"Tudo o que
alimentamos cresce", assim como, ‘tudo o que o homem semear, isso também
colherá." (Gálatas 6:7), portanto, sejam seus pensamentos, sentimento e
hábitos positivos ou negativos, eles se fortalecem e se tornam maiores em sua
vida; ao focar no bem (amor, fé, gratidão) você o cultiva, enquanto nutrir o
mal (medo, ódio) faz com que ele também floresça, sendo um princípio
fundamental da psicologia, espiritualidade e autoconhecimento para direcionar
sua energia para o que te faz bem, como cultivar virtudes e fortalecer a saúde
mental e emocional.
É um convite para sermos
jardineiros de nossa própria vida, escolhendo as sementes certas para cultivar
o bem-estar e o crescimento pessoal. O verdadeiro incômodo jamais será a
vida do outro, mas sim, a insatisfação que trazes consigo. Assim sendo, cultive
com dedicação o seu próprio jardim interior, regando-o com amor-próprio, alteridade
e ações intencionais, transformando-o no lugar mais bonito para se viver. Focar
no seu desenvolvimento e selecionar pensamentos/atitudes positivas — as
"sementes" — é a chave para o melhor viver, em vez de focar na vida
alheia.
Muitas vezes, vivemos em
um estado de carência ou frustração porque esperamos que o ambiente externo, as
pessoas ou as circunstâncias nos entreguem serenidade, reconhecimento ou amor. Parar
de exigir do mundo significa aceitar que o outro não tem a obrigação (e muitas
vezes nem a capacidade) de preencher nossos vazios internos. Quando finalmente
olhamos para dentro e assumimos a manutenção do nosso próprio jardim, percebemos
que o mundo nos oportuniza ser um complemento, e não mais uma condição para a
nossa felicidade.
Volte o olhar para dentro
de si e descubra em sua intimidade que a paz floresce quando paramos de exigir
do mundo o que só nós podemos plantar – e ainda não semeamos. Muitas são
as vezes que esperamos respeito, amor, tranquilidade ou validação externa.
Porém, se não cultivamos amor-próprio, paciência e paz internamente, nenhuma
atitude externa será suficiente. A verdadeira paz floresce quando assumimos a
responsabilidade pela nossa própria colheita emocional. Eis o polo magnético
que nos atrai ao amadurecimento emocional: a autorresponsabilidade.
Amadurecer emocionalmente
não depende da idade, mas, envolve deixar de se sentir vítima das situações e
passar a agir como protagonista (vencedor) da própria história. É o exercício
pleno do ato de assumir as rédeas da própria vida, reconhecendo-se como o
principal responsável por suas escolhas, comportamentos e resultados, em vez de
culpar terceiros ou circunstâncias. A autorresponsabilidade envolve quatro
pilares: clareza/propósito, autoconhecimento (identificar crenças limitantes),
gestão emocional e plano de ação - aceitando as consequências e agindo com
proatividade.
A autorresponsabilidade
é, de fato, o divisor de águas entre a imaturidade reativa e a consciência
plena. Sob o ímpeto do emocional buscamos culpados externos para nossas
frustrações, guiados pelo racional assumimos o comando de nossa própria
narrativa. A culpa é paralisante e foca no passado, abalando a autoestima.
A responsabilidade é proativa, focando em "o que posso fazer agora?"
e "como posso agir diferente?" Ao assumirmos a responsabilidade por
nossa própria vida, o peso da culpa converte-se na leveza da autonomia – nossas
escolhas e suas consequências são de nossa inteira conta.
Ao deixarmos de ser
vítima das circunstâncias, ganhamos a liberdade de sermos os protagonistas da nossa
própria história, trocando o fardo da autopunição pela leveza de agir. A
leveza não é ser levado pelo vento; é ter clareza sobre para onde se vai e o
que precisa ser feito. Envolve viver de forma intencional e direcionada, sem o
peso da ansiedade, da necessidade de controle ou da preocupação excessiva com a
opinião alheia. Não é falta de responsabilidade, mas sim, ter consciência da
"razão maior" de suas escolhas, permitindo fluidez e foco no que
realmente importa.
A leveza chega quando
compreendemos que o sucesso e a saúde podem caminhar juntos, e que recomeçar
não precisa ser algo grandioso, apenas verdadeiro e alinhado com sua missão de
vida. Com este fito em mente, deixamos de desperdiçar energia com o que
não se pode resolver ou com o excesso de planejamento. Agir com clareza de
propósitos em 2026 exige filtrar o excesso de estímulos para focar no que é
essencial. Quando definimos nossos valores e metas, a tomada de decisão
torna-se mais fluida, eliminando o peso da dúvida e da procrastinação.
