O
conceito de república surgiu na Roma Antiga, por volta de 509 a.C., como
alternativa à monarquia. Do latim res publica, que significa
"coisa pública" ou "coisa do povo", é uma forma de
governo onde o poder é exercido por representantes eleitos pelo povo para
mandatos temporários, com a soberania residindo nos cidadãos. Não existe rei
sem súdito e vice-versa.
A
forma de governo republicana se diferencia da monarquia, porém, coexiste com
diferentes sistemas (presidencialismo ou parlamentarismo) e regimes
(democrático ou autoritário, embora a vertente democrática seja a mais comum e
valorizada atualmente). A autoridade máxima, incontestavelmente, reside no
povo, que exerce o poder por meio de representantes que escolhe.
Nem
toda república é democrática. Uma república pode ter um regime autoritário,
onde o poder é concentrado no governante, como foi o caso do Estado Novo no
Brasil. Democrática ou não, quem governa deve priorizar o interesse público, o
bem comum e a proteção das instituições estatais, acima de interesses privados
ou pessoais. A felicidade sempre é coletiva.
Quando
democráticas, o poder é geralmente dividido em Executivo, Legislativo e
Judiciário, para evitar a concentração de poder (como no Brasil, que é uma
república federativa presidencialista). Os governantes são responsáveis por
suas ações e decisões políticas e quando responsabilizados são sancionados, inclusive
por impeachment, no mínimo.
A
república moderna está intrinsecamente ligada à garantia de liberdades
individuais e direitos fundamentais, como liberdade de expressão, associação e
o direito ao voto. Porém, na modernidade líquida eflui a dissolução de
laços sociais tradicionais, fragilização do Estado-nação e individualismo
exacerbado, conforme a sociedade fluido-volátil descrita por Bauman.
Da
robusta estrutura estatal de outrora, sólida e estável, efloresce um estado
débil, onde a fragilidade das instituições e a sensação de falta de controle
sobre as estruturas sistêmicas contribuem para a apatia política. A emancipação
dos sujeitos das instituições tradicionais, como a família e a escola, leva a
um aumento do individualismo e da solidão.
O
cinismo e o desengajamento político crescem na esfera pública dando vida a
um estado menos influente devido às forças globais, enquanto os cidadãos se
tornam mais alienados e voltados para si mesmos, dependentes de relações
efêmeras e da cultura de consumo, imprimindo ao individuo novéis identidades à
medida que o descarte e a substituição se fazem frequentes.
Isso
tende a erodir a noção de responsabilidade coletiva e o compromisso com o
"bem comum" (a res publica), pilar fundamental do
republicanismo clássico. A busca por satisfação individual e imediata prevalece
sobre o interesse público de longo prazo. A "única certeza é a
incerteza" na modernidade líquida sob o prior da fluidez, da
velocidade, do desapego e do individualismo.
A
lógica capitalista de investimento, ganho e perda, e a substituição de bens de
consumo, permeia até mesmo as relações humanas e a esfera política. Decisões
políticas podem ser tratadas como produtos a serem consumidos ou descartados
com base na satisfação momentânea, em vez de compromissos éticos e cívicos
sólidos. Legados são negligentemente esquecidos.
Aliado
ao cenário fluido e não estruturado da política imediata, cresce uma sensação
de impotência e desengajamento cívico, enfraquecendo a participação popular
essencial para uma república vibrante. Essa insegurança constante desafia a
capacidade da república de garantir a ordem, a segurança e a justiça social de
forma consistente, a bem da confiança dos cidadãos no regime.
A
adaptação do sistema político às novas tecnologias e às demandas da sociedade é
imprescindível para garantir a governabilidade e a estabilidade econômica. Isso
inclui a criação de mecanismos de controle e a garantia de que o poder seja
exercido de forma transparente e responsável, pois, semeia respeito.
Respeitamos o respeitável, nisto somos respeitados.
A
construção de um futuro democrático e próspero dependerá do engajamento de
todos os atores sociais na busca por soluções que garantam a legitimidade e a
eficiência das instituições republicanas. O engajamento deve ser proativo,
focado na identificação de desafios e na busca por soluções inovadoras e
sustentáveis para a felicidade e progresso de todos.
