Majestoso
domingo este que inicia sua carreira e ser feliz, ao passo que patrocina a alegria
de tantos quantos, que como eu podem dele gozar este proveitoso dever.
E
não seria direito?
Sim,
um direito inalienável é este de ser feliz. Porém, a real felicidade passa, por
vezes, longe das digressões criadas a seu desfavor: desejos ilógicos, inexatos
e desprovidos do mérito vertem todos para quaisquer outros fins, menos
para a felicidade.
Vencer
estas paixões e submeter tais vontades é a meta dos sãos moralmente constituídos!
Sendo
meta, é dever em busca de cumprimento.
Por
isso, afirmo que a felicidade desta meta resultante é um dever, que deve ser
cumprindo conforme arquitetado pela mente, como afirma Trismegistus, no
Princípio do Mentalismo, “tudo é mente de Deus”.
E
somos Deus(es)?
Claro,
que sim, afirma isso Yeshua bar Yoseph, em púlpito aberto a todo o universo.
Porém, desde que o amor nos permeie, pois, “Deus é amor”, afirma João, o Evangelista
em sua primeira epístola.
Amar,
pois, é a maior moção de felicidade praticada por aqueles – ainda que poucos
sejamos – que alcançaram o maior índice de humanidade em seu viver neste planeta
Terra. Ocorre que onde não há amor tudo é efêmero.
Como
plântulas bem nutridas nos lançamos à luz – do discernimento, da sabedoria –
que, além de aquecer a alma com as melhores aspirações, aclaram os caminhos onde
o progresso é venturoso companheiro de jornada.
Uma
estrada longa, que percorrida toda, desviando-se dos atalhos a que nos chamam as
aparentes “facilidades”, chegamos à vitória sobre nós mesmos. Como afirma Paulo
de Tarso a Timóteo: “nenhum atleta é coroado como vencedor se não competir de
acordo com as regras”.
Nenhuma
regra é ataca para as mãos diligentes, cujo bem-fazer é felicidade em franca
oferta.
Há
mais felicidade em dar do que em receber, regra d’ouro estabelecida por aquele
que tem sempre muito mais a dar do que a receber, é âncora segura para as naus transeuntes
no mar das ilusões egóicas.
A
ilusão é doce, mas, ao final, amarga a vida como a diabetes.
Queremos
o que não precisamos, corremos atrás de prazeres que evaporam antes do
anoitecer e, no fim, culpamos a vida pela nossa própria insatisfação.
Mudar
isso é o excelso labor de quem decidiu ser exemplo. Envolve vencer as pequenas
tiranias do ego, as vontades sem lógica que nos desviam do que realmente
importa.
É
um dever da mente. E sendo o universo um constructo da mente – como dizem os
sábios antigos –, a arquitetura da nossa alegria começa no pensamento.
Resolutamente,
como fagulhas do sagrado exerçamos nossa realeza investidos da única capa que
nos torna verdadeiramente deuses: o amor.
Fora
dele, tudo é pressa, fumaça e efemeridade.
As
facilidades que o mundo oferece geralmente cobram um preço alto demais na curva
seguinte. Não há atalhos nessa jornada em busca de si.
Viver
com sabedoria é como o girassol que busca a luz. A vitória real não é sobre o
vizinho ou sobre o relógio, mas, sobre nós mesmos.
No
fundo, a grande chave que abre o domingo – e todos os outros dias – é a mais
pura das lições: a felicidade não está no que acumulamos na bagagem, mas no que
distribuímos pelo caminho. Há mais vida em estender a mão do que em esperar
receber.
Levantar
a cabeça, dominar a nós mesmos e transformar essa jornada no mais aprazível
espetáculo de progresso é o mais augurioso dever a que nos concita este domingo
e todos os outros dias que virão depois de hoje.
É
a oportunidade soberana de cumprir a missão mais nobre da nossa existência: o
dever inalienável de ser feliz!
Maranguape,
Ceará, 06 de Setembro de 2026
Bruno
Bezerra de Macêdo, o Matuto do Carrasco
Jornalista
– Portador do CRP/MTE nº 0005168/CE
Associado
à ACI - Associação Cearense de Imprensa
Associado
à ACEJ – Associação Cearense de Jornalistas

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