Alguns inefáveis deveres assumem as arcádias ao longo das eras. Primeiro, de serem
recipiendárias do conhecimento. Segundo, de difundirem o saber acumulado.
Terceiro, de guardarem os frutos da sinergia que manifesta-se no receber e no
dar conhecimento, pois, disso depende a evolução humana tempo a tempo.
O
ato de receber – absorver a sabedoria já existente e as novas descobertas – exige
humildade intelectual e abertura, características opostas ao dogmatismo que o racionalismo,
buscava superar. Um agir erguido no “difundir”, pois, garante que o saber não
fique isolado, espalhando-o e fomentando o desenvolvimento das sociedades.
Claramente
que o conhecimento, uma vez recebido, não deve estagnar, ao contrário, em sua
essência, ele pede pra ser compartilhado e, assim, cumprir seu propósito social, que
é ser provado e habitualmente praticado, pois, só desta forma ele ascende como
sabedoria a bem da evolução humana.
Ato
de difundir o saber, providencialmente ilumina as sociedade alinhando-se ao espírito do
"Século das Luzes", onde a razão deveria ser acessível a todos para
combater a ignorância. Uma acessibilidade “latu-sensu” requer uma linguagem que todos a
possam discernir, absorver, refletindo o ideal de utilidade da arte cujo
propósito é espelhar as sociedades.
Arcádias,
como a Academia Brasileira de Letras e a Academia Internacional de
Maçons Imortais, no Brasil, são espaços de reunião onde intelectuais
trocam ideias, leem obras e absorvem as novidades aclarando intelecto e aprimorando
a razão. Proteger o resultado vivo dessa troca é o verdadeiro combustível para
a evolução humana.
O
terceiro dever assumido pelos Silogeus em todo o mundo, e o mais profundo, é a
guarda dos frutos da sinergia entre o receber e o dar. A "sinergia"
refere-se ao valor agregado que surge quando o conhecimento circula: ele não
apenas se soma, mas se multiplica e se transforma, ou seja, apresenta uma nova
face constantemente.
Ao
guardarem esses frutos, atuam como memória da humanidade, preservando a
cultura e a razão contra o esquecimento e a barbárie, construindo com cada
geração sobre os alicerces da anterior no mais vivaz processo de aprimoramento contínuo
da condição humana através da cultura letrada e da reflexão filosófica.
Arcádias
e/ou academias são manifestadas por acadêmicos que, a partir da literatura doam
conhecimento, os difundem e, resolutamente, os guardam para semearem as plântulas
de novos conhecimentos que darão os frutos do aprimorado futuro destas “casas
de saber” que os abrigam.
O
livro atua como um construtor social ao influenciar, moldar e refletir a
sociedade nas quais é inserido. Ele não somente é um repositório de histórias e
informações, como também, é uma formidável e poderosa ferramenta que impacta a
cultura, a identidade nacional, o pensamento crítico e a própria percepção da
realidade.
No
Brasil, por exemplo, a literatura é imprescindível para a construção da
identidade nacional, ao passo que dá voz a grupos diversos, amplia a empatia e
quebra barreiras e desigualdades. Ao expor leitores a diferentes realidades e
perspectivas, ela ajuda a construir uma sociedade mais consciente e igualitária.
A
exposição a novas palavras e construções textuais melhora a comunicação e o
vocabulário, o que é crucial para expressar ideias de forma clara e elaborada. A
leitura de diferentes pontos de vista estimula o pensamento crítico, ensinando
o leitor a questionar e analisar a informação, e não apenas aceitá-la
passivamente.
Afirma
Mário Quintana que "os livros não mudam o Mundo, quem muda o Mundo são as
pessoas. Os livros só mudam as pessoas". Essa transformação interna,
alimentada pela leitura, é o que impulsiona a inventividade humana para gerar
novos projetos, negócios e (r)evoluções que, de fato, transformam o mundo.
Por
tudo o que livro representa, move e erige, os “Homens de Letras” desempenham um
papel fundamental no desenvolvimento cultural, social e econômico, ajudando a
moldar o pensamento e a consciência da sociedade, pois, atuam como agentes de
transformação para uma sociedade mais justa e equitativa.
Os
"Homens de Letras" abrem caminhos para novas perspectivas e soluções
inovadoras, contribuindo para um futuro mais promissor, reunidos em Arcádias
como a Academia Brasileira de Letras - ABL, não apenas (re)produzindo
o conhecimento, mas sim, questionando e desafiando o status quo in voga, apontando-lhe
substancias melhorias.
Inaugurando a felicidade e o progresso da humanidade, a partir do livro que instrui o homem, os “Homens de Letras” impulsionam as Arcádias – que os abrigam e os fazem representados, com a mesma galhardia eles as representam – ao fidedigno cumprimento dos seus compromissos basilares de receber, doar (compartilhar) e guardar os saberes de todos os tempos.
A
relevância da data de hoje (20/07) reside na missão da ABL de zelar pela cultura da
língua nacional. Ela atua como a guardiã do idioma, sendo responsável pela
edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), que define a
grafia correta das palavras, sendo autoridade para escritores, editores na
aplicação do Acordo Ortográfico.
Comemorar
o dia da ABL é reconhecer seu esforço contínuo de manter a unidade e a pureza
do português falado no Brasil, adaptando-o às evoluções naturais sem perder
suas raízes históricas. Esse trabalho de normatização é essencial para a
comunicação clara e para a identidade nacional em um mundo globalizado.
A
comemoração do dia da Academia Brasileira de Letras (ABL), celebrado em 20 de
julho (data de sua sessão inaugural em 1897), marcar a fundação da instituição
máxima de preservação da cultura e da língua no Brasil. Simboliza o compromisso
nacional com a memória literária, a normatização do idioma e a democratização
do saber.
Maranguape,
Ceará, 20 de Julho de 2026
ACADEMIA
INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS
Assessoria
Especial da Presidência
Cléber
Tomás Vianna
Diretoria
de Comunicação Social
Bruno
Bezerra de Macedo
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