O
meio ambiente engloba aspectos biológicos, químicos, físicos e sociais que
impactam e são impactados pelo homem, moldando aspectos da vida, como saúde,
economia e cultura. É seguro dizer, portanto, o meio ambiente é
a condição de existência que abrange tudo o que o cerca,
incluindo os elementos naturais e os construídos pela própria ação humana.
O
conceito abrange tanto os seres vivos quanto os processos e as interações que
os mantêm, ou seja, além dos elementos naturais – bióticos (seres vivos) e
abióticos (água, solo, ar) que existem independentemente da ação humana – e dos
aspectos artificiais – resultantes das modificações humanas no meio, como
cidades e casas –, alcança os aspectos culturais, laborais e o patrimônio genético.
Socialmente,
o meio ambiente encontra um dos seus mais relevantes elementos no círculo de
relações humanas e na organização de sociedades, influenciando aspectos morais,
intelectuais e econômicos, a partir dos quais emerge a cultura dos povos, cujas
manifestações – festas, costumes e patrimônio histórico – radicam-se como
relevantes elementos do meio ambiente.
Não
é incomum que os ativos laborais - bens materiais e imateriais que permitem o
desempenho de atividades laborais, incluindo aspectos comportamentais e
psicológicos – e o conjunto informações genéticas da fauna e flora que
possibilitam a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias – sejam observados
como imprescindíveis elementos do meio ambiente.
As
condições do meio ambiente influenciam diretamente a saúde e o bem-estar das
pessoas. Pessoas cujas ações modificam o meio ambiente, e este, por sua vez, influencia
o comportamento humano, o que exige a busca por uma sinergia mais sustentável
para a mantença da biodiversidade e dos serviços essenciais para a vida no
planeta a todos disponibilizados equanimemente.
A
relação entre o homem e o meio ambiente é de interdependência mútua.
O homem depende do meio para viver, e, por sua vez, suas ações (escolhas de
consumo, formas de produção) geram impactos significativos sobre o meio
ambiente, podendo levar à degradação ou à preservação. De ótimas escolhas e boas
práticas individuais e coletivas depende a qualidade de vida futura.
A
qualidade de vida futura não depende apenas de um ou de outro elemento; depende
da simbiose entre eles: as escolhas individuais informam
e pressionam por práticas coletivas melhores e as práticas coletivas, por sua
vez, criam uma ambiência que facilita as escolhas individuais responsáveis, sob
os auspícios do desperto sendo de pertencimento.
Figura
um lembrete poderoso de que somos, simultaneamente, agentes e beneficiários das
decisões que tomamos hoje. Um futuro de alta qualidade de vida exige a
colaboração e a conscientização de todos. Viver bem no futuro requer que ajamos
com ética e consideração pelo bem-estar comum, não apenas pelo nosso próprio
interesse imediato.
Em
dias de asseveradas mudanças climáticas, no todo e/ou em parte consequências da
mão humana, para a sustentabilidade ambiental e para a saúde pública, essa
ideia é central, já que, as decisões de hoje têm consequências duradouras. Educar
e conscientizar são escolhas coletivas que determinam o tipo de sociedade que
teremos amanhã.
Evoca
uma verdade fundamental sobre o desenvolvimento social e a responsabilidade
cívica. A educação, em seu sentido mais amplo (não apenas o ensino formal,
mas também o familiar e social), fornece as ferramentas para o pensamento
crítico, a compreensão do mundo e o exercício da cidadania plena. Sem ela não
saberíamos nossos direitos e deveres.
A
apatia e a ignorância não são fatalidades, mas sim, o resultado de escolhas (ou
da falta delas). Uma sociedade que prioriza a educação coletiva investe em um
futuro com menos desigualdades, pois, o acesso ao conhecimento é um dos
principais motores da mobilidade socioambiental e econômica, cujos resultados
impactam positivamente o ecossistema Terra.
Uma
população consciente é mais difícil de ser manipulada, mais engajada
politicamente e mais propensa a exigir transparência e justiça de seus líderes
e instituições. Embora o Estado tenha um papel central na provisão de
educação pública de qualidade, a escolha de educar e conscientizar recai sobre
a família, as empresas e a sociedade civil organizada.
A
conscientização transforma o conhecimento em ação. Ela nos lembra que vivemos
em um sistema interconectado e que nossas ações individuais têm impactos
coletivos, seja no meio ambiente, na política, nas relações sociais e/ou econômicas.
O amanhã depende dos valores que escolhemos nutrir hoje: empatia, ética,
respeito à diversidade, sustentabilidade e justiça social.
Investir
em educação e conscientização é, portanto, o ato mais estratégico e visionário
que uma sociedade pode fazer para garantir um futuro mais justo, equitativo e
próspero. Priorizar a educação de qualidade para todos, é investir em cidadãos
capazes de contribuir proficuamente para um ecossistema ótimo e garantir a vida
futura, o que requer a melhor consciência pela educação desperta.
Ser
consciente é ser exemplo. Isso envolve ser um modelo de conduta em todas as
áreas da vida, como: no trabalho, nos relacionamentos, na fé e, principalmente
no zelo por nós mesmos, demonstrando valores como honestidade, compaixão e
responsabilidade. As ações individuais de muitos cidadãos têm um impacto
significativo e positivo na proteção do meio ambiente.
Ao
demonstrar um comportamento sustentável, você serve de modelo para amigos,
familiares e para as futuras gerações, incentivando que também adotem essas
práticas. Assim como grandes ações governamentais e empresariais são
necessárias, a responsabilidade individual de cada pessoa também é fundamental
para mitigar problemas como as mudanças climáticas.
