sexta-feira, 7 de novembro de 2025

LER DESBRAVA MUNDOS!

 

Ler desbrava mundos! É um convite poderoso para refletir sobre o imenso valor da leitura. Leitura é a ação de ler algo. É o hábito de ler. A palavra deriva do Latim "lectura", originalmente com o significado de "eleição, escolha, leitura". Também se designa por leitura a obra ou o texto que se lê. A leitura é a forma como se interpreta um conjunto de informações (presentes em um livro, uma notícia de jornal etc.) ou um determinado acontecimento. É uma interpretação pessoal. O hábito de leitura é uma prática extremamente importante para desenvolver o raciocínio, o senso crítico e a capacidade de interpretação. Ler faz parte da formação cultural de cada indivíduo.

 

O prazer da leitura deve ser despertado logo na infância. O código pode ser visual, auditivo e inclusive táctil, como o sistema Braille. Convém destacar que nem todos os tipos de leitura se apoiam na linguagem. É o caso, por exemplo, dos pictogramas ou ainda das partituras de música. A leitura estimula a imaginação, proporciona a descoberta de diferentes hábitos e culturas, amplia o conhecimento e enriquece o vocabulário. “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas, por incrível que pareça, a quase totalidade não sente esta sede”, afirma Carlos Drumond de Andrade (31 de outubro de 1902, Itabira, Minas Gerais – 17 de agosto de 1987, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro). A falta de leitura faz com que a pessoa apresente certa dificuldade para compreender aquilo que está sendo dito; seu vocabulário é precário, portanto, se comunica mal e quando se depara com uma informação escrita tem dificuldade de compreensão. Quem não lê de maneira proficiente e crítica, não conhece de fato a sociedade em que vive e não tem condições de dialogar. Neste influxo, afirma José Bento Renato MONTEIRO LOBATO (18 de abril de 1882, São Paulo – 4 de julho de 1948, São Paulo, São Paulo), na frase que lhe é atribuída a autoria: “Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê”.

 

Leitura e escrita estão estreitamente interligadas, uma dependendo da outra. Desde que fora inventada a escrita, agora o homem poderia gravar e transmitir conhecimento de maneira mais eficaz. É dado o nome de leitor àquele que lê qualquer tipo de textos, seja: de um livro, jornal, revista etc. “A leitura de todos os bons livros é uma conversação com as mais honestas pessoas dos séculos passados”, incita René Descartes, (31 de março de 1596, Descartes, França – 11 de fevereiro de 1650, Estocolmo, Suécia). Já àquele que escreve é chamado de escritor, havendo variações segundo o tipo de escrita que ele pratica: poeta que escreve poemas, cronista que escreve crônicas, entre outros. A relevância do escritor nos dias atuais permanece fundamental, pois ele desempenha múltiplos papéis na sociedade: como catalisador de reflexão crítica, promotor de empatia e guardião e inovador da linguagem e da cultura. Longe de ser uma figura isolada, o escritor contemporâneo é um agente ativo que reflete e molda a complexidade do mundo moderno. O escritor trabalha com a palavra, estruturando narrativas e argumentos com clareza e coesão. Ao fazer isso, ele não só exercita e fortalece a capacidade de criação, mas também contribui para a evolução da língua e da comunicação, explorando novos códigos e formas de expressão.

 

Para alguns poetas, escritores e filósofos a leitura não implica apenas na capacidade de ler textos, mas, também, na capacidade de fazer a “leitura do mundo”: as horas no relógio, a leitura do tempo para saber se o dia estará chuvoso ou com sol, assim sabendo se será necessário levar um guarda-chuva etc. “O fato é que ninguém passa incólume a uma boa leitura. Entra-se de um jeito e a saída é de outro, mesmo sem que se saiba de antemão como sairemos. Os livros mudam o destino das pessoas. “Escrevo, relato minha indignação, meu medo, meu protesto, porque essa é a minha luta. Escrevo, tenho de escrever, é o que me dá vida. Este ofício é complicado, mas, temos de exercê-lo com sinceridade, fogo e lança na mão”, ressalta Ignácio de Loyola Lopes Brandão (31 de julho de 1936 (idade 89 anos), Araraquara, São Paulo). Os escritores contemporâneos funcionam como cronistas de seu tempo, capturando as ansiedades, os desafios e as transformações da era digital, da globalização e de outras questões modernas. Suas obras se tornam, no futuro, documentos históricos valiosos para a compreensão da nossa época. A escritor continua a ser uma peça-chave na formação humana e social, oferecendo ferramentas essenciais para a navegação em um mundo complexo e em constante mudança. 

 

“A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde. O homem de ação é antes de tudo um poeta. Se você criar um personagem, criar um destino. A qualidade mais importante em um líder é aquela de ser reconhecido como tal”, conscientiza Emile Salomon Wilhelm Herzog (26 de julho de 1885, Elbeuf, França – 9 de outubro de 1967, Neuilly-sur-Seine, França). A leitura é um exercício cerebral complexo que molda a anatomia e o funcionamento do cérebro, criando novas conexões neurais e aumentando a densidade de substância cinzenta e branca. Ela aprimora a memória, a capacidade de atenção e concentração, o raciocínio complexo e o pensamento abstrato. Em uma sociedade em constante mudança, a leitura fornece as ferramentas para entender e interpretar as transformações sociais e tecnológicas, capacitando os indivíduos a se adaptarem de forma proativa. A literatura contemporânea é marcada pela diversidade de estilos e temáticas, refletindo a pluralidade cultural e social. Escritores dão voz a experiências antes marginalizadas, contribuindo para um cenário cultural mais rico e representativo. A leitura focada e esmerada faz o homem dono de si mesmo, da sua independência enquanto aprendiz de uma arte, de um ensinamento finito ou infinito. Podendo o homem dizer-se livre e de bons costumes.

