o objetivo final. Na perspectiva nietzschiana (associada ao niilismo), a "vontade de poder" é um impulso central. 


Segundo a filosofia de Nietzsche, indivíduos que encarnam uma forte vontade de poder podem criar seus próprios valores (indo "além do bem e do mal") e buscar a excelência e a glória, porém isso, envolve uma transvaloração de todos os valores, não simplesmente a rejeição da moralidade para satisfazer uma ambição pessoal preexistente.

 

Essa postura descreve uma manifestação prática da filosofia do niilismo moral, onde a ausência de um senso de obrigação moral superior permite que a ambição pessoal se torne o único imperativo, justificando ações que a moralidade convencional consideraria atrozes. Certos líderes ou figuras históricas na busca de poder ilustram esse conceito na vida real.

 

Figuras que se envolvem em destruição em massa, como guerras ou genocídios, sem a perspectiva de construir algo de valor universalmente reconhecido, podem ser interpretadas como niilistas. Calígula (Imperador Romano), por exemplo, protagonizou ações bizarras e cruéis compreendidas como uma indiferença niilista às normas sociais e à vida humana.

 

Líderes de Regimes Totalitários, como Stalin e/ou Hitler, embora tivessem ideologias fortes (comunismo/nazismo), subverteram e destruíram valores humanos básicos (como a dignidade individual e o direito à vida) em nome do Estado ou da raça, realçam a manifestação de niilismo no poder, onde o único "valor" era a manutenção do próprio regime e a eliminação de "inimigos".

 

A relação entre niilismo e figuras históricas no poder é mais uma questão de interpretação filosófica das suas ações do que de uma afiliação ideológica direta. Tais figuras ilustram como a busca irrestrita pelo poder leva à rejeição prática de qualquer valor objetivo além do próprio poder. O "niilismo ativo", na filosofia, refere-se à destruição de valores decadentes para abrir caminho para novos.

 

O objetivo dessa destruição não é o desespero, mas sim, abrir caminho para a criação de novos valores e novos sentidos para a existência humana, um processo chamado de "transvaloração de todos os valores", onde o homem assume a responsabilidade pela ausência de sentido e usa essa força para demolir ativamente os ídolos, as crenças antigas e os valores obsoletos.

 

É um sinal de força e aumento do poder do espírito. O indivíduo torna-se um criador de novos valores e prepara o terreno para o advento do Übermensch (além-do-homem) contrastando-o com o "último homem" (Letzter Mensch), que é a antítese do ideal: um ser niilista, passivo, que busca apenas conforto e segurança, sem aspirações elevadas e/ou vontade de superação. 

 

O advento do Übermensch não é o surgimento de uma nova espécie biológica, mas sim, a concretização de um potencial humano superior, alcançado através da força interior e da vontade criativa de um indivíduo que se eleva acima da mediocridade da massa. O indivíduo superior afirma a vida em sua totalidade, com todas as suas complexidades e sofrimentos, sem medo. 

 

O Übermensch não segue a moral tradicional ou "de rebanho", mas sim, forja seu próprio caminho e propósito, esculpindo sua existência como uma obra de arte. É um ser que cria seus próprios valores e encontra significado na vida, conforme preceitua o existencialismo: o ser humano primeiro existe e depois define sua própria natureza e propósito através de suas ações e escolhas. 

 

Viver de acordo com próprios valores por si mesmo criados, em vez de seguir as expectativas dos outros ou normas sociais impostas, é viver uma vida autêntica. Requer autoconhecimento, que permite ao indivíduo entender suas próprias emoções, motivações, limites e valores, o que, por sua vez, permite tomar decisões alinhadas com sua identidade e propósito.

 

Viver de acordo com os próprios valores não é vaidade em exercício. É, antes, uma questão de integridade, autenticidade e coerência pessoal. Agir por vaidade é buscar a admiração dos outros, enquanto viver sob a guia dos próprios valores é agir de acordo com um código moral interno, mesmo que isso signifique desagradar os outros e/ou não obter reconhecimento externo.