Focar no que é essencial
e investir no autoconhecimento são duas práticas complementares que,
quando unidas, transformam a qualidade de vida, permitindo maior produtividade,
clareza e satisfação pessoal. O autoconhecimento (entender quem você é, seus
valores e limitações) é a base que permite identificar o que é
"essencial" (o que realmente importa) em um mundo repleto de
distrações. O essencialismo, conceito popularizado por Greg McKeown, é a
disciplina de fazer menos, mas, com mais qualidade e propósito. Conhecer a
si mesmo permite focar no que você faz de melhor.
Praticar o
autoconhecimento e o essencialismo leva a uma vida mais consistente, com menos
estresse e maior realização. O supérfluo somente é excluído quando entendemos
quais são nossos valores fundamentais. Sem nos conhecermos a nós mesmos, acabamos
por perseguir prioridades de outras pessoas. Ao se observar, você descobre onde
sua contribuição é única e onde seu esforço gera o maior impacto. Isto querer uso
perene da Regra dos 90%, ou seja, ao avaliar uma opção, dê a ela uma nota de 0
a 100. Se a nota for menor que 90, descarte-a. Isso evita que você se perca em
tarefas "médias".
A "Regra dos 90%” de
Stephen Covey, é um conceito fundamental na gestão emocional e na inteligência
emocional. Ela postula que 10% da vida é composta por eventos que
acontecem com você (incontroláveis) –neste percentual incluem-se os
imprevistos, o trânsito, o clima, as falhas técnicas e/ou ações de terceiros, como
alguém sendo grosseiro –, enquanto 90% da vida é decidida pela forma como você
reage a esses eventos (controlável) – nesta percentagem incluem-se suas
reações, escolhas, atitudes e emoções perante o incontrolável. Eis o
núcleo da inteligência emocional: controlar esses 90%.
Covey aduz que, em vez de
se tornar uma "esponja" de negatividade (reagindo com raiva ou
estresse aos 10%), você deve usar sua proatividade para controlar os 90%
através de respostas calmas e inteligentes. Não temos controle sobre um pneu
furado, um atraso no voo ou o comportamento rude de um terceiro. No entanto, a
nossa reação a esses fatos determina se o restante do nosso dia será produtivo
ou desastroso. O sucesso da técnica envolve desenvolver a proatividade,
utilizando o espaço entre o estímulo e a resposta para escolher uma reação
baseada em valores, e não em impulsos.
Na neurociência os
segundos definem a aplicabilidade da “Regra dos 90%, aqui, segundos. Tomado por
um gatilho emocional, uma reação química ocorre no cérebro e corpo, durando 90
segundos. Após 90 segundos, se a emoção persiste, estamos
escolhendo mantê-la viva a ruminar sobre a situação. Desta forma, quando
sentir raiva ou ansiedade, respire e aguarde 90 segundos sem reagir
impulsivamente, deixando a emoção passar naturalmente, em vez de
alimentá-la. Lembre-se, agindo com inteligência emocional, há total controle
sobre o impacto dos fatos desagradáveis em sua vida.
Chegamos ao que realmente
importa – o plano de ação –, pois, “descobrimos que não há nada melhor do que sermos
felizes e praticarmos o bem enquanto vivemos”. (Eclesiastes 3:12) Ao praticarmos
o bem (compaixão, empatia, solidariedade) percebemos que os benefícios desta
agência recaem além de quem os recebe, alcançando também quem assim age,
aliviando a ansiedade, fortalecendo o sistema imunológico e melhorando a
capacidade de resolver conflitos. As coisas que acontecem, boas ou ruins, são
sempre, em grande parte, consequências de nossos feitos e efeitos (atos,
escolhas e pensamentos).
Se você alimenta desejos negativos ou hábitos ruins, indubitavelmente, eles crescerão e trarão destruição. Se alimenta a vida espiritual, colherá frutos positivos. Onde você foca sua atenção (o que você alimenta na mente), aquilo se torna sua realidade e cresce em seu coração. Ou seja, o "lobo" que você alimenta dentro de nós é o que dominará suas ações. Para que algo bom cresça em sua vida, você deve alimentar o seu espírito com o que mais importa – bons pensamentos e boas-venturanças –, ou seja, alteridade, temperança, amor, etc) enquanto "deixa morrer de fome" as inclinações negativas.

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