Visionário é a qualidade de
algo ou alguém que é idealista, que tem ideias extravagantes e incomuns,
acreditando estar enxergando tendências ou conceitos que estão à frente de seu
tempo. Uma pessoa descrita como visionária costuma ser conhecida por seu
comportamento e pensamento inovador, criativo e inventivo, isto porque possui
ideias não convencionais e que quebram os padrões já estabelecidos. Segundo
Felippe Daudt Alves de Oliveira (Santa Maria, 23 de agosto de 1890 — Paris, 17
de fevereiro de 1933), “sua visão determina o tamanho de sua vida. Visão
pequena, vida pequena. Visão grande, vida grande!”
Quando alguém se opõe a certo
tipo de status é muito provável que seja considerado um excêntrico. No entanto,
as ideias estranhas de alguns personagens os tornaram visionários. Na história
recente há poucos indivíduos com esta capacidade de vislumbrar o rumo dos
acontecimentos antes que eles ocorram. O
escritor Jules Verne, por exemplo, escreveu romances de aventura, dos quais
havia um mundo que ainda não fazia parte da realidade (o romancista francês
previu as viagens à Lua, o submarino elétrico, a videoconferência e até mesmo
uma rede global de comunicações muito parecida com a Internet).
Existiram visionários de todos
os tipos em várias áreas e disciplinas, como o cartaginês Anibal Barca na
estratégia militar, Aristóteles e Galileu no campo da ciência e Enzo Ferrari no
mundo automobilístico. Todos eles apresentam alguns elementos comuns: o
inconformismo, a persistência e, sobretudo, a forma diferente de entender a
realidade que nos rodeia. Neste sentido, é compreensível que particularidade da
sua abordagem fosse inicialmente considerada como uma clássica raridade do
excêntrico. ”O inconformismo
é a premissa da mudança”, afirma o Colunista Antonio Carlos Colicigno.
Muitas coisas não ousamos
empreender por parecerem difíceis; entretanto, são difíceis porque não ousamos
empreendê-las, esclarece Lúcio Aneu Séneca ou Sêneca (Córdoba, Espanha, 4 a.C.
– Roma, Itália, 65 d.C.). Empreender é o ato de usar as melhores competências
técnicas e comportamentais (soft skills) e o tempo de forma autônoma para criar
valor, assumir riscos e desafios. É um processo dinâmico que envolve: identificar
oportunidades, transformar oportunidades em realização, gerenciar recursos
(capital financeiro e capital humano), tomar decisões estratégicas e adaptar-se
rapidamente às eventuais mudanças. Empreender pode ser uma ação de uma ou mais
pessoas que possuam esse perfil.
Quando alguém se interessa
pelo que faz, é capaz de empreender esforços até o limite de sua resistência
física, estimula Jean William Fritz Piaget (9 de agosto de 1896,
Neuchâtel, Suíça – 16 de setembro de 1980, Genebra, Suíça). Algumas características
necessárias para empreender são:
A - Imaginação
B - Organização
C - Autocrítica e avaliação
D - Determinação
E - Liderança
F - Conhecimento sobre etapas
e processos.
Para o Escritor Gutemberg de
Macedo, “o Projeto mais criativo que podemos empreender é de nossa própria vida”.
Para ser um empreendedor uma pessoa deve conhecer suas habilidades e dons
inatos, tanto na área física, quanto nas áreas: mental, emocional e espiritual.
Pessoas que se conhecem bem sabem fazer escolhas sábias, claro que algumas
situações “as encaixa" melhor do que outras. Desta forma, conseguem
entregar todo o seu potencial. Ser empreendedor é ser inovador, arrojado, é ter
um olhar próprio de ver as oportunidades emergentes e querer transformar seus
sonhos em realidade. Para ser empreendedor não precisa abrir uma empresa, pode-se
ser empreendedor em qualquer campo de atuação, sendo ele um professor, um
médico, um industriário, um idealista etc. Basta ser inovador, contribuir com
ideias arrojadas, com o objetivo de criar algo que revolucione sua área de
trabalho.
