A
inteligência pode facilitar a aquisição de conhecimento, pois indivíduos mais
inteligentes tendem a aprender mais rapidamente e a processar informações com
mais eficiência. No entanto, a inteligência por si só não garante que uma
pessoa tenha conhecimento em áreas específicas. A inteligência como elemento
inerente ao ser vivo. Assim sendo, o conhecimento pode ser definido como tudo
aquilo com o que nos deparamos ao longo de nossa vida nas mais diversas
situações e contextos.
Etimologicamente,
a palavra "inteligência" se originou a partir do latim intelligentia,
oriundo de intelligere, em que o prefixo inter significa
"entre", e legere quer dizer "escolha".
Assim sendo, o significado original deste termo faz referência a capacidade de
escolha de um indivíduo entre as várias possibilidades ou opções que lhe são
apresentadas. Entre as faculdades que constituem a
inteligência, também está o funcionamento e uso da memória, do juízo, da
abstração, da imaginação e da concepção.
Os
conceitos e definições da inteligência variam de acordo com o grupo a que se
referem. Por exemplo, na psicologia, a chamada "inteligência
psicológica" é a capacidade de aprender e relacionar, ou seja, a cognição
de um indivíduo; enquanto no ramo da biologia, a "inteligência
biológica" seria a capacidade de se adaptar a novos habitats ou situações.
O conceito de inteligência emocional está presente dentro da psicologia e foi
criado pelo psicólogo estadunidense Daniel Goleman.
Entre
as outras características da inteligência emocional está a
capacidade de controlar impulsos, canalizar emoções para situações adequadas,
motivar as pessoas, praticar a gratidão, entre outras qualidades que podem
ajudar a encorajar os outros. Isso pode melhorar o bem-estar mental o que contribui
para um desempenho acadêmico mais consistente A escola deve ter em mente que a
saúde emocional dos estudantes é tão importante quanto a aprendizagem cognitiva.
A
maioria dos estudos sobre a relação entre
inteligência e aprendizagem encontra pouca diferença nas medidas
de inteligência do participante (como um teste de QI) e medidas de
sua capacidade de aprender. Isso sugere uma forte correlação - ou mesmo uma
identidade - entre os dois conceitos. Conhecimento é a
capacidade de compreender, apreender e entender as coisas. É a consciência e
familiaridade que uma pessoa tem com ideias, lugares, eventos, pessoas,
questões, maneiras de fazer as coisas, entre outros.
O
conhecimento pode ser adquirido através da aprendizagem, percepção ou
descoberta. É possível aplicá-lo, criando e experimentando o novo. A
partir do que for apreendido, pode-se criar, como fazem as ciências e as artes.
A epistemologia é a principal disciplina que investiga o conhecimento. A teoria
do conhecimento é uma área de estudo que busca compreender como conhecemos,
como é possível ao ser humano conhecer as coisas e o modo pelo qual podemos
atingir o conhecimento verdadeiro.
Conhecimento é uma consciência dos fatos ou uma habilidade prática. A principal fonte de conhecimento empírico é a percepção, que envolve o uso dos sentidos para aprender sobre o mundo externo. O conhecimento racional pode ser construído a partir de uma teoria que não possa ser testada, mas, que é uma abstração teórica validada pela lógica. Sócrates argumenta que os sentidos das pessoas são diferentes e, portanto, subjetivos. Portanto, o conhecimento é formado por 3 elementos básicos:
ü o sujeito (ou cognoscente): a pessoa capaz de obter o conhecimento;
ü o objeto (ou cognoscível): o quê ou aquilo que se pode conhecer;
ü a representação: que é o entendimento do objeto pelo sujeito.
A representação do conhecimento é a organização de informações de modo a facilitar o aprendizado e a resolução de problemas. E têm em um impacto profundo na vida de estudos, pois permite uma melhor organização e compreensão de informações complexas. A relação entre conhecimento e representação é que você acaba adquirindo uma nova visão, uma nova ideia, passa a olhar o mundo com outros olhos a partir do que você se empenha a fazer. Conhecimento vem do latim cognoscere, que significa ato de conhecer.
