terça-feira, 2 de dezembro de 2025

UM TRIBUTO AO HUMANO NO HOMEM

 


Hoje é o dia mais humano do ano, pois, concita a humanidade ao cumprimento pleno da lei única: “ama a teu próximo como a ti mesmo”. O dia 02 de dezembro foi escolhido em homenagem à Convenção das Nações Unidas para a Supressão do Tráfico de Pessoas e da Exploração da Prostituição de Outros, realizada em 1949, nesta mesma data. Por relevante, destaco que na Convenção sobre o Trabalho Forçado da OIT (nº 29), celebrada em 28 de junho de 1930, complementada por um protocolo de 11 de junho de 2014, que atualiza as obrigações dos países para erradicar o trabalho forçado moderno, define como forçado “todo trabalho ou serviço que é exigido de qualquer pessoa sob a ameaça de qualquer penalidade e para o qual essa pessoa não se voluntaria”. No Brasil, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 323/2023 foi aprovado pelo Senado em 1º de julho de 2025, embora não esteja sancionado e esteja, ainda, aguardando promulgação, mostra ao mundo a boa intenção brasileira de ratificar o Protocolo de 2014 à Convenção nº 29 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).


A escravização é universalmente reconhecida como um dos maiores e mais persistentes "flagelos da humanidade", devido ao seu impacto devastador e duradouro na dignidade, liberdade e bem-estar de milhões de pessoas ao longo da história e, infelizmente, ainda hoje em formas modernas. Segundo Stephanie Macedo, comunicadora social da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe, embora a escravidão formal tenha sido abolida legalmente em todo o mundo, formas modernas de escravidão persistem, como o tráfico humano, o trabalho forçado e a servidão por dívida, o que demonstra que a luta contra esse flagelo continua. Conforme reporta a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2021, 49.6 milhões de pessoas viviam em situação de escravidão moderna (o flagelo alcança uma em cada 150 pessoas no planeta Terra). Desse total, 28 milhões de pessoas realizavam trabalhos forçados e 22 milhões estavam presas em casamentos forçados.


Assustadoramente, entre 1995 e 2020, mais de 55 mil pessoas foram libertadas de condições de trabalho análogas à escravidão no Brasil, segundo o Radar da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada à Secretaria Especial de Previdência e Trabalho (SEPRT) do Ministério da Economia. As trabalhadoras e os trabalhadores libertados são, em sua maioria, migrantes internos ou externos, que deixaram suas casas para a região de expansão agropecuária ou para grandes centros urbanos, em busca de novas oportunidades ou atraídos por falsas promessas. A maiorias dos trabalhadores libertados são homens, têm entre 18 e 44 anos de idade e 33% são analfabetos. 


No entanto, se ergues da justiça a clava forte, Brasil. Verás que teus augustos filhos não fogem à boa luta. Eis que Luiz Gonzaga Pinto da Gama, Luiz Gama, é luta. É legado! Sua vida acessível e inclusiva, acolhendo a diversidade de hipossuficientes (negros, indígenas, brancos podres, imigrantes) dando-lhes sustentabilidade a partir da educação, lazer, reflexão e compartilhamento de conhecimentos, rendeu-lhe a alcunha: "o amigo de todos". A leitura dos escritos de Luiz Gama, segundo a professora Lígia Fonseca Ferreira, "é de surpreendente atualidade: há 150 anos, Luiz, denunciou o racismo institucional pregando valores antirracistas pelos quais, hoje, boa parte do mundo inteiro se mobiliza". Em um mundo onde o "vil metal" perniciosamente imbui e condiciona inescrupulosamente, labutam homens como Luiz Gama, inaugurando a diferença entre o desencanto e a esperança empreendedoramente associando a boa vontade de seus iguais à ação otimamente projetada ao bem fazer à coletividade, à qual busca felicitar.


Não é sem justa causa que a Academia Internacional dos Maçons Imortais tem em Luiz Gonzaga Pinto da Gama o patrono ideal do Museu da Liberdade (que leva seu nome), por ela instituído em 31 de Julho de 2025 para ser um espaço de acolhimento a quem busca o saber. Um equipamento de cultura, de educação e de compartilhamento de conhecimentos que alavanca a real fraternidade entre os povos, abraçando a diversidade e garantindo-lhes sustentabilidade. Um abraço de pertencimento que une propósitos, empodera e embeleza a sabedoria de sermos amigos de todos, como é Luiz Gama, ainda hoje e no povir.


