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DE OUTUBRO – UM TRIBUTO À IMERSÃO SOCIAL
Dezessete
meses bem vividos, bom legado forma, cheio de propósitos, gerando impactos
significativos e duradouros a todos envolvidos construção diária desta “Casa do
Saber. Ontem, éramos cinquenta desbravadores, hoje somamos mais de duzentos
colaboradores deste fomento à cultura maçônica, que já alcança mais de
cinquenta países mundo afora.
Todos
eleitos, tornados "imortais", um título que eleva suas imagens para
além de sua própria obra e os transforma em personificação da instituição. Como
imortais somos guardiões da língua legítima do país que nos abriga e da sua literatura
nacional. Nossas condutas, escritos e posturas públicas refletem a dignidade e
a autoridade que a academia projeta à sociedade.
A
forma como a mídia e o público enxergam um acadêmico impacta a percepção geral
da academia. Comtemplados como figuras de grande erudição e sabedoria, que
se confunde com o ideal da própria academia de ser um farol cultural para o
país no qual atuamos. Essa imagem é reforçada pelos ritos, trajes e a
formalidade da instituição, que nos transforma em símbolos vivos do
intelectualismo, reforçando a imagem institucional conjunta.
O
simbolismo é uma poderosa ferramenta de comunicação. Quando essas figuras se
associam a uma instituição, a percepção pública dessa organização se fortalece.
A instituição passa a ser vista como um polo de pensamento, seriedade e
conhecimento profundo, o que aumenta sua credibilidade e diferenciação no
mercado cultural, na sociedade e/ou individualmente.
O
papel do intelectual e do escritor vai além da criação estética, abrangendo a
difusão do conhecimento, a crítica social e a articulação de novas ideias que
podem moldar a consciência coletiva. A literatura, em suas diversas
formas, permite que o leitor explore diferentes realidades, culturas e
perspectivas, incentivando a reflexão crítica e a empatia.
Os
homens de letras ajudam a preservar e moldar a cultura e a história de uma
nação, registrando seus dilemas e transformações através das
gerações. Para o pensador italiano, os intelectuais não são uma classe à
parte, mas estão intrinsecamente ligados aos grupos sociais. Cada grupo forma
seus próprios intelectuais para dar coesão e consciência à sua função, atuando
na construção de uma nova hegemonia cultural e política.
Se o
homem de letras não assume sua responsabilidade de questionar e propor, a
sociedade fica privada de uma fonte essencial de reflexão e inovação
social. A ausência de intelectuais críticos e engajados leva ao desencanto
e à manutenção de um status quo injusto. No entanto, a
responsabilidade não significa reduzir nossa obra literária à um mero panfleto.
O
escritor atuar como uma voz para os marginalizados, expondo problemas e
provocando uma reação na sociedade. A arte tem um poder único de mover e
persuadir, e é justamente essa força que o homem de letras pode usar para
influenciar a sociedade, porém, nossa eficácia depende de convertermos nossa
obra em uma estrutura literária sólida, com valor estético.
A
figura do homem de letras no Brasil se desenvolveu ao longo da história,
adaptando-se às mudanças sociais e ao amadurecimento do país. Na época do
Império, muitos homens de letras, como Machado de Assis, exerciam funções na
administração pública, servindo a coroa e, de certa forma, participando
ativamente da política da época. A literatura, nesse período, serviu, para a
elaboração de projetos de nação e para sustentar a monarquia.
Com
a ascensão do Realismo e a influência do Naturalismo, escritores como Aluísio
Azevedo, em sua obra O Cortiço, passaram a representar as
diferentes classes sociais e a analisar o comportamento humano em relação ao
ambiente. Franklin Távora, analisou o povo e o ambiente, promovendo uma maior
imersão social na literatura.
A
relação entre o homem de letras e a imersão social reflete uma tensão constante
entre o papel estético e o compromisso ético e político da literatura. No
Brasil, essa dualidade moldou a produção literária, que, ao longo do tempo, se
consolidou como uma forma de reflexão, denúncia e transformação da realidade
social.
O
conceito de literatura de engajamento ganhou força, especialmente sob a
influência de pensadores como Sartre, se manifestou no Brasil em diversos
períodos, como no Modernismo, com a poesia social de alguns autores. Os
modernistas buscaram expressar a identidade nacional, muitas vezes criticando
os valores burgueses e questionando a realidade brasileira, com alguns autores
se dedicando à poesia socia como veículo de imersão social.
A Academia
Internacional de Maçons Imortais, nestes 304 dias, tem atuado como propulsora
da imersão social por meio de iniciativas que democratizam a cultura, estimulam
a leitura e a escrita e buscam a inclusão de diferentes grupos sociais, não
somente no Brasil, como também, no exterior. Além do papel de preservar a
língua e a literatura, expandiu sua atuação conectando-se diretamente com a
sociedade, a partir de sarais, seminários, produções literárias diversas
engenhosamente protagonizados por seus mais de duzentos membros.
Maranguape, Ceará, 31 de Outubro de 2025
ACADEMIA
INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS
Diretoria
de Comunicação Social – Redação e Difusão
Bruno
Bezerra de Macedo
Diretoria
– Secretaria – Imagem
Cleber
Tomás Vianna
