Nesta
quarta-feira (12-08) celebramos o Dia Nacional das Artes, cônscios de que a
mais formidável das artes é aquela que cultivando o riso transfigura ambientes
e situações construindo convívios melhores onde rir e ser feliz é a ordem do
dia a cada nascer do sol. A data marca 210 anos de fundação da Escola Real de
Ciências, Artes e Ofícios em 1816, hoje Escola de Belas Artes da UFRJ.
Na
vida – como na arte –, amai o que faz. Nada notabiliza melhor o amor do que o riso,
cuja espontaneidade contagia a todos. O amor semeado vira plântula, árvore
frondosa, sombra acolhedora e frutos suculentos. Amar enleva tudo e todos em
nossa órbita. Se tudo e todos estão sorrindo e felizes, estamos em paz. Não
podemos copiar isto, apenas, exercer e sorrir, pois, o sorriso exercido conduz o
amor pelos caminhos da vida.
O
riso é a linguagem universal que une, cura e inspira. Rir é um ato de
resistência e instrumento de produção de vida, paz e conexão genuína entre as
pessoas. A felicidade compartilhada gera paz interior e coletiva. Cada um faz o
melhor com o dom que vem dos Pai das Luzes, em que não sombra, nem dúvida. Saber
administrar os dons de outrem culmina no aprender a melhor aplicar os nossos
próprios dons.
Pensar
assim, encontra eco na natureza contagiante do riso. Quando alguém ri, esse
gesto simples tende a se multiplicar, criando um ambiente de esperança e união.
O riso deixa de ser meramente um evento isolado para assumir-se como crucial,
pois, onde há riso, existe a afirmação da vida e uma oposição natural às
estruturas de poder que muitas vezes tentam gerenciar ou limitar a expressão
humana.
O
teatro, mais antiga das artes, tem o esmerado labor de fazer rir, de contentar
e de tornar feliz a humanidade com os psicodramas que protagoniza, a partir dos
quais fomenta desenvolvimento humano, semeia a inclusão e a harmonia social e
cultiva o pertencimento que fulcra a identidade cultural e social dos povos que
tem nessa arte um lume de sabedoria a conduzir-lhes ao futuro augurioso e
probo.
Ao
experimentar diferentes realidades e papéis, o artista desenvolve astúcia,
segurança e uma compreensão mais profunda da sociedade, distinguindo o real do
imaginário. Esse processo favorece a criatividade, aumenta a autoestima e
aprimora a comunicação, sendo uma ferramenta essencial para a educação e o
desenvolvimento de habilidades cognitivas, emocionais e sociais.
O
teatro, como um "espelho institucionalizado", preserva e cultiva a
identidade dos povos, desafiando dogmas e permitindo a exploração de narrativas
que definem a cultura de uma sociedade. Criando uma comunidade efêmera,
onde a inteligência individual se soma à sensibilidade do grupo, ele robustece
o senso de pertencimento e interdependência humana, desenvolvendo uma empatia
pura.
Uma
aplicação específica e profunda dessa arte é o Psicodrama, metodologia criada
pelo médico e filósofo romeno Jacob Levy Moreno. Através da dramatização
espontânea, inversão de papéis e da técnica do espelho, o protagonista
visualiza conflitos e a si mesmo sob novas perspectivas. O emprego do teatro,
neste influxo, abre caminhos para o autoconhecimento de forma graciosa e profícua.
Estabelecido
no Brasil em 1949 por Guerreiro Ramos, o psicodrama consolidou-se como uma
abordagem existencial que busca a liberdade e a sensibilidade humana, tendo por
objetivo recuperar a espontaneidade perdida devido a "conservas
culturais" e aos recursos repressores, capacitando o indivíduo a se tornar
um agente ativo de sua própria vida e a superar as dores do autoconhecimento.
A
arte e o autoconhecimento caminham de mãos dadas a pré-história, com as
pinturas rupestres, até a contemporaneidade, a arte evolui em paralelo ao
desenvolvimento cognitivo e espiritual da humanidade, permitindo a expressão de
sentimentos que não são facilmente verbalizados. Nessa sinergia, um trazendo
enlevo aos prodígios do outro, flui a evolução tanto da arte quanto o homem de
maneira perene.
Robusta
e consubstanciada, a arte gera conhecimento, transformando as experiências da
vida em uma obra que ilumina a identidade individual e promove a expansão da
consciência, afirma Arthur Schopenhauer. O hábito artístico possibilita
benefícios portentosos como: o aumento da autoestima, sensibilidade aguçada e
melhora da coordenação motora, além de atuar promover a transformação social.
A
transformação social opera sorrindo para, assim, aspergir o amor que nos liberta
dos julgo de nossos pensamentos levianos preconceituosos e imaturos. Um amor que
parametriza nossa autoeducação para o melhor desenvolvimento de nossa
inteligência emocional. Amar para transformar ambiências e vidas n’algo surpreendentemente
(r)evolucionador de hábitos, empreendedor de felicidades e amorável.
Desvelo
nestas poucas linhas não aquilo que se espera do Teatro, tão pouco de todas as
artes que têm neste dia hoje seu momento de congraçamento e/ou de congratulação,
radico com toda veemência dos feitos e efeitos de todas as artes a bem da
humanidade, a ela integrando o homem, cujo dom dado pelo Criador, nela encontra
o múnus exequendi que prova seu saber e a excelência da arte em seu esplendor.
Hoje
cortejamos a arte e aqueles manifestam seus prodígios. As artes nacional são
reconhecidas, reverenciadas e felicitadas na República Federativa do Brasil
desde 1978, por meio das Leis nº 6.533 e nº 82.385, que regulamentam a
profissão de Artista e Técnico em Espetáculos de Diversões, reconhecendo o
valor cultural e profissional das diversas expressões artísticas em todo o solo
pátrio brasileiro.
Além
de honrar os mestres e os discentes das artes nacionais, a data convida a
população a valorizar a arte como instrumento de pensamento crítico, lazer e
transformação social, abrangendo áreas como teatro, cinema, dança, música e
artes visuais. Cada artista é uma arte em eflorescência; é uma magia transformando
a vida em sorrisos, ensinado os dias a sorrir e sorrindo em companhia do amor
que movimente por onde passa.
Maranguape,
Ceará, 12 de Agosto de 2026
Bruno
Bezerra de Macedo, o Matuto do Carrasco
Jornalista
– Portador do CRP/MTE nº 0005168/CE
Associado
à ACI - Associação Cearense de Imprensa
Associado
à ACEJ – Associação Cearense de Jornalistas
Muito bom 👏
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