segunda-feira, 21 de setembro de 2026

SEM ÁRVORE, POBRE DO HOMEM

 

Sem a árvore, pobre do homem,

Disse-me Bruna,

Quando menina,

Destacando-lhe sua vantagem:

Da boa sombra

Que, sob si, é amor a serenar;

À folha de papel a explanar,

Tudo ela calibra.

A árvore é confortável casa,

Sempre há fartura,

Graça e formosura,

E serviço especial à mesa.

Quem da árvore aprende a viver

Celebra sua importância

E, grato à sua imponência,

Pois sem ela nada pode florescer.

Ela oferta sem nada nos pedir:

Seu fruto, seu abrigo,

Seu verde tão antigo

E a nossa maior razão de existir.

É mãe que acolhe,

É a fonte que nos alimenta,

É pujança que nos sustenta

E a vida que recolhe.

Quando o homem a derruba,

Pensa vencer a natureza,

Perde a própria riqueza

E o seu espírito se perturba.

A árvore não é somente madeira:

É sombra para o passarinho,

Esperança fiel e verdadeira,

É memória, é chão, é caminho.

Sem a árvore, perdemos a nós,

Longe da boa camaradagem,

Tateamos a existência a sós. 

Sem a árvore, pobre do homem.

 

Maranguape, Ceará, 21 de Setembro de 2026

 

Bruno Bezerra de Macedo, o Matuto da Carrasco

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