 

Declara-se livre e de bons costumes, bastante entusiasmado, todo maçom, embora não o seja de fato e/ou de todo, pois, a estrada da perfeição é longa demais para uma só eternidade. Porém, ser reconhecido maçom é acima de tudo ação espiritual, ou seja, o verdadeiro maçom não é apenas aquele que possui graus ou títulos, mas sim, aquele cujas ações refletem os valores da fraternidade (Liberdade, Igualdade, Fraternidade) em sua vida diária. E justo que se diga que a filosofia maçônica, tão somente, provoca àqueles que a desejam cumprir, ou seja, de fato ser fraterno. A Maçonaria vê a si mesma como uma "escola de virtudes" que incentiva o homem a refletir sobre sua conduta e missão no mundo, buscando a constante evolução. Para a perfeita executividade das ações evolutivas, a leitura impõe-se com o pilar fundamental e indissociável da constante evolução humana, seja ela pessoal, profissional ou social. Ler é estar disponível para o conhecimento e o maior dispositivo dessa prática ainda é o livro. A literatura permite ao leitor "viajar" por realidades e perspectivas diferentes das suas. Ao se conectar com personagens e narrativas diversas, a pessoa desenvolve maior empatia e compreensão pelas experiências alheias, o que é crucial para uma convivência social mais solidária e consciente.

 

Transcendência do ser, a fraternidade é decorrente do Saber que permeia o Maçom, mais e mais, à medida que este a aufere, pela primazia com que estuda e executa a ritualística em loja, como também, à medida que avança na busca do desvelo dos seus Augustos Mistérios a partir leitura e compreensão das obras literárias que guardam a beleza do conhecimento humano. É o uso prático destes conhecimentos, dentro e fora da Maçonaria, que faz o Maçom fidedigno, merecedor de ser reconhecido como tal por onde passar e com quem estiver. Neste toar, rutila François-Marie Arouet, conhecido por seu nom. de plume: Voltaire (21 de novembro de 1694, Reino da França – 30 de maio de 1778, Paris, França) ao declarar: “a leitura engrandece a alma”. A palavra escrita oferece liberdade para a mente criar e imaginar. Em um mundo cada vez mais pautado por soluções lógicas e imediatas, a capacidade de exercitar a imaginação e a criatividade — habilidades cruciais para a solução de problemas e inovação — é fortalecida pela leitura e pela escrita. O escritor moderno não se limita ao livro impresso. Ele navega pela era digital, utilizando blogs, redes sociais e plataformas de auto publicação para alcançar um público mais amplo. A escrita digital, embora por vezes mais informal e imediata, mantém o objetivo de conectar, informar, entreter e persuadir. 

 

Ler desbrava mundos por que ler é a chave que abre as portas do conhecimento, da aventura e da compreensão, permitindo-nos explorar o universo vasto e infinito que existe tanto fora quanto dentro de nós mesmos. “A leitura de conteúdos de boa qualidade alarga os horizontes da pessoa e amplia as suas possibilidades pela expansão de seu conhecimento, desenvolvimento intelectual e de sua visão de mundo, fortalecendo as convicções pessoais, a capacidade de argumentação, senso crítico e manifestação de opiniões com utilização de um vocabulário mais rico, lê-se na Wikipédia. Além de dar acesso a uma quantidade ilimitada de informações, ideias e perspectivas sobre o mundo e a condição humana.


quarta-feira, 5 de novembro de 2025

05 DE NOVEMBRO DE 2025 – UM TRIBUTO AO POTENCIAL CULTURAL BRASILEIRO

 

A cultura nasceu com o homem e, juntos, fundaram as civilizações, pois, as civilizações (caracterizadas por assentamentos permanentes, agricultura, hierarquia social, escrita, etc.) não poderiam ter surgido sem a base cultural pré-existente. Foram a acumulação e o compartilhamento de conhecimentos culturais que permitiram a organização social complexa necessária para fundar cidades e sociedades mais avançadas. A cultura e a humanidade são faces da mesma moeda, e a civilização é o resultado direto dessa relação simbiótica. 

 

A cultura não é algo que o ser humano "adquiriu" em um dado momento, mas sim o próprio modo de ser da espécie. Desde os primeiros hominídeos, a capacidade de criar ferramentas, comunicar-se, desenvolver rituais e transmitir conhecimentos de geração para geração (todos elementos da cultura) foi o que permitiu a sobrevivência e a evolução humanas. As civilizações, com suas instituições e hierarquias, são manifestações organizadas e complexas dessa capacidade humana de criar e viver em cultura.

 

A cultura fornece as "regras do jogo" e a ambiência social é o "campo de jogo" onde essas regras são aplicadas, vividas e, por vezes, transformadas. A ambiência é o contexto onde a cultura se manifesta e é reforçada ou transformada, a partir do que é experienciado. A cultura fornece uma base para a identidade social, moldando a personalidade do indivíduo através de hábitos, costumes, expressões e sentimentos que são compartilhados por um grupo. Ela é uma construção social que cria um sentimento de identidade e coesão.

 

Ao compartilhar uma cultura comum, os indivíduos se comunicam e colaboram mais facilmente, o que fortalece a coesão social e a capacidade da sociedade de funcionar e se manter. A cultura e a arte podem ser poderosas ferramentas de inclusão, oferecendo novas perspectivas e oportunidades para pessoas marginalizadas, especialmente quando o acesso é facilitado por meio da educação. Da inexistência da conexão cultural emerge a marginalização de indivíduos e grupos, bem como, ao enfraquecimento da harmonia social.

 

A interação e a integração cultural oferecem a oportunidade de expandir horizontes e aprender com a diversidade. Ao conhecer e valorizar outras culturas e tradições, as pessoas podem desconstruir preconceitos e diferenças, dando lugar ao entendimento mútuo e à convivência harmoniosa. Fomentar a cultura e as tradições locais é alavanca ótima para a inclusão e participação social, garantindo que todos os grupos tenham acesso a direitos e oportunidades, se sintam parte integrante da comunidade. Efloresce o pertencimento.

 

A conexão cultural não se trata de homogeneização, mas sim, de criar pontes de entendimento e valorização da diversidade, o que, por sua vez, é a base para uma sociedade mais inclusiva, justa e harmoniosa. Esse entendimento mútuo e a identificação com a cultura local fortalecem os laços sociais, gerando um senso de unidade e solidariedade, essenciais para a coesão social. A cultura fornece valores, crenças, padrões e tradições que compartilhados servem como referências comuns para os membros de uma sociedade.

 

A cultura é a alma do povo que a enleva, ou seja, a cultura não é apenas um conjunto de costumes e tradições externas, mas sim a essência, a identidade central e o espírito vital de uma comunidade ou nação. É o que dá vida, significado e caráter a um povo, sendo-lhe o coração pulsante, um elemento que o encanta, e a tudo que o orbita, definindo e enaltecendo, portanto, inseparável de sua existência coletiva. Manifestar com o povo (ou a partir dele), sendo-lhe a alma, estabelece o poder unificador e inspirador da cultura.

