O
Dia Internacional da Amizade (30/07) chega ao fim, mas, ainda restam as horas
noturnas que levarão a data a ultrapassar a meia-noite, momento em que nasce o
último de dia do mês de julho, como acontece há milênios. Um dia cujos
trabalhos foram, de fato, iniciados ao Meio-Dia – como manda o Zênite, longe de
sombras e de dúvidas –, com o auxílio eficaz de um dos mais formidáveis irmãos
da circunscrição da Mui Respeitável Grande Loja Maçônica do Ceará, que por onde
passa e/ou com quem está faz-se espelho para todos que ainda tateiam na escuridão
em busca de uma luz amiga que os guie.
Poucos caminhantes pelo orbe terrestre tem me sido tão grato espelho. Como filho, este meu irmão foi grandioso, e cumprindo a tradição da qual é guardião, exerce e dimana a coração pleno
os augustos valores colhidos de seus pais, para a glória do vanguardista Estado do
Pernambuco. Como fuzileiro da primeira armada do Brasil, a Marinha de Tamandaré,
com honra, competência, determinação e profissionalismo, sempre bradará a plenos
pulmões: "Adsumus", representando, não somente sua tropa, mas, a
todos nós brasileiros e ao Brasil que tem na sua Marinha um Braço amigo de comprovada
exatidão.
Como
esposo, este meu Irmão é o meu mais esplendido lábaro face a firmeza do alicerce
de seu lar tão belamente construído, principalmente, seu jardim das mais belas
rosas: minha cunhada e minhas sobrinhas. Um lar inabalável, ainda que solapado
por intempéries viris como a pandemia do COVID 19 e como o câncer de mama que minha
cunhada e este meu irmão vencem dia a dia, dando mostras claras de que "sem amor
nada seria" (1 Coríntios 13:2), como afirma Paulo de Tarso era após era aos
nossos ouvidos. Um lar que somente um homem que enxerga a si mesmo com tamanha nitidez
pode erigir e manter.
Pessoas
como este meu irmão têm o condão de transfigurar o mal em bem, pois, aprenderam
desde cedo que o bem é a paga de mais alto valor que dispomos para custear o
melhor que formos capazes de estabelecer em um lugar cujo "arquiteto construtor
é Deus" (Hebreus 11:10). Lugar melhor não há que o coração bem formado que nos
habita, pois, é com o coração que se empreende para que se tenha solidez,
afinal, se disponibilizamos por onde andarmos e com estivermos o fruto do
coração – o amor – que outra riqueza podemos esperar do tempo e da vida que não
o amor a preencher nossos tesouros?
A
ideia de que o bem é a "paga de mais alto valor" encontra ressonância
direta em todas as tradição antigas, como a egípcia, por exemplo, onde em sede
do tribunal de Osiris, onde o falecido deveria declarar inocência diante de
cada uma dessas 42 divindades assessores, para ao final deste percurso ter seu
coração pesado pela deusa Maat, que em um dos pratos da balança tinha uma pena
da ave Bennú – que é capaz de renascer de si própria – e no outro prata o
coração do julgado, que deve pesar menos que a pena da Bennú para ascender à
luz.
Ver
a este meu irmão com os olhos d’alma me apresenta uma perspectiva mais
panorâmica da veraz relevância do exemplo. Um coração que aprendeu a
transformar ofensas em preces e ataques em silêncio pacífico torna-se um
santuário. A reação diante da ofensa define a qualidade da alma. Estar
preparado para agir com equilíbrio e autocontrole, mesmo por impulso, é sinal
de que o coração foi edificado sobre a rocha da virtude. Viver assim requer
entender que cada interação é uma oportunidade de elevar os níveis de amor e,
com isso, aumentar o tesouro guardado no coração bem formado que anima nosso
ser.
Com
a decisão de não permitir que a ofensa defina o relacionamento ou o nosso
estado emocional, galgamos a verdadeira liberdade interior. Essa atitude
transforma a alma em um santuário de paz, onde o silêncio pacífico substitui a
retaliação e o perdão é a pujança consciente no coração daquele que não retem mágoas
e não usa o erro do outro como arma futura e não faz na ofensa a lente através
da qual contempla seus irmãos. Esse coração edificado sobre a "rocha da
virtude" mantém o equilíbrio e o autocontrole mesmo sob impulso, pois, o
amor nele foi elevado a um nível superior.
Ao
perdoar, manifesta-se o amor incondicional, transformando corações endurecidos
e permitindo a redenção. Essa elevação retrata a natureza divina do amor, onde
a misericórdia supera a justiça meramente retributiva. Essa virtude não é uma
fraqueza, mas, a máxima expressão de força interior, onde a decisão de
perdoar se torna um caminho de santidade e plenitude. Esse amor enlevado
permite a transcendência da dor imediata e aclara a percepção do propósito
maior, onde a compaixão e a solidariedade tornam-se as robustas colunas que
sustentam o mundo mais harmonioso que se busca construir.
Sendo
amor o fruto do coração, essa é a única riqueza que o tempo não corrói e a vida
não pode roubar. Disponibilizar amor por onde se passa não é um gasto, mas, um
investimento no tesouro eterno. Ao escolhermos o bem em detrimento do mal,
alinhamo-nos aos propósitos sagrados de construir um legado de caridade e de
perdão, ao passo que acumulamos valores ético-morais e espirituais que transcendem
a existência humana. Ser luz para outrem manifesta em nossa órbita os mais
excelsos valores e virtudes fomentando progresso e evolução para todos que nos
margeiam, com quem cocriamos a liberdade.
Essa
liberdade interior notabiliza-se como uma serenidade que "não faz
barulho" e não precisa provar nada, ao passo que capacita o homem a
protagonizar seu próprio bem-estar. Ela distingue-se pela sua independência em
relação ao ambiente externo. Enquanto o mundo pode oferecer caos, guerras ou
desastres, a verdadeira liberdade reside na capacidade de manter o equilíbrio
interno independentemente do que ocorra fora. A paz nascida desta liberdade
coadjuva a construção de conexões saudáveis e a vivência de uma alegria
profunda, alinhada com o landmark espírito-moral do amor incondicional.
Nenhum
amor é mais incondicional do que este que anima a amizade e enlaça os amigos
sob a tutela da igualdade que lhes garante direitos inalienáveis como, por
exemplo, o de serem verdadeiros e sinceros em suas agências e falas enquanto
construtores do maior templo às virtudes já construído pela humanidade: a
amizade. No templo-amizade erros e vícios habitam em porões e masmorras, atados
por correntes e grilhões de prata, cuja pureza lhes impede de agirem a demérito
das inefáveis virtudes e dos augustos valores que fazem do homem humano o
suficiente para erguer acima de si a humanidade.
Por
tudo isso, neste final do Dia Internacional da Amizade, contentes e
satisfeitos, em sede liberdade e igualdade, reverenciamos a fraternidade que serve
de habitat àqueles que constroem o um mundo melhor; que somente são reconhecidos
pelos seus iguais; e estes iguais assim o fazem mediante as perenes sindicâncias que declaram
que todos eles se conduzem com (auto)respeito e com (auto)disciplina, portanto,
além de viverem plenamente na mais absoluta ordem, estão todos incondicionalmente
regulares e em prontidão para serem irmãos.
Maranguape,
Ceará, 30 de Julho de 2026
Bruno
Bezerra de Macedo, o Matuto do Carrasco
Jornalista
– ACI nº 1789
Jornalista
– CRP/MTE nº 0005168/CE

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