sexta-feira, 21 de março de 2025

ENTRE A INTELIGÊNCIA E A SABEDORIA O VEIO DE OURO É O CONHECIMENTO

A inteligência pode facilitar a aquisição de conhecimento, pois indivíduos mais inteligentes tendem a aprender mais rapidamente e a processar informações com mais eficiência. No entanto, a inteligência por si só não garante que uma pessoa tenha conhecimento em áreas específicas. A inteligência como elemento inerente ao ser vivo. Assim sendo, o conhecimento pode ser definido como tudo aquilo com o que nos deparamos ao longo de nossa vida nas mais diversas situações e contextos.

Etimologicamente, a palavra "inteligência" se originou a partir do latim intelligentia, oriundo de intelligere, em que o prefixo inter significa "entre", e legere quer dizer "escolha". Assim sendo, o significado original deste termo faz referência a capacidade de escolha de um indivíduo entre as várias possibilidades ou opções que lhe são apresentadas. Entre as faculdades que constituem a inteligência, também está o funcionamento e uso da memória, do juízo, da abstração, da imaginação e da concepção.

Os conceitos e definições da inteligência variam de acordo com o grupo a que se referem. Por exemplo, na psicologia, a chamada "inteligência psicológica" é a capacidade de aprender e relacionar, ou seja, a cognição de um indivíduo; enquanto no ramo da biologia, a "inteligência biológica" seria a capacidade de se adaptar a novos habitats ou situações. O conceito de inteligência emocional está presente dentro da psicologia e foi criado pelo psicólogo estadunidense Daniel Goleman.

Entre as outras características da inteligência emocional está a capacidade de controlar impulsos, canalizar emoções para situações adequadas, motivar as pessoas, praticar a gratidão, entre outras qualidades que podem ajudar a encorajar os outros. Isso pode melhorar o bem-estar mental o que contribui para um desempenho acadêmico mais consistente A escola deve ter em mente que a saúde emocional dos estudantes é tão importante quanto a aprendizagem cognitiva.

A maioria dos estudos sobre a relação entre inteligência e aprendizagem encontra pouca diferença nas medidas de inteligência do participante (como um teste de QI) e medidas de sua capacidade de aprender. Isso sugere uma forte correlação - ou mesmo uma identidade - entre os dois conceitos. Conhecimento é a capacidade de compreender, apreender e entender as coisas. É a consciência e familiaridade que uma pessoa tem com ideias, lugares, eventos, pessoas, questões, maneiras de fazer as coisas, entre outros.

O conhecimento pode ser adquirido através da aprendizagem, percepção ou descoberta. É possível aplicá-lo, criando e experimentando o novo. A partir do que for apreendido, pode-se criar, como fazem as ciências e as artes. A epistemologia é a principal disciplina que investiga o conhecimento. A teoria do conhecimento é uma área de estudo que busca compreender como conhecemos, como é possível ao ser humano conhecer as coisas e o modo pelo qual podemos atingir o conhecimento verdadeiro.

Conhecimento é uma consciência dos fatos ou uma habilidade prática. A principal fonte de conhecimento empírico é a percepção, que envolve o uso dos sentidos para aprender sobre o mundo externo. O conhecimento racional pode ser construído a partir de uma teoria que não possa ser testada, mas, que é uma abstração teórica validada pela lógica. Sócrates argumenta que os sentidos das pessoas são diferentes e, portanto, subjetivos. Portanto, o conhecimento é formado por 3 elementos básicos:

ü  o sujeito (ou cognoscente): a pessoa capaz de obter o conhecimento;

ü  o objeto (ou cognoscível): o quê ou aquilo que se pode conhecer;

ü  a representação: que é o entendimento do objeto pelo sujeito.

A representação do conhecimento é a organização de informações de modo a facilitar o aprendizado e a resolução de problemas. E têm em um impacto profundo na vida de estudos, pois permite uma melhor organização e compreensão de informações complexas. A relação entre conhecimento e representação é que você acaba adquirindo uma nova visão, uma nova ideia, passa a olhar o mundo com outros olhos a partir do que você se empenha a fazer. Conhecimento vem do latim cognoscere, que significa ato de conhecer.

