O
(i)novo sempre assusta, mas, apesar da forte resistência, vaias e críticas
conservadoras (como as de Monteiro Lobato a Anita Malfatti em 1917), os
modernistas foram fundamentais para consolidar avanços significativos no Brasil,
que passou a (auto)valorizar suas raízes indígenas, afrodescendentes, além dos
incontáveis contributos de outras etnias que compõe o DNA Brasileiro, desta
brasilidade emerge a identidade cultural brasileira.
Sob
a inventividade do (i)novo constante, o Brasil assume sua cor, tendo seu
primeiro presidente negro (ou pardo), o Excelentíssimo Brasileiro,
Nilo Peçanha, ainda que pesquisas históricas confirmem que fotos oficiais de
Peçanha foram retocadas para "clarear" sua pele,
refletindo o racismo estrutural da elite da época (de sempre) que tenta apagar
suas origens africanas. Uma tímida hipocrisia que jamais tirará a luz
deste maçom formidável.
O
Governo de Nilo, embora curto, porém, habilidoso, produziu reformas
institucionais profundas, que sobriamente mantiveram o leme da “Nau Brasil”
firme rumo ao melhor futuro que se via à frente vanguardista diligência
brasileira, ainda que, a disputa sucessória entre maçons: Marechal Hermes da
Fonseca e a “Águia de Haya”: Rui Barbosa, tenha gerado animosidades,
instabilidades e promovido intervenções federais em Estados.
Nilo,
laborou pelo bem do povo brasileiro e pela glória do Brasil que seu altruísmo e
alteridade fomentavam. Inaugurou as Escolas de Aprendizes e Artífices, base
para o que hoje é a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica (embrião
dos IFs/CEFETs). Isto o fez reconhecido, desde então, como o Patrono da
Educação Profissional e Tecnológica no Brasil. Educar faz bem ao
homem, que cura o mundo!
Instituiu
o Ministério da Agricultura, Comércio e Indústria, modernizando a
gestão econômica do país, ainda hoje este Tripé fenomenal que dá asas ao povo
que produz e não reclama, pois, cria soluções e não espera a pedra de corisco e
ele fez do Brasil uma “Potência Exportadora” sob seu labor intenso e profícuo. A
alta nos preços internacionais de grãos e minério de ferro impulsionam o PIB
independentemente de quem governa o Brasil.
Vanguardista
Nilo, criou o Serviço de Proteção aos Índios (SPI), por ele criado o objetivo
de integrar as comunidades indígenas, protegê-las de conflitos, garantia indiretamente
preservação da Amazonia, sob a gestão do Marechal Cândido Rondon. O zelo com o
meio-ambiente é dever do homem, primeiramente, cuidado este que tem êxito pleno
quando as instituições ofertam as alavancas necessárias. Com este animus, fez saneada
a Baixada Fluminense.
Vindo
de origem humilde e do interior do Rio de Janeiro. Nilo rompeu barreiras na
elite aristocrática, mesmo sofrendo intenso racismo. Ele afirmava que
"onde existe afeto, existe compreensão", tentando superar as divisões
políticas da época. Seu governo viu o fim da harmonia entre as oligarquias de
São Paulo e Minas Gerais na "Campanha Civilista", o que provocou seu
rompimento com o influente líder Pinheiro Machado.
Ainda
assim, o lema "Paz e Amor" e sua postura íntegra, serena,
embora firme, levaram Nilo a ser alvo de charges e críticas da imprensa da
época, que debochava de sua origem humilde e de sua mestiçagem, com um foco
no racismo científico da época, ridicularizavam sua ascendência, utilizando a
expressão pejorativa "mestiço do Morro do Coco". A Revista
“O Malho”, por exemplo, enfatizava sua cor de pele de maneira caricata e
preconceituosa.
Curiosamente,
quem o açoitava era a revista O Malho (Rio de Janeiro,
1902-1954), uma das mais influentes publicações ilustradas de sátira política e
humor da Primeira República brasileira, caracterizada por seu estilo crítico e
irreverente, não mantinha nenhum a relação com maçonaria formalmente, ainda
assim, a revista em seu bojo era a mais augusta expressão do contexto
ideológico e cultural maçônico, inclusive presença do simbolismo da maçonaria.
Filho
de um Padeiro laborioso e de mãe exímia, que souberam criar excelentemente o menino
Nilo dotando-o de excelsos valores, suficientes para elegê-lo a proeminente
político brasileiro e a membro ativo da Maçonaria, na qual atingiu o grau 33 e a
recompensa maior do dedicado labor do maçom: Grão-Mestre Geral do Grande
Oriente do Brasil. Maçonicamente ou não, Nilo, exemplo de dedicação à
educação e cultura, é objeto de estudos e publicações.
Incontestavelmente,
o governo de Nilo Peçanha (1909-1910), embora breve, deixou um legado
estrutural significativo que funciona até os dias atuais, especialmente nas
áreas de educação profissional e proteção indígena. Essas ações
transformaram o ensino técnico em uma política de estado (pública e gratuita) e
iniciaram uma abordagem institucional de proteção aos povos originários que se
reflete, de forma evoluída, nas instituições modernas.
Embora
não seja um "órgão", o lema (conceito) "Paz e Amor", frequentemente
citado na história política brasileira, é uma das primeiras tentativas de
conciliação nacional. O amor de Nilo pelo brasileiro, que constitui o Brasil
com sua abnegação, coragem e magnífica inteligência, é recompensado pelo Ministério
da Educação que o tornou patrono do monitoramento de dados da rede federal de ensino: Plataforma Nilo Peçanha.
O
(i)novo é sempre bravo porque alarga fronteira; feliz porque promove
pertencimento – união, convivência e empatia –; formidável porque desvela
mistérios, segredos ao passo que compartilha conhecimentos e educa a plântula
da sabedoria. Inovar é a aurorescente missão da brasilidade, para a qual tudo é
infante, vivaz; tudo é novo! Nada envelhece, nada resta obsoleto, ao contrário,
a brasilidade (re)inventa, renova, faz novo tudo que ela toca.

👍
ResponderExcluirExcelente! Parabéns!
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