Empreendedor é aquele que toma
a iniciativa de empreender, que sabe identificar as oportunidades e
transformá-las em realizações. O empreendedor é aquele indivíduo que é
criativo, inovador, arrojado, que estabelece estratégias que vão delinear
seu futuro. O bom empreendedor é aquele que analisa, identifica, define, decide
e monitora o desempenho do seu empreendimento. É aquele que sabe determinar
quais e como os produtos e/ou serviços idealizados e/ou desenvolvidos serão disponibilizados.
“Empreendedores são aqueles que entendem que há uma pequena diferença entre
obstáculos e oportunidades e são capazes de transformar ambos em vantagem”,
aduz Niccolò di Bernardo dei Machiavelli; Florença, 3 de maio de 1469 — 21 de
junho de 1527).
“Um empreendedor é
caracterizado como um visionário, cuja função é antecipar e se precaver,
sancionando os riscos, ou diminuindo as probabilidades para que seu
empreendimento não sofra com as inconstâncias impostas pela sociedade”,
esclarece o Transformador Digital, Caíque Borges. Assim, vanguardista e
auspiciosa, a Maçonaria ensina a seus adeptos que o sucesso do empreendedor é
consequência natural quando as ações são baseadas nestes três pilares:
1 - ÉTICA (Sabedoria);
2 - EFICIÊNCIA E EFICÁCIA DO
CAPITAL (Beleza); e
3 - EMPREENDEDORISMO (Força).
Reporta a Wikipédia: “Ética
(do grego antigo: ethos "caráter", "costume") é o conjunto
de padrões e valores morais de um grupo ou indivíduo. Não sendo à toa uso do
jargão: livres e de bons costumes, pois, a ética é uma exigência da civilização
atual – os valores coletivos sobrepondo-se aos valores individuais ou de grupos
específicos. A Ética procura responder a várias questões de âmbito moral, sendo
as principais: Como devemos viver? Como devemos agir?” A ética é pessoal, não
coletiva, e seus efeitos se refletem em todos, mesmo que o comportamento ético
não se divulgue. Basilarmente, é uma reflexão sobre as ações humanas. As noções
de certo ou errado e justo e injusto se dão a partir dos nossos valores éticos.
A ética é um conceito de
caráter universal e que se fundamenta por princípios teóricos. É importante
para que exista um equilíbrio no modo de agir da sociedade e para que as ações
das pessoas sejam baseadas em certo e errado, pois são pertinentes referências
para que se estabeleça o melhor convívio em sociedade, incentivando as boas
ações e os melhores comportamentos, dentre os quais, estes comportamentos fazem
parte do conceito de ética e fazem de quem os prática um ser (humano) ético:
A - Solidariedade,
responsabilidade recíproca, ajudar ou apoiar qualquer pessoa sem nenhum
interesse pessoal;
B - Empatia, compreender o
outro e a capacidade de se colocar na mesma situação que o outro;
C - Lealdade, cumprir
compromissos e regras;
D - Senso de justiça, as
regras e as leis são iguais para todos e quando não são, se posicionam para
mostrar que algo incorreto está acontecendo;
E - Senso coletivo, pensar e
agir em coletividade, levando em consideração uma ou mais pessoas;
F - Respeito, não significa
concordar, nem obedecer, mas, sim, entender e aceitar;
G - Honestidade, tem relação
com a moral, é dizer a verdade, não omitir, nem dissimular.
Para Thomas H. Davenport
(Capital Humano, Editora Nobel, 2001), “o capital humano distingui quatro
elementos: capacidade, comportamento, empenho e tempo, ou seja, a maneira
como o trabalhador executa uma tarefa depende de sua capacidade, comportamento
e empenho e a escolha de uma tarefa em vez de outra, exige uma decisão de tempo”.
Capital humano é o conjunto de conhecimentos, habilidades, experiências,
atitudes e comportamentos que os colaboradores de uma empresa agregam a um empreendimento. É
considerado um ativo valioso e um diferencial competitivo para as organizações. “Em
qualquer tipo de organização nenhum capital humano é novo demais que não possa
aprender ou velho demais que não possa se adaptar”, pacifica o Juiz Federal, Érico
Teixeira Vinhosa Pinto.