 

A cultura, como poder transformador, é um vetor essencial para o desenvolvimento nacional brasileiro em múltiplas dimensões: econômica, social e na construção da identidade nacional. A economia da cultura e das indústrias criativas (que abrange áreas como design, audiovisual, música, moda, games e tecnologia) são motores dinâmicos de crescimento e contribuem com aproximadamente 3,59% do PIB brasileiro. Uma vitalidade cultural que estimula o empreendedorismo e inovação. 

 

As atividades culturais geram empregos diretos e indiretos, impulsionando cadeias produtivas que vão desde o turismo cultural até a tecnologia, moda e gastronomia. O setor audiovisual, por exemplo, gerou R$ 70,2 bilhões para o PIB nacional e criou mais de 600 mil empregos em 2024, superando o número de empregos das montadoras de automóveis. A cultura no Brasil é um ativo estratégico para o desenvolvimento sustentável, a geração de riqueza e a construção de uma nação mais justa, criativa, consciente e orgulhosa de ser brasileira.

 

Um tesouro tão valioso como a cultura brasileira teve seu reconhecimento a partir da Lei nº 5.579, de 15 de maio de 1970 que institui a 05 de novembro como o Dia Nacional da Cultura, no qual se celebra a grande diversidade cultural do Brasil, conscientizando a nação sobre a importância das manifestações culturais como música, dança, literatura, culinária e folclore na formação do país, reconhecendo as variadas contribuições étnicas, sotaques, temperos e tradições que formam a identidade nacional. A celebração é uma oportunidade de promover a diversidade, o respeito e a preservação do patrimônio cultural, reforçando-o como pilar da sociedade brasileira. 

 

Maranguape, Ceará, 05 de Novembro de 2025

 

ACADEMIA INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS
Diretoria de Comunicação Social – Redação e Difusão
Bruno Bezerra de Macedo
Diretoria – Secretaria – Imagem
Cleber Tomás Vianna

terça-feira, 4 de novembro de 2025

ZELAR-SE É O DEVER PRIMEVO DOS GRANDES HOMENS

 

Zelar-se é o dever primevo dos grandes homens, imbui-nos a ideia de que, para que uma pessoa possa cumprir com suas outras responsabilidades ou ter um impacto significativo no mundo, ela deve, antes de tudo, garantir seu próprio bem-estar, saúde (física e mental) e integridade. É um conceito próximo à ideia de "colocar a máscara de oxigênio em si mesmo antes de ajudar os outros". Ser grande é abraçar uma grande causa, afirma William Shakespeare,

 

O autocuidado não é um ato egoísta, mas sim, uma condição necessária para a grandeza e para a capacidade de cuidar dos outros ou realizar grandes feitos. Praticar o autocuidado é como reabastecer seu próprio reservatório físico, mental e emocional. Sem essa recarga, você rapidamente sofrerá de esgotamento (burnout), tornando-se incapaz de realizar qualquer coisa significativa ou de ajudar os outros de forma eficaz.

 

É o fundamento que permite sustentar o peso das responsabilidades e aspirar a objetivos mais elevados. Quando você está bem consigo mesmo, você se torna um parceiro, pai, amigo ou colega de trabalho melhor. Você tem mais paciência, energia e compaixão para oferecer aos outros. Cuidar de si mesmo é, na verdade, um pré-requisito para cuidar efetivamente de qualquer outra pessoa ou projeto. Zelar-se é construir-se para a uma vida plena.

 

Dedicar tempo e esforço ao autocuidado e ao desenvolvimento pessoal é fundamental para se ter uma vida verdadeiramente satisfatória e significativa. É um lembrete de que a plenitude não é algo que simplesmente acontece, mas sim, algo que se constrói ativamente através de escolhas e ações diárias. É um processo contínuo de aprimoramento, aprendizado e crescimento pessoal, pois, somos arquitetos de nossas próprias vidas e identidades.

 

Somos, incontestavelmente, arquitetos de nós mesmos, e das vidas que experienciamos, no sentido de que exercemos grande influência e fazemos escolhas importantes, mas, trabalhamos dentro das restrições de um canteiro de obras que nem sempre escolhemos ou controlamos totalmente. Normas culturais, expectativas sociais e estruturas sistêmicas (políticas, econômicas) que moldam nossas opções e comportamentos. 

 

Porém, essa arquitetura, enfatiza a capacidade humana de fazer escolhas, tomar decisões e agir sobre o mundo, em vez de sermos meros passageiros passivos. Implica que somos responsáveis pelas consequências de nossas ações e inações. Sugere que podemos moldar ativamente nosso caráter, crenças e caminho na vida, em vez de sermos inteiramente definidos por circunstâncias externas ou destino. Somos o que pensamos!

 

Nossos pensamentos são determinantes em quem nos tornamos. “O que pensamos, nós nos tornamos" é uma máxima atribuída a Buda. Somos principalmente aquilo que fazemos para mudar quem somos. A vida é um processo de constante transformação, e essa mudança é resultado das nossas experiências e da forma como lidamos com elas. Nossa identidade não é fixa, mas um processo constante de mudança e crescimento ao longo da vida.

 

A ideia de identidade fluida é relevante no mundo contemporâneo, onde podemos transitar por múltiplas esferas culturais e renegociar nossas identidades em resposta a novas realidades, como a migração ou a globalização. Essa fluidez significa que podemos nos redefinir, e não apenas nossas ações, à medida que respondemos a novas realidades. A identidade é um "(re) fazer-se" constante, numa dialética de permanência e mudança. 

 

Novas vivências, conhecimentos e interações com outras pessoas e com a sociedade nos levam a reavaliar e redefinir quem somos. Como nos vemos (nosso autoconceito) influencia a criação de novos hábitos e a possibilidade de mudança. Ao adotar hábitos, criamos a identidade desejada, como se tornar um leitor ao ler livros ou um atleta ao treinar. A excelência, por exemplo, é um hábito, não uma atitude. Sejamos excelentes exemplos!

 

Em vez de esperar por momentos grandiosos para demonstrar excelência, devemos incorporá-la em nossas atividades diárias.  Inspirar os outros através de nossas próprias ações, mostrando que a excelência é alcançável por meio da disciplina e do hábito é uma agência de responsabilidade pessoal e do poder transformador da consistência, bem como, da prática deliberada em direção à melhoria contínua. Responsabilizar-se é autorrespeitar-se!

