Um
dos mais formidáveis avanços da humanidade foi aprender o quão é bom cultivar,
zelar e guardar tudo que faz do homem, além de humano, um ser humano
prodigiosamente social. Afinal, “o homem nasce como um ser ‘inconcluso’
que se humaniza ao criar e transformar o mundo material, estabelecendo relações
sociais mediadas pela produção”, afirmam a teoria histórico-cultural e o
materialismo dialético.
À
humanidade compete o zelo pelo "Jardim" como uma ambiência de vida e feliz
convívio, ao passo que à Academia Cearense de Letras cumpre diligenciar a proteção
do patrimônio imaterial da sociedade cearense e disseminar todos os mais
enaltecedores valores do homem ao longo da jornada evolutiva da humanidade,
onde o viver bem e o conviver feliz norteiam os caminhos daqueles que buscam a
sabedoria.
Neste
dia de hoje (14/08) festejamos mais um aniversário da Academia Cearense de
Letras, que há 132 anos tem por mister primevo o robustecimento do tecido
social, garantindo que a produção intelectual do passado continue a fertilizar
o presente e o futuro. Para isto, conserva obras e documentos, além da difusão
ativa de valores que enaltecem a condição humana, aprimoram a humanidade e motivam
perene evolução.
Uma
arcádia não é um local onde homens velhos encontram alento para sua velhice, ao
contrário é uma ambiência onde todos são novéis. Muito menos é um local onde os
homens jovens investidos da imortalidade agem irreverentes e excêntricos, ao
contrário, um silogeu é um útero, em ciese plena, aformoseando o novo, sob a inspiração
da tradição; onde homens velhos e/ou novos imortalizam(-se) (em) suas artes.
Funcionando
como um espaço sagrado de formação e aprimoramento, uma academia, resolutamente
estabelecida conforme os princípios e preceitos que sustentam sua existência, dá
ensejo à cioforia da cultura e jamais será um depósito de memórias antigas, pois,
vai além desta delicadeza com o homem, para ser-se edificadora mental da inocência
e da novidade a bem sobrevivência da humanidade.
O
avanço da humanidade, portanto, reside neste desvelo em que a cultura e a
ciência são produtos do trabalho coletivo, que não apenas satisfazem
necessidades materiais, mas também, humanizam o homem, transformando-o em um
ser capaz de refletir, admirar e garantir sua própria reprodução social e
histórica, além de fomentar seu desenvolvimento espiritual, intelectual e ético
da humanidade a partir deste melhoramento.
A
escrita, neste influxo, além preservar a memória cultural da sociedade,
desempenhando um papel importante para a materialização da mensagem permitindo
a comunicação à distância no espaço e no tempo, confere àqueles que se dão ao
exercício das artes uma grande responsabilidade, pois, cada palavra que de si
transcende ao universo e aos homens é um tijolo bem assentado na construção
social com fito no belo.
A
palavra escrita propõe maior liberdade à nossa mente para criar e nos inspirar
a partir de infinitas possibilidades de conteúdos –desde nossos pensamentos até
projetos e histórias fictícias. É imprescindível, portanto, que os escritores
tenham consciência do poder da escrita e do impacto de suas palavras para que
busquem criar obras excelentemente contributivas para um mundo mais inclusivo,
harmonioso e feliz.
Notabiliza-se
a real proposta das letras, que vai muito além de ser um caractere do alfabeto
que formam palavras, como as de uma música, para assumir-se no seu mais
aquilatado valor: a atividade literária em si, ou seja, o estudo e a produção
de textos escritos. "As letras" se referem àqueles que se dedicam ao
estudo, ao cultivo da língua e à criação literária. E um chamado àqueles que transformam
a vida com sua arte.
Escrever
é a arte mais antiga exercida pelo homem, desde a mais tenra idade da
humanidade. Inicialmente, a partir da pintura rupestre, o homem historiou suas
aventuras e desventuras. Descreveu suas batalhas e conquistas. Contou de seus
adversários e de seus amigos. Reportou suas festas, a natureza que o abrigava.
Disse de si ao universo e ao mundo com este modo pictográfico de falar.
Conscienciosamente,
difusora da História e da Cultura, a escrita faz-se o principal instrumento de
comunicação ao superar limitações temporais e espaciais, eternizando memórias,
ideias e a própria existência humana, oportunizando ao passado ensinar ao
futuro. Ao registrar experiências, a escrita disponibiliza uma forma de
imortalidade simbólica, garantindo o registro de existências ("eu estive
aqui").
Além
de olhar para trás, a escrita, e os escritores que em torno dela vicejam,
possuem um poder prospectivo. O escritor e a escrita compartilham a mesma
essência que reside na linguagem como extensão do pensamento. O domínio
sobre as letras torna o escritor um habilidoso arquiteto do futuro. A
literatura, a educação e o pensamento crítico são cruciais para imaginar e
planejar sociedades mais justas e aprazíveis.
Da
poética e enlevada definição dos escritores, intelectuais e educadores,
referidos metaforicamente como "Homens de Letras”, emerge a função dual da
escrita: é um "ato de magia" ou ritual que tem o condão de tornar
visível (texto) o invisível (pensamento, sonho, o inefável) preservando o passado
como alicerce do melhor futuro que constrói a bem do coletivo que ela cativa
sob os influxos de memoráveis “homens de letras”.
São
estes “homens de letras”, que se dedicam ao estudo e produção de textos
literários, os portentosos influenciadores culturais coadjuvando evolução
intelecto-moral do homem. Eles manifestam ao mundo as academias que representam,
ao passo que por elas são representados, no cumprimento do seu mister comum: preservar
a memória coletiva a identidade de sua época, garantindo a inclusão estabelecendo
o pertencimento.
Homens
de Letras, com a fundação da Academia Cearense de Letras, 15 de agosto de 1894,
granjearam a verdadeira imortalidade, aquela que não está na vida eterna, mas
sim, no impacto duradouro que deixam às gerações futuras: bens materiais,
ensinamentos, valores, ações e/ou influências que exercem sobre o mundo e na
memória das pessoas ao seu redor. O sabedoria de um povo só efloresce quando
semeada.
Nascida
para aclarar os caminhos de muitos, a Academia Cearense de Letras tem por seu
primeiro presidente Tomás Pompeu de Sousa Brasil, que contou o auxílio eficaz
de outros 27 Homens de Letras, dentre os quais destacam-se: Guilherme Chambly
Studart, Justiniano Jose de Serpa, Antonino da Cunha Fontenele, Joaquim Lopes
de Alcântara Bilhar e Antônio Augusto de Vasconcelos e mais. Estes entes
humanos magníficos que vivem na influência que fazem em nossos dias.
Tendo
como meta a felicidade e o progresso da humanidade a partir do livro que
instrui o homem, os “Homens de Letras” impulsionam as academias ao fidedigno
cumprimento dos seus compromissos basilares de receber, doar (compartilhar) e
guardar os saberes de todos os tempos. Ratificando neste dia (15-08) o
compromisso com a memória literária, a normatização do idioma e a
democratização do saber.
Maranguape,
Ceará, 15 de Agosto de 2026
ACADEMIA
INTERNCIONAL DE MAÇONS IMORTAIS
Assessoria
Especial da Presidência
Diretoria
de Comunicação Social
Bruno
Bezerra de Macedo
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