O Capital humano é o bem mais
valioso que uma companhia pode ter. O termo representa o valor agregado
aos colaboradores por meio de suas experiências, conhecimentos técnicos,
comportamentos, habilidades e competências pessoais. Investir no
desenvolvimento de suas qualificações é fundamental para que as atividades, de
fato, agreguem valor no que se diz respeito aos resultados almejados pelo
empreendedor. Para valorizar o capital humano, pode-se:
1 - Investir em programas de
treinamento e capacitação contínua;
2 - Criar um ambiente de
trabalho respeitoso e que valorize a diversidade;
3 - Implementar um sistema de
recompensas alinhado com os resultados;
4 - Ter políticas que ajudem
os funcionários a equilibrarem trabalho e vida pessoal;
5 - Apoiar os funcionários em
cursos, graduações e pós-graduações;
6 - Selecionar as pessoas mais
adequadas para os cargos;
7 - Oferecer boas condições de
trabalho, salários e benefícios competitivos;
Dentre impactos positivos dos
investimentos realizados no capital humano, pode-se citar:
A - Melhora na reputação das
organizações;
B - Mais transparência nos
processos e relações;
C - Aumenta a produtividade e
o engajamento dos colaboradores;
D - Melhora o clima
organizacional;
E - Preveni os atos
antiéticos.
Desenvolver o capital humano
é criar oportunidades mútuas de crescimento e melhoria contínua, pois, são
as pessoas que fazem as organizações evoluírem e não o contrário. Ao aprimorar
o conhecimento e as habilidades, os colaboradores serão estimulados ao
pertencimento, à produtividade e ao alcance de objetivos mútuos. “Vontade é
força transformadora de toda realidade. O sucesso está na vontade corretamente
direcionada. Empreendedorismo significa antes de tudo, ousadia”, esclarece o
Advogado e Empresário Fernando Scheuermann. Apesar de ser um termo bastante
utilizado no mundo dos negócios, empreendedorismo nada mais é que o ato de
empreender – de pôr em execução, fazer, realizar.
Empreendedorismo é a
capacidade de identificar oportunidades, criar soluções e investir na criação
de ideias que gerem mudanças e impacto na sociedade. O conceito de
empreendedorismo foi usado inicialmente pelo economista austríaco Joseph Alois
Schumpeter (1883-1945). Em 1942, ele publicou a Teoria da Destruição Criativa
no livro Capitalismo, Socialismo e Democracia. A teoria explica o
empreendedorismo (criação de produtos, serviços ou empresas inovadoras) como
uma resposta a uma necessidade do consumidor percebida pelo empreendedor. O
empreendedorismo é essencial nas sociedades, pois é através dele que as
empresas buscam inovação, transformando conhecimentos e ideias em novos
produtos que serão disponibilizados às sociedades.
Neste toar, o empreendedorismo
ganhou uma nova missão social que é direcionada a causar um impacto positivo na
sociedade. Esse tipo de empreendimento oferece soluções para melhorar a
sociedade, deixando o objetivo de lucro em segundo plano. O empreendedor que
decide trabalhar nessa área tem a responsabilidade social como a base do
negócio, é da vontade de ajudar a sociedade que nasce motivação para
empreender. Pode atuar em vários setores, como proteção ao meio ambiente,
educação, serviços sociais ou atividades culturais. O empreendedorismo
cultural é usar ideias de negócio para criar projetos que tragam impacto social
e econômico na área da cultura. Eles são impulsionados pela economia criativa,
que engloba atividades voltadas à arte, design e tecnologia.
Dentre os tipos de
empreendedorismo cultural podemos destacar:
1 - Artes Visuais e Design:
pintura, escultura, fotografia, ilustração, design gráfico, arte digital e
artesanato.
2 - Música e Entretenimento:
produção musical, apresentação musical, produção de shows/festivais, gravação
de áudio e composição de trilhas sonoras.
3 - Audiovisual e Cinema:
produção de filmes/documentários, animação, edição de vídeo, distribuição
cinematográfica e conteúdo para plataformas online/streaming.
4 - Literatura e Publicação:
escrita/autoria, edição de livros, publicação independente e livros
digitais/e-books.
5 - Performances ao Vivo:
teatro, dança, circo e espectáculo ao vivo, em geral.
6 - Moda e Design Têxtil:
design de moda, confecção de roupas, acessórios/joias e design de tecidos.
7 - Gastronomia e Culinária
Criativa: criação de pratos inovadores, estabelecimentos gastronômicos únicos,
e eventos/festivais culinários.
8 - Turismo e Experiências
Culturais: tours culturais/históricos, visitas a museus/locais culturais e
Interação com comunidades locais.
