domingo, 22 de fevereiro de 2026

DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM – REFLEXÃO

Uma imagem contendo Diagrama

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.

Nestas horas que seguem vivemos mais um Dia Internacional do Maçom (22/02), momento em que (re)avaliamos a importância de “ser maçom” e vemos esta relevância residindo no autoaperfeiçoamento contínuo, na fraternidade com outros homens, na busca por sabedoria através de ensinamentos morais e filosóficos, no serviço à sociedade por meio de filantropia e na vivência de valores éticos como justiça, liberdade e igualdade, transformando um homem bom em um homem melhor do que já fora antes, com deveres e virtudes conforme a vigência de sua (auto)responsabilidade. 


Unidos neste cativante propósito do (auto)aperfeiçoamento moral, metaforicamente chamado de transformar a "pedra bruta" – o homem comum com defeitos – em uma "pedra polida" – um homem melhor ainda – para o templo social, os maçons seguem juntos rumo à “verdadeira luz” que é por eles compreendida como o "fogo sagrado" no coração do homem que o liga ao Grande Arquiteto do Universo, simbolizando o despertar da consciência. A consciência de que são parte da humanidade, portanto, devem exercer com humanidade os seus feitos para a felicidade de todos e para o bem coletivo.


Humanizando-se, dia a dia, inspirando humanidade e expirando virtuosidades, respirar que somente um “eleito” dentre os que compõem a coletividade humana tem a capacidade de realizar, enquanto ilumina-se para iluminar àqueles que ainda tateiam na obscuridade em busca da luz. Esta iluminação é o desvelar da sabedoria, da clareza mental e do entendimento profundo da existência, vetores do equilíbrio que, aplicado nas relações humanas, ancora o respeito à diversidade e institui a cooperação como motor da fraternidade que nos faz os maçons irmãos.


Neste fito, o Maçom percebe que o homem deve ser homem o tempo todo, senão cessa a humanidade e o mundo se desumaniza estabelece uma visão ética e existencial profunda, onde a mantença da essência humana se realiza de forma contínua e, claramente, sob os auspícios da (auto)responsabilidade, pois, "o tempo todo" implica uma vigilância constante sobre as próprias ações, indo além do sentido de gênero (masculino) e alcança com exata proficuidade o sentido genérico de “ser humano”– que age com empatia e consciência, assumindo os frutos de suas escolhas. 


Sendo o Maçom um construtor social, cabe-lhe tecer conexões humanizadas, ou seja, que valorizam o "fator humano", priorizando acolhimento, escuta ativa e comunicação clara para criar vínculos autênticos e de confiança. Promove interações baseadas na empatia, no respeito mútuo e na compreensão de que, por trás de toda troca – seja esta pessoal e/ou profissional –, existem seres humanos com emoções, histórias e necessidades únicas –são guias valiosos, pois, sinalizam como estamos diante de situações e úteis, pois, trazem informações sobre nossos desejos e limites. 


Humanizar conexões é "tornar benévolas, afáveis e tratáveis" as relações, transformando trocas frias em experiências significativas. Estas conexões humanizadas manifestam interações ancoradas na autenticidade e vulnerabilidade, além da empatia, claro, priorizando o valor intrínseco das pessoas acima de resultados transacionais ou métricos. Afinal, antes de ser um "irmão" ou um "mestre", o maçom é um homem. Sem os atributos básicos da humanidade – como empatia, ética e consciência social – o “ser maçom” perderia sentido e propósito. E maçonaria seria um “Clube do Bolinha”. 


Se o desígnio do homem é a humanização constante para que através dele se cumpra a humanidade, ao Maçom cabe aportar força – boa vontade, sabedoria – otimização do modus e do conhecimento pertinente – moldando a beleza que é “ser humano” em plenitude, compreendendo que a humanização é um processo contínuo, consciente e coletivo de construção de sentidos, valores e atitudes que faz mais humano, empático e benevolente a si e, também, coletividadecujo resultado é uma vida plena regida pela autoconsciência e pela autorresponsabilidade que sustentam a fraternidade. 


Ser um Guardião de valores assim tão excelsos, quanto benfazejos, responsabiliza o Maçom a contribuir virilmente para uma sociedade mais justa, fraterna e iluminada. E ele se auto responsabiliza por cumpri-los e por fazê-los cumpridos, pois, consegue integrar as estruturas anteriores de sua consciência (arcaica, mágica, mítica e mental), transcendendo a dualidade e a visão puramente racional do mundo, galgando a madureza e expertise necessárias à (re)construção do homem que veste o Maçom – equilibrado, consciente e livre em sua interatividade com o mundo e com os homens. 


Sob este prisma, o Maçom concilia suas necessidades biológicas e emocionais com sua realidade espiritual e ética; e defende ardentemente que a realização humana depende da não fragmentação, onde o indivíduo não nega sua sombra, seus instintos ou sua espiritualidade, pois, seu perene autoaprimoramento intelectual, moral e espiritual o dotou de uma visão sistêmica e inclusiva da realidade, onde a temperança e o equilíbrio (virtudes cardeais), libertam-no dos apegos e apelos físicos (materiais) e das emoções aviltantes e o conduzem por condutas éticas, racionais e proeminentes. 


O Maçom tem sempre sobre sua existência a atuação presente do Esquadro (razão/ética) e o Compasso (espiritualidade/emoção) imprimindo o ideal da justa perfeição, equilíbrio que o leva a perceber que seu autoaprimoramento não visa construí-lo como uma ser perfeito e artificial, mas, como um homem íntegro que reconhece todas as suas dimensões, alguém que se autoconhece em plenitude e que alcançou o estado de harmoniano qual se tornou o senhor de sua própria "Pedra Polida", aceitando sua humanidade plena para melhor servir à sociedade em sua (re)humanização continua. 


(Re)humanizador de raiz, o Maçom é, essencialmente, um homem de honra, que busca aperfeiçoar-se para, assim, aperfeiçoar o mundo ao seu redor. Dele se espera a perpetuação de sua conduta moral elevada, fulcrada no aperfeiçoamento pessoal contínuo (polir a pedra bruta), na prática efusiva da Justiça, Fraternidade, Tolerância e Caridade e que continue sendo um agente de progresso da sociedade, respeitando a Deus – por ele chamado de Grande Arquiteto do Universo –, a família e ao próximo, e promovendo a Liberdade e Igualdade ancorado na alteridade que promove a inclusão social e o feliz convívio humano. 


Maranguape, Ceará, 22 de Fevereiro de 2026 

 

ACADEMIA INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS  
Assessor Especial da Presidência  Artes Visuais 
Cleber Tomás Vianna 
Diretoria de Comunicação Social - Redação e Divulgação  
Bruno Bezerra de Macedo 

   

Nenhum comentário:

Postar um comentário

CORRESPONDER

  Corresponder é o que fazemos – ou buscamos fazê-lo – durante três quintos de nossa existência. Força contumaz do princípio que leva seu no...