Arquitetar
é preciso para que o futuro chegue habilitado a construir-se formidavelmente
para a felicidade de todos. Nesta quarta-feira (01/07), quando ano vem
cumprindo a metade do tempo que lhe foi concedido para a realização dos projetos
para si arquitetados, celebramos hoje a data instituída em 1949 e amplamente
comemorada no Brasil para celebrar a criação da União Internacional de
Arquitetos (UIA), que visa melhorar a vida em sociedade.
Atuando
não governamentalmente, a UIA une organizações de arquitetos de mais de 100
países. Fundada em 1948, ela é a única entidade do setor reconhecida pelas
Nações Unidas, atuando como órgão consultivo da UNESCO e como parceira da
ONU-Habitat. Agrupa nesta contemporaneidade mais de um milhão de profissionais
organizados em cinco regiões geográficas. O Instituto de Arquitetos do Brasil
(IAB) é um de seus membros fundadores.
A
missão da UIA, além de unificar a profissão, é o fomento ao implemento de
melhorias à vida em sociedade a partir da influenciação nas políticas públicas
e na promoção da qualidade da arquitetura e do urbanismo, tendo com fito
basilar a inclusão e a harmonia social. Bienalmente confere o título de Capital
Mundial da Arquitetura à cidade-anfitriã do Congresso Mundial de Arquitetos que
promove.
Enlevar
responsabiliza, assim, por meio de um acordo entre a UIA e a UNESCO, a cidade
escolhida para sediar este congresso recebe o título de Capital Mundial da
Arquitetura. Isso transforma a região em um verdadeiro laboratório de pesquisa
e inovação, evidenciando globalmente suas soluções arquitetônicas e históricas,
como a criação de espaços públicos onde o bem-estar seja cativante a todos os
públicos.
O
Congresso Mundial de Arquitetos é o maior evento global desta atividade. Nele
se discutir como a arquitetura pode atuar como motor para melhorar a qualidade
de vida e a resiliência das cidades; se busca alinhar as práticas
arquitetônicas globais aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
estabelecidos pela ONU; e se troca de experiências vitais para o enfretamento dos
desafios socioambientais.
Cada
edição do Congresso Mundial de Arquitetos é guiada por uma temática central que
orienta palestras, workshops e laboratórios de pesquisa. Desvelar o papel da
construção civil na transição energética e na redução do impacto ambiental é foco
primevo, pois, estimula o repensar sobre a extração de materiais, a economia
circular e a revitalização do patrimônio edificado.
Companheira
do homem desde a infância da humanidade, a arquitetura mais do que do que
abrigo, atua como um registro físico do tempo, espelhando a evolução, os
valores sociais, a economia e as tecnologias de cada civilização. Ela organiza as
ambiências humanas e conecta as pessoas à sua própria essência, moldando a vida
humana de forma conscienciosa e proficiente.
Cada
período da história teve na arquitetura uma formidável alavanca de organização,
de poder e de identidade. O domínio da pedra e do barro, inicialmente, deu
origem às primeiras vilas e cidades estruturadas onde monumentos e templos refletiam
a relação das civilizações com a espiritualidade e a divindade; e seus avanços intelecto-tecnológicos.
Incontestavelmente,
cidades e edifícios históricos funcionam como bibliotecas vivas a preservar o
patrimônio cultural e a memória coletiva. Cada espaços físicos é desenhado para
refletir o comportamento humano e as dinâmicas sociais de cada época e região. A
arquitetura regional harmoniza as construções com o clima, os materiais locais
e o estilo de vida de cada comunidade.
Metaforicamente,
a arquitetura é como uma "pele" que intermedia a nossa relação com o
mundo exterior. Além de promover o bem-estar, ela influencia diretamente o
desenvolvimento urbano e a qualidade de vida. O arquiteto atua como um mediador
essencial para criar espaços que acolhem, incluem, promovem o desenvolvimento humano
e criam a identidade social que une todos num só conceito.