Produção e Promoção de Eventos
Culturais: festivais de arte/música, exposições culturais e eventos de
entretenimento ao vivo.
A empreendedorismo cultural,
não apenas enriquece a vida das pessoas, mas também:
A - Estimula a criatividade e
inovação: incentivando artistas a buscar soluções inovadoras para desafios
culturais e sociais.
B - Gera renda e emprego
local: contribuindo para empregos diretos e indiretos, como galerias de arte,
estúdios musicais, estabelecimentos gastronômicos, editoras, livrarias etc
C - Impulsiona o turismo
cultural: criando experiências atraentes para turistas, destacando a herança
cultural e expressões artísticas locais.
D - Promove a conscientização
e mudanças sociais: utilizando plataformas para abordar questões sociais,
políticas e ambientais, promovendo a conscientização e a mudança positiva.
E- Revitaliza as comunidades:
atuando como incentivador na revitalização de áreas urbanas e transformando
espaços abandonados em locais vibrantes de expressão cultural.
De acordo com o Instituto
Brasileiro de Museus (IBRAM), iniciativas empreendedoras no setor cultural são
fundamentais para a preservação do patrimônio histórico e artístico da
humanidade. Empreender no setor não apenas mantém viva a memória de um país, mas,
também gera engajamento e orgulho no povo. Cultura é, sim, uma atividade
empreendedora. Por mais que nem sempre estamos cientes, as manifestações
culturais desempenham um papel significativo para além do entretenimento em
momentos de lazer: é também importante para a economia. O Empreendedorismo
Cultural faz parte da chamada Economia Criativa, que engloba diversas
atividades com esse apelo. Segundo o painel de dados do Observatório Itaú
Cultural, a contribuição do setor para o Produto Interno Bruto (PIB) da
economia brasileira é de 3,11%.
Não é um notável talento o que
se exige para assegurar o êxito em qualquer empreendimento, mas, sim, um firme
propósito, afirma Thomas Witlam Atkinson (6 de março de 1799, Cawthorne, Reino
Unido – 1861, Walmer, Reino Unido). O Empreendedorismo Cultural no Brasil não é
apenas uma resposta à demanda por entretenimento, mas, principalmente uma força
transformadora que enraíza as comunidades em sua identidade, impulsiona a
economia e abraça a inovação. Ao apoiar e reconhecer a importância dessas
iniciativas – e/ou exercê-las –, estamos investindo no fortalecimento da nossa
cultura e na construção de um futuro mais vibrante e diversificado. Isso é
particularmente relevante em um mundo cada vez mais globalizado, onde a
homogeneização cultural pode levar à perda de identidades locais.
Em um mundo em constante
mudança, onde a cultura e a criatividade são cada vez mais valorizadas, o
empreendedorismo cultural surge como uma força motriz para a inovação, a
inclusão e a sustentabilidade. Ao criar oportunidades para que diversas vozes e
histórias sejam ouvidas e valorizadas, ele contribui para a construção de uma
sociedade mais justa e equitativa. O empreendedorismo cultural não é apenas uma
forma de negócio; é uma maneira de preservar e promover a diversidade cultural
enquanto se contribui para o desenvolvimento econômico e social. Portanto,
apoiar e fomentar o empreendedorismo cultural é investir no futuro das nossas
sociedades e economias, garantindo que a riqueza cultural continue a ser um
recurso vital para todos.
O conceito de cultura não é –
e jamais o será – unânime. Quando nos referimos ao termo cultura, geralmente
temos em mente o conceito mais erudito, que leva em conta, apenas, as artes, as
manifestações culturais de prestígio em uma sociedade: teatro, cinema, dança
etc. Poder-se-á pensar também em fatos geográficos e históricos relevantes de
uma sociedade, como no termo alemão Landeskunde, que pode abarcar tantos
aspectos da chamada cultura subjetiva, quanto da cultura objetiva (fatos,
números). Para o Sociólogo Alemão Georg Simmel, a cultura como processo de
cultivo do indivíduo é por ele referido como “cultura subjetiva” e se encontra
em relação com os produtos e as realizações do indivíduo cultivado, a “cultura
objetiva”, consiste esta no domínio dos conteúdos culturais - costumes, moral,
conhecimento, arte, religião, formas sociais, formas de expressão, que
constitui o próprio desenvolvimento da essência humana.