 

É um convite à autorreflexão e ao empoderamento pessoal, indicando que o respeito próprio floresce quando a pessoa abraça sua capacidade de responder pela própria vida. Ser responsável envolve ser honesto consigo mesmo sobre as consequências dos próprios atos, o que é um pilar do autorrespeito. Nosso autorrespeito levar a sermos homens-exemplo, o que ratifica a ideia de que zelar-se é o dever primevo dos grandes homens. 

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

ENTRE O BEM E O MAL, CONHECER-SE A SI MESMO É A BELEZA DOS DIAS

Entre o bem e o mal, conhecer-se a si mesmo é a beleza dos dias, enleva o ato de conhecer a si mesmo acima das noções de "bem" e "mal". Isso implica que, independentemente dos desafios ou julgamentos morais que a vida apresenta, a compreensão interna de sua própria natureza é o que realmente traz significado e beleza à existência. Focar estritamente no bem ou no mal pode ser limitante. O autoconhecimento permite navegar por essas complexidades com maior clareza e aceitação. Sugere que o autoconhecimento é fundamental para uma vida plena e gratificante. Ainda que a vida seja repleta de dualidades, escolhas morais e desafios éticos, o autoconhecimento é apresentado como a chave. Trata-se de entender suas próprias motivações, fraquezas, valores e propósitos. Essa introspecção permite uma navegação mais consciente e autêntica pela vida.

 

Dualismo é uma concepção filosófica ou teológica do mundo baseada na presença de dois princípios ou duas substâncias ou duas realidades opostas, irredutíveis entre si e incapazes de uma síntese final ou de recíproca subordinação. Para Platão, existem dois mundos, ou seja, a realidade estava dividida em duas partes: O mundo sensível (mundo material), mediados pelas formas autônomas que encontramos na natureza, percebido pelos cinco sentidos; e o mundo das ideias (realidade inteligível) denominado de “mundo ideal”, ou seja, aproxima-se da ideia de perfeição de algo. Ou seja, através do conhecimento é possível transcender do mundo material ao mundo das ideais e contemplar as ideias perfeitas, alcançando assim, a felicidade.

 

A dualidade é uma das formas que a Fonte (Singularidade) se manifesta onde Yang tende a se expandir, se afastar do centro, se tornar mais complexo, gerando variações e Yin tende a contrair-se, ir em direção do centro, retornar a simplicidade da unidade. A filosofia chinesa refere-se a essas associações como complementares. Já a filosofia ocidental, associa a isso uma ideia de oposição. Quente ou frio, alto ou baixo, claro ou escuro. O interessante é perceber que não teríamos consciência de um se não fosse pelo outro, sendo a dualidade fundamental para que se tenha noção do mundo físico. Mas, o dual ou o complementar (dependendo do ponto de vista), não existe apenas na matéria. A ideia que temos de nós mesmos também é baseada na dualidade, e por que não dizer, na oposição. Estamos tratando do bem e do mal.

 

O bem e o mal são vistos dois guerreiros poderosos que se enfrentam todos os dias dentro de nossas mentes frágeis. Sob a ótica psicológica, o mal nada mais é que nossas partes renegadas. A sociedade impõe comportamentos considerados apropriados para a chamada “boa convivência” e os comportamentos fora do padrão vigente são relegados às sombras. Luz para o aceitável, escuridão para o inaceitável. Eis a dualidade. Quando negamos nossos defeitos, medos, equívocos, negamos a nós mesmos em essência, porque aquilo que parece ser o certo para um grupo ou pessoa em particular, pode custar o talento, a individualidade ou os direitos de um terceiro. Ou seja, O bem-estar de uma maioria pode não coincidir com os direitos de uma minoria.

 

Temos o costume de ver as diferenças como uma dicotomia. Exemplo: a vida é diferente da morte, o bem é diferente do mal, a luz é diferente da escuridão etc., embora isso seja verdade por um lado, de maneira oculta, ambas polaridades são diferentes partes de um processo só. No entanto, o pensamento dicotomizado interfere na autogestão da consciência, pois gera tendências intolerantes em relação as diversidades que existem nas pessoas, nas situações e as várias faces da existência em si, que são muitas vezes paradoxais. Imprescindível é desenvolver o que Alan Watts chama de "pensamento polar", apesar de não ser exatamente um pensamento e sim uma forma de percepção, onde a sensação e sentimento também estão envolvidos.

 

Tal pensamento desperta a consciência de que todas as coisas se acham interligadas, ainda que pareçam anular-se mutuamente. Daí sua relevância, pois, passamos a nos ver de maneira mais completa e integrada, e as oposições se fazem contributivas do progresso do todo do qual fazemos parte.  Somos os cocriadores de tudo o que existe, um "pequeno" ato afetará toda existência, pois tudo está interconectado, e isso pode ser usado de maneira produtiva ou destrutiva, como diria Carl Gustav Jung: "Não somos anjos ou demônios, somos os dois.” O grande desafio no mundo da matéria é aprender a transformar o egoísmo extremo em que está mergulhada a humanidade – e que gera uma série de conflitos internos e externos – num ato de receber para compartilhar amor, alegria, bondade, tempo, saúde e conhecimento.  

 

"Toda matéria é somente energia condensada em vibrações baixas, somos todos a mesma consciência tendo experiências de maneira subjetiva. Não existe o que chamamos de morte, a vida é só um sonho, e nós somos a imaginação de nós mesmos", afirma Bill Hicks. Portanto, é possível, sim, colocar luz sobre a sombra e transformá-la em luz radiante. Uma é apenas ausência da outra, e a capacidade humana de aceitar-se tal como é, ou seja, clara e escura, fria e quente, doce e amarga é que faz a vida ser o que é, os dois lados de uma mesma moeda. Iluminemos o caminho, conforme a exortação do Sublime Mestre quando nos diz: "Vós sois a Luz do Mundo" (Mateus 5:14). Portanto, exerçamos a função ou até mesmo o impulso natural de compartilhar "luz" (sabedoria, conhecimento, verdade).

