domingo, 6 de setembro de 2026

FELICIDADE É UM DEVER INALIENÁVEL

 

Majestoso domingo este que inicia sua carreira e ser feliz, ao passo que patrocina a alegria de tantos quantos, que como eu podem dele gozar este proveitoso dever.

 

E não seria direito?

 

Sim, um direito inalienável é este de ser feliz. Porém, a real felicidade passa, por vezes, longe das digressões criadas a seu desfavor: desejos ilógicos, inexatos e desprovidos do mérito vertem todos para quaisquer outros fins, menos para a felicidade.

 

Vencer estas paixões e submeter tais vontades é a meta dos sãos moralmente constituídos!

 

Sendo meta, é dever em busca de cumprimento.

 

Por isso, afirmo que a felicidade desta meta resultante é um dever, que deve ser cumprindo conforme arquitetado pela mente, como afirma Trismegistus, no Princípio do Mentalismo, “tudo é mente de Deus”.

 

E somos Deus(es)?

 

Claro, que sim, afirma isso Yeshua bar Yoseph, em púlpito aberto a todo o universo. Porém, desde que o amor nos permeie, pois, “Deus é amor”, afirma João, o Evangelista em sua primeira epístola.

 

Amar, pois, é a maior moção de felicidade praticada por aqueles – ainda que poucos sejamos – que alcançaram o maior índice de humanidade em seu viver neste planeta Terra. Ocorre que onde não há amor tudo é efêmero.

 

Como plântulas bem nutridas nos lançamos à luz – do discernimento, da sabedoria – que, além de aquecer a alma com as melhores aspirações, aclaram os caminhos onde o progresso é venturoso companheiro de jornada.

 

Uma estrada longa, que percorrida toda, desviando-se dos atalhos a que nos chamam as aparentes “facilidades”, chegamos à vitória sobre nós mesmos. Como afirma Paulo de Tarso a Timóteo: “nenhum atleta é coroado como vencedor se não competir de acordo com as regras”.

 

Nenhuma regra é ataca para as mãos diligentes, cujo bem-fazer é felicidade em franca oferta.

 

Há mais felicidade em dar do que em receber, regra d’ouro estabelecida por aquele que tem sempre muito mais a dar do que a receber, é âncora segura para as naus transeuntes no mar das ilusões egóicas.

 

A ilusão é doce, mas, ao final, amarga a vida como a diabetes.

 

Queremos o que não precisamos, corremos atrás de prazeres que evaporam antes do anoitecer e, no fim, culpamos a vida pela nossa própria insatisfação.

 

Mudar isso é o excelso labor de quem decidiu ser exemplo. Envolve vencer as pequenas tiranias do ego, as vontades sem lógica que nos desviam do que realmente importa.

 

É um dever da mente. E sendo o universo um constructo da mente – como dizem os sábios antigos –, a arquitetura da nossa alegria começa no pensamento.

 

Resolutamente, como fagulhas do sagrado exerçamos nossa realeza investidos da única capa que nos torna verdadeiramente deuses: o amor.

 

Fora dele, tudo é pressa, fumaça e efemeridade.

 

As facilidades que o mundo oferece geralmente cobram um preço alto demais na curva seguinte. Não há atalhos nessa jornada em busca de si.

 

Viver com sabedoria é como o girassol que busca a luz. A vitória real não é sobre o vizinho ou sobre o relógio, mas, sobre nós mesmos.

 

No fundo, a grande chave que abre o domingo – e todos os outros dias – é a mais pura das lições: a felicidade não está no que acumulamos na bagagem, mas no que distribuímos pelo caminho. Há mais vida em estender a mão do que em esperar receber.

 

Levantar a cabeça, dominar a nós mesmos e transformar essa jornada no mais aprazível espetáculo de progresso é o mais augurioso dever a que nos concita este domingo e todos os outros dias que virão depois de hoje.

 

É a oportunidade soberana de cumprir a missão mais nobre da nossa existência: o dever inalienável de ser feliz!

 

Maranguape, Ceará, 06 de Setembro de 2026

 

Bruno Bezerra de Macêdo, o Matuto do Carrasco

Jornalista – Portador do CRP/MTE nº 0005168/CE

Associado à ACI - Associação Cearense de Imprensa

Associado à ACEJ – Associação Cearense de Jornalistas


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