Existem diferentes tipos de conhecimento: 

ü  Conhecimento sensível: é o conhecimento baseado nos 5 sentidos dos seres humanos;

ü  Conhecimento intelectual: está ligado a lógica e a razão;

ü  Conhecimento empírico: é aquele baseado na experiência prática do dia a dia;

ü  Conhecimento científico: é o conhecimento baseado em provas que explicam racionalmente e comprovam um fato;

ü  Conhecimento filosófico (ou racional): está ligado a questionar a própria realidade, criando ideias e conceitos;

ü  Conhecimento teológico: que é o conhecimento adquirido a partir da fé, do que não pode ser explicado.

O conhecimento constitui uma etapa para se chegar à sabedoria, mas, a sabedoria só pode ser alcançada se valores éticos nortearem a busca de informações válidas que levem a conhecimento autêntico. A sabedoria é desenvolvida por meio da reflexão, da experiência pessoal e da capacidade de aprender com os erros e acertos. Ter conhecimento significa possuir informações, enquanto a sabedoria está na aplicação inteligente do conhecimento que é essencial para tomar decisões informadas e resolver problemas de forma eficiente.

Os 7 pilares da sabedoria são: 

ü  Pureza – indispensável para uma vida equilibrada;

ü  Importação - dom que se aprende com a vida e com os humildes;

ü  Moderada – tem na alteridade sua bússola;

ü  Tratável – tem na tolerância e na resiliência a tez de sua amabilidade;

ü  Cheia de misericórdia – tem na empatia seu vento norte;

ü  Cheia de bons frutos – plenos do bem pensar, bem falar e bem agir;

ü  Sem parcialidade – tem na igualdade seu lume maior; e

ü  Sem hipocrisia – tem na sinceridade o fervor de sua seriedade. 

Para Descartes, a sabedoria é o conhecimento de todas as coisas. Sabedoria, sapiência ou sagacidade (do latim sapere — que tem sabor.) é a condição de quem tem conhecimento, erudição. O equivalente em grego "sofia" (Σοφία) é o termo que equivale ao saber – presente na formação de palavras como teosofia, significando, ainda, habilidade manual, ciência e sabedoria. Assim, viver com sabedoria é buscar o que é essencial e não deixar que o urgente se sobreponha ao importante.

A conquista da maior riqueza não se restringe a bens materiais, mas revela-se na essência espiritual de que somos contemplados, conforme a bagagem evolutiva de vidas bem aproveitadas. Viver com sabedoria é estar em sintonia com o Universo em perfeita comunhão cósmica, reverenciando a bela natureza que nos cerca. É sentir enorme prazer em valores simples e produtivos, boas leituras, que reforcem o aprendizado, acrescendo a bagagem para o crescimento evolutivo.

É possuir plena liberdade de ação para discernir o certo e o errado, em construção permanente de um viver retilíneo na prática dos atributos morais – inerentes a todo ser em evolução no mundo físico. Enfim, viver com sabedoria é conviver pacificamente com o semelhante, no cultivo de amizades, com respeito à enorme diversidade de evoluções, sem imposições ou julgamentos – evitando situações conflitantes para um bom relacionamento. Ser sábio diz respeito a ser prudente, ter razão e conhecimento.

Ser sábio é conhecer-se a si mesmo com a exatidão propiciada pelo inteligente emprego dos conhecimentos galgados que formam o legado de uma vida. Entender como você mesmo funciona, seja seu corpo físico, seus pensamentos, emoções ou sentimentos, dará a clareza para entender seus limites e ampliar suas capacidades. O autoconhecimento é o conhecimento que uma pessoa tem sobre si mesma; é uma busca pela verdade sobre si mesmo, que pode levar à sabedoria de vida. Eis o veio de ouro!

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Bruno Bezerra de Macedo, Membro e Secretário da ACELP - Academia Cearense de Literatura Popular, na qual é Acadêmico Titular da Cadeira nº 3 – Patrono Cego Aderaldo. Membro da ACLA - Academia de Ciências, Letras e Artes de Columinjuba, na qual é titular da Cadeira de Ciências nº 18 – Patronesse Maria Aurélia Abreu Braga. Fundador e Diretor Adjunto de Comunicação Social da AIMI – Academia Internacional de Maçons Imortais, na qual é Acadêmico Titular da Cadeira nº 9 – Patrono Álvaro Nunes Weyne.

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