 

Figura um ato de generosidade e um pilar fundamental para o crescimento individual e coletivo. É um processo que enriquece tanto quem partilha quanto quem recebe, iluminando caminhos e promovendo a evolução. Compartilhar a luz não é tentar impor sua visão de mundo aos outros, mas sim oferecer ferramentas para que cada um encontre seu próprio caminho e sua própria verdade. É um ato contínuo que fortalece os laços humanos e nos ajuda a construir um mundo mais consciente e compassivo. A mudança para um mundo mais consciente e compassivo é um processo contínuo que exige dedicação, mas cada pequena ação faz a diferença. Trata-se de uma transformação que envolve desacelerar, acolher, praticar a empatia e agir com solidariedade.

 

Descreve um processo de humanização profunda e uma mudança de paradigma nas relações interpessoais, que valoriza a conexão humana sobre a pressa e o individualismo. A pressa e o individualismo na sociedade contemporânea são fatores preponderantes no enfraquecimento da conexão humana. A busca incessante por sucesso individual e a velocidade das interações, muitas vezes superficiais e funcionais, resultam em uma crescente sensação de solidão e indiferença pelo outro. Embora a tendência atual aponte para o individualismo, a necessidade de conexão e pertencimento permanece como uma característica humana fundamental. Autores como Émile Durkheim argumentaram que, mesmo em sociedades industriais, a pessoa humana é a única figura capaz de fundar uma verdadeira solidariedade.

 

A pressa é inimiga das "grandes histórias" e das conexões significativas. A pressa e o individualismo criam barreiras significativas para a conexão humana autêntica, resultando em solidão e desarmonia social.  É essencial desacelerar e estar verdadeiramente presente nas interações, como também, é preciso redescobrir o valor do coletivo, percebendo que as realizações individuais dependem do social e que ninguém é autossuficiente. Valorizar a qualidade sobre a quantidade é crucial, tendo com fito relacionamentos profundos e significativos em vez de buscar um grande número de conexões superficiais. A conexão humana na era da pressa e do individualismo exige um esforço consciente para priorizar o bem-estar coletivo, a empatia e o tempo de qualidade dedicado aos outros.

                                        

Humanizar as relações requer movimento amplo que busque resgatar a dignidade e a consideração mútua nas interações pessoais e profissionais, valorizando a escuta ativa e o acolhimento. A humanização não é uma ação isolada ou pontual, mas, um processo contínuo e coletivo que demanda o envolvimento e o protagonismo de todos os sujeitos envolvidos (indivíduos, comunidades, instituições, governos) para construir novas realidades e modos de interação. Envolve uma mudança profunda na cultura, promovendo valores como respeito, ética e inclusão, que se traduzem em práticas concretas, como a melhoria da comunicação, a capacidade de ouvir e a consideração pela subjetividade e integralidade do outro, afinal, entre o bem e o mal, conhecer-se a si mesmo é a beleza dos dias, já que somente ao entendermos a complexidade do nosso próprio ser podemos verdadeiramente apreciar e compreender a complexidade dos outros.

domingo, 2 de novembro de 2025

TARDE/NOITE – PRIMEIRO DE NOVEMBRO DE 2025 – INVESTIDURA NO 33 GRAU - AURORESCENDO O NOVO TEMPO


Existimos a partir de um processo iniciático, incontestavelmente! Iniciação, em seu conceito mais amplo, refere-se ao ato ou efeito de começar algo, seja um evento, uma ação, ou um processo. Também significa a entrada em um novo nível de existência, ou o aprendizado dos princípios básicos de uma área do conhecimento. Além disso, envolver cerimônias ou rituais que marcam a transição para um novo estado ou grupo. Iniciação, do latim initiatio, nos remete a começo, ascensão a um novo nível. 

 

Assim, de tempos em tempos, passamos por mortes e renascimentos, um tema recorrente em mitologias antigas, filosofias da história e teorias especulativas, mas não é um conceito suportado pelo modelo científico e histórico dominante, afinal: como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? (João 3:4) Porém, nos provam o contrário os ritos de passagem que marcam mudanças importantes no viver humano, pois, emergem novas fases e/ou associações.

 

Os rituais de passagem e/ou iniciáticos reforçam o senso de comunidade, a identidade cultural e a solidariedade, dividindo-se geralmente em três estágios: separação, transição (ou liminar) e reincorporação. Ou seja, o indivíduo é simbolicamente retirado de seu antigo status, dando início a uma fase intermediária, um "limiar", onde o indivíduo não pertence mais ao antigo grupo, mas ainda não se integrou ao novo, pois, para que isto ocorra deve passar por: desafios, provas e sacrifícios, que farão aurorescer habilidades e, estas, o (re) integrarão à comunidade com novo status social.

 

Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem (Efésios 4:22) é um preceito que reflete a milenar cultura Iorubá, para a qual a iniciação é uma passagem, onde o iniciando passa por ritos complexos de isolamento e segregação, de silêncio absoluto, simbolizando uma volta ao útero da Mãe Terra, de onde renascerá, não como um homem comum, mas como um instrumento de um Orixá, que por sua boca e seu corpo falará e se manifestará, aumentando assim o conhecimento de todos, já que a voz ancestral (tradição) retumba em busca do futuro.

 

No tantra, iniciação (em sânscrito, diiks'a') refere-se a um processo em que o aprendiz é orientado no caminho do equilíbrio e da plenitude, e recebe um mantra perfeito para a prática da meditação. Ao finalizar a iniciação, o aprendiz deve firmar um compromisso de amor e gratidão com Deus e com o mestre, já que Deus jamais mudará as condições que concedeu a um povo, a menos que este mude o que tem em seu íntimo, admoesta a Surata Ar-Ra'd (O Trovão). É uma viagem interior através da qual submergirmos diretamente no real, além de todo conceito ou crença.

 

Na Ordem DeMolay, o termo "iniciação" refere-se à entrada do forasteiro (termo usado para se referir aos não-iniciados na Ordem) que adquire, assim, o Grau Iniciático, quando se torna um iniciante na instituição. Esta Organização Juvenil foca no desenvolvimento de liderança e cidadania através de valores como: amor filial, reverência, cortesia, companheirismo, fidelidade, pureza e patriotismo, afinal, todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois, não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. (Romanos 13:1)

 

A iniciação nas Filhas de Jó é um conjunto de cerimônias solenes e rituais dentro da Ordem, onde as jovens (filhas de maçons e/ou colhidas na sociedade) são introduzidas aos princípios e valores da organização, Essas cerimônias, realizadas nos Beteis, onde as jovens-membro são ensinadas sobre liderança, oratória, trabalho em equipe, respeito aos pais, amor a Deus e ao país, entre outros valores, afinal, aquele que não cuida dos seus parentes, especialmente dos da sua própria família, negou a fé e é pior do que um descrente. (1 Timóteo 5:8). Onde não há fé, confiança e respeito, não há amor!

