Nada
mais magnífico do que o povo brasileiro, fruto de um processo de mistura e
intercâmbio, conhecido como miscigenação, que envolve elementos de diversas
etnias, saberes, crenças religiosas e formas de arte, formando um povo cujas
características não são nem um pouco homogêneas.
A
diversidade fulcrou-se característica basilar deste povo. No conceito de povo
estão incluídos os brasileiros natos e naturalizados, conhecidos por
transmitirem sua essência nas pequenas atitudes: espontaneidade, a alegria, a
irreverência e a simpatia podem ser elencadas como as principais.
São
elementos que evidenciam o “jeitinho brasileiro” – expressão amplamente citada
e são as características peculiares existentes em cada pessoa do país –, como
também, o é o dinamismo. A brasilidade, mais que um aspecto comercial,
configura-se como algo vivencial.
No
segmento de economia criativa, que valoriza a criatividade, a inovação e a
cultura como motor para o desenvolvimento, transparecer esses aspectos e imprimi-los
nos mais diversos produtos a brasilidade é um diferencial competitivo fomentado
pelo notável capital intelectual do povo brasileiro.
Ainda
que formidável, o capital humano brasileiro vive um momento de contradição:
embora o país tenha subido 5 posições no ranking global de
Desenvolvimento Humano da ONU em 2025, a desigualdade de oportunidades
ainda limita o potencial econômico e social de milhões de cidadãos.
O
acesso ao desenvolvimento do capital humano é restringido pela forte
concentração de riqueza – 63% da riqueza total está nas mãos de apenas 1% da
população. Essa disparidade cria pontos de partida desiguais, onde o CEP de
nascimento muitas vezes define o teto do sucesso individual.
Mesmo
que a Teoria do Capital Humano aponte que a qualificação eleva a renda e a
qualidade de vida, o sistema brasileiro enfrenta desafios estruturais. A
discrepância entre o ensino público e privado ainda barra a mobilidade social,
embora o analfabetismo esteja caindo entre os jovens
A
igualdade plena – tão cultuada pela Maçonaria – ainda esbarra em preconceitos
estruturais. Mulheres ainda ganham menos que homens, e a equiparação salarial
entre negros e brancos permanece estagnada, com negros ganhando, em média,
metade do salário de brancos.
Aquecido
– com desemprego em mínimos históricos de 5,2% em 2025 –, o
mercado de trabalho impõe obstáculos tanto para jovens sem experiência quanto
para profissionais acima de 40 anos. A desigualdade social é o maior medo
dos brasileiros, aponta o Instituto Ipsos.
Para
superar essas barreiras, o mercado está migrando para a lógica de "skills-first" (habilidades
vem primeiro), onde o impacto mensurável e as habilidades humanas
(criatividade, pensamento crítico e potencial de engajamento) ganham mais peso
que o diploma, idade e/ou gênero.
O
Brasil vive um momento de "dualidade" empolgante, apresenta um
crescimento econômico robusto, embora distribuir essa riqueza de forma
equitativa, seja uma meta desafiadora. Apesar da melhora, ainda é o 5º
país mais desigual do mundo, segundo o World Inequality Report de 2025.
Mesmo
assim, a inventividade do povo brasileiro é audaz, sagaz e eficaz. O
desenvolvimento do Pix pelo Banco Central do Brasil é reconhecido
internacionalmente como um modelo de sucesso em digitalização e democratização
bancária. Agilidade é alma do progresso!
Em
poucas décadas, o Brasil deixou de ser um importador de alimentos para se
tornar um dos maiores exportadores do mundo, graças aos avanços tecnológicos
desenvolvidos pela Embrapa. Yes! Nós temos bananas (João de Barro/1937); temos
muito mais do que somente bananas para alimentar o mundo inteiro.
O
Brasil destaca-se mundialmente como líder em transição energética, com uma das
matrizes mais limpas do planeta, segundo o Balanço Energético Nacional (BEN)
2025, divulgado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Empresa de
Pesquisa Energética (EPE).
Imbativelmente,
o Sistema Único de Saúde (SUS) é, de fato, um gigante global, garantindo acesso
universal e gratuito a mais de 200 milhões de brasileiros. Aportando, ainda, o
maior sistema público de transplantes do mundo, onde cerca de 90% dos
procedimentos são financiados pelo Estado.
Estudos
indicam que o capital humano (educação e esforço da força de
trabalho) é o principal motor da economia brasileira em períodos recentes. Enquanto
outros países avançaram via inovação, o modelo brasileiro focou intensamente no
esforço e na dedicação do trabalhador para elevar o PIB.
O
desafio atual é converter essa dedicação em valor agregado,
investindo em qualificação e tecnologia para que o crescimento não dependa
apenas do bônus demográfico, que está chegando ao fim, passando a exigir investimento
em capital humano para operar em setores de alta complexidade.
Irrefutavelmente,
o capital humano brasileiro – conjunto de conhecimentos, habilidades e saúde da
nossa população – vive um momento crítico de transição, ajudado pelo "jeitinho
brasileiro" – capacidade de improvisação e pensamento lateral – cujo
protagonismo que sustenta grande parte da economia.
Como
transformar essa capacidade de improvisação em inovação
sistemática? Sem saúde e educação de qualidade para todos, o
"jeitinho" – a capacidade de adaptação – deixa de ser um diferencial
competitivo para se tornar apenas um mecanismo de sobrevivência, evitando maiores
colapsos em tempos de crise.
Com
o fim do bônus demográfico, a saúde e a longevidade da força de trabalho
tornaram-se pilares críticos. O Banco Mundial destaca que investir na
primeira infância é a estratégia mais eficaz para garantir um capital
humano sustentável a longo prazo. “Deixai vir a mim os pequeninos...” (Mateus
19:14)
Sob
os auspícios da brasilidade tudo é infante, vivaz; tudo é novo! Nada envelhece,
nada resta obsoleto, ao contrário, a brasilidade (re)inventa, renova, faz novo
tudo que ela toca. Graças à brasilidade o magnífico povo brasileiro se
imortaliza, transcende e ascende às glórias do futuro construído por suas mãos.
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