São
João da Parnaíba, é uma cidade dinâmica, com vida urbana sofisticadamente
vanguardista desde sua ciese. Era um importante entreposto fluvial, conectando
o interior do Piauí ao litoral. O contato com o exterior, por meio do comércio
e da navegação, trouxe-lhe sempre ideias progressistas e influências culturais.
A cidade orgulha-se de ter sido a primeira do Piauí a proclamar a independência
do Brasil e de ser pioneira no movimento republicano.
A Companhia
de Navegação a Vapor do Rio Parnaíba (CNVP), fundada em 1858, ainda operava com
viagens regulares entre Teresina, Parnaíba e Tutóia, facilitando o escoamento
da produção regional. O comércio era movimentado, especialmente no Porto das
Barcas, onde eram estocadas e embarcadas grandes quantidades de cera de
carnaúba e óleo de babaçu, destinadas a mercados europeus como Portugal,
Espanha, Inglaterra e Alemanha.
O
transporte era um dos pilares da economia local. Além da navegação fluvial, a
Estrada de Ferro Central do Piauí (EFCP) ligava Parnaíba a Luís Correia desde
1922. Em 1955, o trem ainda era parte do cotidiano: transportava cargas,
turistas e moradores, especialmente aos domingos, para festas religiosas ou
passeios à praia. Parnaíba, neste período, vivia um momento de intensa
atividade econômica baseada na exportação de produtos naturais.
O
centro histórico, com seu acervo arquitetônico colonial português, abrigava
bares, lojas de artesanato, igrejas e praças arborizadas. A brisa marítima amenizava o clima tropical,
e a população frequentava eventos culturais e religiosos, como a festa de Bom
Jesus dos Navegantes. O vídeo do Cinejornal Informativo de 1956 notabiliza essa
vitalidade, registrando cenas de construção do porto, movimento no comércio e o
funcionamento da maria fumaça.
Parnaíba
como centro comercial importante para o norte do estado, com forte atuação no
varejo, serviços e crescimento no setor turístico, atuando como base para a
Rota das Emoções, figurava dentre as mais desenvolvidas do estado. A cidade
mistura, assim, um ritmo de vida tranquilo com a efervescência de um polo
econômico que honra suas raízes coloniais. A população mantém vivas tradições folclóricas,
com destaque para o Boi Flor do Lírio.
Nesta
ambiência de proeminência cultural e fervoroso crescimento econômico, nasce aos
03 de Maio de 1955, Diógenes José Tavares Linhares, filho do Visionário Senhor Juvêncio
Bezerra Linhares e da Maviosa Senhora Maria da Graça Tavares da Silva Linhares,
sob os auspícios de São João e sob as graças de São José para desbravar
caminhos e oportunizar desenvolvimento humano e evolução material com a
inventividade e habilidade de sua arguta mestria.
Diógenes
recebeu suas primeiras letras no Educandário Professora Neném Barros,
atualmente registrado como Escola Municipal de Educação Infantil Professora
Neném Barros, mantendo seu compromisso com a educação de qualidade para
crianças em fase inicial de desenvolvimento. Embora administrado pelo
município, foca no desenvolvimento integral da criança, promovendo aprendizado
lúdico, socialização e estimulação cognitiva e motora.
Parnaíba
é uma cidade orgulhosa de seu passado manifesto na beleza arquitetônica
histórica, na labuta cotidiana da população trabalhadora e na vida vibrante ao
redor do rio Igaraçu. O Igaraçu é essencial para sua identidade, como também o
é para o turismo com destaque para a famosa Praia da Pedra do Sal. A cidade se
consolida com instituições de ensino superior, polos de inovação e
investimentos imobiliários, atraindo novos moradores e turistas.
No
ano (1958) em que o Ginásio São Luiz Gonzaga, atingia um total de 154 alunos, fruto
da expansão que ampliara sua oferta educacional, inclusive com a inauguração do
Curso Ginasial, lá estava Diógenes corroborando com o progresso como faria
muitas outras vezes em seu viver. Inicialmente, alocados no local da atual
Educação Infantil, em o antigo casarão da Avenida Barão do Rio Branco dava
lugar à construção do novo prédio em outubro de 1959.
O
Ginásio São Luiz Gonzaga, sempre à frente do seu tempo, estava em pleno
processo de modernização, com a ampliação de sua infraestrutura e a crescente
demanda por ensino de qualidade, refletindo o compromisso da comunidade local,
especialmente a classe empresarial, com a formação da juventude piauiense, como
já fazia desde sua fundação em 1939, cumprindo os ideais católicos de formar
cidadãos compromissados com o futuro e o bem coletivo.
Na
Terra da Luz – Ceará – em 1970, Diógenes é admitido no Colégio Redentorista, e
nele iniciava o segundo grau (ensino médio, atualmente). A instituição estava
em funcionamento ativo, oferecendo educação de qualidade com foco no ensino
fundamental e médio, alinhado aos valores religiosos e sociais da ordem
religiosa. Hoje, o prédio permanece como um marco histórico da educação em
Fortaleza, com reconhecimento em artigos e publicações.