 

A iniciação na Maçonaria, considera um rito de passagem para o “nascer” do novo ser, é fundamental por marcar a transição de um indivíduo de um status quo para outro, iniciando sua jornada de autoconhecimento e aperfeiçoamento moral e ético através de ritos e simbolismos. Ela representa o ingresso em um sistema de aprendizado que visa a transformação interior, equipando o iniciado com ferramentas simbólicas, morais e filosóficas para seu desenvolvimento pessoal e para a atuação social benéfica, “sendo justos, porque isso está mais próximo da piedade, e temendo a Deus, porque Ele está bem inteirado de tudo quanto fazemos” (Surata Al Máida – A mesa servida).

 

Neste toar, há 20 anos, quatro meses e 7 dias, quando o sol nasce para iniciar sua carreira e encetar o dia com ele seguimos rumo ao Zênite, pois, neste especial momento, a luz incide perpendicularmente ao solo, não gerando a formação de sombras, muito menos dúvidas. O sol (do conhecimento) está a pino e não se devia – nem fomenta desvios, já que “toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação (Tiago 1:17). Efloresce, assim, o excelso trigésimo terceiro grau, a mim investido há 10 anos, 11 meses e 27 dias.

 

O Grau 33 é o ponto culminante e mais elevado da hierarquia em ritos maçônicos específicos, como o Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA). A relevância deste grau reside em ser um grau de aperfeiçoamento filosófico e moral, e não de poder hierárquico sobre os graus simbólicos (Aprendiz, Companheiro e Mestre). Atingir este grau significa ter percorrido e estudado, profundamente, todos os ensinamentos simbólicos, éticos e filosóficos dos graus anteriores. Envolve ter desenvolvido habilidades interpessoais, estar determinado à formação continuada de si e à mestria ancorada na e ética

 

A investidura neste grau é um reconhecimento do serviço prestado à Ordem, à Pátria e à Humanidade. Implica uma maior responsabilidade em promover os princípios maçônicos de fraternidade, justiça e verdade. Envolve, como dito antes, o aprimoramento pessoal continuado para que se desenvolva a capacidade de ser um "construtor social" melhor.  Olhei-me no entorno de mim e vi-me construtores sociais formidáveis, que iniciaram imponentes construções ainda aprendizes e sustentam ainda hoje como legado de exemplos de excelentíssimas práticas maçônicas, como: Diógenes José Tavares Linhares, Isalto Pinheiro Sobrinho, Eduardo Antonio Ribeiro, etc.

 

Imbuídos no mesmo espírito de dedicação contínua e a seriedade com que o Grau 33 é encarado por todos nós, não somente como uma norma ritualística, mas sim, estabelecidos no compromisso "que jamais expira", o renovamos a cada nova investidura, alimentando as responsabilidades que nos identificam como respeitáveis ente humanos, destacados por nossos feitos e efeitos, reconhecidos por nossos legados a bem da família, da pátria e da humanidade. A cada novo investido, a Ordem como um todo reforça seus ideais e os remoça com fulcro no progressismo perene com que auroresce o novo tempo



 


sábado, 1 de novembro de 2025

31 DE OUTUBRO - UM TRIBUTO A POESIA


A poesia é a alma de seu povo" evoca a importância cultural e social da poesia. A poesia captura e expressa os sentimentos, a história, os valores e a identidade de uma comunidade ou nação. É uma forma de arte que reflete a essência e o espírito de um povo, funcionando como um espelho de sua alma coletiva. Portanto, qual a íris e/ou a digital, a poesia é singular ao povo que a encanta nela se encantando, pacifico!

 

É uma visão poderosa e inspiradora, é uma interpretação auspiciosa, ainda que se perceba e argumente que a música, a culinária, a religião ou a outras formas de arte, também, competem pelo título de "alma de um povo", ou que essa "alma" é uma combinação de todos esses elementos. A poesia e a culinária, são intrinsecamente ligadas, pois ambas utilizam a criação artística para despertar sensações e emoções.

 

Curiosamente, a culinária é a arte de "fazer poesia com sabores", usando ingredientes, aromas e texturas como metáforas para criar histórias e despertar memórias, enquanto a poesia pode temperar a alma com palavras. Poemas, cânticos e versos muitas vezes preservam a memória histórica e as tradições orais, passando-as de geração para geração, perpassando um legado de exemplos.

 

A poesia reflete a identidade, os valores e as emoções dessa comunidade, que, ao apreciá-la e criá-la ("nela se encantando"), encontra sua própria essência e se reconhece nela. Agência que a prosa e/ou outras formas de comunicação não podem alcançar. Como a genética e algumas especiais características físicas que tornam único o homem, a poesia, também, possui uma identidade tão única, quanto inimitável.

 

A identidade única da poesia é forjada e inseparável da subjetividade e sensibilidade do poeta. O poeta cria uma voz poética (o eu lírico) que expressa sentimentos e pensamentos no poema. Como teorizado por Fernando Pessoa, o poeta é um "fingidor" que transforma a dor real em uma dor "lida", uma representação simbólica e elaborada. Esse ato de fingimento racional é essencial para a sua identidade única.

 

 

O poeta é o artífice essencial da identidade única da poesia, atuando como um mediador entre o indizível e o dizível, que ao expressar sua visão de mundo, cria algo que transcende a mera escrita e se torna uma manifestação cultural e estética singular, um reflexo de direto dos mais augustos eflúvios de sua alma e da proeminência do seu labor, cuja inventividade promove constante reinvenção da linguagem.

 

O poeta combina palavras de maneiras inesperadas, criando mistérios e ampliando o universo subjetivo a partir de conceitos objetivos. A originalidade é um aspecto crucial, que diferencia a obra de um autor de todas as outras, pois, emerge da indissociável ligação com a identidade do poeta, cuja sensibilidade, subjetividade e domínio da linguagem, imprime na obra um reflexo de si mesmo e um espelho do mundo. 

