Sempre
atento ao serviço de tornar feliz a humanidade pelo amor e pelo aperfeiçoamento
dos costumes, Hélio Pereira Leite, a quem conhecemos desde sempre como o
Buscador da Verdade, me presenteou na noite de ontem (26/08) com a seguinte
iluminação em palavras de autoria de Maria Dolores, uma das muitas operárias do
bem-fazer aos homens e à humanidade: “Não há felicidade onde não haja gratidão.
Não existe paz onde não haja perdão. A fé é a certeza de que a vida prossegue,
e o amor é a luz que ilumina os caminhos”.
Neste
momento, estabelecida no Oriente Eterno, Maria Dolores asperge seu perfume sobre
a humanidade a partir dos bravos catalizadores (médiuns, como Francisco Cândido
Xavier), que capitando sua energia a reduz em palavras que gratificam àqueles
que as leem como o incentivo à evolução a partir de medidas tão singelas quanto difíceis
a quem está na matéria praticá-las. Eis que esta dificuldade (pre)sentida lança-nos
na vala dos comuns, onde nos percebemos hipócritas falando sobre retidão e
fraternidade; mostra-nos débeis e covardes.
Porém,
quando praticadas manifestam um formidável divisor de águas entre um tormentoso
e causticante antes e um providencial e proeminente amanhã, sob a tutela inspiradora
de entes espirituais como Maria Dolores que muito bem sintetiza e o faz com arguta precisão
os quatro pilares fundamentais da evolução espiritual e do bem-estar humano: a
gratidão, o perdão, a fé e o amor. Palavras como essas funcionam como um
bálsamo para a alma e um roteiro claro para o aperfeiçoamento dos nossos
costumes, como idealiza o Confrade Hélio.
Gratidão,
maviosamente, é a base da felicidade real. Ela muda o nosso foco da falta para a
abundância. A psicologia positiva indica que manter um hábito diário de
gratidão aumenta o bem-estar, reduz a ansiedade e melhora a qualidade do sono.
Ela não ignora as dificuldades, mas, ilumina o entorno, oportunizando uma vida
com mais leveza e contentamento.
"Não
é a felicidade que nos torna gratos, ao contrário é a gratidão que nos torna
felizes”, preceitua o monge David Steindl-Rast. Nosso cérebro naturalmente foca
no negativo (um mecanismo de sobrevivência), porém, a gratidão ativa o sistema
de recompensa, reprogramando a mente para perceber o que já é positivo. O que aumenta
a sensação de plenitude e otimismo.
O
ato de perdoar é descrito como um bálsamo que restaura a alma, afastando
sentimentos negativos que podem adoecer o corpo e a mente. Ele não muda os
fatos do passado, mas, transforma profundamente quem perdoa, capacitando-o a
enfrentar o futuro com resiliência e compaixão. É
essencial para reconstruir relacionamentos e encontrar uma conexão mais íntimas
com a divindade e com o próximo.
Ainda
que o perdão seja considerado uma chave para a vida plena e
a redenção, ele é descrito como um processo contínuo que exige coragem,
paciência e, muitas vezes, o perdão a si mesmo para que a liberdade
interior seja plenamente alcançada. Ele transforma a dor em compreensão e
compaixão, promovendo uma serenidade profunda, arquitetando um viver com mais
leveza e satisfação.
A
Fé e a bússola que aponta para a eternidade. É a certeza consoladora de que a
vida não termina aqui. Essa convicção consoladora ensina que a vida não
termina na morte física, mas é uma passagem para a comunhão plena com Deus. Ao
afirmar que “... o pó volta à terra como o é; e o espírito volta a Deus que o
deu” (Eclesiastes 12:7), Salomão, aclara a certeza de que tudo é empréstimo de
Deus, inclusive nós mesmos.