Os
principais valores educacionais ensinados no Colégio Redentorista em Fortaleza
estavam alinhados à filosofia pedagógica dos Missionários Redentoristas, que
enfatizava o compromisso social e justiça, incentivando a solidariedade, a
atenção aos mais necessitados, e o foco, não apenas, no conhecimento acadêmico,
mas, no desenvolvimento humano pleno, com ênfase na ética e na cidadania, em
sintonia com a missão evangelizadora da ordem.
Nestes
dias, Fortaleza vivia um período de intensa atividade cultural, política e
social, marcado por resistência e criatividade. Mesmo vigência do AI-5, os
jovens sonhavam e festejavam, criando um forte movimento boêmio, especialmente
no Bar do Anísio, local que se tornou um ponto de encontro para estudantes,
artistas, jornalistas e boêmios. Lá, a inventividade eflorescia entre os jovens
criativos, refletindo a transformação urbana e cultural da cidade.
Com
este animus agendi, sempre buscando o melhor pra si, desde que, também,
promovesse o progresso coletivo, Diógenes ingressa na Escola Técnica Federal em
1971 – na Oficina de Desenho de Arquitetura –, nela concluindo o Curso Técnico
em Edificações em 1974. Este ano marcou um momento de reestruturação
institucional e de valorização do ensino técnico como essencial para a
industrialização do Brasil, em consonância com as diretrizes do governo federal.
Arquiteto
do venturoso futuro, em 1976, Diógenes foi contratado como desenhista técnico
da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), que fora criada pelo Presidente Juscelino
Kubitschek, a partir da Lei nº 3.115 de 16 de março de 1957, com o objetivo
de sanear, integrar e modernizar o sistema ferroviário nacional, em
seu auge, operava cerca de 22 mil quilômetros de linhas, atendendo 19 estados
em quatro regiões, unificando a gestão ferroviária da União.
A
RFFSA desempenhou um papel estratégico na integração territorial e
econômica do país, conectando regiões produtoras de commodities – como minérios,
grãos, etc. – aos portos de exportação, impulsionando o crescimento industrial
e urbano. Sua presença se notabiliza na configuração da malha ferroviária atual
e na estruturação de redes logísticas que ainda hoje são essenciais para a
economia brasileira, provam sua relevância para o Brasil.
Durante
a segunda metade do século XX, a RFFSA foi crucial escoadora da produção
agrícola e mineral, transportando, na década de 1980, uma média de 100 milhões
de toneladas de cargas por ano. Ela modernizou o transporte com o uso de
locomotivas diesel-elétricas e elétricas, otimizando custos logísticos em
comparação ao transporte rodoviário. Importante patrimônio histórico brasileiro,
muitas estações sendo restauradas para uso cultural e turístico.
Apostando
no futuro da nação, a RFFSA funcionava como o "primeiro emprego"
(apontado por 35% em pesquisas de memória do trabalho) para jovens, oferecendo
estabilidade, treinamento técnico e carreiras de longo prazo para muitos
ferroviários. Em seu auge, manteve uma força de trabalho significativa (mais de
44.601 empregados em 1995), sendo um robusto pilar de integração logística e
distribuição de renda até o início de seu processo de desestatização em 1996.
Composta
por engenheiros e gestores até maquinistas, artífices e pessoal de manutenção
de via permanente, A RFFSA criou uma classe trabalhadora com forte identidade
corporativa e sindicatos organizados. Maquinistas da ativa, por exemplo, recebiam
até 17 salários-mínimos, garantindo um poder de consumo elevado para os padrões
regionais da época. A RFFSA não visava apenas o lucro, pois, cumpria uma função
social estratégica determinada pelo Governo Federal.
Voltada
para inclusão social, a empresa executava o transporte de passageiros em
trechos deficitários, funcionando como um mecanismo de subsídio indireto que
permitia a mobilidade de populações de baixa renda entre centros urbanos.
Valorizando o capital humano que a representava, a Fundação Rede Ferroviária de
Seguridade Social desde 1979 oferecia planos de previdência complementar para
milhares de famílias de ferroviários aposentados.
Demandando
uma vasta rede de fornecedores de peças, combustível e materiais de construção
civil para a manutenção e expansão dos trilhos, gerando empregos em serviços,
comércio local e manutenção urbana, a RFFSA, historicamente, atuou como um
motor para a geração indireta de emprego. Ela, também, sustentava
economias locais em cidades pequenas que dependiam de suas estações
ferroviárias para movimentação de carga e passageiros.
O
legado desta gigante nacional é um marco de planejamento estratégico, cujo
potencial inspira debates sobre a necessidade de modernização, expansão e
fortalecimento da malha ferroviária brasileira para aumentar a competitividade
nacional, reduzir custos logísticos e promover desenvolvimento sustentável. O
Marco Legal das Ferrovias (2021), por exemplo, cogita retomar o desenvolvimento
ancora na infraestrutura herdada da era RFFSA.