Existem diferentes tipos de conhecimento:
ü Conhecimento intelectual: está ligado a lógica e a razão;
ü Conhecimento empírico: é aquele baseado na experiência prática do dia a dia;
ü Conhecimento científico: é o conhecimento baseado em provas que explicam racionalmente e comprovam um fato;
ü Conhecimento filosófico (ou racional): está ligado a questionar a própria realidade, criando ideias e conceitos;
ü Conhecimento teológico: que é o conhecimento adquirido a partir da fé, do que não pode ser explicado.
O
conhecimento constitui uma etapa para se chegar à sabedoria, mas, a sabedoria
só pode ser alcançada se valores éticos nortearem a busca de informações
válidas que levem a conhecimento autêntico. A sabedoria é
desenvolvida por meio da reflexão, da experiência pessoal e da capacidade de
aprender com os erros e acertos. Ter conhecimento significa possuir
informações, enquanto a sabedoria está na aplicação inteligente do conhecimento
que é essencial para tomar decisões informadas e resolver problemas de forma
eficiente.
Os 7 pilares da sabedoria são:
ü Pureza – indispensável para uma vida equilibrada;
ü Importação - dom que se aprende com a vida e com os humildes;
ü Moderada – tem na alteridade sua bússola;
ü Tratável – tem na tolerância e na resiliência a tez de sua amabilidade;
ü Cheia de misericórdia – tem na empatia seu vento norte;
ü Cheia de bons frutos – plenos do bem pensar, bem falar e bem agir;
ü Sem parcialidade – tem na igualdade seu lume maior; e
ü Sem hipocrisia – tem na sinceridade o fervor de sua seriedade.
Para
Descartes, a sabedoria é o conhecimento de todas as coisas. Sabedoria,
sapiência ou sagacidade (do latim sapere — que tem sabor.) é a condição de
quem tem conhecimento, erudição. O equivalente em grego "sofia"
(Σοφία) é o termo que equivale ao saber – presente na formação de palavras como
teosofia, significando, ainda, habilidade manual, ciência e sabedoria. Assim,
viver com sabedoria é buscar o que é essencial e não deixar que o urgente se
sobreponha ao importante.
A
conquista da maior riqueza não se restringe a bens materiais, mas revela-se na
essência espiritual de que somos contemplados, conforme a bagagem evolutiva de
vidas bem aproveitadas. Viver com sabedoria é estar em sintonia com o Universo
em perfeita comunhão cósmica, reverenciando a bela natureza que nos cerca. É
sentir enorme prazer em valores simples e produtivos, boas leituras, que
reforcem o aprendizado, acrescendo a bagagem para o crescimento evolutivo.
É
possuir plena liberdade de ação para discernir o certo e o errado, em
construção permanente de um viver retilíneo na prática dos atributos morais –
inerentes a todo ser em evolução no mundo físico. Enfim, viver com sabedoria é
conviver pacificamente com o semelhante, no cultivo de amizades, com respeito à
enorme diversidade de evoluções, sem imposições ou julgamentos – evitando
situações conflitantes para um bom relacionamento. Ser sábio diz respeito a ser
prudente, ter razão e conhecimento.
Ser
sábio é conhecer-se a si mesmo com a exatidão propiciada pelo inteligente
emprego dos conhecimentos galgados que formam o legado de uma vida. Entender como você
mesmo funciona, seja seu corpo físico, seus pensamentos, emoções ou
sentimentos, dará a clareza para entender seus limites e ampliar suas
capacidades. O autoconhecimento é o conhecimento que uma pessoa tem sobre si
mesma; é uma busca pela verdade sobre si mesmo, que pode levar à sabedoria de
vida. Eis o veio de ouro!
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Bruno Bezerra de Macedo, Membro e Secretário da ACELP - Academia Cearense de Literatura Popular, na qual é Acadêmico Titular da Cadeira nº 3 – Patrono Cego Aderaldo. Membro da ACLA - Academia de Ciências, Letras e Artes de Columinjuba, na qual é titular da Cadeira de Ciências nº 18 – Patronesse Maria Aurélia Abreu Braga. Fundador e Diretor Adjunto de Comunicação Social da AIMI – Academia Internacional de Maçons Imortais, na qual é Acadêmico Titular da Cadeira nº 9 – Patrono Álvaro Nunes Weyne.
Ótimo tema, e ótima explanação TFA.
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