sábado, 15 de novembro de 2025

(R)EVOLUCIONAR A REPÚBLICA É PRECISO!

 

O conceito de república surgiu na Roma Antiga, por volta de 509 a.C., como alternativa à monarquia. Do latim res publica, que significa "coisa pública" ou "coisa do povo", é uma forma de governo onde o poder é exercido por representantes eleitos pelo povo para mandatos temporários, com a soberania residindo nos cidadãos. Não existe rei sem súdito e vice-versa.

 

A forma de governo republicana se diferencia da monarquia, porém, coexiste com diferentes sistemas (presidencialismo ou parlamentarismo) e regimes (democrático ou autoritário, embora a vertente democrática seja a mais comum e valorizada atualmente). A autoridade máxima, incontestavelmente, reside no povo, que exerce o poder por meio de representantes que escolhe.

  

Nem toda república é democrática. Uma república pode ter um regime autoritário, onde o poder é concentrado no governante, como foi o caso do Estado Novo no Brasil. Democrática ou não, quem governa deve priorizar o interesse público, o bem comum e a proteção das instituições estatais, acima de interesses privados ou pessoais. A felicidade sempre é coletiva.

 

Quando democráticas, o poder é geralmente dividido em Executivo, Legislativo e Judiciário, para evitar a concentração de poder (como no Brasil, que é uma república federativa presidencialista). Os governantes são responsáveis por suas ações e decisões políticas e quando responsabilizados são sancionados, inclusive por impeachment, no mínimo.

 

A república moderna está intrinsecamente ligada à garantia de liberdades individuais e direitos fundamentais, como liberdade de expressão, associação e o direito ao voto. Porém, na modernidade líquida eflui a dissolução de laços sociais tradicionais, fragilização do Estado-nação e individualismo exacerbado, conforme a sociedade fluido-volátil descrita por Bauman.

 

Da robusta estrutura estatal de outrora, sólida e estável, efloresce um estado débil, onde a fragilidade das instituições e a sensação de falta de controle sobre as estruturas sistêmicas contribuem para a apatia política. A emancipação dos sujeitos das instituições tradicionais, como a família e a escola, leva a um aumento do individualismo e da solidão. 

 

O cinismo e o desengajamento político crescem na esfera pública dando vida a um estado menos influente devido às forças globais, enquanto os cidadãos se tornam mais alienados e voltados para si mesmos, dependentes de relações efêmeras e da cultura de consumo, imprimindo ao individuo novéis identidades à medida que o descarte e a substituição se fazem frequentes.

 

Isso tende a erodir a noção de responsabilidade coletiva e o compromisso com o "bem comum" (a res publica), pilar fundamental do republicanismo clássico. A busca por satisfação individual e imediata prevalece sobre o interesse público de longo prazo. A "única certeza é a incerteza" na modernidade líquida sob o prior da fluidez, da velocidade, do desapego e do individualismo.

 

A lógica capitalista de investimento, ganho e perda, e a substituição de bens de consumo, permeia até mesmo as relações humanas e a esfera política. Decisões políticas podem ser tratadas como produtos a serem consumidos ou descartados com base na satisfação momentânea, em vez de compromissos éticos e cívicos sólidos. Legados são negligentemente esquecidos.

 

Aliado ao cenário fluido e não estruturado da política imediata, cresce uma sensação de impotência e desengajamento cívico, enfraquecendo a participação popular essencial para uma república vibrante. Essa insegurança constante desafia a capacidade da república de garantir a ordem, a segurança e a justiça social de forma consistente, a bem da confiança dos cidadãos no regime. 

 

A adaptação do sistema político às novas tecnologias e às demandas da sociedade é imprescindível para garantir a governabilidade e a estabilidade econômica. Isso inclui a criação de mecanismos de controle e a garantia de que o poder seja exercido de forma transparente e responsável, pois, semeia respeito. Respeitamos o respeitável, nisto somos respeitados.

 

A construção de um futuro democrático e próspero dependerá do engajamento de todos os atores sociais na busca por soluções que garantam a legitimidade e a eficiência das instituições republicanas. O engajamento deve ser proativo, focado na identificação de desafios e na busca por soluções inovadoras e sustentáveis para a felicidade e progresso de todos.

