Fundada
por Soichiro Honda, um habilidoso engenheiro e visionário industrial japonês, que
com o lema: “persistência diante dos erros” oportunizou novos destinos para a
humanidade nos quatro cantos do orbe terrestre, ao passo que sua inventividade criava
soluções ótimas que facilitam a vida e promovem o bem-estar a todos. Como afirma
a Honda (2026) em seu site oficial: “ter uma Honda ‘ERA’ o máximo, não só pela
qualidade da moto em sí mas também pelo caprichado pós-vendas, disponibilidade
de peças de reposição e mecânicos bem treinados para seguir a excelência do
produto”.
Em
1948, Soichiro fundou a Honda Motor Co., Ltd., supervisionando sua expansão de
uma cabana de madeira que fabricava motores de bicicletas para uma fabricante
multinacional de automóveis e motocicletas. Além destes importante segmentos da
economia mundial, Soichiro também empreendeu nos setores: náutico, na fabricação
de motores de popa para barcos e embarcações, da aviação executiva, no desenvolvimento
e produção de jatos executivos avançados pela Honda Aircraft Company, na
fabricação de motores estacionários, cortadores de grama, geradores de energia
e motobombas, como também, no setor serviços financeiros e seguros.
Conhecida
dos brasileiros desde a metade dos anos 1960, graças a entusiastas dos produtos
Honda que os importavam para atender ao mercado local, cumprindo destacar as motos
que logo ganharam boa fama principalmente pela tecnologia, robustez e
confiabilidade mecânica, um formidável enlevo que muito facilitou a entrada oficial
da Honda Motor do Brasil. Segundo o site da Honda: “se comprovou um excelente
negócio: as poderosas CB 750 Four, 500 Four e CB 350 viraram objeto máximo dos
desejos dos motociclistas mais experientes, enquanto as pequenas CB 125, ST 70
e CB 50 formavam uma legião de novos fãs do guidão”.
Ancorada
em dois pilares principais: a filosofia institucional de mobilidade sustentável
e focada no cliente, e a estratégia de mercado baseada no desenvolvimento de
tecnologia híbrida flex nacional, a Honda firma um conceito baseado no "Respeito
pelo Indivíduo" e no princípio das "Três Alegrias"
(comprar, vender e criar), buscando entregar produtos de alta qualidade –
conforto, segurança e beleza – a um preço justo. Seu modus operandi reflete as
sete virtudes do Bushido: Gi – ser honesto e justo em todas as suas relações –; Yuu
– Agir com bravura, enfrentando os desafios sem medo –; Jin – usar o poder e a
força com compaixão e amor ao próximo –; Rei – tratar todos com educação, até
mesmo os seus inimigos –; Makoto – honrar a sua palavra de forma incondicional –;
Meiyo – ter orgulho de suas ações e manter uma reputação impecável –; e Chuugi –
Ser profundamente devoto àqueles sob sua proteção.
A
Honda se confunde com a História da mobilidade brasileira, influenciando a
maneira de locomover-se, de trabalhar e de desejar há mais de meio século. Robusta,
econômica e versátil, a CG 125 – primeira moto Honda fabricada em solo
brasileiro – tornou-se a precursora da popularização do acesso à mobilidade nas
grandes metrópoles e no interior do país, influenciando o crescimento de
serviços de entrega e facilitando o deslocamento diário da classe trabalhadora,
pois, diferentemente das motos importadas, foi desenvolvida para resistir às
condições adversas das estradas e cidades brasileiras. A moto impulsionou o
surgimento de serviços de entrega, como motoboy e correios, tornando-se uma
ferramenta de trabalho essencial. O sucesso foi tão expressivo que, um ano após
seu lançamento, a CG 125 já dominava 79% do mercado nacional.
Ao
longo de mais de 50 anos, a linha CG evoluiu, mas manteve sua essência. Em
2016, foi introduzida a CG 160, com injeção eletrônica, sistema CBS e suspensão
SFF. A versão 125 cc foi descontinuada em 2019, após mais de 40 anos de
produção e cerca de 15 milhões de unidades vendidas – um recorde entre veículos
no Brasil. Hoje, a Honda CG Titan 160 continua o legado como uma das motos mais
vendidas do país, símbolo de confiabilidade, economia e versatilidade – valores
que a CG 125 ajudou a consolidar na cultura brasileira, marcada por uma
profunda integração social e esportiva, começando com sua estreia no
automobilismo em Interlagos em 1954 e consolidando-se como líder no mercado de
motocicletas desde a produção nacional da CG 125 em 1976.
Buscando
sempre o melhor para a coletividade que em torno de si orbita, cuja
interdependência fomenta o crescimento de ambos, a Honda criou o Centro
Educacional de Trânsito Honda (CETH) em 1998 em Indaiatuba, pioneiro na
capacitação de pilotos, impactando centenas de milhares de pessoas e promovendo
a cultura de uso de capacete e pilotagem segura antes mesmo de obrigatoriedade
legal em muitos contextos – não sendo à toa que seus tentáculos mais diretos
(vendedores) valem-se da anamnese conhecer seus hábitos de vida, compreender o
histórico familiar e investigar as nuances mais singulares dos desejos de seus
clientes de forma a entregar o produto mais adequado a sua altura, peso, rotina
etc. para que este possam ter satisfação, bem-estar, segurança e a certeza
absoluta de são cuidados como entes humanos e não mera pecúnia a comprar-lhes
algo. A cultura brasileira da empresa é ancorada em três pilares: Respeito pelo
Indivíduo, Melhoria Contínua e Orgulho de Ter um Honda, focando na satisfação
do cliente e na qualidade superior.
