quinta-feira, 27 de agosto de 2026

UMA LUZ QUE ACLARA A OBSCURESCÊNCIA DOS DIAS

 

Sempre atento ao serviço de tornar feliz a humanidade pelo amor e pelo aperfeiçoamento dos costumes, Hélio Pereira Leite, a quem conhecemos desde sempre como o Buscador da Verdade, me presenteou na noite de ontem (26/08) com a seguinte iluminação em palavras de autoria de Maria Dolores, uma das muitas operárias do bem-fazer aos homens e à humanidade: “Não há felicidade onde não haja gratidão. Não existe paz onde não haja perdão. A fé é a certeza de que a vida prossegue, e o amor é a luz que ilumina os caminhos”.

 

Neste momento, estabelecida no Oriente Eterno, Maria Dolores asperge seu perfume sobre a humanidade a partir dos bravos catalizadores (médiuns, como Francisco Cândido Xavier), que capitando sua energia a reduz em palavras que gratificam àqueles que as leem como o incentivo à evolução a partir de medidas tão singelas quanto difíceis a quem está na matéria praticá-las. Eis que esta dificuldade (pre)sentida lança-nos na vala dos comuns, onde nos percebemos hipócritas falando sobre retidão e fraternidade; mostra-nos débeis e covardes.

 

Porém, quando praticadas manifestam um formidável divisor de águas entre um tormentoso e causticante antes e um providencial e proeminente amanhã, sob a tutela inspiradora de entes espirituais como Maria Dolores que muito bem sintetiza e o faz com arguta precisão os quatro pilares fundamentais da evolução espiritual e do bem-estar humano: a gratidão, o perdão, a fé e o amor. Palavras como essas funcionam como um bálsamo para a alma e um roteiro claro para o aperfeiçoamento dos nossos costumes, como idealiza o Confrade Hélio.

 

Gratidão, maviosamente, é a base da felicidade real. Ela muda o nosso foco da falta para a abundância. A psicologia positiva indica que manter um hábito diário de gratidão aumenta o bem-estar, reduz a ansiedade e melhora a qualidade do sono. Ela não ignora as dificuldades, mas, ilumina o entorno, oportunizando uma vida com mais leveza e contentamento.

 

"Não é a felicidade que nos torna gratos, ao contrário é a gratidão que nos torna felizes”, preceitua o monge David Steindl-Rast. Nosso cérebro naturalmente foca no negativo (um mecanismo de sobrevivência), porém, a gratidão ativa o sistema de recompensa, reprogramando a mente para perceber o que já é positivo. O que aumenta a sensação de plenitude e otimismo.

 

O ato de perdoar é descrito como um bálsamo que restaura a alma, afastando sentimentos negativos que podem adoecer o corpo e a mente. Ele não muda os fatos do passado, mas, transforma profundamente quem perdoa, capacitando-o a enfrentar o futuro com resiliência e compaixão. É essencial para reconstruir relacionamentos e encontrar uma conexão mais íntimas com a divindade e com o próximo.

 

Ainda que o perdão seja considerado uma chave para a vida plena e a redenção, ele é descrito como um processo contínuo que exige coragem, paciência e, muitas vezes, o perdão a si mesmo para que a liberdade interior seja plenamente alcançada. Ele transforma a dor em compreensão e compaixão, promovendo uma serenidade profunda, arquitetando um viver com mais leveza e satisfação.

 

A Fé e a bússola que aponta para a eternidade. É a certeza consoladora de que a vida não termina aqui. Essa convicção consoladora ensina que a vida não termina na morte física, mas é uma passagem para a comunhão plena com Deus. Ao afirmar que “... o pó volta à terra como o é; e o espírito volta a Deus que o deu” (Eclesiastes 12:7), Salomão, aclara a certeza de que tudo é empréstimo de Deus, inclusive nós mesmos.

