Estabelecida
desde sua mais tenra idade como uma instituição filosófica, filantrópica,
educativa e progressista, com a finalidade específica de promover o aperfeiçoamento
moral e intelectual do homem, a quem prepara para a construção de uma sociedade
justa e equitativa, a Maçonaria avança rumo ao futuro mantendo suas seculares tradições
discretamente, atuando como um lábaro de sobriedade, ética e solidariedade,
ancorada pela alteridade que a torna majestosa na inclusão social que patrocina.
Com
cerca de 6 milhões de membros contabilizados no mundo, a Maçonaria busca unir
homens de diferentes status quo, respeitando a diversidade de crenças, pois,
sendo religiosa, exige apenas a fé em um ser superior, sem jamais requer filiação
religiosa específica daqueles a quem acolhe em seu seio. Através de ordens
paramaçônicas, como a Ordem DeMolay, por exemplo, a Maçonaria investe na
formação de jovens líderes, ensinando virtudes como patriotismo, companheirismo
e amor filial.
Comprometida
com a melhoria da humanidade, a partir do homem que faz aperfeiçoado, a Maçonaria
atua como um sistema de moralidade que utiliza símbolos e ritos para ensinar
valores como justiça, verdade, honra e progresso, incentivando seus membros a
serem cidadãos melhores. Conscienciosa, a Maçonaria valoriza o conhecimento e a
educação –posicionando-se contra a ignorância – e promove o desenvolvimento
intelectual da sociedade – indiretamente a partir daqueles a quem educa.
Em
um contexto global de rápidas transformações na sociedade líquida que viceja nos
dias atuais, a Maçonaria se posiciona como guardiã de valores universais. A
Ordem promove a coexistência pacífica de diferentes opiniões e religiões,
combatendo o fanatismo e a intolerância. Cidadã, a Maçonaria foca em
causas (ambientais, sociais, culturais) e incentiva que seus membros participem
na política, sem se subordinar a partidos, embora aceite membros de diferentes
partidos, desde que respeitem sua neutralidade.
Cumpre
ressaltar que ser apartidário é sobre não ter partido, mas sim, sobre
manter a liberdade de atuação e decisão, sem se vincular a uma sigla, o que
permite maior amplitude e foco em objetivos específicos. A natureza
apartidária da Maçonaria garante que o foco seja em valores humanos universais,
e não em agendas políticas específicas. Isto sustenta o postulado maçônico
universal que proíbe a discussão de matéria político-partidária, racial ou
religiosa dentro dos templos, preservando a harmonia.
Apesar
de preservar rituais tradicionais, a instituição é progressista e tem se
modernizado através do uso de tecnologias para comunicação interna e gestão. Em
2026, líderes maçônicos reforçam a necessidade de combater o preconceito e a
desinformação, buscando uma maior interação e transparência com a sociedade
moderna a partir das Lojas maçônicas que realizam trabalhos de
assistência social e apoio a comunidades carentes, muitas vezes, de forma pro
bono, em áreas como saúde e educação.
Determinada
construir um mundo melhor, a maçonaria define a ignorância como um dos maiores
obstáculos ao progresso humano e a combate por meio do incentivo à educação, às
ciências e à investigação da verdade, sem dogmatismos, pois, um Maçom educado é
(auto) consciente e (auto) responsável, capaz de assumir-se responsável por
feitos com coragem e pronto a todo momento para exemplar seus pares e aos homens
em coletividade através de atitudes sóbrias e coerentes com suas convicções.
Em
2026, há um reforço ao já contínuo desmistificar da própria Maçonaria,
combatendo teorias da conspiração e preconceitos externos sofridos por seus
membros. A ordem (re)afirma seu compromisso com a erradicação do
preconceito racial e de quaisquer outras formas de discriminação, ancorando-se,
como sempre o fez, nos pilares da Igualdade e Fraternidade. O
objetivo é a construção de uma sociedade equitativa onde o mérito e a virtude
sobreponham-se à origem, à cor da pele e/ou ao status quo.
A
Maçonaria notabilizou-se, desde sua infância, no combate que faz aos vícios
morais e injustiças – para as quais cava masmorras – como a corrupção e a
desigualdade de oportunidades, em 2026, a partir dos maçons que lhe dão força,
sabedoria e beleza, foca seu esmero em "trazer a razão de volta à
política", combatendo privilégios de elites e buscando uma república mais
justa e independente. Porém, o faz de forma discreta, embora pujante, sob
a tutela do capital intelectual que dispõe: o maçom.
Não
se pode esquecer em momento algum, que Maçonaria sem Maçom é relesmente um “Clube
do Bolinha” cultivando apenas vícios (intolerância generalizada, inclusive a religiosa,
o racismo, o sectarismo ideológico, o preconceito de gênero, além dos mundanos
prazeres que a vaidade incita), pois, o verdadeiro maçom não é apenas quem
frequenta o templo ("clube"), mas sim, aquele ente humano colhido no
pomar social (comunidade) que aplica os ensinamentos maçônicos na sua vida
profana (o mundo exterior).
