Silencioso intento
Sopra apenas
Tristeza e lamento
Tantas penas
Ínfimo passado
Já não volta
Nunca foi legado
É coisa finita
Sem valor nenhum
Título comprado
Sem mérito algum
Vil principado
Profana vaidade
Jamais será talento
Pueril inverdade
É sonho agourento
Mal abençoado
Nada mais é capaz
Vive do passado
Nem lá foi perspicaz
Causa só sofrimento
Irritando o tempo
És meramente vento
Pensa ser Olimpo?
Homem indolente
Tu mesmo te destróis
Fétido e demente
Está em maus lençóis
Escriba dos fariseus
Muda teu coração
Faze paz com Deus
Peça-lhe perdão
Serás reformador
Moldando-te a ti só
Vicejarás o amor
Deixarás de ser pó
Sibilarás augustas alegrias
Serás contentamento
Trarás consigo reais vitórias
Exemplarás bom vento
Maranguape, Ceará, 28 de Agosto de 2026, 16:28h
Bruno Bezerra de Macedo, o Matuto do Carrasco

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