A
poesia é a alma de seu povo" evoca a importância cultural e social da
poesia. A poesia captura e expressa os sentimentos, a história, os valores e a
identidade de uma comunidade ou nação. É uma forma de arte que reflete a
essência e o espírito de um povo, funcionando como um espelho de sua alma
coletiva. Portanto, qual a íris e/ou a digital, a poesia é singular ao
povo que a encanta nela se encantando, pacifico!
É uma
visão poderosa e inspiradora, é uma interpretação auspiciosa, ainda que se
perceba e argumente que a música, a culinária, a religião ou a outras formas de
arte, também, competem pelo título de "alma de um povo", ou que essa
"alma" é uma combinação de todos esses elementos. A poesia e a
culinária, são intrinsecamente ligadas, pois ambas utilizam a criação
artística para despertar sensações e emoções.
Curiosamente,
a culinária é a arte de "fazer poesia com sabores", usando
ingredientes, aromas e texturas como metáforas para criar histórias e despertar
memórias, enquanto a poesia pode temperar a alma com palavras. Poemas,
cânticos e versos muitas vezes preservam a memória histórica e as tradições
orais, passando-as de geração para geração, perpassando um legado de exemplos.
A
poesia reflete a identidade, os valores e as emoções dessa comunidade, que, ao
apreciá-la e criá-la ("nela se encantando"), encontra sua própria
essência e se reconhece nela. Agência que a prosa e/ou outras formas de
comunicação não podem alcançar. Como a genética e algumas especiais
características físicas que tornam único o homem, a poesia, também, possui uma
identidade tão única, quanto inimitável.
A
identidade única da poesia é forjada e inseparável da subjetividade e
sensibilidade do poeta. O poeta cria uma voz poética (o eu lírico) que expressa
sentimentos e pensamentos no poema. Como teorizado por Fernando Pessoa, o poeta
é um "fingidor" que transforma a dor real em uma dor
"lida", uma representação simbólica e elaborada. Esse ato de
fingimento racional é essencial para a sua identidade única.
O
poeta é o artífice essencial da identidade única da poesia, atuando
como um mediador entre o indizível e o dizível, que ao expressar sua visão de
mundo, cria algo que transcende a mera escrita e se torna uma manifestação
cultural e estética singular, um reflexo de direto dos mais augustos eflúvios
de sua alma e da proeminência do seu labor, cuja inventividade promove
constante reinvenção da linguagem.
O
poeta combina palavras de maneiras inesperadas, criando mistérios e ampliando o
universo subjetivo a partir de conceitos objetivos. A originalidade é um
aspecto crucial, que diferencia a obra de um autor de todas as outras, pois,
emerge da indissociável ligação com a identidade do poeta, cuja sensibilidade,
subjetividade e domínio da linguagem, imprime na obra um reflexo de si mesmo e
um espelho do mundo.
Embora
a poesia seja profundamente pessoal, ela, também, tem a capacidade de tocar o
leitor de forma universal, dando vida à poesia engajamento, ou seja, a expressão
poética de uma causa social, política ou cultural, que utiliza a linguagem para
criticar, conscientizar e lutar por transformação. Carlos Drummond de
Andrade, Ferreira Gullar e Maria Divina (Diva) Lopes são poetas que abordaram o
engajamento em suas obras.
Engajada
com todo fervor no eflorescimento de artes que não se limitem à beleza, mas,
que busquem a conscientização e a mudança social, a ACADEMIA INTERNACIONAL DE
MAÇONS IMORTAIS reconhece na poesia e nos poeta, a quem congratula neste
dia, pois, são um poderoso lábaro de mudança
ou inovação, especialmente em contextos em que a poesia social ou moderna atua
como "arma de propaganda" ou expressão de dilemas
histórico-culturais.
Maranguape,
Ceará, 31 de Outubro de 2025
ACADEMIA
INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS
Diretoria
de Comunicação Social – Redação e Difusão
Bruno
Bezerra de Macedo
Diretoria
– Secretaria – Imagem
Cleber
Tomás Vianna
Nenhum comentário:
Postar um comentário