 

Essa metáfora da fé como bússola encontra ressonância profunda em várias tradições filosóficas. Na percepção platônica a "bússola" é a anamnesis, ou seja, a alma já conhece o bem antes de nascer, e a vida terrena é um processo de relembrar o que se perdeu. A eternidade não é promessa, é origem. Não se trata de uma crença cega no invisível, mas sim, de uma confiança na memória profunda da própria alma.

 

Agostinho de Hipona (Ilusionismo Divino), adaptou Platão para o cristianismo. A bússola é a Verdade Interior (Cristo habitando o homem). Ela ilumina a mente para reconhecer o que é eterno. Já Tomás de Aquino aprofunda essa percepção a partir das três virtudes teológicas, onde a bússola, sob seu olhar, é a razão iluminada pela fé, apontando para um fim que excede a experiência finita, que tem por objeto Deus.


Kant, oferece uma formulação ainda mais rigorosa: “a imortalidade da alma não é demonstrável pela razão teórica, mas, é um postulado da razão prática”. A fé, para Kant, é "crença livre”, ou seja, a bússola deixa de ser mística e vira moral. Uma lei interna que dita o dever, apontando o norte ético independentemente dos desejos pessoais. Ela provém da necessidade moral de assumir aquilo que a razão prática exige.

 

Heidegger, inusitado, inverte a bússola: a morte não é o que vem depois, mas sim, o horizonte que já estrutura toda existência autêntica. "Ser-para-a-morte" não é pessimismo, ao contrário, é o que dá urgência e forma à vida. A eternidade, nesse diapasão, não é um destino futuro, pois, firma-se como a finitude radical que nos obriga a escolher. E a mais digna escolha ancora-se na robusta fé que a convicção manifesta.

 

A fé enquanto bússola é proficiente porque responde à necessidade estrutural da razão – seja ela metafísica (Platão), teológica (Agostinho/Aquino), moral (Kant) ou existencial (Heidegger). A eternidade não é fuga: é o Norte que dá direção ao percurso. Isto reposiciona o transcendente não alienando o presente, mas, como a própria condição de oportunidade para se caminhar com propósito no imanente.

 

Desde tempos imemorias, Paulo de Tarso apresenta o vetor máximo da manifestação de tudo que há ao afirmar: “sem amor nada seria” (Coríntios 13:2). A fé, por exemplo, opera e ganha força por meio de atitudes práticas de amor. A gratidão presente em cada prática amorável alicerça relacionamentos saudáveis, sólidos e duradouros. Amar alguém exige aceitar a imperfeição humana e estar disposto a reparar (perdoar) feridas.

 

Incontestavelmente, o Amor é a energia que dissipa a escuridão. Como um farol ou luz interior, ele protege contra o medo, oferece resiliência e ilumina caminhos sombrios, enquanto esperança a certeza de que dias melhores virão, mantendo a alma firme diante das adversidades. Espalhando bondade, paz e solidariedade, pequenas ações de amor podem transformar ambientes e vidas, ofuscando a negatividade.

 

O amor-gratidão, o amor-perdão, o amor-fé, assim como, o amor resplandecente do amor mais vivaz e veraz emanado diretamente do “Pai das Luzes em quem não se vê sombra, nem dúvida” (Tiago 1:17) são as quatro colunas que suportam a mestria do Buscador da Verdade, Hélio Pereira Leite, que a pouco mais de dois anos integra minha vida como uma luz que aclara a obscurescência dos dias, galgando de mim por meritosa justiça: a gratidão que conceitua, o pedido de perdão para as minhas incontáveis inconsistências, a fé que entrega a mais sentida e viril confiança e, claramente, o amor que declara: Reconheço-te como Irmão!

 

Maranguape, Ceará, 27 de Agosto de 2026

 

Bruno Bezerra de Macedo, o Matuto do Carrasco

Jornalista – Portador do CRP/MTE nº 0005168/CE

Associado à ACI - Associação Cearense de Imprensa

Associado à ACEJ – Associação Cearense de Jornalistas


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