terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

10 DE FEVEREIRO – DIA INTERNACIONAL DA INTERNET SEGURA

 

Neste dia 10 de Fevereiro, reverenciamos o conjunto de práticas, medidas e tecnologias adotadas para proteger informações, dados, dispositivos e sistemas conectados à internet contra acessos não autorizados, roubo de identidade, malware, fraudes e outros riscos cibernéticos, sem as quais não estaríamos aqui celebrando o Dia Internacional da Internet Segura.

 

A proteção é feita por meio de ferramentas como firewalls, autenticação multifator (MFA), criptografia, filtros de URL e software antivírus, além de boas práticas do usuário, como o uso de senhas fortes e a evitação de links suspeitos. Porém, mais do que apenas ferramentas técnicas, envolve a promoção de um ambiente digital ético e responsável.

 

Essa segurança envolve proteger atividades online, como navegação, transações e comunicações, garantindo privacidade, integridade e disponibilidade dos dados. Engloba a educação digital para navegação responsável, a criação de senhas seguras, o combate a conteúdos ilegais e a promoção da cidadania digital. Um “cidadão digital” é cidadão do mundo!

 

Indiscutivelmente, a segurança digital depende da capacidade do usuário em identificar golpes, como phishing (mensagens falsas para roubo de dados) e boatos (fake news) e, isto, requer conhecimentos que a educação digital provém, por exemplo, o InternetSegura.br oferece guia específicos para pais, crianças e idosos sobre como se comportar online com ética e cautela.

 

A educação digital para navegação responsável é essencial para garantir que todos usem a tecnologia de forma segura, ética e crítica. Ela vai além do acesso à internet, promovendo o entendimento de direitos e deveres no ambiente digital, como proteção de dados pessoais, identificação de fake news e combate ao cyberbullying.

 

A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) inclui a competência "Cultura Digital", que orienta a educação para que os alunos compreendam, utilizem e criem tecnologias de forma responsável, integrando essa habilidade em todas as áreas do conhecimento, conforme as regras trazidas pela Lei Geral de Proteção de Dados que parametriza a cidadania digital.

 

Cidadania digital e responsabilidade digital são pilares centrais, com foco em práticas como o uso de senhas fortes, autenticação em duas etapas, cuidado com links suspeitos e respeito mútuo online. O objetivo central é garantir a confidencialidade (acesso restrito a pessoas autorizadas), integridade (dados não alterados) e disponibilidade das informações.

 

Instituições como a SME de Fortaleza e a Secretaria de Educação de São Paulo a partir de iniciativas como: filtros de conteúdo, redes Wi-Fi seguras e programas de conscientização, não somente quando se celebra o Dia Internacional da Internet Segura. O que nos chama à responsabilidade digital, que garante um ambiente virtual mais seguro, ético e sustentável. 

 

A responsabilidade digital é o conjunto de práticas éticas, seguras e conscientes adotadas por indivíduos e empresas ao interagir no ambiente online. Ela envolve proteger dados pessoais (LGPD), combater desinformação, promover o respeito, a empatia e entender o impacto real de comentários e cliques. Quando nos respeitamos, o mundo nos dignifica.

 

A cidadania digital tem por foco, também, a inclusão social, garantindo que todos, independentemente de condição socioeconômica ou deficiência, tenham acesso igualitário e seguro às tecnologias. A evolução do homem (inter)depende do abraço com que acolhe, ao passo que, também, é acolhido. Conhecimento é troca; experienciação é vida; e viver é ser “socia(ve)l”.

 

Ser social envolve ser capaz de habitar o ecossistema Terra – e mantê-lo – puro. Ou seja, é professar impoluto caráter e ser incorruto em suas ações, coibindo a degeneração humana. É “proferir apenas o que é útil para edificar, ministrando graça aos ouvintes” (Efésios 4:29), pois, "as más companhias corrompem os bons costumes". (1 Coríntios 15:33)

 

Ser-se um “cidadão digital” é, portanto, atuar de forma consciente, lembrando que a internet não é um espaço sem regras e que o anonimato não exime o indivíduo de consequências jurídicas ou morais. Isso envolve desde o cuidado com a sua própria pegada digital até o respeito aos direitos alheios no ambiente virtual. Somos o fazemos diuturnamente, procuremos ser belos!

 

A beleza que imprimimos no mundo é graça com o mundo nos adorna. O mundo virtual, como o mundo real, deve ser habitado com essa mesma consciência.  Embora, o mundo virtual, com suas redes sociais e algoritmos, tenda a promover uma beleza artificial, construída sobre aparências, curtições e imagens editadas, nossa cidadania digital resiste à liquidez social.


Essa ideia ecoa a visão de Dostoievski, que afirmava que "a beleza salvará o mundo", destacando que a beleza é um valor gratuito, que floresce por si mesmo, como uma flor que sorri ao universo sem esperar reconhecimento.  Ela não é apenas estética, mas, uma expressão da presença divina – um lugar onde Deus brilha, transformando quem a vive.

 

Portanto, o mundo virtual, como o real, deve ser revestido de graça e verdade.  Não basta "aparecer" – é preciso, mais do que nunca “ser”. Como alertam especialistas, o uso excessivo do virtual pode afastar do mundo real, distorcendo a percepção de si e dos outros. O melhor convívio se ergue sobre a autenticidade: conversa sem filtro, silêncio que permite ouvir o outro, etc. 

 

Autenticidade é o pilar essencial da segurança da informação, especialmente em relações e transações na internet. O mundo – seja ele real ou virtual – só se enobrece quando habitado com beleza autêntica, que não busca recompensa, mas surge da presença, do cuidado e da gratuidade. A graça não é imposta, mas, vivida, assegurando-nos um viver seguro.

 

Maranguape, Ceará, 10 de Fevereiro de 2026

 

ACADEMIA INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS
Diretoria de Comunicação Social
Bruno Bezerra de Macedo


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