terça-feira, 21 de abril de 2026

A LEITURA FAZ HOMENS PROBOS

 

Neste dia 21 de abril reafirmamos a maçonaria como guardiã e oportunizadora da cultura desde tempos imemoriais, cujo foco reside no aprimoramento intelecto-moral de seus membros, a quem responsabiliza pela preservação das tradições simbólicas, ao passo que os incita o livre pensamento e valorização do estudo das artes, ciências e humanidades. Ela é um espaço composto por "livres pensadores" e amantes da cultura moral, buscando a investigação da verdade.

 

Tradicionalmente associada à "nata intelectual", historicamente, aqueles que sustém a Maçonaria influenciam a cultura e política, como agentes do progresso e “espelhos” que transmitem os conhecimentos que trazem consigo em suas movimentações sociais, com o objetivo de estabelecer uma cultura educacional e de boa conduta, onde o bem-estar do gênero humano e a elevação espiritual são lumes principais da existência maçônica.

 

Como uma "escola de vida" que tenta transformar o homem em um ser mais culto e ético para que ele, individualmente, melhore a sociedade onde está inserido, a maçonaria finda por ultrapassar os limites de seus palácios e templos, assumindo a forma das antigas academias sob o lema "inutilia truncat" (cortar o inútil), eliminando os excessos formais das potências e templos maçônicos, dando vida e foco ao culto do Trivium e ao Quadrivium.

 

O conceito remonta à Grécia Antiga, especificamente à escola de filosofia e ciências fundada por Platão, conhecida como os "Jardins de Academus”. Eram agremiações, tertúlias ou sociedades cultas formadas por intelectuais, escritores, poetas e artistas, com o objetivo de cultivar letras, artes e ciências, promover trocas intelectuais, além de buscar preservar o legado intelectual e perpetuar a memória de seus membros (os "imortais").

 

As academias literárias modernas, consolidadas na Europa (especialmente Itália, França e Espanha) entre os séculos XVI e XVII, servem como centros de resistência ou promoção de normas linguísticas e literárias. Responsáveis pela institucionalização do campo literário e pela organização do pensamento intelectual em diferentes épocas, são guardiãs do patrimônio artístico da humanidade e sua principal comunicadora ao gerações por virem.

 

Propositadas a unir "letrados" para debates, produções literárias, preservação da língua e promoção de atividades culturais em um ambiente de prestígio, emergiram no Brasil a Academia Brasílica dos Esquecidos – fundada na Bahia em 1724 –; a Academia dos Seletos – fundada no Rio de Janeiro em 1752 –; e a Academia dos Renascidos – fundada na Bahia em 1759. Rutilantes exemplos de agremiações que buscavam cultivar a erudição em solo colonial.

 

Com o tempo, o modelo evoluiu para instituições permanentes de estado ou de grande relevância nacional. A Academia Cearense de Letras (ACL) foi fundada em 15 de agosto de 1894, em sessão solene na "Fênix Caixeiral", em Fortaleza, sendo a mais antiga academia de letras do Brasil, criada antes mesmo da Academia Brasileira de Letras, que foi fundada em 1897 sob a imagem da Academia Francesa, com 40 membros perpétuos conhecidos como "imortais".

 

Dispostas a incentivar a leitura e a escrita, além de zelar pela norma culta da língua pátria, as academias artístico-literárias eflorescem decididas a cumprir seus propósitos essenciais e a aurorescer a cultura do Brasil promovem concursos literários, publicações de obras e eventos culturais para fomentar a produção literária e o hábito da leitura. São espaços de legitimação simbólica e reconhecimento cultural, descentralizando atividades para escolas e universidades. 

 

Unindo tradição e reinvenção no cenário contemporâneo, as academias garantem que obras importantes não sejam esquecidas, salvaguardando a herança literária brasileira, mantendo viva a presença de seus patronos para as futuras gerações. Embora historicamente acusadas de elitismo, as academias contemporâneas buscam adaptar-se ao mundo globalizado e digital, superando o corporativismo e tornando-se espaços mais inclusivos de diálogo cultural.

 

Seguindo à risca os passos de suas congêneres, emerge a Academia Maçônica de Letras do Brasil (AMLB) com o desígnio de ser um marco de referência nacional, inspirando a criação de academias maçônicas de letras em diversos estados brasileiros com as quais coexistiria em perspicaz e proeminente sinergia sob o proposito incentivar a leitura, pois, “a leitura faz homens probos”, afirma Morivalde Calvet Fagundes, seu primeiro presidente.

 

Fundada em 21 de abril de 1972, no Rio de Janeiro, e instalada em 24 de junho do mesmo ano, a Academia Maçônica de Letras do Brasil (AMLB), ainda que inativa nos dias atuais, é a essência que anima todas as academias maçônicas nascidas abaixo de sua sombreira e copa em todo território brasileiro, alimentadas pelos doces frutos de suas experienciações e êxitos enquanto em profícua atividade, enlevando a leitura como o vetor de transformação social.

 

Assim, celebrar o Dia da Academia Maçônica de Letras do Brasil (21/04) é, não somente (re)acender as luzes dos seus feitos em prol do desenvolvimento humano maçônico, mas, principalmente, festejar a união dos maçons dedicados à literatura, pesquisa histórica e filosofia, pois, a eles compete o resgate, a valorização e a guarda da História da Maçonaria no Brasil. Também, é momento de incentivar a literatura e as artes que reflitam princípios éticos e humanistas.

 

Maranguape, Ceará, 21 de Abril de 2026

 

ACADEMIA INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS
Assessoria Especial da Presidência
Cléber Tomás Vianna
Diretoria de Comunicação Social
Bruno Bezerra de Macedo

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