Vem a ventura a quem procura aduz
que que a inação não traz recompensas, tão pouco progressos, que dirá
felicidade. Sendo preciso ter iniciativa e esforço para encontrar os objetivos,
pois, a boa sorte (ventura) ou a felicidade é encontrada por aqueles que
ativamente a buscam. Abnegação e coragem fazem a vida plena.
A renúncia a si próprio em prol
de algo ou alguém e a capacidade de enfrentar as adversidades são virtudes que,
juntas, podem proporcionar uma vida plena, segundo visões filosóficas e
religiosas, ao permitir o crescimento pessoal, a construção de uma sociedade
mais justa e a realização de um propósito maior.
A combinação da abnegação, que
nos move além do egoísmo, e da coragem, que nos permite enfrentar os desafios,
cria um caminho para uma vida com propósito e significado. Ao se abnegar e ter
coragem, o indivíduo pode se transformar e, também, contribuir para a
transformação de sua comunidade.
Praticar o voluntariado,
participar de associações de bairro, apoiar o comércio local, promover a
limpeza da região e ter atitudes de respeito e empatia, criar espaços de
interação, como grupos online ou eventos, e identificar demandas locais para
desenvolver projetos que melhorem a vida dos moradores, são vetores
desenvolvimento sustentável.
O desenvolvimento sustentável
equilibra-se sobre três pilares essenciais: o crescimento econômico, a inclusão
social e a preservação ambiental, visando um planeta mais justo, próspero e
saudável para todos, garantindo a prosperidade, assegurando a paz e a dignidade
para todas as pessoas. E isto requer uma
visão integradora.
O desenvolvimento sustentável
motiva diversos setores, como energia (Cemig, Banco do Brasil), cosméticos
(Natura), tecnologia (Microsoft) e moda (Renner). Se distinguem por inovações
como a produção com energia limpa, o uso de materiais sustentáveis, a reciclagem
de resíduos, o apoio a comunidades tradicionais e a adoção de modelos de
economia circular.
As empresas podem tornar-se
sustentáveis a partir de: gestão baseada em critérios ambientais
(Environmental), sociais (Social) e de governança (Governance); redução da
pegada de carbono e adoção de práticas que respeitem os limites ecológicos e
sociais; programas de inclusão, além da promoção do consumo consciente.
Agir é o fito, portanto, projetos
que oferecem infraestrutura para o acesso à internet e ferramentas digitais
para comunidades tradicionais permitem capacitação e participação em
plataformas de educação ambiental e gestão de recursos naturais, são um viril
chamado à responsabilidade de ser um protagonista social.
O protagonista social, seja ele
um indivíduo, um grupo, uma entidade e/ou uma empresa, assume um papel ativo e
transformador na sua comunidade e na sociedade, promovendo mudanças
significativas e atuando de forma organizada e consciente para a construção de
um futuro mais justo, focando-se em valores coletivos.
O protagonista social está
intrinsecamente ligado ao exercício da cidadania, o que envolve desenvolver um
senso de pertencimento e de responsabilidade e, isto, impulsiona uma
participação ativa na vida em sociedade, movimentando direitos e deveres de forma
plena e contribuindo para o bem-estar coletivo, como agente da realidade em que
está inserido.
Um exímio agente da realidade se
estabelece na colaboração com a qual se constrói relações de parceria e
colaboração, valorizando o "nós" e reconhecendo que o sucesso de suas
ações depende do envolvimento de todos.
E na consciência, autoconhecimento e numa visão ampliada do todo,
refletindo a conexão entre as ações individuais e o impacto coletivo.
Iniciativas que apoiam
cooperativas, especialmente na agricultura familiar, para adoção de práticas de
produção e consumo responsáveis, com consultorias e acesso a mercados, promovem
o uso eficiente de recursos, a redução de desperdícios e a minimização de
impactos ambientais e sociais, alinhando-se ao ODS 12 da ONU.
Empresas como a Cooperativa Dália
e a Coopercitrus implementam projetos de logística reversa, uso de energia
limpa e outras iniciativas ambientais. Já na área do consumo, cooperativas de
consumo, como a Coop Supermercado, unem pessoas para oferecer produtos e
serviços com princípios de sustentabilidade, justiça social e gestão
democrática.
Os princípios de
sustentabilidade, justiça social e gestão democrática interligam-se para
construir um modelo de desenvolvimento que visa o bem-estar humano e a
equidade, tanto para as gerações presentes quanto futuras, numa sociedade que
promove a participação ativa de todos e o respeito pelos direitos fundamentais,
resguardando os recursos naturais.
A participação ativa exige que a sociedade se conscientize da sua
conexão com a natureza e dos impactos de suas ações. Tanto o Poder Público
quanto a coletividade (cidadãos, empresas, etc.) têm o dever de proteger e
preservar o meio ambiente e a biodiversidade, pois, vem a ventura a quem
procura: a felicidade é o equilíbrio entre a liberdade e a responsabilidade.

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