segunda-feira, 20 de julho de 2026

A RELEVÂNCIA DAS ARCÁDIAS RESIDE NA DEFESA DA LINGUA

 

Alguns inefáveis deveres assumem as arcádias ao longo das eras. Primeiro, de serem recipiendárias do conhecimento. Segundo, de difundirem o saber acumulado. Terceiro, de guardarem os frutos da sinergia que manifesta-se no receber e no dar conhecimento, pois, disso depende a evolução humana tempo a tempo.

 

O ato de receber – absorver a sabedoria já existente e as novas descobertas – exige humildade intelectual e abertura, características opostas ao dogmatismo que o racionalismo, buscava superar. Um agir erguido no “difundir”, pois, garante que o saber não fique isolado, espalhando-o e fomentando o desenvolvimento das sociedades.

 

Claramente que o conhecimento, uma vez recebido, não deve estagnar, ao contrário, em sua essência, ele pede pra ser compartilhado e, assim, cumprir seu propósito social, que é ser provado e habitualmente praticado, pois, só desta forma ele ascende como sabedoria a bem da evolução humana.

 

Ato de difundir o saber, providencialmente ilumina as sociedade alinhando-se ao espírito do "Século das Luzes", onde a razão deveria ser acessível a todos para combater a ignorância. Uma acessibilidade “latu-sensu” requer uma linguagem que todos a possam discernir, absorver, refletindo o ideal de utilidade da arte cujo propósito é espelhar as sociedades.

 

Arcádias, como a Academia Brasileira de Letras e a Academia Internacional de Maçons Imortais, no Brasil, são espaços de reunião onde intelectuais trocam ideias, leem obras e absorvem as novidades aclarando intelecto e aprimorando a razão. Proteger o resultado vivo dessa troca é o verdadeiro combustível para a evolução humana.

 

O terceiro dever assumido pelos Silogeus em todo o mundo, e o mais profundo, é a guarda dos frutos da sinergia entre o receber e o dar. A "sinergia" refere-se ao valor agregado que surge quando o conhecimento circula: ele não apenas se soma, mas se multiplica e se transforma, ou seja, apresenta uma nova face constantemente.

 

Ao guardarem esses frutos, atuam como memória da humanidade, preservando a cultura e a razão contra o esquecimento e a barbárie, construindo com cada geração sobre os alicerces da anterior no mais vivaz processo de aprimoramento contínuo da condição humana através da cultura letrada e da reflexão filosófica.

 

Arcádias e/ou academias são manifestadas por acadêmicos que, a partir da literatura doam conhecimento, os difundem e, resolutamente, os guardam para semearem as plântulas de novos conhecimentos que darão os frutos do aprimorado futuro destas “casas de saber” que os abrigam.

 

O livro atua como um construtor social ao influenciar, moldar e refletir a sociedade nas quais é inserido. Ele não somente é um repositório de histórias e informações, como também, é uma formidável e poderosa ferramenta que impacta a cultura, a identidade nacional, o pensamento crítico e a própria percepção da realidade.

 

No Brasil, por exemplo, a literatura é imprescindível para a construção da identidade nacional, ao passo que dá voz a grupos diversos, amplia a empatia e quebra barreiras e desigualdades. Ao expor leitores a diferentes realidades e perspectivas, ela ajuda a construir uma sociedade mais consciente e igualitária.

 

A exposição a novas palavras e construções textuais melhora a comunicação e o vocabulário, o que é crucial para expressar ideias de forma clara e elaborada. A leitura de diferentes pontos de vista estimula o pensamento crítico, ensinando o leitor a questionar e analisar a informação, e não apenas aceitá-la passivamente.

 

Afirma Mário Quintana que "os livros não mudam o Mundo, quem muda o Mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas". Essa transformação interna, alimentada pela leitura, é o que impulsiona a inventividade humana para gerar novos projetos, negócios e (r)evoluções que, de fato, transformam o mundo. 

 

Por tudo o que livro representa, move e erige, os “Homens de Letras” desempenham um papel fundamental no desenvolvimento cultural, social e econômico, ajudando a moldar o pensamento e a consciência da sociedade, pois, atuam como agentes de transformação para uma sociedade mais justa e equitativa.

 

Os "Homens de Letras" abrem caminhos para novas perspectivas e soluções inovadoras, contribuindo para um futuro mais promissor, reunidos em Arcádias como a Academia Brasileira de Letras - ABL, não apenas (re)produzindo o conhecimento, mas sim, questionando e desafiando o status quo in voga, apontando-lhe substancias melhorias.

 

Inaugurando a felicidade e o progresso da humanidade, a partir do livro que instrui o homem, os “Homens de Letras” impulsionam as Arcádias – que os abrigam e os fazem representados, com a mesma galhardia eles as representam – ao fidedigno cumprimento dos seus compromissos basilares de receber, doar (compartilhar) e guardar os saberes de todos os tempos.

 

A relevância da data de hoje (20/07) reside na missão da ABL de zelar pela cultura da língua nacional. Ela atua como a guardiã do idioma, sendo responsável pela edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), que define a grafia correta das palavras, sendo autoridade para escritores, editores na aplicação do Acordo Ortográfico.

 

Comemorar o dia da ABL é reconhecer seu esforço contínuo de manter a unidade e a pureza do português falado no Brasil, adaptando-o às evoluções naturais sem perder suas raízes históricas. Esse trabalho de normatização é essencial para a comunicação clara e para a identidade nacional em um mundo globalizado.

 

A comemoração do dia da Academia Brasileira de Letras (ABL), celebrado em 20 de julho (data de sua sessão inaugural em 1897), marcar a fundação da instituição máxima de preservação da cultura e da língua no Brasil. Simboliza o compromisso nacional com a memória literária, a normatização do idioma e a democratização do saber.

 

Maranguape, Ceará, 20 de Julho de 2026


ACADEMIA INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS

Assessoria Especial da Presidência

Cléber Tomás Vianna

Diretoria de Comunicação Social

Bruno Bezerra de Macedo

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