A cultura também pode ser
definida como o comportamento por meio da aprendizagem social. Essa dinâmica
faz dela uma poderosa ferramenta para a sobrevivência humana e tornou-se o foco
central da antropologia desde os estudos do Antropólogo britânico Edward Tylor
(1832-1917). Segundo ele: “A cultura é todo aquele complexo que inclui o
conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros
hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade". Da
interação social entre os seres humanos surgiram diversas culturas, ou seja, o
conjunto de costumes e tradições de um povo os quais são transmitidas de
geração em geração. O sentimento de pertencimento nasce das experiências que os
seres humanos desenvolvem durante sua vida social, ensejando o orgulho como
afirmação positiva da identidade e da dignidade de um grupo, de um povo e/ou de
uma nação.
Cumpre cá denotar a Identidade
cultural como o conjunto das características de um povo, oriundas da interação
dos membros da sociedade e da forma de interagir com o mundo. A pluralidade e a
diversidade são pilares essenciais para uma sociedade próspera e equilibrada, e
promovem o enriquecimento cultural, inovação, justiça social, tolerância,
desenvolvimento econômico, além de fortalecer a identidade nacional. Dessa
forma, a cultura representa o patrimônio social de um grupo sendo a soma de
padrões dos comportamentos humanos e que envolve: conhecimentos, experiências,
atitudes, valores, crenças, religião, língua, hierarquia, relações espaciais,
noção de tempo, conceitos de universo etc., constituindo, assim, a identidade
social como um elemento que facilita o reconhecimento de uma pessoa no âmbito
social, designando o seu posicionamento em uma sociedade. Podendo ser
construída de forma individual ou coletiva.
Identidade é o conjunto de
caracteres próprios e exclusivos com os quais se podem diferenciar pessoas,
animais, plantas e objetos inanimados uns dos outros, quer diante do conjunto
das diversidades, quer ante seus semelhantes. “O reconhecimento, como a palavra
mesma indica, é a mudança do desconhecimento ao conhecimento, ou à amizade, ou
ao ódio, das pessoas marcadas para a ventura ou desdita” (ARISTÓTELES, 2002, p.
30). SE SOU, TU ÉS, já que, somente “os iguais se reconhecem, estabelece
Empédocles (Agrigento, na Sicília, 495 a.C. – 430 a.C.). Neste toar, somos o
que honramos, o que respeitamos, pois, com “a medida que usarmos, também será
usada para nos medir, pontifica Mateus (7:2), ou seja, somos, equanimemente,
honrados quando à medida que nossos pensamentos, sentimentos e atos convergirem
para a respeitabilidade, sob a qual erigimos nosso legado de exemplos que nos
reconhecem e identificam pela eternidade.
Ao declarar-se uma instituição
que tem por objetivo tornar feliz a humanidade pelo amor, pelo aperfeiçoamento
dos costumes...., a maçonaria fulcra em seus adeptos sua digital, fulcrada no
Princípio Hermético da Correspondência: "o que está em cima é como o que
está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima", ou seja, o
que o que é verdadeiro no macrocosmo é também verdadeiro no microcosmo e
vice-versa, tornando límpido que a verdade não repousa num só ente humano, mas,
sim, que cada um destes trás intrínseca em si uma centelha da verdade do
universo do qual faz parte, enquanto este o permeia e vitaliza com seus
influxos. Ou seja, em minhas palavras: “Tal mãe, tal filhos!” Portanto, todo
conteúdo apregoado pela Maçonaria, disseminado em cada reunião de seus membros,
por eles absorvidos e praticados em seu cotidiano, constitui, não somente, sua
sabedoria, auferida pela praticação perene do aprendido, mas, também, e
principalmente, estabelece sua identidade como filhos da viúva.
"Estudando a mônada, ele
chega a compreender o arcanjo", ensina-nos o Caibalion (Kybalion),
publicado em 1908 pela Yogi Publication Society sob o pseudônimo de "os
Três Iniciados", de William Walker Atkinson (1862 – 1932). A busca do autoaprimoramento
é quântica, apresentando a perfeita simbiose entre os diversos saberes erigidos
pelo homem ao longo das eras na confluência com as verdades universais.
