sexta-feira, 18 de setembro de 2026

OS SIMBOLOS NACIONAIS NOS IDENTIFICAM ONDE ESTIVERMOS

 

Pertencer é identificar-se naquilo desperta o senso de pertencimento, que é uma das forças mais potentes da experiência humana. Quando nos identificamos com um grupo ou espaço de forma autêntica – sem máscaras, inverdades ou omissões –, nossa identidade é validada e fortalecida. É essa base de respeito mútuo e igualdade de direitos que transforma uma simples conexão em um profundo "orgulho de ser".

 

Envolve encontrar eco no outro, em um grupo ou em um espaço por meio das conexões que construímos, que não se erigem sobre o alicerce da negligência com os direitos que tornam “iguais” aqueles a quem alcançam. O senso de pertencimento ao imprimir o “orgulho de ser” tem nos símbolos – sejam eles bandeiras, rituais, linguagens comuns ou tradições – o renovador permanente de seu abraço.

 

O pertencimento que "não se erige sobre o alicerce das inverdades" reverbera diretamente o alerta da professora Miriam Debieux Rosa, do IPUSP, sobre grupos que condicionam o pertencimento a uma "adesão acrítica" e se auto enaltecem em detrimento do outro. O pertencimento genuíno, como ela define, exige que o sujeito seja reconhecido como sujeito de direitos – dignidade, cultura e diferenças respeitadas.

 

Na Fenomenologia do Espírito, a consciência-de-si não se constitui sozinha: ela precisa de outra consciência que a confirme. Só sabemos o que somos quando outrem retratam nossa imagem. Não se trata de espelhamento passivo, mas de uma luta – a dialética do senhor e do escravo mostra que o reconhecimento unilateral (um que se submete, outro que domina) é uma forma degenerada, uma "inverdade" estrutural.

 

Acontece que um pertencimento construído sobre a subordinação de um ao outro não é pertencimento, é dominação disfarçada de vínculo. O pertencimento genuíno, no sentido hegeliano, exige que ambos se reconheçam como sujeitos de igual dignidade. Alinha-se com as tradições, saberes e expressões artísticas compartilhadas por uma nação, unindo gerações pelo afeto, pela memória e pelos símbolos que nos enaltece.

 

Os símbolos (cores, rituais, linguagens, bandeiras, músicas) funcionam como marcadores que tornam tangível a pertença e reforçam o vínculo coletivo. Ocorre quando o eco e a validação acontecem no nível mais profundo de quem nós somos (gênero, sexualidade, raça, neurodivergência). Conecta o indivíduo à sua terra natal, à sua ancestralidade geográfica e ao território onde fincou suas raízes.

 

Quando essas conexões são rompidas ou postas em xeque por violações de direitos, o "orgulho de ser" se desfaz junto com o pertencimento – e é aí que o sentimento vira uma construção sobre inverdades. E tudo que é assim construído logo rui.  Esse "orgulho de ser", em termos de Honneth, retrata a experiência de uma relação positiva consigo mesmo que só é possível quando se é reconhecido pelos demais.

 

Neste sentido, os símbolos nacionais são cruciais para o desenvolvimento do senso de pertencimento, pois, representam a história, os valores e a identidade de uma nação, proporcionando um sentimento de união e orgulho para os cidadãos.  Eles funcionam como elementos de reconhecimento mútuo, reforçando a sensação de que se faz parte de um mesmo coletivo. Somos o que nos identifica.

 

Símbolos, como bandeiras, músicas (hinos, inclusive) ou monumentos nacionais etc., funcionam como representações visuais ou auditivas da identidade coletiva. Eles ajudam a perpetuar memórias históricas compartilhadas e criam um senso de continuidade entre o passado e o presente. Unem o passado ao futuro, ao passo que, se arraigam no presente, onde servem como um referencial valioso a orientar nossas escolhas e ações.

 

Os símbolos nacionais carregam em si a essência da independência e da formação da nação, conectando os cidadãos à sua trajetória e cultura, promovendo a coesão social e o reconhecimento de uma identidade coletiva comum. Ao celebrar e ensinar sobre os símbolos nacionais, criam-se pontes entre as novas gerações e a história do país, garantindo a continuidade da identidade nacional do legado da nação que representam.

 

Etimologicamente, a palavra símbolo foi formada de syn (junção, junto, concomitantemente) e bolleos (cujo sentido mais próprio concerne a laçadeira); desse modo, synbolon concerne a sinal de reconhecimento, e muito próximo a senha.  Importante lembrar, ainda, que a palavra latina sina (signa, plural de signum ou signo) significa, também, sinal:  tanto é o processo quanto o resultado da transmissão de dados. 

 

Representando os ideais e os valores de uma nação, como o patriotismo e a busca por um futuro próspero, os símbolos nacionais são compartilhados por todos os membros da sociedade, sendo usados para expressar o espírito cívico como estabelecem a Lei nº 5.700/1971 regulamenta a forma e a apresentação desses símbolos e a Lei nº 12.472/2011 inclui o estudo dos símbolos nacionais no currículo escolar.

 

A educação e a cultura, em suas diversas formas, artes e saberes são, portanto, pilares essenciais para a construção de um povo livre, próspero e soberano, que reconhecendo e valorizando sua própria cultura, fortalece a sua identidade e cria uma base sólida para construir o futuro, evitando o risco de ser subjugado por outras culturas ou de perder a sua essência. Uma cultura forte não habita numa sociedade fraca.

 

No Brasil, os símbolos nacionais são quatro: a bandeira, as armas, o selo e o hino. Eles representam o nosso país em cerimônias, eventos, documentos importantes e missões oficiais. Aliás, esses símbolos carregam consigo significados profundos, servindo como elementos de união e orgulho, por isso, são respeitados por todos os cidadãos brasileiros. Em alguns momentos, esses símbolos nacionais nos falam muito alto ao coração!

 

Por isso, neste dia 18 de setembro, honramos nossos símbolos nacionais e reafirmamos nosso compromisso com a pátria e fortalecemos o sentimento de pertencimento e orgulho entre todos os brasileiros. Nesta ocasião, cultuamos a Bandeira, o Brasão de Armas, o Hino e Selo Nacional e contemplamos suas relevâncias como emblemas que representam nossa identidade e valores como nação.

 

Maranguape, Ceará, 18 de Setembro de 2026

 

ACADEMIA INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS

Assessoria Especial da Presidência

Cléber Tomás Vianna

Diretoria de Comunicação Social

Bruno Bezerra de Macedo

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