domingo, 17 de maio de 2026

DO BUSHIDO À HOSPITALIDADE BRASILEIRA

 

Fundada por Soichiro Honda, um habilidoso engenheiro e visionário industrial japonês, que com o lema: “persistência diante dos erros” oportunizou novos destinos para a humanidade nos quatro cantos do orbe terrestre, ao passo que sua inventividade criava soluções ótimas que facilitam a vida e promovem o bem-estar a todos. Como afirma a Honda (2026) em seu site oficial: “ter uma Honda ‘ERA’ o máximo, não só pela qualidade da moto em sí mas também pelo caprichado pós-vendas, disponibilidade de peças de reposição e mecânicos bem treinados para seguir a excelência do produto”. 

 

Em 1948, Soichiro fundou a Honda Motor Co., Ltd., supervisionando sua expansão de uma cabana de madeira que fabricava motores de bicicletas para uma fabricante multinacional de automóveis e motocicletas. Além destes importante segmentos da economia mundial, Soichiro também empreendeu nos setores: náutico, na fabricação de motores de popa para barcos e embarcações, da aviação executiva, no desenvolvimento e produção de jatos executivos avançados pela Honda Aircraft Company, na fabricação de motores estacionários, cortadores de grama, geradores de energia e motobombas, como também, no setor serviços financeiros e seguros.

 

Conhecida dos brasileiros desde a metade dos anos 1960, graças a entusiastas dos produtos Honda que os importavam para atender ao mercado local, cumprindo destacar as motos que logo ganharam boa fama principalmente pela tecnologia, robustez e confiabilidade mecânica, um formidável enlevo que muito facilitou a entrada oficial da Honda Motor do Brasil. Segundo o site da Honda: “se comprovou um excelente negócio: as poderosas CB 750 Four, 500 Four e CB 350 viraram objeto máximo dos desejos dos motociclistas mais experientes, enquanto as pequenas CB 125, ST 70 e CB 50 formavam uma legião de novos fãs do guidão”.

 

Ancorada em dois pilares principais: a filosofia institucional de mobilidade sustentável e focada no cliente, e a estratégia de mercado baseada no desenvolvimento de tecnologia híbrida flex nacional, a Honda firma um conceito baseado no "Respeito pelo Indivíduo" e no princípio das "Três Alegrias" (comprar, vender e criar), buscando entregar produtos de alta qualidade – conforto, segurança e beleza – a um preço justo. Seu modus operandi reflete as sete virtudes do Bushido: Gi – ser honesto e justo em todas as suas relações –; Yuu – Agir com bravura, enfrentando os desafios sem medo –; Jin – usar o poder e a força com compaixão e amor ao próximo –; Rei – tratar todos com educação, até mesmo os seus inimigos –; Makoto – honrar a sua palavra de forma incondicional –; Meiyo – ter orgulho de suas ações e manter uma reputação impecável –; e Chuugi – Ser profundamente devoto àqueles sob sua proteção.

 

A Honda se confunde com a História da mobilidade brasileira, influenciando a maneira de locomover-se, de trabalhar e de desejar há mais de meio século. Robusta, econômica e versátil, a CG 125 – primeira moto Honda fabricada em solo brasileiro – tornou-se a precursora da popularização do acesso à mobilidade nas grandes metrópoles e no interior do país, influenciando o crescimento de serviços de entrega e facilitando o deslocamento diário da classe trabalhadora, pois, diferentemente das motos importadas, foi desenvolvida para resistir às condições adversas das estradas e cidades brasileiras. A moto impulsionou o surgimento de serviços de entrega, como motoboy e correios, tornando-se uma ferramenta de trabalho essencial. O sucesso foi tão expressivo que, um ano após seu lançamento, a CG 125 já dominava 79% do mercado nacional.

 

Ao longo de mais de 50 anos, a linha CG evoluiu, mas manteve sua essência. Em 2016, foi introduzida a CG 160, com injeção eletrônica, sistema CBS e suspensão SFF. A versão 125 cc foi descontinuada em 2019, após mais de 40 anos de produção e cerca de 15 milhões de unidades vendidas – um recorde entre veículos no Brasil. Hoje, a Honda CG Titan 160 continua o legado como uma das motos mais vendidas do país, símbolo de confiabilidade, economia e versatilidade – valores que a CG 125 ajudou a consolidar na cultura brasileira, marcada por uma profunda integração social e esportiva, começando com sua estreia no automobilismo em Interlagos em 1954 e consolidando-se como líder no mercado de motocicletas desde a produção nacional da CG 125 em 1976.

 

Buscando sempre o melhor para a coletividade que em torno de si orbita, cuja interdependência fomenta o crescimento de ambos, a Honda  criou o Centro Educacional de Trânsito Honda (CETH) em 1998 em Indaiatuba, pioneiro na capacitação de pilotos, impactando centenas de milhares de pessoas e promovendo a cultura de uso de capacete e pilotagem segura antes mesmo de obrigatoriedade legal em muitos contextos – não sendo à toa que seus tentáculos mais diretos (vendedores) valem-se da anamnese conhecer seus hábitos de vida, compreender o histórico familiar e investigar as nuances mais singulares dos desejos de seus clientes de forma a entregar o produto mais adequado a sua altura, peso, rotina etc. para que este possam ter satisfação, bem-estar, segurança e a certeza absoluta de são cuidados como entes humanos e não mera pecúnia a comprar-lhes algo. A cultura brasileira da empresa é ancorada em três pilares: Respeito pelo Indivíduo, Melhoria Contínua e Orgulho de Ter um Honda, focando na satisfação do cliente e na qualidade superior.