A
marca implementou programas de inclusão social, como o uso do app Giulia para
pessoas com deficiência auditiva nas fábricas, e investiu em sustentabilidade,
como o parque eólico em Xangri-Lá (RS), refletindo valores modernos na
sociedade brasileira. E uma forma de manifestar gratidão ao Governo Brasileiro
que narra o site oficial da Honda: “em 1975 com uma “canetada” dada em Brasília
trouxe o futuro para o presente, e fez Soichiro antecipar os planos: a
legislação das importações mudara e, do dia para noite, foi proibido trazer
qualquer tipo de veículo – carro ou moto – do exterior. A fábrica da Honda em
Manaus – a maior fábrica de motos do planeta – superou todos os desafios e hoje
não só a produção ainda é escoada por via fluvial como permanece muito verticalizada:
a não ser pelos pneus e outros poucos componentes, tudo aquilo que compõe uma
Honda “made in Manaus” é produzido internamente.
A
História da Honda muito mais que espelha a perseverança e visionarismo de
Soichiro Honda, pois, além disso, atesta o poder da fé, da esperança e da
caridade. Ao dizermos vivemos por fé e não por vista, findamos por reconhecer
que a fé (convicção inabalável em nossas habilidades) é fundamental para que
escolhamos o melhor caminho para que cheguemos ao promissor futuro que
desejamos hoje. Caminho (ou caminhos) se nos mostra o prisma (esperança) quanto
atingido pelo rutilância da fé em nós mesmos, naqueles que orbitam em nosso
entorno, na natureza que nos provém, na humanidade que nos motiva. Cabendo
ressaltar que nada nos motiva mais do que amor manifesto (caridade) que envolve
o que fazemos, a quem destinamos nossas inventividades e que promove os mais
auspiciosos efeitos: bem-estar, segurança e satisfação. Isto desvela o real
sentido do slogan da Honra: “o Poder dos Sonhos”, que jamais tem a prevalência
da razão sobre si, embora esta sempre esteja a seu lado para que tudo seja
prudente como a serpente.
Reverberando
seu princípio fundamental de "Respeito ao Indivíduo" – pautado na
Iniciativa, Igualdade e Confiança –, a Honda fulcra suas primícias ao longo das
décadas. Investindo na redução da pegada de carbono, no desenvolvimento de
produtos acessíveis e na expansão da mobilidade para além das ruas, englobando
a aviação e robótica avançada. Conscienciosa, a Honda compromete-se a zerar,
até o ano de 2050, todas as fatalidades em colisões envolvendo seus automóveis
e motocicletas. Focando como sempre fez no cliente (condutor), a Honda desenvolve
as melhores tecnologias para assisti-lo excelentemente garantindo um direção segura,
permitindo que a humanidade aproveite melhor suas viagens. Empática com as
necessidade de proteção ao meio ambiente, a empresa reestruturou divisões de
engenharia e aposta em plataformas universais e compartilhadas (que também
servirão à nova geração de veículos elétricos) para reduzir peso, simplificar a
fabricação e melhorar o consumo de combustível em até 10%. Incontestavelmente, tudo
isso é sustentado pela sua missão de melhorar a vida das pessoas, como traçado
por Soichiro.
Responsável
pelo progresso da humanidade, através da Honda Robotics, a marca desenvolve
robôs como o ASIMO e soluções para idosos e pessoas com mobilidade reduzida,
focando na mobilidade humana e não apenas de máquinas. Recentemente, a
Honda anunciou planos para testar sistemas de eletrólise de água na Estação
Espacial Internacional (ISS) em colaboração com a Sierra Space, visando
fornecer armazenamento avançado de energia para sustentar a vida humana na
superfície lunar. Além disso, a empresa busca criar uma sociedade livre de
carbono, utilizando tecnologias como células de combustível a hidrogênio e
motores eficientes, enquanto expande seu portfólio para além de veículos
terrestres. A Honda investe em veículos elétricos e células de combustível
(como o Clarity) para reduzir emissões de CO2, com objetivo de eletrificação
total na Europa e redução drástica de poluentes como NOx e CO.
Supervisionando
o legado que bravamente constituiu ao longo dos seus 85 anos vida, Soichiro Honda
nele vive. Sua trajetória do improviso no Japão do pós-guerra à revolução na
mobilidade mundial inspira milhões de jovens visionários pelo mundo. Nascido em
uma família humilde no Japão, ele transformou uma pequena oficina mecânica em
uma das maiores potências globais de engenharia. O que começou com bicicletas
motorizadas para adaptar-se à escassez japonesa evoluiu para a Honda Motor
Company, uma das maiores fabricantes multinacionais de veículos e motores,
influenciando gerações de motoristas e motociclistas. Seu rigor pela excelência
e busca por soluções de engenharia renderam-lhe centenas de patentes e marcam a
identidade de produtos adorados globalmente, como o icônico Honda Civic.
Soichiro encarava os erros como o único caminho para o sucesso real, assim,
priorizava o desenvolvimento técnico e mecânico acima do marketing, pois, a
felicidade do comprador sempre foi sua melhor campanha mercadológica.
Maranguape,
Ceará, 17 de Maio de 2026
Bruno
Bezerra de Macedo
Jornalista
– ACI nº 1789
Jornalista – CRP/MTE
nº 0005168/CE

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