quarta-feira, 1 de julho de 2026

ARQUITETAR É PRECISO PARA QUE O FUTURO CHEGUE AUSPICIOSO

Arquitetar é preciso para que o futuro chegue habilitado a construir-se formidavelmente para a felicidade de todos. Nesta quarta-feira (01/07), quando ano vem cumprindo a metade do tempo que lhe foi concedido para a realização dos projetos para si arquitetados, celebramos hoje a data instituída em 1949 e amplamente comemorada no Brasil para celebrar a criação da União Internacional de Arquitetos (UIA), que visa melhorar a vida em sociedade.

 

Atuando não governamentalmente, a UIA une organizações de arquitetos de mais de 100 países. Fundada em 1948, ela é a única entidade do setor reconhecida pelas Nações Unidas, atuando como órgão consultivo da UNESCO e como parceira da ONU-Habitat. Agrupa nesta contemporaneidade mais de um milhão de profissionais organizados em cinco regiões geográficas. O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) é um de seus membros fundadores.

 

A missão da UIA, além de unificar a profissão, é o fomento ao implemento de melhorias à vida em sociedade a partir da influenciação nas políticas públicas e na promoção da qualidade da arquitetura e do urbanismo, tendo com fito basilar a inclusão e a harmonia social. Bienalmente confere o título de Capital Mundial da Arquitetura à cidade-anfitriã do Congresso Mundial de Arquitetos que promove.

 

Enlevar responsabiliza, assim, por meio de um acordo entre a UIA e a UNESCO, a cidade escolhida para sediar este congresso recebe o título de Capital Mundial da Arquitetura. Isso transforma a região em um verdadeiro laboratório de pesquisa e inovação, evidenciando globalmente suas soluções arquitetônicas e históricas, como a criação de espaços públicos onde o bem-estar seja cativante a todos os públicos.

 

O Congresso Mundial de Arquitetos é o maior evento global desta atividade. Nele se discutir como a arquitetura pode atuar como motor para melhorar a qualidade de vida e a resiliência das cidades; se busca alinhar as práticas arquitetônicas globais aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU; e se troca de experiências vitais para o enfretamento dos desafios socioambientais.

 

Cada edição do Congresso Mundial de Arquitetos é guiada por uma temática central que orienta palestras, workshops e laboratórios de pesquisa. Desvelar o papel da construção civil na transição energética e na redução do impacto ambiental é foco primevo, pois, estimula o repensar sobre a extração de materiais, a economia circular e a revitalização do patrimônio edificado.

 

Companheira do homem desde a infância da humanidade, a arquitetura mais do que do que abrigo, atua como um registro físico do tempo, espelhando a evolução, os valores sociais, a economia e as tecnologias de cada civilização. Ela organiza as ambiências humanas e conecta as pessoas à sua própria essência, moldando a vida humana de forma conscienciosa e proficiente.

 

Cada período da história teve na arquitetura uma formidável alavanca de organização, de poder e de identidade. O domínio da pedra e do barro, inicialmente, deu origem às primeiras vilas e cidades estruturadas onde monumentos e templos refletiam a relação das civilizações com a espiritualidade e a divindade; e seus avanços intelecto-tecnológicos.

 

Incontestavelmente, cidades e edifícios históricos funcionam como bibliotecas vivas a preservar o patrimônio cultural e a memória coletiva. Cada espaços físicos é desenhado para refletir o comportamento humano e as dinâmicas sociais de cada época e região. A arquitetura regional harmoniza as construções com o clima, os materiais locais e o estilo de vida de cada comunidade.

 

Metaforicamente, a arquitetura é como uma "pele" que intermedia a nossa relação com o mundo exterior. Além de promover o bem-estar, ela influencia diretamente o desenvolvimento urbano e a qualidade de vida. O arquiteto atua como um mediador essencial para criar espaços que acolhem, incluem, promovem o desenvolvimento humano e criam a identidade social que une todos num só conceito.

