Neste
dia 21 de abril reafirmamos a maçonaria como guardiã e oportunizadora da
cultura desde tempos imemoriais, cujo foco reside no aprimoramento
intelecto-moral de seus membros, a quem responsabiliza pela preservação das
tradições simbólicas, ao passo que os incita o livre pensamento e valorização do
estudo das artes, ciências e humanidades. Ela é um espaço composto por
"livres pensadores" e amantes da cultura moral, buscando a
investigação da verdade.
Tradicionalmente
associada à "nata intelectual", historicamente, aqueles que sustém a
Maçonaria influenciam a cultura e política, como agentes do progresso e “espelhos”
que transmitem os conhecimentos que trazem consigo em suas movimentações sociais,
com o objetivo de estabelecer uma cultura educacional e de boa conduta, onde o
bem-estar do gênero humano e a elevação espiritual são lumes principais da
existência maçônica.
Como
uma "escola de vida" que tenta transformar o homem em um ser mais
culto e ético para que ele, individualmente, melhore a sociedade onde está
inserido, a maçonaria finda por ultrapassar os limites de seus palácios e templos,
assumindo a forma das antigas academias sob o lema "inutilia
truncat" (cortar o inútil), eliminando os excessos formais das
potências e templos maçônicos, dando vida e foco ao culto do Trivium e ao
Quadrivium.
O
conceito remonta à Grécia Antiga, especificamente à escola de filosofia e
ciências fundada por Platão, conhecida como os "Jardins de Academus”. Eram
agremiações, tertúlias ou sociedades cultas formadas por intelectuais,
escritores, poetas e artistas, com o objetivo de cultivar letras, artes e
ciências, promover trocas intelectuais, além de buscar preservar o legado
intelectual e perpetuar a memória de seus membros (os "imortais").
As
academias literárias modernas, consolidadas na Europa (especialmente Itália,
França e Espanha) entre os séculos XVI e XVII, servem como centros de
resistência ou promoção de normas linguísticas e literárias. Responsáveis pela institucionalização
do campo literário e pela organização do pensamento intelectual em diferentes
épocas, são guardiãs do patrimônio artístico da humanidade e sua principal comunicadora
ao gerações por virem.
Propositadas a unir "letrados" para debates, produções literárias, preservação da
língua e promoção de atividades culturais em um ambiente de prestígio, emergiram
no Brasil a Academia Brasílica dos Esquecidos – fundada na Bahia em 1724 –; a Academia
dos Seletos – fundada no Rio de Janeiro em 1752 –; e a Academia dos Renascidos –
fundada na Bahia em 1759. Rutilantes exemplos de agremiações que buscavam
cultivar a erudição em solo colonial.
Com
o tempo, o modelo evoluiu para instituições permanentes de estado ou de grande
relevância nacional. A Academia Cearense de Letras (ACL) foi fundada em 15 de
agosto de 1894, em sessão solene na "Fênix Caixeiral", em Fortaleza,
sendo a mais antiga academia de letras do Brasil, criada antes mesmo da
Academia Brasileira de Letras, que foi fundada em 1897 sob a imagem da Academia
Francesa, com 40 membros perpétuos conhecidos como "imortais".
Dispostas
a incentivar a leitura e a escrita, além de zelar pela norma culta da língua
pátria, as academias artístico-literárias eflorescem decididas a cumprir seus propósitos
essenciais e a aurorescer a cultura do Brasil promovem concursos literários,
publicações de obras e eventos culturais para fomentar a produção literária e o
hábito da leitura. São espaços de legitimação simbólica e reconhecimento
cultural, descentralizando atividades para escolas e universidades.
Unindo
tradição e reinvenção no cenário contemporâneo, as academias garantem que obras
importantes não sejam esquecidas, salvaguardando a herança literária brasileira,
mantendo viva a presença de seus patronos para as futuras gerações. Embora
historicamente acusadas de elitismo, as academias contemporâneas buscam
adaptar-se ao mundo globalizado e digital, superando o corporativismo e tornando-se
espaços mais inclusivos de diálogo cultural.
Seguindo
à risca os passos de suas congêneres, emerge a Academia Maçônica de Letras do
Brasil (AMLB) com o desígnio de ser um marco de referência nacional, inspirando
a criação de academias maçônicas de letras em diversos estados brasileiros com as
quais coexistiria em perspicaz e proeminente sinergia sob o proposito incentivar
a leitura, pois, “a leitura faz homens probos”, afirma Morivalde Calvet Fagundes,
seu primeiro presidente.
Fundada
em 21 de abril de 1972, no Rio de Janeiro, e instalada em 24 de junho do mesmo
ano, a Academia Maçônica de Letras do Brasil (AMLB), ainda que inativa nos dias
atuais, é a essência que anima todas as academias maçônicas nascidas abaixo de
sua sombreira e copa em todo território brasileiro, alimentadas pelos doces
frutos de suas experienciações e êxitos enquanto em profícua atividade, enlevando
a leitura como o vetor de transformação social.
Assim,
celebrar o Dia da Academia Maçônica de Letras do Brasil (21/04) é, não somente (re)acender
as luzes dos seus feitos em prol do desenvolvimento humano maçônico, mas,
principalmente, festejar a união dos maçons dedicados à literatura, pesquisa
histórica e filosofia, pois, a eles compete o resgate, a valorização e a guarda
da História da Maçonaria no Brasil. Também, é momento de incentivar a
literatura e as artes que reflitam princípios éticos e humanistas.
Maranguape,
Ceará, 21 de Abril de 2026
ACADEMIA
INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS
Assessoria
Especial da Presidência
Cléber
Tomás Vianna
Diretoria
de Comunicação Social
Bruno
Bezerra de Macedo

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