 

Embora a poesia seja profundamente pessoal, ela, também, tem a capacidade de tocar o leitor de forma universal, dando vida à poesia engajamento, ou seja, a expressão poética de uma causa social, política ou cultural, que utiliza a linguagem para criticar, conscientizar e lutar por transformação. Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar e Maria Divina (Diva) Lopes são poetas que abordaram o engajamento em suas obras.

 

Engajada com todo fervor no eflorescimento de artes que não se limitem à beleza, mas, que busquem a conscientização e a mudança social, a ACADEMIA INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS reconhece na poesia e nos poeta, a quem congratula neste dia,  pois, são um poderoso lábaro de mudança ou inovação, especialmente em contextos em que a poesia social ou moderna atua como "arma de propaganda" ou expressão de dilemas histórico-culturais. 

 

 

Maranguape, Ceará, 31 de Outubro de 2025

 

ACADEMIA INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS
Diretoria de Comunicação Social – Redação e Difusão
Bruno Bezerra de Macedo
Diretoria – Secretaria – Imagem
Cleber Tomás Vianna


01 DE NOVEMBRO – UM TRIBUTO AOS CAMINHANTES DA SANTIFICAÇÃO

Hoje é dia todos os santos, o que me lembra duas coisas importantes para o viver humano. A primeira, que não há santos, porém, inúmeros caminhos para a santificação existem; seguir um deles devemos. A segunda, do negligente abandono sofrido por Luiz Gonzaga Pinto da Gama, cujo a liberdade foi negada, ainda que pleno direito a ela tivesse. Porém, do caos à ordem emerge, como nascem, também, os grandes vultos humanos, como Luiz Gama, chamado de amigo de todos, exatamente, por que passou sua vida cumprindo duas buscas: a inclusão social dos hipossuficientes (negros, mulatos, indígenas, estrangeiros e brancos pobres, etc); ao passo que buscava encontrar sua mãe, a Princesa Malé, Luiza Mahin, que embora forra, foi novamente escravizada e expatriada da Terra Brasilis.

 

Luiz Gama, concitando a elevação dos níveis de tolerância e de empatia, assim (d)escreveu quem sou eu? – mais conhecida como bodarrada – publicado em sua obra "Primeiras trovas burlescas de Getulino" (1859), onde declara: bodes há de toda casta, / Pois que a espécie é muito vasta. Bodes negros, bodes brancos, / E, sejamos todos francos, / Uns plebeus, e outros nobres, / Bodes ricos, bodes pobres, / Bodes sábios, importantes, / E, também, alguns tratantes (...). Tratante mais que o quarenta e quatro desconheço, achando-se oito, pensa-se como universo, que mal gosto! Achar-se vanguardista de novéis séculos, quando a passos largos remonta ao passado, reinaugurando em sua órbita o absolutismo dos príncipes-sol, faraós e/ou Luizes cujo agir é contrário ao homem-exemplo Luiz Gama, cujo legado promana que o coletivo é chama ardente da democracia que faz feliz a humanidade, permitindo ao homem ser homem, irmão de todos.

 

Todos somos irmãos, como diz Luiz Gama: tudo marra, tudo berra – Na suprema eternidade, onde habita a Divindade, Bodes há santificados, que por nós são adorados. Entre o coro dos Anjinhos Também há muitos bodinhos…[…]. Todos cônscios de que entre a lei e a vontade o que reina é o que há estabelecido, porque a lei representa as normas e regras formais que foram criadas, acordadas e institucionalizadas por uma sociedade ou autoridade. Ela estabelece a ordem, os limites e as consequências para as ações, visando a convivência e a justiça. A vontade individual, embora importante, geralmente se submeter ao que está legalmente estabelecido para que haja um funcionamento social coerente e previsível. O que desperta meu autoquestionamento: por que devemos submeter nossas vontades?

 

Entre o ritual e a vontade o que reina é o que estabelecido, pois, tem peso histórico e cultural que se impõem aos desejos individuais. As sociedades são construídas sobre rituais e leis que, para funcionarem excelentemente, exigem a submissão dos desejos pessoais. Viceja uma sugere uma reflexão profunda sobre a tensão entre a tradição (o ritual) e o desejo individual (a vontade). O que ela implica é que as normas, regras e estruturas sociais já existentes e aceitas (o estabelecido) prevalecem sobre as inclinações pessoais. Indago: Devo vencer minhas paixões?

 

Efluindo rio ao mar, entre o ritual e a vontade o que reina é o, ordenamento jurídico, destacando assim o papel central e superior da lei e das normas legais (o ordenamento jurídico) na regulação das relações humanas, em detrimento de práticas tradicionais (rituais) ou desejos individuais (vontade). O ordenamento jurídico é a estrutura que garante a ordem, a justiça e a previsibilidade, estabelecendo os limites e as regras que todos devem seguir, independentemente de crenças pessoais ou costumes. Indago: A regularidade face ao ordenamento e prontidão em servir me garantem um viver feliz?

 

Rituais e tradições não podem se sobrepor à lei quando há conflito entre eles. O ordenamento jurídico moderno busca proteger a diversidade cultural e religiosa, porém, estabelece limites claros. Nenhuma tradição ou ritual pode ser usado como justificativa legal para cometer um crime, violar direitos quaisquer (humanos, fundamentais, etc. ou desobedecer às leis vigentes no país (inclusive estatutos sociais). A lei existe, em parte, para arbitrar esses conflitos e garantir que os direitos de todos sejam respeitados, tornado a vida feliz. Indago: Há um alguém mais empoderado que outro?

 

Uma das mais antigas tradições terrenas, dita progressista desde sua ciese duma forma especialíssima, bucando preservar-se de inovações inapropriadas e, nisto, visando garantir sua integridade essencial ao logo das eras, estabeleceu-se sob leis e princípios não escritos e imutáveis aos quais chamam de landmarks (cláusulas pétreas), dentre deles o determina a forma de governo de suas instituições turva o discernimento dos egos protuberantes: a administração de uma Loja por um presidente e dois vice-presidentes. Indago: Estão eles acima do ordenamento jurídico que os estabelece?

 

A posição destes, Presidente e Vice-Presidentes, não é apenas uma regra de procedimento ou um estatuto que pode ser alterado, mas sim, e unicamente um elemento essencial da estrutura e identidade das antigas tradições, reconhecidos como um marco que sustenta a integridade da instituição ao longo dos séculos, desde que sejam respeitáveis cumpridores dos bons princípios (dogmas de família), de todo o ordenamento jurídico do país em que vivam, do estatuto social e do ritualismo da instituição que representam e que lhes dá representatividade. Indago: somente o legal prospera?