A confusão pode surgir quando a defesa ou a expressão dos próprios valores se torna uma forma de ostentação ou de se colocar em um pedestal moral acima dos outros. Se a pessoa usa seus valores para se sentir superior, para julgar constantemente os demais ou para exigir admiração, aí sim, a ação apresenta torpe e extremada vaidade e/ou orgulho imensurável. 

 

O vaidoso age em função do que os outros vão pensar, e não por um convencimento interno, revelando, no fundo, uma imensa fragilidade psicoemocional e/ou delirante complexo de inferioridade. Vaidade é um vício que impede uma apreciação precisa de si próprio e da realidade; e gera sofrimento, pois a felicidade fica condicionada à opinião alheia.

 

O choro do vaidoso adoece vidas, pois, esse comportamento, focado no próprio sofrimento e na busca por atenção, tem um impacto negativo e prejudicial nas pessoas ao redor, causar-lhes angústia, frustração ou desânimo., pois, este ser egocêntrico a todos assedia moralmente com patéticas cenas de lamentação, queixas ou manifestações de autopiedade.

 

Adoecido pela Síndrome Narcisista, tem um senso inflado de autoimportância, necessidade constante de admiração e falta de empatia, é incapaz de ver além do próprio umbigo e não hesitará em fabricar ou exagerar situações para se passar por vítima se isso lhe trouxer benefícios e/ ou a ajudar a controlar uma situação. O narcisismo amplifica seu mal caratismo. 

 

O vitimismo não lhe é um traço principal, mas sim, uma de suas táticas. Pessoas com traços narcisistas ou até mesmo psicopatas podem se fazer de vítimas para ganhar compaixão, controlar situações e manipular os outros a fazerem o que desejam, ou para se isentarem de responsabilidade por suas ações inescrupulosas. Sua “vaidade respira o inescrupuloso”.


segunda-feira, 24 de novembro de 2025

O OUTRO LADO DA MOEDA SEMPRE É MAIS BELO

 

O outro lado da moeda sempre é mais belo, pois, há sempre uma perspectiva diferente e mais atraente ou positiva para uma situação, pessoa ou objeto do que a que se vê inicialmente. Concita a olhar além da superfície e a considerar todos os ângulos antes de formar uma opinião ou fazer um julgamento. O discernimento sempre contempla a beleza mais proficiente.

 

Também, é um convite à percepção de que outro lado" pode não ser necessariamente "mais belo", mas, apenas diferente. Porém, o diferente quando melhor visto sempre apresenta uma beleza intrínseca que atenua e/ou sucede a perspectiva inicial. A beleza ou feiura de um lado da moeda é subjetiva e depende de quem está olhando e das suas experiências de vida. 

 

Ambos os lados coexistem e formam uma unidade, a moeda em si, um todo. A vida tem seus altos e baixos, e é preciso aceitar as duas realidades para ter uma visão completa. Uma visão completa evita a armadilha do pensamento polarizado (tudo é maravilhoso ou tudo é terrível) e permite uma (re) avaliação mais realista e equilibrada da realidade, sempre que oportuno. 

 

A aceitação das duas realidades não significa resignação passiva, mas sim uma compreensão madura que nos permite navegar pela complexidade da vida com mais equilíbrio e sabedoria. Muitas vezes, os maiores aprendizados e o crescimento pessoal mais significativo ocorrem durante os desafios, e não nos momentos de facilidade. O contraste enriquece a experienciação da vida.

 

A justaposição de opostos — como alegria e tristeza, sucesso e fracasso, luz e escuridão — é essencial para uma compreensão e apreciação mais profundas da existência humana. Sem conhecer a adversidade, a felicidade pode parecer comum, banal. A superação de desafios (o "contraste") muitas vezes leva ao crescimento pessoal, a uma maior resiliência e à solidez moral.

 

Filósofos e psicólogos argumentam que o contraste nos permite valorizar as experiências positivas. Na literatura, o conflito e os personagens contrastantes impulsionam a narrativa e tornam a história mais envolvente. Nas artes visuais, o contraste (de cor, luz/sombra, textura) é uma ferramenta fundamental para criar profundidade, interesse e impacto emocional.