No
mundo dos negócios, as ações empresariais transformadoras do meio
ambiente vão além da simples redução de danos, buscando a regeneração
dos ecossistemas e a criação de valor ambiental positivo. Elas integram a
sustentabilidade e os princípios ESG (Environmental, Social, and Governance) na
estratégia central do negócio. O mercado requer vida!
No Brasil,
destaca-se como exemplo de responsabilidade socioambiental a Natura, que utiliza
ingredientes naturais da biodiversidade brasileira, promove o comércio justo
com comunidades locais e possui a logística reversa de embalagens como um pilar
de sua operação, sendo a única brasileira entre as empresas mais sustentáveis
do mundo em alguns rankings.
E como
exemplo de empresa de climate tech, notabilizo a eureciclo, cuja
logística reversa de embalagens pós-consumo, gera créditos de reciclagem e
engaja consumidores em práticas mais conscientes. E a Abundance Brasil, protagoniza
a restauração ambiental dos biomas brasileiros e a aceleração da
descarbonização do planeta, utilizando somente fontes de energia limpa.
Limpa
e pura em seu proceder, a Maçonaria brasileira, sempre vanguardista, oferece um
espaço para a reflexão sobre os grandes temas da civilização, incluindo as
alterações climáticas e a crise ambiental, incentivando o debate e a busca por
soluções, ao passo que, encoraja uma postura de responsabilidade e cuidado com
o meio ambiente
Os
princípios maçônicos de ética e moralidade nas relações institucionais e
empresariais (parte do conceito de ESG - Environmental, Social and Governance)
incentivam práticas de negócios sustentáveis e responsáveis, assim como, reconhece
que o desenvolvimento depende da preservação dos recursos naturais e que a
sustentabilidade pode gerar valor a longo prazo.
Ainda
que não exista uma política global unificada da Maçonaria sobre o meio ambiente, as
Lojas e as Potências Maçônicas específicas, têm tomado iniciativas notáveis. A Grande
Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso, por exemplo, assinou um termo de
ação conjunta com órgãos ambientais locais para fomentar a conscientização e a
proteção do meio ambiente.
O
Grande Oriente do Brasil (GOB) do Paraná foi a primeira instituição maçônica no
mundo a aderir formalmente à Agenda 2030 e seus Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável (ODS), que incluem metas ambientais. Neste influxo, o GOB promove a
agenda ESG entre seus membros, incluindo empresários, para mensurar o impacto
de suas ações em sustentabilidade.
A
Maçonaria, como uma escola filosófica, prega o aperfeiçoamento do ser humano e
a reflexão sobre seu papel no mundo e na natureza, que deve ser observada de
forma integral e profunda. A busca pela construção de um mundo mais justo
e solidário, que é um dos objetivos da Maçonaria, também se estende à
responsabilidade ambiental.
O
Maçom abraça o compromisso dos cidadãos, das empresas e dos governos em adotar
práticas que minimizem o impacto de suas atividades no meio ambiente,
promovendo o desenvolvimento sustentável para as gerações presentes e futuras.
Isso envolve ações de preservação ambiental como: o gerenciamento adequado de
resíduos, tanto no âmbito pessoal quanto empresarial.
Garantir
a vida é obrigação primaz do homem e a responsabilidade ambiental é
o dever, imposto a indivíduos e empresas, de adotar práticas que garantam a
preservação e a recuperação do meio ambiente para as presentes e futuras
gerações. Filosófica, ética e religiosamente a preservação da vida (tanto a
própria quanto a dos outros) é o mais alto dever moral.
Conceitos
como a santidade da vida (em contextos religiosos) ou o direito natural à vida
(em contextos seculares, como os iluministas e maçons John Locke e Thomas
Jefferson) reforçam essa ideia. O direito à vida é reconhecido como o direito
fundamental e inalienável mais importante, sendo a base para todos os
outros direitos, protegê-lo e garanti-lo é dever do Estado.
A
participação maçônica na Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988, que
resultou na Constituição Federal de 1988 é percebida, ainda que discreta. Ainda
que haja uma menção direta à Maçonaria no texto constitucional seus princípios
de liberdade, igualdade e fraternidade estão refletidos em
vários aspectos da Carta Magna, mostrando seu serviço à pátria.
No
âmbito das constituições modernas, destaca-se o Brasil, a legislação fulcra
uma tríplice responsabilidade (civil, administrativa e penal)
para quem causa danos ambientais, reverberando o que há consagrado em
documentos como a Declaração Universal dos Direitos Humanos – DUDH, pois, o
direito à vida é direito basilar e imprescindível ao ecossistema Terra.
Incontestavelmente,
a mão maçônica escreveu o Artigo 1º da DUDH, imprimindo-lhe diretamente suas
três formidáveis colunas mestras: "Todos os seres humanos nascem livres e
iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir
em relação uns aos outros com espírito de fraternidade". Fraternidade
requer vida livre e equânime em direitos e oportunidades.
Todos
os seres vivos e o meio ambiente estão intrinsecamente conectados e dependem
uns dos outros para a sobrevivência. Sustentar o ecossistema é, além de reconhecer
essa teia da vida compartilhada, um irrecusável convite à reflexão sobre a
nossa relação com o meio ambiente, elevando a sustentabilidade ao patamar dos
mais nobres gestos de fraternidade e humanidade.
Nada
há de mais fraterno do que defender o ecossistema Terra, pois, cuidar do
planeta é um ato de amor e solidariedade, para com os seres humanos e para com
todas as formas de vida. É um laço que une a ética humana à responsabilidade
ecológica reforçando o senso de pertencimento e o orgulho de ser humano daquele
que constrói a humanidade zelando por seu habitat.

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