Essa
metáfora da fé como bússola encontra ressonância profunda em várias tradições
filosóficas. Na percepção platônica a "bússola" é a anamnesis,
ou seja, a alma já conhece o bem antes de nascer, e a vida terrena é um
processo de relembrar o que se perdeu. A eternidade não é promessa,
é origem. Não se trata de uma crença cega no invisível, mas sim, de uma
confiança na memória profunda da própria alma.
Agostinho
de Hipona (Ilusionismo Divino), adaptou Platão para o cristianismo. A bússola é
a Verdade Interior (Cristo habitando o homem). Ela ilumina a mente para
reconhecer o que é eterno. Já Tomás de Aquino aprofunda essa percepção a partir
das três virtudes teológicas, onde a bússola, sob seu olhar, é a razão
iluminada pela fé, apontando para um fim que excede a experiência finita, que tem
por objeto Deus.
Kant,
oferece uma formulação ainda mais rigorosa: “a imortalidade da alma não é
demonstrável pela razão teórica, mas, é um postulado da razão prática”. A fé,
para Kant, é "crença livre”, ou seja, a bússola deixa de ser mística e
vira moral. Uma lei interna que dita o dever, apontando o norte ético
independentemente dos desejos pessoais. Ela provém da necessidade moral de
assumir aquilo que a razão prática exige.
Heidegger,
inusitado, inverte a bússola: a morte não é o que vem depois, mas sim, o
horizonte que já estrutura toda existência autêntica.
"Ser-para-a-morte" não é pessimismo, ao contrário, é o que dá
urgência e forma à vida. A eternidade, nesse diapasão, não é um destino futuro,
pois, firma-se como a finitude radical que nos obriga a escolher. E a mais
digna escolha ancora-se na robusta fé que a convicção manifesta.
A
fé enquanto bússola é proficiente porque responde à necessidade
estrutural da razão – seja ela metafísica (Platão), teológica (Agostinho/Aquino),
moral (Kant) ou existencial (Heidegger). A eternidade não é fuga: é o Norte
que dá direção ao percurso. Isto reposiciona o transcendente não alienando
o presente, mas, como a própria condição de oportunidade para se caminhar com
propósito no imanente.
Desde
tempos imemorias, Paulo de Tarso apresenta o vetor máximo da manifestação de
tudo que há ao afirmar: “sem amor nada seria” (Coríntios 13:2). A fé, por
exemplo, opera e ganha força por meio de atitudes práticas de amor. A gratidão
presente em cada prática amorável alicerça relacionamentos saudáveis, sólidos e
duradouros. Amar alguém exige aceitar a imperfeição humana e estar disposto a
reparar (perdoar) feridas.
Incontestavelmente,
o Amor é a energia que dissipa a escuridão. Como um farol ou luz interior,
ele protege contra o medo, oferece resiliência e ilumina caminhos sombrios,
enquanto esperança a certeza de que dias melhores virão, mantendo a alma firme
diante das adversidades. Espalhando bondade, paz e solidariedade, pequenas
ações de amor podem transformar ambientes e vidas, ofuscando a negatividade.
O
amor-gratidão, o amor-perdão, o amor-fé, assim como, o amor resplandecente do
amor mais vivaz e veraz emanado diretamente do “Pai das Luzes em quem não se vê
sombra, nem dúvida” (Tiago 1:17) são as quatro colunas que suportam a mestria
do Buscador da Verdade, Hélio Pereira Leite, que a pouco mais de dois anos integra
minha vida como uma luz que aclara a obscurescência dos dias, galgando de mim
por meritosa justiça: a gratidão que conceitua, o pedido de perdão para as minhas
incontáveis inconsistências, a fé que entrega a mais sentida e viril confiança
e, claramente, o amor que declara: Reconheço-te como Irmão!
Maranguape,
Ceará, 27 de Agosto de 2026
Bruno Bezerra de Macedo, o Matuto do Carrasco
Jornalista
– Portador do CRP/MTE nº 0005168/CE
Associado
à ACI - Associação Cearense de Imprensa
Associado
à ACEJ – Associação Cearense de Jornalistas

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