 

Neurologicamente, nosso cérebro depende do contraste para processar informações. Vemos objetos porque eles contrastam com o fundo; a novidade contrasta com a rotina, chamando nossa atenção e estimulando o aprendizado. A alternância entre diferentes estados e situações nos fornece a perspectiva necessária para uma vida mais rica, complexa e valorizada.

 

Na dualidade da sociedade moderna, as conexões sociais e a compaixão mútua enfrentam uma tensão constante entre o individualismo e a necessidade inata de comunidade. A modernidade, que valoriza a autonomia individual e a razão, paradoxalmente, criou desafios para aprofundar esses vínculos essenciais para o bem-estar humano. 

 

A era digital oferece ferramentas para manter contato a longas distâncias, mas, a qualidade dessas interações é superficial. A ênfase nas redes sociais cria uma ilusão de conexão, enquanto, na realidade, as pessoas sentem-se isoladas e solitárias – uma "modernidade líquida", onde as relações são fluidas e carecem de forma fixa ou duradoura.

 

A sociedade moderna encoraja a busca por objetivos pessoais e a independência, o que pode levar a um foco excessivo no "eu" em detrimento do "nós". Os seres humanos são fundamentalmente sociais, e esta condição requer tempo e atenção para o desenvolvimento da empatia; a falta de conexões significativas propicia problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão.  

 

O apoio social é fundamental para lidar com desafios e adversidades. As relações interpessoais são essenciais para o desenvolvimento humano em todos os contextos. Elas moldam como interpretamos experiências e reagimos a elas, exigindo respeito pela diversidade de pontos de vista. Conexões sociais positivas contribuem para uma vida mais longa e saudável.

 

A dualidade moderna nos desafia a buscar um equilíbrio consciente: aproveitar as ferramentas da modernidade sem perder a essência das interações humanas profundas e compassivas.  Longe de ser apenas um conflito de opostos, a dualidade refere-se à coexistência de forças antagônicas, cuja integração é essencial para o desenvolvimento pessoal e social. 

 

A dualidade entre a busca por sobrevivência e a valorização/enriquecimento pessoal é uma força motriz do ser humano. Lidar com os desafios (sobrevivência) e, ao mesmo tempo, buscar propósito e significado (valorização) fortalece a resiliência e o crescimento. Isso envolve acolher a parte compassiva da natureza individual e social de cada um e colocá-la a serviço de si mesmo e dos outros. 

 

A vida é, de fato, uma jornada repleta de dualidades – momentos de alegria e sucesso intercalados com desafios e tristezas. Aceitar ambas as realidades não é apenas uma atitude filosófica, mas, um pilar essencial para o bem-estar mental e para uma compreensão mais profunda da existência humana. A felicidade e o sucesso têm um sabor mais doce quando conhecemos o seu oposto.

 

A dualidade do ser humano manifesta-se em batalhas internas, como coragem versus medo, ou mente versus corpo. Explorar essas tensões internas, como sugerido por teorias psicológicas, é um caminho para o autoconhecimento e uma vida mais integrada. O equilíbrio entre essas forças é o essencial para a transformação e progresso da sociedade. 

 

A vida é uma tapeçaria tecida com fios claros e escuros. É a combinação de ambos que cria a riqueza e a profundidade da experiência humana. A consciência da dualidade ajuda na navegação por dilemas éticos e práticos. Aceitar esta verdade é viver de forma mais autêntica e plena; e nos damos a entender que os desafios fortalecem as conexões sociais e a compaixão mútua.

 

A ausência de dificuldades torna a vida monótona e a alegria menos significativa. Uma visão completa da vida requer o reconhecimento de todas as suas facetas. A percepção de que o outro lado da moeda sempre é mais belo oportuniza a capacidade de navegar pela complexidade, aceitando que a perfeição constante é uma ilusão e que o crescimento reside no desconforto. 

domingo, 23 de novembro de 2025

O DISCERNIMENTO ALVEJA E AFLUI CONSCIÊNCIA

 

O discernimento alveja e aflui consciência, pois, é um caminho ativo que leva a um estado mais elevado ou mais claro de consciência. O ato de discernir (capacidade de avaliar, julgar e distinguir com clareza o certo do errado, o bom do ruim) tem um foco ou um objetivo (alvejar significa apontar para um alvo). Esse objetivo é a busca pela verdade, pela clareza ou pela compreensão profunda das situações.

