Neste
dia 10 de Fevereiro, reverenciamos o conjunto de práticas, medidas e
tecnologias adotadas para proteger informações, dados, dispositivos e sistemas
conectados à internet contra acessos não autorizados, roubo de identidade,
malware, fraudes e outros riscos cibernéticos, sem as quais não estaríamos aqui
celebrando o Dia Internacional da Internet Segura.
A
proteção é feita por meio de ferramentas como firewalls, autenticação
multifator (MFA), criptografia, filtros de URL e software antivírus, além de
boas práticas do usuário, como o uso de senhas fortes e a evitação de links
suspeitos. Porém, mais do que apenas ferramentas técnicas, envolve a
promoção de um ambiente digital ético e responsável.
Essa
segurança envolve proteger atividades online, como navegação, transações e
comunicações, garantindo privacidade, integridade e disponibilidade dos dados. Engloba
a educação digital para navegação responsável, a criação de senhas seguras, o
combate a conteúdos ilegais e a promoção da cidadania digital. Um “cidadão
digital” é cidadão do mundo!
Indiscutivelmente,
a segurança digital depende da capacidade do usuário em identificar golpes,
como phishing (mensagens falsas para roubo de dados) e boatos (fake news) e, isto,
requer conhecimentos que a educação digital provém, por exemplo, o
InternetSegura.br oferece guia específicos para pais, crianças e idosos sobre
como se comportar online com ética e cautela.
A
educação digital para navegação responsável é essencial para garantir que todos
usem a tecnologia de forma segura, ética e crítica. Ela vai além do acesso à
internet, promovendo o entendimento de direitos e deveres no ambiente digital,
como proteção de dados pessoais, identificação de fake news e combate ao
cyberbullying.
A
BNCC (Base Nacional Comum Curricular) inclui a competência "Cultura
Digital", que orienta a educação para que os alunos compreendam, utilizem
e criem tecnologias de forma responsável, integrando essa habilidade em todas
as áreas do conhecimento, conforme as regras trazidas pela Lei Geral de
Proteção de Dados que parametriza a cidadania digital.
Cidadania
digital e responsabilidade digital são pilares centrais, com foco em práticas
como o uso de senhas fortes, autenticação em duas etapas, cuidado com links
suspeitos e respeito mútuo online. O objetivo central é garantir a
confidencialidade (acesso restrito a pessoas autorizadas), integridade (dados
não alterados) e disponibilidade das informações.
Instituições
como a SME de Fortaleza e a Secretaria de Educação de São Paulo a partir de iniciativas
como: filtros de conteúdo, redes Wi-Fi seguras e programas de conscientização, não
somente quando se celebra o Dia Internacional da Internet Segura. O que nos chama
à responsabilidade digital, que garante um ambiente virtual mais seguro, ético
e sustentável.
A
responsabilidade digital é o conjunto de práticas éticas, seguras e conscientes
adotadas por indivíduos e empresas ao interagir no ambiente online. Ela envolve
proteger dados pessoais (LGPD), combater desinformação, promover o respeito, a
empatia e entender o impacto real de comentários e cliques. Quando nos
respeitamos, o mundo nos dignifica.
A
cidadania digital tem por foco, também, a inclusão social, garantindo que todos,
independentemente de condição socioeconômica ou deficiência, tenham acesso
igualitário e seguro às tecnologias. A evolução do homem (inter)depende do
abraço com que acolhe, ao passo que, também, é acolhido. Conhecimento é troca;
experienciação é vida; e viver é ser “socia(ve)l”.
Ser
social envolve ser capaz de habitar o ecossistema Terra – e mantê-lo – puro. Ou
seja, é professar impoluto caráter e ser incorruto em suas ações, coibindo a degeneração
humana. É “proferir apenas o que é útil para edificar, ministrando graça aos
ouvintes” (Efésios 4:29), pois, "as más companhias corrompem os bons
costumes". (1 Coríntios 15:33)
Ser-se
um “cidadão digital” é, portanto, atuar de forma consciente, lembrando que a
internet não é um espaço sem regras e que o anonimato não exime o indivíduo de
consequências jurídicas ou morais. Isso envolve desde o cuidado com a sua
própria pegada digital até o respeito aos direitos alheios no ambiente virtual.
Somos o fazemos diuturnamente, procuremos ser belos!
A
beleza que imprimimos no mundo é graça com o mundo nos adorna. O mundo virtual,
como o mundo real, deve ser habitado com essa mesma consciência. Embora, o mundo virtual, com suas redes
sociais e algoritmos, tenda a promover uma beleza artificial, construída sobre
aparências, curtições e imagens editadas, nossa cidadania digital resiste à
liquidez social.
Essa
ideia ecoa a visão de Dostoievski, que afirmava que "a beleza salvará o
mundo", destacando que a beleza é um valor gratuito, que floresce por si
mesmo, como uma flor que sorri ao universo sem esperar reconhecimento. Ela não é apenas estética, mas, uma expressão
da presença divina – um lugar onde Deus brilha, transformando quem a vive.
Portanto,
o mundo virtual, como o real, deve ser revestido de graça e verdade. Não
basta "aparecer" – é preciso, mais do que nunca “ser”.
Como alertam especialistas, o uso excessivo do virtual pode afastar do mundo
real, distorcendo a percepção de si e dos outros. O melhor convívio se ergue
sobre a autenticidade: conversa sem filtro, silêncio que permite ouvir o outro,
etc.
Autenticidade
é o pilar essencial da segurança da informação, especialmente em relações e
transações na internet. O mundo – seja ele real ou virtual – só se enobrece
quando habitado com beleza autêntica, que não busca recompensa, mas surge da
presença, do cuidado e da gratuidade. A graça não é imposta, mas, vivida,
assegurando-nos um viver seguro.
Maranguape,
Ceará, 10 de Fevereiro de 2026
ACADEMIA
INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS
Diretoria de Comunicação
Social
Bruno Bezerra de
Macedo

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