sexta-feira, 28 de agosto de 2026

APENASMENTE, VENTO!

 

Silencioso intento

Sopra apenas

Tristeza e lamento

Tantas penas

 

Ínfimo passado

Já não volta

Nunca foi legado

É coisa finita

 

Sem valor nenhum

Título comprado

Sem mérito algum

Vil principado

 

Profana vaidade

Jamais será talento

Pueril inverdade

É sonho agourento

 

Mal abençoado

Nada mais é capaz

Vive do passado

Nem lá foi perspicaz

Causa só sofrimento

Irritando o tempo


És meramente vento

Pensa ser Olimpo?

Homem indolente

Tu mesmo te destróis

Fétido e demente

Está em maus lençóis

 

Escriba dos fariseus

Muda teu coração

Faze paz com Deus

Peça-lhe perdão

 

Serás reformador

Moldando-te a ti só

Vicejarás o amor

Deixarás de ser pó

 

Sibilarás augustas alegrias

Serás contentamento

Trarás consigo reais vitórias

Exemplarás bom vento

 

Maranguape, Ceará, 28 de Agosto de 2026, 16:28h

 

Bruno Bezerra de Macedo, o Matuto do Carrasco 

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