11-12-2025
– Noite – GLMECE – Templo da Fraternidade – Lançamento do Livro O Templo e suas
Medidas Notáveis, de autoria do Irmão Diógenes José Tavares Linhares, fundador
da ARLS Aurora do Novo Tempo nº 126 que nos acolhe neste
especialíssimo momento de honorificação.
Honrar
um amigo significa valorizá-lo acima de si mesmo e estar presente tanto na
alegria quanto na adversidade. Envolve, ainda, amá-lo em todo tempo, ser
leal e dar-lhe conselhos sinceros. A honra na amizade é uma combinação
de amor sacrificial, lealdade e respeito mútuo.
Desde
Aristóteles, que diz que "a amizade é uma alma habitando dois corpos"
até as conexões digitais de hoje, a essência do laço não mudou. Impérios caem,
tecnologias tornam-se obsoletas, mas, a necessidade humana de confiança,
lealdade e companhia mútua permanece constante.
A
amizade verdadeira é um dos laços mais nobres da experiência humana. Quando
falamos em honrar um amigo e apoiá-lo como um irmão, estamos entrando no campo
da lealdade incondicional. Honrar um amigo significa ser o guardião da sua
vulnerabilidade.
A
honra está em proteger a imagem dele perante os outros, mesmo quando ele está
por baixo. Honrar um amigo é, acima de tudo, tratá-lo como você gostaria
de ser tratado se o mundo estivesse desabando sobre sua cabeça. É ser o ponto
de segurança dele quando tudo ao redor é incerto.
A
ciência comprova o que o coração já sabe: amizades sólidas reduzem o estresse,
aumentam a longevidade e fortalecem o sistema imunológico. É um
"poder" que atua como um escudo contra as dificuldades da vida,
permitindo que as pessoas superem traumas e perdas que sozinhas talvez não
suportariam.
Fazer-se
como um irmão é uma escolha de doação. É entender que a vitória
dele é sua vitória e a dor dele é sua dor. Ao honrar seu amigo dessa forma,
você não apenas o ajuda a superar a crise, mas, constrói um legado de
fidelidade que o tempo não pode apagar e que perpetua pela eternidade.
Verdadeiros
amigos podem passar anos sem se falar e, ao se reencontrarem, parece que apenas
cinco minutos se passaram. Esse é o aspecto mais "mágico" da amizade
atemporal: ela não depende da convivência diária para manter sua força; ela
vive em um espaço onde o tempo cronológico não tem autoridade.
A
amizade é o "poder atemporal" porque é a forma mais pura de amor
social. Diferente dos laços de sangue (que são impostos) ou dos laços
românticos (que muitas vezes envolvem projeções e desejos), a amizade é uma
escolha livre. Amigos nos desafiam a ser melhores e nos aceitam como somos.
A
amizade tem a capacidade única de fazer o tempo parar ou retroceder. É um
"poder" oriundo da liberdade; não há obrigação, apenas a vontade de
caminhar ao lado de outra pessoa. Ele transformar através do olhar do
outro é o que nos mantém jovens de espírito, independentemente da idade
biológica.
A
amizade é estritamente voluntária. Você escolhe ser amigo de alguém
todos os dias. “A amizade duplica as alegrias e divide as angústias pela
metade", afirma Francis Bacon. Ela é o combustível que torna a jornada da
vida não apenas suportável, mas, extraordinária.
As
histórias que contamos, os valores que passamos adiante e a forma como
impactamos a vida de nossos amigos criam um eco que continua mesmo depois que
partimos. A amizade imortaliza memórias. Nesse sentido, a amizade vence a
própria morte, perpetuando-se na memória e no caráter.
Nessa
perspectiva, o amigo se torna um templo: um lugar onde depositamos nossas
vulnerabilidades, esperanças e segredos mais profundos. Assim como, entramos em
um templo com reverência e descalços, a amizade exige uma vivaz sinergia que
transforma o encontro em algo sagrado.
Um
templo não nasce pronto; ele é erguido pedra sobre pedra, com paciência e
intenção. A amizade funciona da mesma forma. Sua fundação é firme na confiança
e nos valores compartilhados. E tem por pilares o apoio mútuo, a lealdade e a
honestidade sustentam a estrutura nos momentos de tempestade.
Cumprindo
lembrar que, assim como um templo físico precisa de cuidados para não
desmoronar, a amizade exige tempo, presença e diálogo. Uma das maiores
provas de uma amizade profunda é a capacidade de estarem juntos em silêncio sem
desconforto. O silêncio robustece o animus amicus.
Esse
silêncio é semelhante ao que encontramos dentro de um templo – uma quietude que
não é vazia, mas, preenchida por uma presença significativa. É o espaço onde as
palavras não são mais necessárias porque a compreensão é plena. Um amigo
verdadeiro é "uma alma habitando dois corpos", diz-nos Aristóteles.
