domingo, 12 de outubro de 2025

REGULARIDADE E PRONTIDÃO VETORIZAM A FELICIDADE ERGA OMNES

 


Regularidade e prontidão vetorizam a felicidade erga omnes reflete uma filosofia de vida na qual a felicidade, entendida como um direito ou bem para todos (erga omnes), é alcançada por meio de duas posturas: a regularidade e a prontidão, onde a regularidade refere-se à consistência, disciplina e constância de ações e hábitos, vivendo de forma consonante com seus valores e princípios, o que gera integridade pessoal e satisfação; ao passo que a prontidão significa estar preparado e disposto a agir com agilidade e boa vontade às mudanças e necessidades, tanto suas quanto dos outros, demonstrando proatividade para resolver problemas e fazer o que precisa ser feito.  A regularidade e a prontidão agem como forças que conduzem à felicidade.

Regularidade significa a qualidade ou estado do que é regular, ou seja, que segue um padrão, uma ordem ou uma norma. Pode referir-se à constância, estabilidade, conformidade com regras ou leis, pontualidade, ou até mesmo a uma boa proporção e harmonia. Regularidade vetoriza uma ação ou comportamento que segue as normas estabelecidas, seja em um contexto social, legal ou profissional. Destaco que “ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece", como estabelece o art. 3º do Decreto-Lei 4.657/42 - a Lei de Introdução às normas do Direito Civil Brasileiro.

Regularidade caracteriza algo que é igual ou semelhante em todos os seus aspectos, sem variações.  Tal preceito lançou-me à banca escolar, nas aulas de Educação Moral e Cívica e/ou de Organização Social e Política do Brasil – OSPB, onde as noções de ética e moral moldavam o caráter dos edificadores do futuro em formação. Bons tempos aqueles! Nisto cá faço uma homenagem ao Irmão Wanderley Machado Soares, que adorna com sua graça a Augusta e Respeitável Loja Simbólica Tiradentes nº 53, sendo o Mestre que por décadas lecionou OSPB nos Colégios Farias Brito.

Regularidade viceja uma relação equilibrada entre as partes de um todo, onde não há desproporções ou desarmonias. Este equilíbrio pretendido acha fulcro na ética, ou seja, no código de princípios e valores morais que norteiam o comportamento de uma pessoa ou mesmo de um grupo, ao qual nominamos de ética. Portanto, é a ética define padrões sobre o que julgamos ser certo ou errado, bom ou mau, justo ou injusto, legal ou ilegal na conduta humana e na tomada de decisões em todas as etapas e relacionamentos da nossa vida. Sob os auspícios da ética os bons costumes fulcram a alteridade como progresso social.

A ética procura prezar aos princípios individuais de cada pessoa, na qual cada grupo tem seus próprios valores, crenças e culturas. À ética cumpre o dever primevo de compreender a natureza da moralidade e as razões que levam as pessoas moverem-se, pois, somente discernindo a natureza das ações e reações humanas pode a ética compor o modus operandi a partir do qual esses grupos – e indivíduos que o constituem – protagonizam o melhor desígnio para si, já que a ética lhes confere a moral que os exempla: regras, valores e costumes de um grupo social, que orientam o comportamento individual e coletivo. 

Sendo a ética o campo de estudo fundamental para a vida em sociedade, é a baliza providencial da prontidão, ou seja, a ação de chegar ou fazer algo no horário certo; o cumprimento pontual dos compromissos financeiros; a prática regular de atividades físicas, como caminhar todos os dias; dentre outras incontáveis moções humanas onde o compromisso inclui o dever de associar-se o ente humano ao esforço coletivo na obra a realizar. E é esta obediência digna que nomina a obrigação cumprida no dicionário da realidade, pois, incontestavelmente somos aquilo que nos responsabiliza.

O caráter desta responsabilidade que nos identifica é bravamente preventivo, e envolve a participação ativa de indivíduos em práticas que beneficiam a sociedade, como trabalho voluntário, consumo consciente e o respeito ao meio ambiente. Assim, é o contrato social, amplamente difundido na filosofia política como prospecto da convivência social, o compasso, cujo traçado separa o socialmente aceito do que é marginal à sociedade, imputando a cada ente humano o dever abster-se de focar exclusivamente nos seus próprios interesses, pois, a perpetuação do homem depende do que é comum a todos nós.

Dessa forma, é necessário que a sociedade deseje, seja educada para tal, que aceite e, principalmente, que pratique à ética mediante a qual o homem perde sua liberdade de natureza para, assim, ganhar o livre arbítrio na sociedade que se ergue sob sua tutela, como preconcebe o contrato social. Cabendo enfatizar que, ao cumprirmos estas salutares preconcepções, agimos em sociedade guiados pela razoabilidade que norteia nossas atitudes cujo fito deve ser sempre o bem-estar da sociedade e do planeta, seja no âmbito corporativo ou individual, afinal, a alegria de um deve ser sempre a felicidade de todos nós.

A felicidade e a ordem social são temas interconectados, com a felicidade frequentemente vista como um objetivo da ordem social e, por sua vez, a ordem social como um meio para alcançá-la. A busca pela felicidade é um anseio humano fundamental, e muitos sistemas sociais se esforçam para criar condições que a promovam. Ou seja, uma ordem social justa e bem-organizada pode criar um ambiente propício para a felicidade, ao oferecer segurança, estabilidade, acesso a recursos e oportunidades de desenvolvimento pessoal e social. Felizes ajudando outros entes humanos a ser feliz.

Neste toar, regularidade e prontidão vetorizam a felicidade erga omnes é um ressoante convite a uma vida de disciplina e ação diligente é a força motriz para alcançar a felicidade, não apenas para si mesmo, mas, de uma forma que beneficie toda a coletividade. A felicidade e a ordem social estão intrinsecamente em sinergia, com a ordem social sendo um fator importante para a promoção da felicidade e a felicidade, por sua vez, sendo um indicador da qualidade da ordem social. A busca pela felicidade equilibra-se entre a regularidade – cujo sol é o respeito dedicado ao instituído – e a prontidão – cuja disciplina é o amor a serviço do previamente estabelecido.


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