segunda-feira, 14 de setembro de 2026

DANÇA DO TEMPO

 

No compasso do passado,

Ouço o doce gingado.

Lembrança boa e leve,

Que o meu peito recebe.

 

Cabelo solto ao vento,

Desperta o bom contento,

Ilumina o pensamento,

No mais doce momento.

 

É hora de aventura,

Com graça e fina bravura.

O coração se conjura,

E o olhar fulgura.

 

O passo firme na terra,

Toda saudade desenterra.

Cria pontes, desfaz a guerra,

Nesse amor que em nós encerra.

 

A brisa segue soprando,

E a vida vai balançando.

O destino desenhando,

O que a alma está cantando.

 

A jornada não termina,

A luz do sol nos ilumina.

O sopro do vento ensina,

A força que nos domina.

 

Sorrisos que o tempo traz,

Caminhos cheios de paz.

O peito que quer sempre mais,

Nas curvas que o mundo faz.

 

Maranguape, Ceará, 14 de Setembro de 2026

 

Bruno Bezerra de Macedo, o Matuto do Carrasco

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