 

A marca implementou programas de inclusão social, como o uso do app Giulia para pessoas com deficiência auditiva nas fábricas, e investiu em sustentabilidade, como o parque eólico em Xangri-Lá (RS), refletindo valores modernos na sociedade brasileira. E uma forma de manifestar gratidão ao Governo Brasileiro que narra o site oficial da Honda: “em 1975 com uma “canetada” dada em Brasília trouxe o futuro para o presente, e fez Soichiro antecipar os planos: a legislação das importações mudara e, do dia para noite, foi proibido trazer qualquer tipo de veículo – carro ou moto – do exterior. A fábrica da Honda em Manaus – a maior fábrica de motos do planeta – superou todos os desafios e hoje não só a produção ainda é escoada por via fluvial como permanece muito verticalizada: a não ser pelos pneus e outros poucos componentes, tudo aquilo que compõe uma Honda “made in Manaus” é produzido internamente.

 

A História da Honda muito mais que espelha a perseverança e visionarismo de Soichiro Honda, pois, além disso, atesta o poder da fé, da esperança e da caridade. Ao dizermos vivemos por fé e não por vista, findamos por reconhecer que a fé (convicção inabalável em nossas habilidades) é fundamental para que escolhamos o melhor caminho para que cheguemos ao promissor futuro que desejamos hoje. Caminho (ou caminhos) se nos mostra o prisma (esperança) quanto atingido pelo rutilância da fé em nós mesmos, naqueles que orbitam em nosso entorno, na natureza que nos provém, na humanidade que nos motiva. Cabendo ressaltar que nada nos motiva mais do que amor manifesto (caridade) que envolve o que fazemos, a quem destinamos nossas inventividades e que promove os mais auspiciosos efeitos: bem-estar, segurança e satisfação. Isto desvela o real sentido do slogan da Honra: “o Poder dos Sonhos”, que jamais tem a prevalência da razão sobre si, embora esta sempre esteja a seu lado para que tudo seja prudente como a serpente.

 

Reverberando seu princípio fundamental de "Respeito ao Indivíduo" – pautado na Iniciativa, Igualdade e Confiança –, a Honda fulcra suas primícias ao longo das décadas. Investindo na redução da pegada de carbono, no desenvolvimento de produtos acessíveis e na expansão da mobilidade para além das ruas, englobando a aviação e robótica avançada. Conscienciosa, a Honda compromete-se a zerar, até o ano de 2050, todas as fatalidades em colisões envolvendo seus automóveis e motocicletas. Focando como sempre fez no cliente (condutor), a Honda desenvolve as melhores tecnologias para assisti-lo excelentemente garantindo um direção segura, permitindo que a humanidade aproveite melhor suas viagens. Empática com as necessidade de proteção ao meio ambiente, a empresa reestruturou divisões de engenharia e aposta em plataformas universais e compartilhadas (que também servirão à nova geração de veículos elétricos) para reduzir peso, simplificar a fabricação e melhorar o consumo de combustível em até 10%. Incontestavelmente, tudo isso é sustentado pela sua missão de melhorar a vida das pessoas, como traçado por Soichiro.

 

Responsável pelo progresso da humanidade, através da Honda Robotics, a marca desenvolve robôs como o ASIMO e soluções para idosos e pessoas com mobilidade reduzida, focando na mobilidade humana e não apenas de máquinas.  Recentemente, a Honda anunciou planos para testar sistemas de eletrólise de água na Estação Espacial Internacional (ISS) em colaboração com a Sierra Space, visando fornecer armazenamento avançado de energia para sustentar a vida humana na superfície lunar. Além disso, a empresa busca criar uma sociedade livre de carbono, utilizando tecnologias como células de combustível a hidrogênio e motores eficientes, enquanto expande seu portfólio para além de veículos terrestres. A Honda investe em veículos elétricos e células de combustível (como o Clarity) para reduzir emissões de CO2, com objetivo de eletrificação total na Europa e redução drástica de poluentes como NOx e CO.

 

Supervisionando o legado que bravamente constituiu ao longo dos seus 85 anos vida, Soichiro Honda nele vive. Sua trajetória do improviso no Japão do pós-guerra à revolução na mobilidade mundial inspira milhões de jovens visionários pelo mundo. Nascido em uma família humilde no Japão, ele transformou uma pequena oficina mecânica em uma das maiores potências globais de engenharia. O que começou com bicicletas motorizadas para adaptar-se à escassez japonesa evoluiu para a Honda Motor Company, uma das maiores fabricantes multinacionais de veículos e motores, influenciando gerações de motoristas e motociclistas. Seu rigor pela excelência e busca por soluções de engenharia renderam-lhe centenas de patentes e marcam a identidade de produtos adorados globalmente, como o icônico Honda Civic. Soichiro encarava os erros como o único caminho para o sucesso real, assim, priorizava o desenvolvimento técnico e mecânico acima do marketing, pois, a felicidade do comprador sempre foi sua melhor campanha mercadológica.

 

Maranguape, Ceará, 17 de Maio de 2026

 

Bruno Bezerra de Macedo
Jornalista – ACI nº 1789
Jornalista – CRP/MTE nº 0005168/CE

Um comentário:

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Sentenciamo-nos ao cumprimento do mais norteador dos lumes-guia dos bons costumes: quem tem vergonha na cara não envergonha ninguém. Acendem...