No compasso do passado,
Ouço o doce gingado.
Lembrança boa e leve,
Que o meu peito recebe.
Cabelo solto ao vento,
Desperta o bom contento,
Ilumina o pensamento,
No mais doce momento.
É hora de aventura,
Com graça e fina bravura.
O coração se conjura,
E o olhar fulgura.
O passo firme na terra,
Toda saudade desenterra.
Cria pontes, desfaz a guerra,
Nesse amor que em nós encerra.
A brisa segue soprando,
E a vida vai balançando.
O destino desenhando,
O que a alma está cantando.
A jornada não termina,
A luz do sol nos ilumina.
O sopro do vento ensina,
A força que nos domina.
Sorrisos que o tempo traz,
Caminhos cheios de paz.
O peito que quer sempre mais,
Nas curvas que o mundo faz.
Maranguape, Ceará, 14 de Setembro de 2026
Bruno Bezerra de Macedo, o Matuto do
Carrasco

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