Isso
inclui cidadãos comuns, setor privado, organizações da sociedade civil,
academia, mídia e representantes eleitos. Cada um tem um papel a desempenhar na
promoção do bem-estar coletivo. A democracia se fortalece quando a cidadania é
ativa e vigilante, e a prosperidade se torna mais inclusiva quando as
instituições funcionam com integridade e eficiência sempre.
A
participação popular e o apoio social são cruciais para garantir que as
instituições (como o sistema judiciário, o legislativo e o executivo) sejam
vistas como legítimas e operem de forma eficaz para cumprir suas funções e
responder às necessidades da população. Essa agência participativa tem na
literatura um vetor eficaz, pois, a palavra transforma, alicerça e edifica.
A
literatura atua como um poderoso vetor de inclusão social oportunizando
a conexão entre indivíduos e grupos, quebrando barreiras e construindo um senso
de comunidade mais forte. Um processo participativo por natureza busca
acomodar diferentes perspectivas e interesses e a leitura é crucial para o
sucesso de tal intento, pois, reduz desigualdades e fortalece a coesão
social.
Palavras
dão vida aos livros, proficiência e sabedoria. Livros erigem literatura que
registra a história e a cultura do país, além de desenvolver o pensamento
crítico dos povos a quem confere a identidade social que os faz reconhecidos, ou
seja, “a literatura faz homens probos”, afirma o General do Exército de Caxias,
Morivalde Calvet Fagundes – patrono-mor da AIMI.
Reconhecer
é respeitar. Respeitamos o respeitável, neste agir somos respeitáveis.
Respeitáveis inspiram a mais motivadora confiança. Confiança faz com que a
literatura conduza desígnios, pois, é o poder da palavra escrita de ser um
guia, um mapa ou uma força motriz na definição das escolhas e do destino das
pessoas, transformando realidades e construindo sociedade dignas.
Esta
confiança é uma reverberante conclamação a que sejamos ferramentas
culturo-sociais, desobscurecendo a visão de nossa época, permitindo que os
leitores se conectem às mais diversas realidades, promovendo empatia e
reflexão, sob o lume de José de Alencar, de Raquel de Queiroz e dos padeiros da
Padaria Espiritual que tanto contribuem para a formação social do Brasil.
Reconhecimento
assim, indiscutivelmente, é o mais aquilatado bem que se pode conceder a um
pomar de literatura, pois, o alimenta esperançando escritores, poetas,
travadores, cordelistas etc., que passam a melhor frutificar. Seus frutos são a
força vital da sociedade, pois, moldam a a cultura doando-lhe proficiência,
influência e sine qua non riqueza intelectual.
A
sabedoria não é apenas teórica, mas prática, resultando em melhorias tangíveis
na qualidade de vida individual e coletiva (saúde, educação, segurança, etc.). Não
se trata apenas de riqueza material, mas, de um contentamento que vem do
equilíbrio entre o sucesso material e a satisfação emocional, espiritual e intelectual,
lumes para uma vida plena.
Um
povo sábio transforma vidas, convive feliz e prospera contente é uma citação
inspiradora, que ressoa com valores universais de desenvolvimento humano e
bem-estar social. Destaca a importância das relações interpessoais, do respeito
mútuo, da harmonia e da paz social, frutos de uma compreensão mais profunda
sobre a vida e o bem-estar coletivo. Da res publica (República)
(R)evolucionar
a república é torná-la mais resiliente, adaptável e capaz de inovar, garantindo
seu progresso a longo prazo investindo e nutrindo a capacidade intelectual do povo
que lhe dá vida. Envolve ter vicejantes pomares de livros como a AIMI e suas
congêneres, instituições de ensino e pesquisa fortes, acesso amplo ao
conhecimento e uma população engajada na busca por soluções para seus desafios
que modernidade traz consigo.
Maranguape, 15 de Novembro de 2025
ACADEMIA
INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS
Diretoria
de Comunicação Social – Redação e difusão
Bruno
Bezerra de Macedo
Diretoria
– Secretaria – Imagem
Cleber
Tomás Vianna
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