 

Em contextos de filosofia, espiritualidade ou psicologia essa agência fulcra uma declaração de princípio sobre o desenvolvimento pessoal e a expansão da consciência através do foco e da busca pelo discernimento. Como resultado desse foco e dessa busca (do discernimento), a consciência (percepção, autoconhecimento, entendimento do mundo e de si mesmo) expande-se ou se manifesta de forma natural e contínua (flui).

 

Desenvolver essa habilidade é crucial para tomar decisões acertadas, distinguir o bem do mal, evitar enganos e agir em conformidade com a própria fé ou propósito. Em diferentes contextos, o discernimento se manifesta como uma inteligência prática e uma sensibilidade espiritual, guiando a conduta e o pensamento. O discernimento aflora a proba (auto) instrução, sedimenta conhecimentos e favorece a boa convivência social.

 

Na sociedade contemporânea, o discernimento se torna ainda mais imprescindível devido ao excesso de informações e distrações, permitindo que as pessoas tomem decisões alinhadas com seus valores e que resistam às pressões culturais e sociais. Afinal, "não se deixem enganar: as más companhias corrompem os bons costumes". (1 Coríntios 15:33) Assim, o discernimento é um forte combatente das aparências na sociedade moderna.

 

Na era das redes sociais, onde avatares e vidas "perfeitas" são criados, o discernimento é uma ferramenta ótima para reconhecer que essas representações muitas vezes não correspondem à realidade, que é imperfeita e complexa. O discernimento permite separar o que é essencial do que é trivial ou enganoso, ajudando a filtrar informações e a identificar o que as coisas realmente são, além de sua "embalagem" externa.

 

Apesar dos desafios, o discernimento não somente pode, mas, principalmente, deve ser cultivado. Isso envolve desenvolver o pensamento crítico, questionar a origem dos critérios que usamos para decidir, considerar diferentes pontos de vista e buscar a sabedoria através da experiência e da reflexão. É um exercício contínuo de separar o que é certo do que é conveniente, e o que é verdadeiro do que é apenas aparente.

 

O que é conveniente muitas vezes oferece o caminho mais fácil, rápido ou socialmente aceitável no curto prazo. O que é certo (ou ético/justo), por outro lado, pode exigir sacrifício, coragem ou a defesa de princípios, independentemente das consequências imediatas. A busca pelo "certo" é um exercício de caráter. E ter caráter envolver ter aclarado discernimento. Reflete a valiosa importância do pensamento crítico e da reflexão moral contínua.

 

O aparente é a superfície, a impressão inicial, aquilo que a maioria aceita sem questionar. O verdadeiro exige um aprofundamento, um olhar crítico e a disposição de ir além das ilusões ou das narrativas pré-estabelecidas. É a busca pela essência em detrimento da forma. Essa jornada de discernimento é o que nos permite tomar decisões mais conscientes e viver uma vida com maior significado, (re) inaugurando o senso de propósito.

 

O senso de propósito é poderoso combatente ao vitimismo, ao incentivar a responsabilidade pessoal e a busca por soluções, em oposição à postura de impotência e à atribuição de culpa a fatores externos, características do comportamento vitimista. O vitimismo oferece um "papel cômodo" onde a pessoa se coloca como vítima das circunstâncias, isentando-se da responsabilidade de agir ou mudar sua situação, o que alivia a pressão da incerteza.

 

Em uma sociedade onde os laços são frágeis e a identidade é maleável, o vitimista busca atenção e validação através da autopiedade, tentando garantir algum tipo de conexão social, mesmo que baseada na pena. As lágrimas do vitimista são usadas, consciente ou inconscientemente, como forma de manipulação emocional com a qual mobiliza a (escassa) empatia alheia e obtém apoio ou isenção de obrigações. Quem não chora, não mama!