Filha
da constante necessidade de fixação, segurança e bem-estar, a arquitetura nasceu
formalmente no período Neolítico com a Revolução Agrícola, quando os humanos
deixaram de ser caçadores-coletores nômades para cultivar a terra. Hoje, a
arquitetura moderna é entendida como uma extensão do próprio corpo humano e uma
moldura para o comportamento social e para felicidade humana.
Exemplarmente,
a arquitetura influencia diretamente a psicologia de uma comunidade: espaços
mal projetados geram isolamento, enquanto um urbanismo planejado gera inclusão,
pertencimento e qualidade de vida. A Psicologia do Espaço estuda como a
iluminação, a acústica e as cores afetam diretamente as emoções, a concentração
e a saúde mental. Cada som e/ou cor faz prodígio.
Nesta
Arquitetura do Cuidado, o fito são os ambientes que acolhem e geram
conforto emocional, unindo psicologia e lar. O "habitar" é a condição
fundamental do ser; o espaço não é apenas um abrigo, mas onde a vida e a
identidade se manifestam. Essa visão holística propõe que projetar um espaço é,
em última análise, projetar uma experiência de vida que respeite a essência do
"ser" que irá ocupá-lo.
Embora
o termo "Arquitetura do Ser" não esteja diretamente ligado à
arquitetura tradicional, ele compartilha o princípio central de projetar e
organizar o espaço – físico ou existencial – com intenção, propósito e
significado. Assim como um arquiteto planeja um edifício com base em
conceitos, o indivíduo planeja sua vida com base em ideias profundas sobre quem
é e para onde quer ir e o que deseja tornar-se.
Transcendendo
a construção física, focando na relação profunda entre o indivíduo (o ser) e o
ambiente construído, agindo como um reflexo da identidade, emoções e
necessidades humanas, busca a arquitetura do ser erigir o homem moral, justo e
humano. Esse conceito une psicologia e design para promover o bem-estar físico
e psicológico, alinhado à neuroarquitetura e à fenomenologia.
Desbravadoramente,
a Arquitetura do Ser é o processo de projetar a própria vida como uma obra
significativa, onde cada ação contribui para a construção de uma identidade
autêntica e um legado duradouro. A capacidade de transformar adversidades
em parte do projeto existencial é essencial. Entender valores, limites e
desejos é o primeiro passo para construir uma vida moral e justa.
A
Arquitetura do Ser implica construir uma vida baseada na justiça, entendida
como harmonia interna e com o coletivo, impulsionada pela consciência
moral. Seus traçados – plantas e cortes – permitem ao ser humano "ver
o invisível" e planejar o futuro antes que ele se torne concreto. As
cores, texturas e luz influenciam o sistema nervoso e o bem-estar
(Neuroarquitetura), moldando a experiência humana nas ambiências projetas
inusitadamente a melhor convivência.
Neste
diapasão, o urbanismo inclusivo garante mobilidade autônoma para idosos e
pessoas com deficiência, rompendo barreiras físicas e sociais. Áreas de lazer
abertas e seguras fomentam a interação social, diminuem a segregação e
fortalecem os laços entre os cidadãos. O Novo Urbanismo integra moradia,
trabalho e serviços, reduzindo distâncias e estimulando a vida comunitária
ativa.
Neste
toar, celebrar hoje o Dia da Arquitetura – e a união dos cientistas desta arte –
é reconhecer o encontro perfeito entre a ciência, a técnica e a expressão
humana. Reforça o papel vital do arquiteto, profissional que alia a precisão
das ciências exatas à sensibilidade artística para desenhar o futuro mais
sustentável das cidades e para transformar vidas a partir do design.
Jucás,
Ceará, 01 de Julho de 2026
Bruno
Bezerra de Macedo, o Matuto do Carrasco
Jornalista – ACI nº 1789
Jornalista – CRP/MTE nº 0005168/CE

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