"Tudo é possibilidade subconscientemente", Werner Eisenberg. A Pedra
Bruta é o símbolo das imperfeições do espírito que o Maçom deve procurar
corrigir. O autêntico refinamento, o desbastar a pedra bruta, é um processo que
nos ajuda a eliminar os excessos de pensamentos, de ansiedades e medos, na
busca pelo desenvolvimento pessoal e moral. Assim, a cultura é importante na
formação pessoal, moral e intelectual do indivíduo e no desenvolvimento da sua
capacidade de relacionar-se com o próximo. A consciência de SER pode gerar
solidão caso não haja a consciência de PERTENCER, ou seja, de compartilhar a
existência com outros.
Ao sermos lapidados, polindo
as faces e alisando as arestas, perdemos boa parte de nosso volume e peso, mas
transformamo-nos em uma pedra muito mais bonita, mais valiosa e única, que fará
parte da construção do edifício social. Saliba (2008) provoca – nos afirmando
que ao sermos iniciados assumimos também Responsabilidade Social, ou seja,
lavramos um compromisso pessoal com a sociedade e com o planeta em que vivemos
na busca do desenvolvimento sustentável, comprometendo-nos em transformar
nossas comunidades em ambientes fraternos e solidários, capazes de feitos
relevantes para o progresso da humanidade. Assim, na questão da identidade, a
cultura elabora a identidade de quem faz, de quem divulga e de quem conhece um
aspecto determinado dessa cultura. Enfim, ser alguém capaz – seja de fazer, de
divulgar ou de conhecer arte – estabelece uma identidade pessoal que
efetivamente enriquece uma existência.
Esse sentimento de transceder
o espaço e o tempo está presente em todas as formas de manifestação cultural. É
um sentimento atávico, inerente à espécie. Este atavismo é decorrência da
necessidade de comunicação, pois quem vive, comunica-se, e o homem que se
comunica, o faz necessariamente através de certos meios e símbolos. Ora, a
existência de meios e símbolos de comunicação são, em si, o alicerce da cultura
– o jeito de ser – de um grupo. A mídia e as facilidades tecnológicas modernas
diminuíram os contrastes sem anular as diferenças. A comunicação entre os povos
estimula a compreensão e o respeito mútuo, e enriquece a humanidade. A
filosofia hermética diz que "os lábios da sabedoria estão fechados, exceto
aos ouvidos do entendimento", ratificando a percepção de que a consciência
deve ser desperta pelo encontro do Eu íntimo no silêncio d'alma, habilitando o
Homem a raciocinar, inteligentemente, do Conhecido ao Desconhecido ou
vice-versa.
A cultura proporciona prazer
em SER, FAZER e PERTENCER, sendo este o prazer sadio do bem viver, força capaz
de contrapor-se ao medonho prazer das drogas e da tendência autodestruição para
que se dirigem os excluídos sociais. Uma cumplicidade estabelece-se entre
pessoas de todas as idades e de todos os extratos sociais frente a uma
manifestação cultural. Por meio de um elo invisível, já não se trata mais de
ser rico ou pobre, branco, negro ou mestiço, rural ou urbano, trata-se de SER
brasileiro, e neste termo ‘brasileiro’, ao som do Hino Nacional, todos
sentem-se iguais. Destaque-se que em não havendo Igualdade, a Fraternidade não
viceja e a Liberdade não protagoniza o progresso. Assim, admoesta, o filósofo
grego Aristóteles, “devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os
desiguais na medida de sua desigualdade”, para que a unicidade reine sob os
auspícios do pertencimento. Sob o auspício do Pertencimento, anuncia Hélio
Pereira Leite, Conselheiro Federal do GOB, Grão-Mestre de Honra do GODF, Escritor
e, nestes dias que seguem, Presidente da Academia Nacional de Maçons Imortais –
ANMI: “nossa pequena comunidade de 100 maçons, dedicados a literatura e a
cultura, todos dedicados à literatura e a cultura em geral, maçônica ou não
maçônica. Entre eles: escritores, pesquisadores, escultores, editores,
compositores, jornalistas e poetas, dentre os quais, temos o privilégio de
contar com 12 confrades poetas: Adilson Zotovici, Rogério Rocha, Alexandre
Fortes, Bruno Macedo, Raimundo Carlos, Zelito Magalhães, Ivo Oliveira, Benilton
Cruz, José Mariano, Valdeci Martins, Raimundo Corado e Lellis de Luna.