Educadora
desde sua ciese, a maçonaria tem na literatura sua mais providencial alavanca a
retirar os entulhos das desinformações, das meias-verdades, das perfídias etc,
pois, à literatura é dado o condão de constituir homens probos. E o Maçom é
integro, consciente e responsável. Responsável inclusive por fazer da Maçonaria
majestosa, digna e eficaz, pois, ela tão somente diz onde cortar a pedra, como dar-lhe
o brilho e quanto esta pedra (maçom) de fato vale. Valoramos o que nos valoriza!
Compreensivelmente,
a maçonaria não existe por si mesma, mas, para servir à evolução do ser humano
e ao coletivo (humanidade). Ela ensina que, antes de ser um "irmão"
ou um "mestre", o indivíduo é um homem. Sem os atributos básicos da
humanidade – como empatia, ética e consciência social – os títulos e ritos
perdem o sentido. Sem foco na melhoria do ser humano a Maçonaria perde seu
propósito de humanizar a humanidade a partir dos inefáveis valores que professa
e inculca nas mentes dos maçons.
Não
resta dúvida alguma, a Humanidade é a matéria-prima e o
objetivo final da Maçonaria. Sem o compromisso com o bem comum e com os valores
humanos, a ela seria apenas um clube social vazio de propósito transformador.
Não havendo humanidade no homem, a estrutura da Maçonaria colapsaria, pois, não
haveria base para a implementação e exercício da alteridade. Alteridade que
bem disseminada e empreendida transforma solos áridos em excelentes pomares sociais
onde se colhem futuros maçons.
Notadamente,
a falta de alteridade nas relações sociais resulta em aumento de conflitos e em
exclusão, pois, sem essa base de reconhecimento mútuo, a "Ordem" se
transforma em mero caos ou autoritarismo, pois, as normas sociais perdem o
sentido ético e se sustentam apenas pela força, tornando insustentável a
convivência pacífica. Sem o reconhecimento do outro, a estrutura social se
desfaz. A relação eu-outro é a base da ética indispensável para qualquer
contrato social, bem como, ao senso de pertencimento – que diz somos humanos.
Se
não há humanidade (entendida aqui como a capacidade inerente de empatia, ética
e reconhecimento mútuo), as leis, costumes, rituais e consensos perdem sua
finalidade de promover o bem comum e passam a ser ferramentas de dominação
puramente técnica ou força bruta – meramente mecânica ou coercitiva, gerando
uma fragmentação social que prejudica tanto o indivíduo quanto a coletividade. Não
há a formação de um tecido social estável, por falta de uma ambiência social coesa.
A
falta de diálogo facilita a criação de "bolhas", onde o isolamento
impede a compreensão de diferentes perspectivas, o que enfraquece os pilares da
sociedade. Contrapondo-se a isto, a proximidade e a troca entre pessoas geram
maior colaboração e criatividade, sendo esta interatividade social
imprescindível para o desenvolvimento de habilidades e para adaptação a
contextos sociais; para a humanização que emerge da harmoniosa inclusão social
que é objeto das mais verazes e proficientes práticas maçônicas.
Sapientíssima,
a Maçonaria percebe a partir do olhar do maçom que a humanização não é um
estado natural ou automático, mas um processo contínuo, consciente e
coletivo de construção de sentidos, valores e atitudes que nos tornam
mais humanos, empáticos e benevolentes, portanto, o Maçom carece do homem
integral, aquele que busca viver em harmonia, autoconsciência e
responsabilidade, indo além do superficial para uma vida plena, mas, com o propósito
de ser o mais robusto elo na corrente do amor incondicional.
O
"homem integral" é o próximo estágio da consciência humana
(a consciência aperspectiva), pois, consegue integrar as estruturas
anteriores de consciência (arcaica, mágica, mítica e mental), transcendendo a
dualidade e a visão puramente racional do mundo, apregoa Jean Gebser. Ele
concilia suas necessidades biológicas e emocionais com sua realidade espiritual
e ética, ao passo que opera com uma visão sistêmica e inclusiva da realidade,
sobre as quais alcança a madureza intelectual, moral e espiritual.
Sob
os auspícios deste homem integral que seus ensinamentos constroem, a Maçonaria preceitua
que a realização humana depende da não fragmentação, na qual o homem
não nega sua sombra, seus instintos ou sua espiritualidade, ao contrário, ele os
integra moldando para si uma personalidade responsável, equilibrada, consciente
e livre em sua interatividade com o mundo, onde trabalha o aperfeiçoando de si,
(re)aperfeiçoa pelo exemplo, tudo que lhe orbita, inclusive a Maçonaria.
(Re)novar-se
continuamente, porém, mantendo vivas e eficazes – portanto, atuais – suas
tradições, e o desafio assumido pela Maçonaria segue gloriosa a vanguarda que
lhe conduz ao porvir da Humanidade, estabelecendo-se, diuturnamente, como
mestria progressista equilibrando o uso de tecnologias modernas com ritos
simbólicos. Não olhando apenas para o passado; ela se posiciona à frente dos
tempos, contribuindo para o progresso moral e social da humanidade, sendo um
elo entre a sabedoria ancestral e as aspirações futuras.
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