 

A prosperidade construída sobre bases ilegais ou antiéticas é insustentável a longo prazo, passível de colapso devido a consequências legais, perda de confiança ou conflitos internos. Em um contexto social, institucional e, também, empresarial, a conformidade legal e a transparência geram confiança, o que é fundamental para o crescimento e o estabelecimento de relacionamentos saudáveis e duradouros. A legalidade liga-se à integridade, sendo um pilar essencial para uma vida plena e bem-sucedida, que vai além do mero acúmulo de bens materiais. Indago: há felicidade na ordem?

 

A organização da vida interior e exterior libera energia para viver com propósito, além de ser fundamental para a saúde mental e o bem-estar. Os estoicos ensinavam que vencer a si mesmo e organizar a vida é essencial para se alcançar a felicidade. Uma rotina organizada, especialmente aquela que acomoda atos de gratidão, gentileza e autocuidado, também contém momentos de felicidade diária.  A felicidade para Platão é o resultado de uma vida dedicada ao conhecimento progressivo até atingir a ideia do bem, o que implica uma ordem moral e intelectual. Indago: Agir correto é ser-se feliz?

 

A ordem (seja ela moral, interna ou externa) é um pré-requisito ou um componente essencial para uma felicidade genuína e duradoura. Segundo Agostinho de Hipona, em consonância com Tomás de Aquino, a paz, associada a uma forma de felicidade ou tranquilidade, é definida como a "tranquilidade da ordem" (tranquillitas ordinis). Isso implica que a verdadeira paz e felicidade só podem ser alcançadas quando há uma ordem correta das coisas, tanto na sociedade quanto na alma individual, alinhada com a ordem espiritual. Indago: a ordem requer autodisciplina?

 

A autodisciplina é o vetor que estabelece, mantém e restaura a ordem em diversas áreas da vida. Sem ela, a tendência natural é o caos ou a desorganização. Em ambientes de trabalho ou na sociedade em geral, a ordem depende do cumprimento de regras, horários e responsabilidades por parte dos indivíduos, o que exige autodisciplina. É necessária autodisciplina para resistir à preguiça, à procrastinação e aos hábitos desordenados, como também, manter a clareza mental e a organização dos pensamentos. Indago: autodisciplina é autorrespeito?

 

Ao praticar a autodisciplina para manter compromissos consigo mesmo (como cuidar da saúde, estudar ou trabalhar em seus objetivos e/ou cumprir o que há estabelecido), essencialmente, honra-se os próprios valores e aspirações. Isso reforça a mensagem interna de própria relevância e que as metas traçadas merecem esforço, o que, por sua vez, aumenta o autorrespeito. A autodisciplina é uma ferramenta poderosa que leva ao fortalecimento do autorrespeito, pois demonstra cuidado e consideração por si mesmo no longo prazo. Indago: o autorrespeito faz respeitáveis? 

 

O autorrespeito envolve reconhecer seu próprio valor como ser humano, e essa percepção interna influencia diretamente como os outros o veem e o tratam. O respeito externo é, em grande parte, um reflexo do respeito interno que a pessoa cultiva por si mesma. Se você não se respeita, torna-se difícil esperar que os outros o façam. Pessoas que se respeitam geralmente irradiam uma sensação de dignidade e autoconfiança, o que naturalmente atrai o respeito alheio. O autorrespeito sólido permite que o indivíduo se posicione e exija o respeito merecido. Indago: Sois o que dizem que tu és?

 

A teoria do reconhecimento (notavelmente desenvolvida por Axel Honneth) sugere que o reconhecimento jurídico é fundamental para o desenvolvimento do autorrespeito. A partir do momento em que o direito reconhece um indivíduo como um sujeito de direitos e deveres — com igualdade perante a lei — nasce a consciência do autorrespeito, que é a convicção de possuir os mesmos direitos básicos que os outros. Não é à toa que a tradição mais longeva in voga, contrariando ao quarenta e quatro, promana aos quatro cantos da Terra a democracia como aferidora dos méritos e deméritos, como também, prolata a igualdade relativa como garantidora da excelente governança que a torna uma das instituições mais proeminentes mundialmente. Indago: em sede de democracia há alguém mais poderoso que outro?

 

O princípio central da democracia é que o poder (soberania) pertence ao povo. A igualdade perante o ornamento jurídico é um robusto pilar da governança democrática, pois, é a garantia de que todos, sem distinção de qualquer natureza (origem, raça, sexo, etc.), estão sujeitos às mesmas leis e têm direito à igual proteção da justiça, portanto, em momento algum do tempo, o que há estabelecido deixará de reinar pacificando a lei e a vontade absolutista. Como também, em qualquer lugar da Terra, sempre reinará o estabelecido harmonizando o ritual e a vontade individual. Assim, resta ao homem o cumprimento de um desígnio sublime: ser feliz e praticar o bem enquan­to vive, instrui o Rei Salomão (Eclesiastes 3:12). Indago: faz o bem aquele que se desrespeita não cumprir o que há estabelecido?

 

A sabedoria convencional e a maioria dos códigos morais sugerem que fazer o bem geralmente envolve respeitar a si mesmo e aos outros, o que inclui cumprir com as obrigações e regras estabelecidas, pois, estas são a espinha dorsal para a coexistência pacífica e o bem-estar geral. O desrespeito e o descumprimento, via de regra, não resultam em "fazer o bem". O autodesrespeito (implicado na falha em cumprir o que foi estabelecido consigo mesmo ou com outros) mina a autoestima e a credibilidade do indivíduo, como também, o faz, virilmente, a quaisquer instituições às quais esteja ligado. Ser humano é mais do que uma constatação, é uma aceitação, um autorreconhecimento, um lume que abraça àqueles fazem incluídos todos os seus pares, incondicionalmente, pelo amor, pelo aperfeiçoamento dos costumes, pela igualdade e pelo respeito à autoridade e à crença de cada um, agências criadoras da ambiência social digna do homem que constrói dia a dia a humanidade em si, como fez Luiz Gonzaga Pinto da Gama e muitos outros que caminham sob sua luz.


INDEPENDÊNCIA: A VERDADE QUE AINDA NOS FALTA

  Há datas que o calendário registra, mas há outras que a consciência nacional insiste em perguntar. O 7 de Setembro pertence às duas catego...