 

Isso inclui cidadãos comuns, setor privado, organizações da sociedade civil, academia, mídia e representantes eleitos. Cada um tem um papel a desempenhar na promoção do bem-estar coletivo. A democracia se fortalece quando a cidadania é ativa e vigilante, e a prosperidade se torna mais inclusiva quando as instituições funcionam com integridade e eficiência sempre.

 

A participação popular e o apoio social são cruciais para garantir que as instituições (como o sistema judiciário, o legislativo e o executivo) sejam vistas como legítimas e operem de forma eficaz para cumprir suas funções e responder às necessidades da população. Essa agência participativa tem na literatura um vetor eficaz, pois, a palavra transforma, alicerça e edifica.

 

A literatura atua como um poderoso vetor de inclusão social oportunizando a conexão entre indivíduos e grupos, quebrando barreiras e construindo um senso de comunidade mais forte. Um processo participativo por natureza busca acomodar diferentes perspectivas e interesses e a leitura é crucial para o sucesso de tal intento, pois, reduz desigualdades e fortalece a coesão social.

 

Palavras dão vida aos livros, proficiência e sabedoria. Livros erigem literatura que registra a história e a cultura do país, além de desenvolver o pensamento crítico dos povos a quem confere a identidade social que os faz reconhecidos, ou seja, “a literatura faz homens probos”, afirma o General do Exército de Caxias, Morivalde Calvet Fagundes – patrono-mor da AIMI.

 

Reconhecer é respeitar. Respeitamos o respeitável, neste agir somos respeitáveis. Respeitáveis inspiram a mais motivadora confiança. Confiança faz com que a literatura conduza desígnios, pois, é o poder da palavra escrita de ser um guia, um mapa ou uma força motriz na definição das escolhas e do destino das pessoas, transformando realidades e construindo sociedade dignas.

 

Esta confiança é uma reverberante conclamação a que sejamos ferramentas culturo-sociais, desobscurecendo a visão de nossa época, permitindo que os leitores se conectem às mais diversas realidades, promovendo empatia e reflexão, sob o lume de José de Alencar, de Raquel de Queiroz e dos padeiros da Padaria Espiritual que tanto contribuem para a formação social do Brasil.

 

Reconhecimento assim, indiscutivelmente, é o mais aquilatado bem que se pode conceder a um pomar de literatura, pois, o alimenta esperançando escritores, poetas, travadores, cordelistas etc., que passam a melhor frutificar. Seus frutos são a força vital da sociedade, pois, moldam a a cultura doando-lhe proficiência, influência e sine qua non riqueza intelectual.

 

A sabedoria não é apenas teórica, mas prática, resultando em melhorias tangíveis na qualidade de vida individual e coletiva (saúde, educação, segurança, etc.). Não se trata apenas de riqueza material, mas, de um contentamento que vem do equilíbrio entre o sucesso material e a satisfação emocional, espiritual e intelectual, lumes para uma vida plena.  

 

Um povo sábio transforma vidas, convive feliz e prospera contente é uma citação inspiradora, que ressoa com valores universais de desenvolvimento humano e bem-estar social. Destaca a importância das relações interpessoais, do respeito mútuo, da harmonia e da paz social, frutos de uma compreensão mais profunda sobre a vida e o bem-estar coletivo. Da res publica (República)

 

(R)evolucionar a república é torná-la mais resiliente, adaptável e capaz de inovar, garantindo seu progresso a longo prazo investindo e nutrindo a capacidade intelectual do povo que lhe dá vida. Envolve ter vicejantes pomares de livros como a AIMI e suas congêneres, instituições de ensino e pesquisa fortes, acesso amplo ao conhecimento e uma população engajada na busca por soluções para seus desafios que modernidade traz consigo.


Maranguape, 15 de Novembro de 2025

 

ACADEMIA INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS
Diretoria de Comunicação Social – Redação e difusão
Bruno Bezerra de Macedo
Diretoria – Secretaria – Imagem
Cleber Tomás Vianna

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