 

Filha da constante necessidade de fixação, segurança e bem-estar, a arquitetura nasceu formalmente no período Neolítico com a Revolução Agrícola, quando os humanos deixaram de ser caçadores-coletores nômades para cultivar a terra. Hoje, a arquitetura moderna é entendida como uma extensão do próprio corpo humano e uma moldura para o comportamento social e para felicidade humana.

 

Exemplarmente, a arquitetura influencia diretamente a psicologia de uma comunidade: espaços mal projetados geram isolamento, enquanto um urbanismo planejado gera inclusão, pertencimento e qualidade de vida. A Psicologia do Espaço estuda como a iluminação, a acústica e as cores afetam diretamente as emoções, a concentração e a saúde mental. Cada som e/ou cor faz prodígio.

 

Nesta Arquitetura do Cuidado, o fito são os ambientes que acolhem e geram conforto emocional, unindo psicologia e lar. O "habitar" é a condição fundamental do ser; o espaço não é apenas um abrigo, mas onde a vida e a identidade se manifestam. Essa visão holística propõe que projetar um espaço é, em última análise, projetar uma experiência de vida que respeite a essência do "ser" que irá ocupá-lo.

 

Embora o termo "Arquitetura do Ser" não esteja diretamente ligado à arquitetura tradicional, ele compartilha o princípio central de projetar e organizar o espaço – físico ou existencial – com intenção, propósito e significado.  Assim como um arquiteto planeja um edifício com base em conceitos, o indivíduo planeja sua vida com base em ideias profundas sobre quem é e para onde quer ir e o que deseja tornar-se.

 

Transcendendo a construção física, focando na relação profunda entre o indivíduo (o ser) e o ambiente construído, agindo como um reflexo da identidade, emoções e necessidades humanas, busca a arquitetura do ser erigir o homem moral, justo e humano. Esse conceito une psicologia e design para promover o bem-estar físico e psicológico, alinhado à neuroarquitetura e à fenomenologia.

  

Desbravadoramente, a Arquitetura do Ser é o processo de projetar a própria vida como uma obra significativa, onde cada ação contribui para a construção de uma identidade autêntica e um legado duradouro.  A capacidade de transformar adversidades em parte do projeto existencial é essencial. Entender valores, limites e desejos é o primeiro passo para construir uma vida moral e justa.

 

A Arquitetura do Ser implica construir uma vida baseada na justiça, entendida como harmonia interna e com o coletivo, impulsionada pela consciência moral. Seus traçados – plantas e cortes – permitem ao ser humano "ver o invisível" e planejar o futuro antes que ele se torne concreto.  As cores, texturas e luz influenciam o sistema nervoso e o bem-estar (Neuroarquitetura), moldando a experiência humana nas ambiências projetas inusitadamente a melhor convivência.

 

Neste diapasão, o urbanismo inclusivo garante mobilidade autônoma para idosos e pessoas com deficiência, rompendo barreiras físicas e sociais. Áreas de lazer abertas e seguras fomentam a interação social, diminuem a segregação e fortalecem os laços entre os cidadãos. O Novo Urbanismo integra moradia, trabalho e serviços, reduzindo distâncias e estimulando a vida comunitária ativa.

 

Neste toar, celebrar hoje o Dia da Arquitetura – e a união dos cientistas desta arte – é reconhecer o encontro perfeito entre a ciência, a técnica e a expressão humana. Reforça o papel vital do arquiteto, profissional que alia a precisão das ciências exatas à sensibilidade artística para desenhar o futuro mais sustentável das cidades e para transformar vidas a partir do design.

 

Jucás, Ceará, 01 de Julho de 2026

 

Bruno Bezerra de Macedo, o Matuto do Carrasco

Jornalista – ACI nº 1789

Jornalista – CRP/MTE nº 0005168/CE
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

SENDO PEDRAS, CAMINHEMOS!

Valorizar trilhas, rochas e belezas naturais da região da Serra de Maranguape expressa que Deus abre os caminhos para que neles nos coloquem...