sexta-feira, 31 de julho de 2026

REGULARES E PRONTOS PARA SEREM IRMÃOS

O Dia Internacional da Amizade (30/07) chega ao fim, mas, ainda restam as horas noturnas que levarão a data a ultrapassar a meia-noite, momento em que nasce o último de dia do mês de julho, como acontece há milênios. Um dia cujos trabalhos foram, de fato, iniciados ao Meio-Dia – como manda o Zênite, longe de sombras e de dúvidas –, com o auxílio eficaz de um dos mais formidáveis irmãos da circunscrição da Mui Respeitável Grande Loja Maçônica do Ceará, que por onde passa e/ou com quem está faz-se espelho para todos que ainda tateiam na escuridão em busca de uma luz amiga que os guie.

 

Poucos caminhantes pelo orbe terrestre tem me sido tão grato espelho. Como filho, este meu irmão foi grandioso, e cumprindo a tradição da qual é guardião, exerce e dimana a coração pleno os augustos valores colhidos de seus pais, para a glória do vanguardista Estado do Pernambuco. Como fuzileiro da primeira armada do Brasil, a Marinha de Tamandaré, com honra, competência, determinação e profissionalismo, sempre bradará a plenos pulmões: "Adsumus", representando, não somente sua tropa, mas, a todos nós brasileiros e ao Brasil que tem na sua Marinha um Braço amigo de comprovada exatidão.

 

Como esposo, este meu Irmão é o meu mais esplendido lábaro face a firmeza do alicerce de seu lar tão belamente construído, principalmente, seu jardim das mais belas rosas: minha cunhada e minhas sobrinhas. Um lar inabalável, ainda que solapado por intempéries viris como a pandemia do COVID 19 e como o câncer de mama que minha cunhada e este meu irmão vencem dia a dia, dando mostras claras de que "sem amor nada seria" (1 Coríntios 13:2), como afirma Paulo de Tarso era após era aos nossos ouvidos. Um lar que somente um homem que enxerga a si mesmo com tamanha nitidez pode erigir e manter.

 

Pessoas como este meu irmão têm o condão de transfigurar o mal em bem, pois, aprenderam desde cedo que o bem é a paga de mais alto valor que dispomos para custear o melhor que formos capazes de estabelecer em um lugar cujo "arquiteto construtor é Deus" (Hebreus 11:10). Lugar melhor não há que o coração bem formado que nos habita, pois, é com o coração que se empreende para que se tenha solidez, afinal, se disponibilizamos por onde andarmos e com estivermos o fruto do coração – o amor – que outra riqueza podemos esperar do tempo e da vida que não o amor a preencher nossos tesouros?

 

A ideia de que o bem é a "paga de mais alto valor" encontra ressonância direta em todas as tradição antigas, como a egípcia, por exemplo, onde em sede do tribunal de Osiris, onde o falecido deveria declarar inocência diante de cada uma dessas 42 divindades assessores, para ao final deste percurso ter seu coração pesado pela deusa Maat, que em um dos pratos da balança tinha uma pena da ave Bennú – que é capaz de renascer de si própria – e no outro prata o coração do julgado, que deve pesar menos que a pena da Bennú para ascender à luz.

 

Ver a este meu irmão com os olhos d’alma me apresenta uma perspectiva mais panorâmica da veraz relevância do exemplo. Um coração que aprendeu a transformar ofensas em preces e ataques em silêncio pacífico torna-se um santuário. A reação diante da ofensa define a qualidade da alma. Estar preparado para agir com equilíbrio e autocontrole, mesmo por impulso, é sinal de que o coração foi edificado sobre a rocha da virtude. Viver assim requer entender que cada interação é uma oportunidade de elevar os níveis de amor e, com isso, aumentar o tesouro guardado no coração bem formado que anima nosso ser.