Um porvir sempre cantante, vivaz e acolhedor como é o Samba, que tem neste dia 02 de dezembro sua data magna. O Dia Nacional do Samba foi instituído em 1960, após a publicação da "Carta do Samba" em um congresso de folcloristas e sambistas, como forma de preservar as características tradicionais do samba. O Dia Nacional do Samba surgiu por iniciativa de um vereador baiano, Luis Monteiro da Costa, para homenagear Ary Barroso. Ary que enaltecera a Bahia com seu sucesso "Na Baixa do Sapateiro", mas nunca havia posto os pés na Bahia, o fazendo pela primeira vez, exatamente, no dia 02 de dezembro de 1940. O samba de roda da Bahia em 2005 é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, e as matrizes do samba carioca (partido alto, samba de terreiro e samba-enredo) são protegidas pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como patrimônio brasileiro, o que reforça sua importância histórica e cultural.

 

Guardiã ad aeternum da cultura e das artes dos povos constituintes do ecossistema Terra, a Academia Internacional de Maçons Imortais celebra o Dia Nacional do Samba, neste 02 de dezembro, externando a mais sentida e vivaz gratidão à nossa afrodescendência que deu ao mundo a felicidade do samba em retribuição ao martírio que sofrera. O samba representa a alma e a identidade nacional do Brasil, sendo muito mais do que apenas um gênero musical ou dança; é um símbolo de resistência cultural, herança africana e coesão social. O gênero é um reflexo da rica miscigenação brasileira, fundindo influências africanas, portuguesas e indígenas. É um dos cartões-postais musicais do país e um elemento central da brasilidade, reconhecido mundialmente como símbolo da cultura nacional.


Por falar em cultura nacional, hoje, 02 de dezembro, nasceu Dom Pedro II, um grande incentivador das ciências e das artes, fundamental para a sociedade brasileira por ter modernizado o país em diversos aspectos, como o desenvolvimento de infraestrutura (ferrovias e telégrafos), a introdução de novas tecnologias (telefonia) e o avanço em leis abolicionistas, durante seu reinado, foram promulgadas leis importantes que avançaram no fim da escravidão, como a Lei Eusébio de Queirós (1850), que proibiu o tráfico de escravos. E a Lei Áurea, embora assinada pela Princesa Isabel, a abolição completa da escravatura ocorreu durante o Segundo Reinado, em 1888. Quem sai aos seus jamais degenera, Dom Pedro II teve a mesma escolarização que sua mãe, Dona Leopondina, educação eclética e ampla, de nível cultural superior e formação política consistente. Tal é a educação dos príncipes e princesas Habsburgo, baseada na crença educacional de seu bisavô Leopoldino II: "as crianças deve ser, desde cedo, inspiradas a ter qualidades elevadas, como humanidade, compaixão e desejo de fazer o povo feliz". Dom Pedro II sagrou-se como patrono das ciências e das artes, tanto nacionais, quanto internacionais, por oferecer bolsas para brasileiros estudarem no exterior. Divulgou a cultura brasileira na Europa, com a tradução de obras de autores como Gonçalves Dias, por exemplo, que é uma das mais encantadores estrelas da constelação literária brasileira de todos os tempos. Dom Pedro II, era um grande estudioso da astronomia, tendo um observatório particular no palácio, e este entusiasmo lhe rende o título de Patrono da Astronomia. O Dia Nacional da Astronomia é celebrado no dia 02 de dezembro para seu patrono-mor. A data foi oficializada em 2017 pela Lei Federal nº 13.556, mas já era comemorada por astrônomos amadores há tempos. A data celebra a ciência da astronomia e todos os que se dedicam a ela, sejam profissionais ou amadores, que buscam desvendar os mistérios do universo. 


Constituída por mais de 200 exuberantes estrelas que a fazem constelação-guia de incontáveis prodígios nas artes, na musica e na literatura, a Academia Internacional de Maçons Imortais, se congratula com os astrônomos brasileiros, cujos ímpetos, amores e estudos vetorizam avanços significativos para o processo evolutivo do planeta, bem como para a sobrevivência e sustentabilidade da humanidade, dentro e fora do ecossistema Terra. Irrefutavelmente, a astronomia é uma das ciências mais antigas que existem no mundo, responsável pela descoberta da origem, movimentação, composição e demais comportamentos dos corpos celestes que estão espalhados por todo o universo. Os astrônomos - estudiosos e cientistas que estudam a ciência da astronomia - olham para o céu em busca de respostas para as grandes e pequenas questões sobre o que existe além da imensidão do "manto azul" do firmamento terrestre, onde o porvir que aguarda uma humanidade de fato humana e feliz.


Maranguape, Ceará, 02 de Dezembro de 2025


ACADEMIA INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS
Diretoria de Comunicação Social 
Bruno Bezerra de Macedo 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

CORRESPONDER

  Corresponder é o que fazemos – ou buscamos fazê-lo – durante três quintos de nossa existência. Força contumaz do princípio que leva seu no...