Muitas
tradições espirituais ensinam que "onde dois ou três estiverem
reunidos", ali existe algo divino. A amizade, em seu estado mais puro, é
uma forma de devoção ao outro. Quando cuidamos de um amigo, estamos cuidando de
algo que vai além do ego; estamos honrando a vida que habita o outro.
O
mundo exterior pode ser caótico e hostil. O templo oferece asilo. Da mesma
forma, uma amizade verdadeira funciona como um "templo de paz" onde
podemos ser nós mesmos, sem máscaras ou julgamentos. É o lugar para onde
corremos quando precisamos de cura ou de um momento de introspecção.
Se a
amizade é um templo, cada conversa é uma prece e cada gesto de carinho é uma
oferenda. Talvez o maior templo que um ser humano possa construir em sua vida
não seja feito de ouro ou mármore, mas, de memórias, risos e lealdade
compartilhados com aqueles que escolhemos chamar de amigos.
Há
uma famosa frase que diz: "O corpo é o templo da alma". Dela
percebemos que um amigo é alguém que recebeu as chaves para entrar no nosso
templo particular. É através do olhar do amigo conseguimos enxergar nossa
própria luz, isto ajuda-nos a reformar as partes "quebradas" do nosso
templo interno.
Entrar
na vida de alguém requer o mesmo respeito que teríamos ao entrar em um solo
sagrado. Não se profana a confiança de um amigo. Em um templo, busca-se a
verdade. Entre amigos verdadeiros, a mentira não tem morada; a transparência é
o que sustenta o "teto" dessa relação.
O
templo é feito de pedras e silêncio; a amizade é feita de palavras e abraços.
Mas em ambos, o que se busca é a mesma coisa: o sentimento de que não estamos
sozinhos no universo, afirma Ruben Alves. Evoca a percepção de que ambos são
refúgios que nos ajudam a suportar o mistério da existência.
Evocando
mistérios, pares de números (como 220 e 284) onde a soma dos divisores
(excluindo o próprio número) de um resulta no outro, e vice-versa, mostrando
harmonia numérica. A amizade verdadeira envolve suspender interesses próprios,
um ato de reconhecimento do outro como um fim em si.
A
palavra “reconhecimento” vem de re-conhecer: conhecer de novo, identificar o
valor intrínseco de alguém. Para o ser humano, ser reconhecido por seus pares é
a validação de que seus esforços e sua existência têm impacto no mundo. O
reconhecimento a mais augusta condecoração possível a um amigo.
Psicologicamente,
o reconhecimento é um dos maiores motivadores humanos, pois, transforma o
trabalho árduo em legado. Quando uma autoridade ou uma comunidade reconhece um
indivíduo, ela está dizendo: "O que você fez mudou a nossa realidade e
tornou mais feliz os dias".
Não
há honraria maior do que saber que se é útil e admirado. Assim, admirando o
Irmão Diógenes José Tavares Linhares, a Academia Internacional de Maçons
Imortais, nesta noite de quinta-feira, 11 de Dezembro de 2025, o imortaliza agregando-o
ao seu quadro membros honorários.
E o
faz cônscia de que o reconhecimento é "augusto" (sagrado, digno de
veneração) não apenas para quem recebe, mas, principalmente, para quem concede.
É preciso grandeza de espírito e ausência de inveja para reconhecer o mérito
alheio. Portanto, é um ato que enobrece toda a estrutura social.
Seja
no ambiente acadêmico, militar, artístico ou cotidiano, o elogio sincero e o
agradecimento público muitas vezes pesam mais que qualquer bônus financeiro.
Como disse Sêneca: "A recompensa de uma boa ação é tê-la feito", mas,
o reconhecimento é o eco que confirma que essa ação ecoará na eternidade.
Títulos
podem ser revogados e metais podem oxidar, porém, o reconhecimento –
especialmente quando se torna memória coletiva – é perene. Ele transforma um
ato individual em um legado, inserindo o indivíduo na história da sua
comunidade, família ou profissão.
O
Legado do Templo-Amizade" radica a junção da ideia de um legado de
bons relacionamentos e valores com um espaço (físico ou
abstrato) de união e construção fraterna, seja em um contexto religioso,
social ou pessoal, como promana a Academia Internacional de Maçons Imortais
– AIMI, todos os dias.
Maranguape, 14 de Dezembro de 2025
ACADEMIA
INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS
Assessor Especial da Presidência - Designer Gráfico
Cleber Tomás Vianna
Diretoria
de Comunicação Social - Redação e Divulgação
Bruno
Bezerra de Macedo
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