 

Com a decisão de não permitir que a ofensa defina o relacionamento ou o nosso estado emocional, galgamos a verdadeira liberdade interior. Essa atitude transforma a alma em um santuário de paz, onde o silêncio pacífico substitui a retaliação e o perdão é a pujança consciente no coração daquele que não retem mágoas e não usa o erro do outro como arma futura e não faz na ofensa a lente através da qual contempla seus irmãos. Esse coração edificado sobre a "rocha da virtude" mantém o equilíbrio e o autocontrole mesmo sob impulso, pois, o amor nele foi elevado a um nível superior. 

 

Ao perdoar, manifesta-se o amor incondicional, transformando corações endurecidos e permitindo a redenção. Essa elevação retrata a natureza divina do amor, onde a misericórdia supera a justiça meramente retributiva. Essa virtude não é uma fraqueza, mas, a máxima expressão de força interior, onde a decisão de perdoar se torna um caminho de santidade e plenitude.  Esse amor enlevado permite a transcendência da dor imediata e aclara a percepção do propósito maior, onde a compaixão e a solidariedade tornam-se as robustas colunas que sustentam o mundo mais harmonioso que se busca construir.

 

Sendo amor o fruto do coração, essa é a única riqueza que o tempo não corrói e a vida não pode roubar. Disponibilizar amor por onde se passa não é um gasto, mas, um investimento no tesouro eterno. Ao escolhermos o bem em detrimento do mal, alinhamo-nos aos propósitos sagrados de construir um legado de caridade e de perdão, ao passo que acumulamos valores ético-morais e espirituais que transcendem a existência humana. Ser luz para outrem manifesta em nossa órbita os mais excelsos valores e virtudes fomentando progresso e evolução para todos que nos margeiam, com quem cocriamos a liberdade.

 

Essa liberdade interior notabiliza-se como uma serenidade que "não faz barulho" e não precisa provar nada, ao passo que capacita o homem a protagonizar seu próprio bem-estar. Ela distingue-se pela sua independência em relação ao ambiente externo. Enquanto o mundo pode oferecer caos, guerras ou desastres, a verdadeira liberdade reside na capacidade de manter o equilíbrio interno independentemente do que ocorra fora. A paz nascida desta liberdade coadjuva a construção de conexões saudáveis e a vivência de uma alegria profunda, alinhada com o landmark espírito-moral do amor incondicional. 

 

Nenhum amor é mais incondicional do que este que anima a amizade e enlaça os amigos sob a tutela da igualdade que lhes garante direitos inalienáveis como, por exemplo, o de serem verdadeiros e sinceros em suas agências e falas enquanto construtores do maior templo às virtudes já construído pela humanidade: a amizade. No templo-amizade erros e vícios habitam em porões e masmorras, atados por correntes e grilhões de prata, cuja pureza lhes impede de agirem a demérito das inefáveis virtudes e dos augustos valores que fazem do homem humano o suficiente para erguer acima de si a humanidade.

 

Por tudo isso, neste final do Dia Internacional da Amizade, contentes e satisfeitos, em sede liberdade e igualdade, reverenciamos a fraternidade que serve de habitat àqueles que constroem o um mundo melhor; que somente são reconhecidos pelos seus iguais; e estes iguais assim o fazem mediante as perenes sindicâncias que declaram que todos eles se conduzem com (auto)respeito e com (auto)disciplina, portanto, além de viverem plenamente na mais absoluta ordem, estão todos incondicionalmente regulares e em prontidão para serem irmãos.

 

Maranguape, Ceará, 30 de Julho de 2026

 

Bruno Bezerra de Macedo, o Matuto do Carrasco

Jornalista – ACI nº 1789

Jornalista – CRP/MTE nº 0005168/CE

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

CARIDOSO DIA PARA TODOS NÓS!

  Eis que o dia hoje (05/09) resplandece, é Dia do Irmão! Cuidem, pois, o primeiro irmão a ser festejado somos nós mesmos, já que, somente q...