A
extinta RFFSA, portanto, não foi meramente uma empresa de transporte, mas
portentosamente, agiu um indutor de desenvolvimento social que permitiu a
movimentação de renda do campo para os centros urbanos e manteve um dos maiores
quadros funcionais do Estado Brasileiro durante a segunda metade do século XX.
Nela, o desenhista técnico Diogenes construiu seu futuro, tornou-se economista
e engenheiro; e foi presidente da RFFSA.
Com
a lanterna de “Diogenes” à mão, agindo com rigor ético, questionando as
aparências para construir um futuro genuinamente melhor pra si e para a coletividade
que o margeia, encontrou na virtude e na verdade genuínas percebidas em meio à
hipocrisia social, a força necessária à construção das belezas manifestas nas
atitudes de um ente humano que se eternizou nas memórias de muitos que o viram evoluir
evoluindo consigo, pois, a sabedoria somente é sábia quando comum a todos.
Descoberto
pela maçonaria no meio social em que seu altruísmo vigia, Diógenes foi iniciado
em 18 de março de 1995 na ARLS Ignácio Lôlo nº 22, circunscrita à Grande Loja
Maçônica do Estado do Ceará, na qual galgou a mestria no dia 14 de maio de1997,
“chegando à conclusão de que a Maçonaria exalta as virtudes e prega a moral
mais pura – prerrequisito para se bater na porta e a porta se abrir, em suma: eu
seria o ator principal”, afirma.
Agente
do progresso da Grande Loja Maçônica do Estado do Ceará, Diogenes fundou as
Augustas Lojas Aurora do Novo Tempo nº 126 e Portal da Liberdade nº 134,
celebrando sempre o compromisso a fraternidade – que somente é percebida em sua
inteireza quando compreendemos que somente os iguais se (re)conhecem.
Reconhecer-se igual a todos envolve o exercício da humildade e a prática perene
da autodisciplina ao colocar o espírito sobre a matéria.
Eleito
Mestre Instalado por vontade inequívoca de seus irmãos em três momentos
distintos, Diógenes testou e (re)testou seus conhecimentos a serviço da
coletividade maçônica que geria naqueles dias. Sua jornada maçônica foi mais
além e alcançou o filosofismo maçônico. Como ele diz: “descobri que existem os
Corpos Filosóficos para instruir o(s) buscador(es) de mistérios”. Na Excelsa
Loja de Perfeição Rodolfo Ribas, ele conheceu a discrição e de fidelidade.
Com
dedicação, boa vontade e a mestria do tempo, Diógenes foi investido no Grau 33
do Rito Escocês Antigo e Aceito pelo Supremo Conselho deste Rito para República
Federativa do Brasil, passando a ser, desde 2006, Grande Inspetor Geral da
Ordem com poderes ilimitados para compartilhar todo o seu conhecimento maçônico
– e de vida – com a mesma galhardia com que o reaprende ao fazê-lo, já que, a
sabedoria se constitui de cada reconhecimento conquistado.
Ser
membro efetivo da Academia Maçônica de Letras do Estado do Ceará – AMLEC – concedeu
a Diógenes a oportunidade de difundir suas pesquisas sobre a sobre a posição
humana na natureza e no universo, posto que, a ciência situa o homem como parte
de uma ordem causal e a filosofia reflete sobre sua capacidade única de
consciência, técnica e propósito. Assim, há três décadas e mais, Diógenes
contribui para a formação de gerações de maçons.
Preclaro,
Diógenes afirma que “somos a natureza que ganhou voz e curiosidade”,
manifestando o desejo de investigar e entender o funcionamento do universo
e de tudo que há. Assim, com a lanterna sempre
à mão, assume o lugar que lhe compete na Academia Internacional de Maçons
Imortais (2026) – como membro honorário –, o que alarga as fronteiras de sua
busca pela verdade, como também, melhor favorece sua perene contribuição à
Sublime Ordem Maçônica.
Parnaíba
é realmente única e faz únicos seus rebentos nos seus feitos e efeitos que refletem
sua nobreza. Os propósitos de Diógenes são, desde sempre, espelhos nos quais se
veem refletidos muitos jovens promissores que, como ele sonham e fazem realizar
seus anseios. Franciso Gonçalves da Silva, Veterano da RFFSA, afirma que Diógenes
dizia: “um dia presidirei este gigante nacional”. O amanhã é,
incontestavelmente, é uma construção direta da nossa intenção e atitude.
Construir
um amanhã "grande, nobre e cativador" depende diretamente da nossa
boa vontade e esforço contínuo em transformar sonhos em realidade, agindo com
nobreza e propósito. Envolve ir além do egoísmo, focando no coletivo, na
qualidade e na superação de desafios. Reverbera a ideia de que somos os agentes
ativos do nosso próprio destino. A intenção ética e a determinação (boa
vontade) são os motores para realizar mudanças positivas, com lanterna à mão!
Maranguape,
Ceará, 19 de Março de 2026
ACADEMIA
INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS
Diretoria
de Comunicação Social
Bruno
Bezerra de Macedo

👏👏👏👏
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