A palavra academia, do grego
antigo Akadémeia), derivado de
Akádēmos), "Academo", designa, no Ocidente, várias instituições
vocacionadas para o ensino, a cultura e a ciência, nomeadamente as artísticas,
literárias, científicas e físicas, filosóficas etc. O termo também pode se
referir a qualquer associação de cientistas, literatos ou artistas. A
designação provém da escola de filosofia que Platão fundou na Grécia Antiga em
387 a.C., junto a um jardim a noroeste de Atenas, em terreno dedicado à deusa
Atena que, segundo a tradição, pertencera a uma personagem mitológica com o
nome de Academo. Sob este Augusto Desígnio, a Egrégia Academia Nacional de
Maçons Imortais - ANMI, vanguardista que é desde sua fundação, havida no
auspicioso Trigésimo Primeiro Dia do Mês de Maio do Ano Dois e Vinte Quatro.
Uma ciese cativadora pelas ações simplíssimas fulcradas na necessidade que
todos temos de evoluir e sermos felizes lastreando o melhor legado para
gerações vindouras, quais sejam:
1. Promover intercâmbio
cultural entre As Academias QUE ADERIREM AO PROJETO, portanto, nenhuma delas e
forçada a nada;
2. Troca de experiências
acadêmicas, o Mestre Jesus, dizia que há mais felicidade em dar do que em
receber, portanto, sejamos felizes, pois, cada uma de nossas luzes é lábaro
para aquele não a conheceu, ainda;
3. Promoção de
videoconferências acadêmicas, já que o mundo virtual encurta distâncias, tem
inúmeras formas de promover o melhor discernimento do que é compartilhado,
trocado, enfim, da sinergia que alimenta esta cadeia de união;
4. Divulgação de produção literária e ou
poéticas entre as congêneres coligadas, coisa extremamente necessária, pois,
somente o respeitável merece respeito. E como respeitar se não conheço. E, por
vezes, até me nego a conhecer.
5. Difusão da cultura
maçônica, pois, a boca fala apenas do que o coração está cheio. Como posso
cativar novos adeptos para minha loja se não tenho argumentos?
6. Divulgação de eventos
acadêmicos, pois, a socialização é mister primevo do homem. E a cada encontro
mais forte fica a fraternidade que juramos exercer.
7. Promover encontros
interacadêmicos, pois, quem não é visto, jamais será conhecido. NÃO SENDO
NECESSÁRIO DIZER QUE SER RECONHECIDO É A MAIOR BUSCA DO MAÇOM.
8. Promover concursos
literários interacadêmicos, pois, sendo o homem um competidor por natureza, o
que virá de positivo, inovador e renovador já vale o empenho de ver realizado
tal evento.
9. Divulgação de obras
literárias dos acadêmicos, que é um acolhimento bastante importante, pois,
sentimo-nos dignificados por nosso esmero e abraçados por nossos confrades,
cumprindo a máxima que diz: com a mesma medida que julgares serás julgado.
10. E outros eventos e
iniciativas.
O contato com culturas
diferentes também modifica alguns aspectos de nossa cultura. O processo de
aculturação, onde uma cultura absorve ou adota certos aspectos de outra a
partir do seu convívio, é comum em nossa realidade globalizada, onde temos
contato quase perpétuo com culturas de todas as formas e lugares possíveis.
Nossa visão é que a cultura se forma a partir dos valores de pessoas altamente
influentes dentro do grupo. Assim, imbuída mais viril responsabilidade no
cumprimento dos seus mais auspiciosos propósitos a Egrégia Academia Nacional de
Maçons Imortais coroa o término da primeira fase de sua existência produz esta
Edição Especial do Jornal A Voz do Escriba, que tem como Editor Chefe um de
seus mais laboriosos confrades, Jaricé Braga, na qual narra fatos alvissareiros
desde sua cioforia até este sétimo mês de existência e de profícua atividade
produtora de cultura, sempre com o apoio incondicional dos argutos confrades –
titulares e correspondes, quase duzentas mentes brilhantes – que a constituem,
a quem agradece pela premente abnegação em servir à cultura maçônica e
brasileira como vetores de seu progresso.
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