sexta-feira, 7 de novembro de 2025

LER DESBRAVA MUNDOS!

 

Ler desbrava mundos! É um convite poderoso para refletir sobre o imenso valor da leitura. Leitura é a ação de ler algo. É o hábito de ler. A palavra deriva do Latim "lectura", originalmente com o significado de "eleição, escolha, leitura". Também se designa por leitura a obra ou o texto que se lê. A leitura é a forma como se interpreta um conjunto de informações (presentes em um livro, uma notícia de jornal etc.) ou um determinado acontecimento. É uma interpretação pessoal. O hábito de leitura é uma prática extremamente importante para desenvolver o raciocínio, o senso crítico e a capacidade de interpretação. Ler faz parte da formação cultural de cada indivíduo.

 

O prazer da leitura deve ser despertado logo na infância. O código pode ser visual, auditivo e inclusive táctil, como o sistema Braille. Convém destacar que nem todos os tipos de leitura se apoiam na linguagem. É o caso, por exemplo, dos pictogramas ou ainda das partituras de música. A leitura estimula a imaginação, proporciona a descoberta de diferentes hábitos e culturas, amplia o conhecimento e enriquece o vocabulário. “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas, por incrível que pareça, a quase totalidade não sente esta sede”, afirma Carlos Drumond de Andrade (31 de outubro de 1902, Itabira, Minas Gerais – 17 de agosto de 1987, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro). A falta de leitura faz com que a pessoa apresente certa dificuldade para compreender aquilo que está sendo dito; seu vocabulário é precário, portanto, se comunica mal e quando se depara com uma informação escrita tem dificuldade de compreensão. Quem não lê de maneira proficiente e crítica, não conhece de fato a sociedade em que vive e não tem condições de dialogar. Neste influxo, afirma José Bento Renato MONTEIRO LOBATO (18 de abril de 1882, São Paulo – 4 de julho de 1948, São Paulo, São Paulo), na frase que lhe é atribuída a autoria: “Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê”.

 

Leitura e escrita estão estreitamente interligadas, uma dependendo da outra. Desde que fora inventada a escrita, agora o homem poderia gravar e transmitir conhecimento de maneira mais eficaz. É dado o nome de leitor àquele que lê qualquer tipo de textos, seja: de um livro, jornal, revista etc. “A leitura de todos os bons livros é uma conversação com as mais honestas pessoas dos séculos passados”, incita René Descartes, (31 de março de 1596, Descartes, França – 11 de fevereiro de 1650, Estocolmo, Suécia). Já àquele que escreve é chamado de escritor, havendo variações segundo o tipo de escrita que ele pratica: poeta que escreve poemas, cronista que escreve crônicas, entre outros. A relevância do escritor nos dias atuais permanece fundamental, pois ele desempenha múltiplos papéis na sociedade: como catalisador de reflexão crítica, promotor de empatia e guardião e inovador da linguagem e da cultura. Longe de ser uma figura isolada, o escritor contemporâneo é um agente ativo que reflete e molda a complexidade do mundo moderno. O escritor trabalha com a palavra, estruturando narrativas e argumentos com clareza e coesão. Ao fazer isso, ele não só exercita e fortalece a capacidade de criação, mas também contribui para a evolução da língua e da comunicação, explorando novos códigos e formas de expressão.

 

Para alguns poetas, escritores e filósofos a leitura não implica apenas na capacidade de ler textos, mas, também, na capacidade de fazer a “leitura do mundo”: as horas no relógio, a leitura do tempo para saber se o dia estará chuvoso ou com sol, assim sabendo se será necessário levar um guarda-chuva etc. “O fato é que ninguém passa incólume a uma boa leitura. Entra-se de um jeito e a saída é de outro, mesmo sem que se saiba de antemão como sairemos. Os livros mudam o destino das pessoas. “Escrevo, relato minha indignação, meu medo, meu protesto, porque essa é a minha luta. Escrevo, tenho de escrever, é o que me dá vida. Este ofício é complicado, mas, temos de exercê-lo com sinceridade, fogo e lança na mão”, ressalta Ignácio de Loyola Lopes Brandão (31 de julho de 1936 (idade 89 anos), Araraquara, São Paulo). Os escritores contemporâneos funcionam como cronistas de seu tempo, capturando as ansiedades, os desafios e as transformações da era digital, da globalização e de outras questões modernas. Suas obras se tornam, no futuro, documentos históricos valiosos para a compreensão da nossa época. A escritor continua a ser uma peça-chave na formação humana e social, oferecendo ferramentas essenciais para a navegação em um mundo complexo e em constante mudança. 