 

Para o vitimista chorar bem é mais que preciso, é crucial, pois, para ele, a ideia de evolução e progresso sem mérito parece não apenas possível, mas até devida ou a única forma de reconhecimento. A mentalidade vitimista se caracteriza por uma contumaz recusa em assumir a responsabilidade pessoal pelos próprios resultados, preferindo culpar fatores externos, como outras pessoas ou as circunstâncias da vida. 

 

Em vez de buscar o progresso através do trabalho e da superação, a pessoa espera que os outros a reconheçam e a ajudem simplesmente por causa de seu sofrimento percebido ou de suas "injustiças" (sempre questionáveis). Essa visão impede o crescimento real e o aprendizado com os desafios da vida. Ou seja, permanecer na posição de incapacidade justifica a falta de ação e, consequentemente, a falta de progresso real.

 

Neste lodo social, efloresce do senso de propósito a sensação de que o que se faz contribui para algo mais amplo e valioso, além das tarefas do dia a dia. Esse propósito é uma bússola interna que dá motivação e força para superar desafios e encontrar satisfação em áreas como carreira, relacionamentos, voluntariado ou causas sociais, pois, a resiliência e a felicidade vindas da sensibilização positiva dos feitos e efeitos dissipam as névoas do vitimismo.

 

Pessoas com um senso de propósito bem definido tendem a ser mais resilientes, ou seja, têm maior capacidade de lidar com situações adversas e se recuperar de dificuldades. Elas veem os desafios como oportunidades de crescimento, e não como confirmações de um destino injusto. Ter um propósito claro direciona a energia do indivíduo para a ação e a realização de metas, em vez de focar na autopiedade ou na lamentação.

 

A psicologia positiva enfatiza a importância de encontrar significado na vida como um dos pilares do bem-estar e da realização pessoal.  Essencialmente, o senso de propósito desloca o foco da narrativa de "por que isso está acontecendo comigo?" para "o que posso fazer com o que aconteceu comigo?", capacitando o indivíduo a ser o protagonista da sua própria história. A busca por um propósito oportuniza autoconhecimento.

 

O autoconhecimento fornece a clareza sobre seus desejos, valores e limitações, permitindo que o discernimento atue, avaliando informações e escolhendo o melhor caminho e/ou o melhor propósito, seja em uma situação profissional, pessoal ou vocacional. O discernimento transforma o conhecimento e a informação em sabedoria prática, alcançando o mais alto nível de consciência de como se vive e se relaciona com o mundo.

 

Sem a capacidade de analisar criticamente os fatos, contextos e motivações (o "discernimento"), a História da humanidade seria apenas um amontoado confuso de eventos desconexos ("escuridão"). O discernimento oportuniza a majoração do controle sobre o pensar e o agir, a experienciação de propósitos dignos e desenvolvimento sustentável, reduzindo o “piloto automático” e os julgamentos automáticos sob o influxo do mais elevado nível de consciência.

 

Esse estado mais elevado consciência, em algumas tradições filosófico-espirituais, é chamado de turya (de Samadhi ou Satori noutras tradições) ou o "quarto estado" (além dos estados de vigília, do sono e do sonho) e descreve um estado de pura clareza, compreensão e conexão com o todo. É o estado de iluminação, alcançado a partir de diversas práticas como: meditação, mindfulness, Ioga, exercícios de respiração e gratidão.

 

O discernimento impele a sabedoria de agradecer mesmo em dias difíceis, vendo cada dia como uma nova oportunidade. A gratidão, por sua vez, é a base para um discernimento mais eficaz. Ao reconhecer e valorizar o que já se tem, a pessoa se torna mais sábia para tomar decisões sobre o futuro. Cada decisão afeta não apenas o indivíduo, mas também, tudo que o orbita e o mundo em geral, moldando o futuro coletivo. O futuro depende do discernir melhor!

CORRESPONDER

  Corresponder é o que fazemos – ou buscamos fazê-lo – durante três quintos de nossa existência. Força contumaz do princípio que leva seu no...