Sem a árvore, pobre do homem,
Disse-me Bruna,
Quando menina,
Destacando-lhe sua vantagem:
Da boa sombra
Que, sob si, é amor a serenar;
À folha de papel a explanar,
Tudo ela calibra.
A árvore é confortável casa,
Sempre há fartura,
Graça e formosura,
E serviço especial à mesa.
Quem da árvore aprende a viver
Celebra sua importância
E, grato à sua imponência,
Pois sem ela nada pode florescer.
Ela oferta sem nada nos pedir:
Seu fruto, seu abrigo,
Seu verde tão antigo
E a nossa maior razão de existir.
É mãe que acolhe,
É a fonte que nos alimenta,
É pujança que nos sustenta
E a vida que recolhe.
Quando o homem a derruba,
Pensa vencer a natureza,
Perde a própria riqueza
E o seu espírito se perturba.
A árvore não é somente madeira:
É sombra para o passarinho,
Esperança fiel e verdadeira,
É memória, é chão, é caminho.
Sem a árvore, perdemos a nós,
Longe da boa camaradagem,
Tateamos a existência a sós.
Sem a árvore, pobre do homem.
Maranguape, Ceará, 21 de Setembro de 2026
Bruno Bezerra de Macedo, o Matuto da
Carrasco

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