 

“A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde. O homem de ação é antes de tudo um poeta. Se você criar um personagem, criar um destino. A qualidade mais importante em um líder é aquela de ser reconhecido como tal”, conscientiza Emile Salomon Wilhelm Herzog (26 de julho de 1885, Elbeuf, França – 9 de outubro de 1967, Neuilly-sur-Seine, França). A leitura é um exercício cerebral complexo que molda a anatomia e o funcionamento do cérebro, criando novas conexões neurais e aumentando a densidade de substância cinzenta e branca. Ela aprimora a memória, a capacidade de atenção e concentração, o raciocínio complexo e o pensamento abstrato. Em uma sociedade em constante mudança, a leitura fornece as ferramentas para entender e interpretar as transformações sociais e tecnológicas, capacitando os indivíduos a se adaptarem de forma proativa. A literatura contemporânea é marcada pela diversidade de estilos e temáticas, refletindo a pluralidade cultural e social. Escritores dão voz a experiências antes marginalizadas, contribuindo para um cenário cultural mais rico e representativo. A leitura focada e esmerada faz o homem dono de si mesmo, da sua independência enquanto aprendiz de uma arte, de um ensinamento finito ou infinito. Podendo o homem dizer-se livre e de bons costumes.

 

Declara-se livre e de bons costumes, bastante entusiasmado, todo maçom, embora não o seja de fato e/ou de todo, pois, a estrada da perfeição é longa demais para uma só eternidade. Porém, ser reconhecido maçom é acima de tudo ação espiritual, ou seja, o verdadeiro maçom não é apenas aquele que possui graus ou títulos, mas sim, aquele cujas ações refletem os valores da fraternidade (Liberdade, Igualdade, Fraternidade) em sua vida diária. E justo que se diga que a filosofia maçônica, tão somente, provoca àqueles que a desejam cumprir, ou seja, de fato ser fraterno. A Maçonaria vê a si mesma como uma "escola de virtudes" que incentiva o homem a refletir sobre sua conduta e missão no mundo, buscando a constante evolução. Para a perfeita executividade das ações evolutivas, a leitura impõe-se com o pilar fundamental e indissociável da constante evolução humana, seja ela pessoal, profissional ou social. Ler é estar disponível para o conhecimento e o maior dispositivo dessa prática ainda é o livro. A literatura permite ao leitor "viajar" por realidades e perspectivas diferentes das suas. Ao se conectar com personagens e narrativas diversas, a pessoa desenvolve maior empatia e compreensão pelas experiências alheias, o que é crucial para uma convivência social mais solidária e consciente.

 

Transcendência do ser, a fraternidade é decorrente do Saber que permeia o Maçom, mais e mais, à medida que este a aufere, pela primazia com que estuda e executa a ritualística em loja, como também, à medida que avança na busca do desvelo dos seus Augustos Mistérios a partir leitura e compreensão das obras literárias que guardam a beleza do conhecimento humano. É o uso prático destes conhecimentos, dentro e fora da Maçonaria, que faz o Maçom fidedigno, merecedor de ser reconhecido como tal por onde passar e com quem estiver. Neste toar, rutila François-Marie Arouet, conhecido por seu nom. de plume: Voltaire (21 de novembro de 1694, Reino da França – 30 de maio de 1778, Paris, França) ao declarar: “a leitura engrandece a alma”. A palavra escrita oferece liberdade para a mente criar e imaginar. Em um mundo cada vez mais pautado por soluções lógicas e imediatas, a capacidade de exercitar a imaginação e a criatividade — habilidades cruciais para a solução de problemas e inovação — é fortalecida pela leitura e pela escrita. O escritor moderno não se limita ao livro impresso. Ele navega pela era digital, utilizando blogs, redes sociais e plataformas de auto publicação para alcançar um público mais amplo. A escrita digital, embora por vezes mais informal e imediata, mantém o objetivo de conectar, informar, entreter e persuadir. 

 

Ler desbrava mundos por que ler é a chave que abre as portas do conhecimento, da aventura e da compreensão, permitindo-nos explorar o universo vasto e infinito que existe tanto fora quanto dentro de nós mesmos. “A leitura de conteúdos de boa qualidade alarga os horizontes da pessoa e amplia as suas possibilidades pela expansão de seu conhecimento, desenvolvimento intelectual e de sua visão de mundo, fortalecendo as convicções pessoais, a capacidade de argumentação, senso crítico e manifestação de opiniões com utilização de um vocabulário mais rico, lê-se na Wikipédia. Além de dar acesso a uma quantidade ilimitada de informações, ideias e perspectivas sobre o mundo e a condição humana.


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