Quem não pode com o pote não exibe a rodilha ensina que quem não tem a
capacidade para lidar com uma responsabilidade maior (o pote), não deve se
envolver nas tarefas mais fáceis que dependem dela (a rodilha), pois isso pode
levar a dificuldades e fracassos. A "rodilha" é um pano usado
para apoiar o pote, e "pegar na rodilha" simboliza uma tarefa menor,
enquanto o "pote" representa a carga principal.
Do latim, vindo de responsābilis (responsável), derivado do verbo respondere, que significa "responder" ou "prometer em troca". O termo reflete a ideia de ter a obrigação de prestar contas por um ato, aceitar as consequências e estar pronto para responder por algo que lhe foi confiado. o conceito de responsabilidade carrega consigo a ideia de capacidade de resposta e a obrigação de prestar contas pelas próprias ações.
É um chamado a reconhecer nas próprias atitudes as expectativas despertadas nos outros e assumir a responsabilidade de não as frustrar sem comunicação prévia e clara. É ter consciência do impacto das suas atitudes no bem-estar emocional de outras pessoas e agir de forma a cuidar e respeitar esses sentimentos. A ausência dessa prática pode levar a relações abusivas, confusão emocional e frustrações significativas.
A responsabilidade afetiva é crucial para a construção de relacionamentos saudáveis e duradouros, baseados em confiança, respeito e segurança emocional, pois, fomentam a honestidade e a segurança, do respeito, que valoriza a individualidade e os limites do outro, e da segurança emocional, que proporciona um ambiente onde há liberdade para a autenticidade. Sem esses elementos, reinam a desconfiança, conflitos e instabilidade.
Nos negócios, a responsabilidade afetiva se manifesta na comunicação clara e aberta, no feedback construtivo, no tratamento com empatia e respeito e no compromisso em não gerar desconforto, ansiedade ou mágoas nas interações profissionais, promovendo um espaço seguro para a expressão emocional. É a prática de cuidar e respeitar as emoções, o bem-estar dos colegas, superiores e subordinados inaugurando uma ambiência social formidável.
Empresas que promovem a responsabilidade afetiva têm maior probabilidade de manter seus talentos, pois os colaboradores se sentem conectados à organização. Viceja uma cultura onde as pessoas se sentem conectadas, valorizadas e isto contribui para um ambiente de trabalho mais positivo. O que reduz o estresse e o esgotamento profissional, contribuindo para a saúde mental dos colaboradores e para o crescimento exponencial das empresas.
A responsabilidade social compromissa voluntariamente indivíduos, organizações e empresas em atuar de forma a beneficiar a sociedade e o meio ambiente, indo além das suas obrigações legais e econômicas. Empresas que adotam práticas socialmente responsáveis constroem uma imagem positiva e ganham a confiança do público. Envolve conduzir os negócios com integridade, honestidade e clareza em todas as operações e relações.
Abrange ações que visam o bem-estar coletivo, a saúde, o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida, sendo praticada através de um comportamento ético, transparente e que considera as expectativas das partes interessadas. Em um mercado competitivo, a responsabilidade social torna-se um fator crucial para que as empresas se destaquem e atraiam clientes. Empresas comprometidas com a sustentabilidade atraem melhores investimentos.
Embora não seja um preceito estabelecido, A responsabilidade social empresarial é uma fusão entre a responsabilidade social empresarial (RSE), que envolve práticas éticas e sustentáveis voltadas para a sociedade, e a responsabilidade afetiva, que trata de uma comunicação empática e cuidadosa no ambiente de trabalho. Essencialmente, é o zelo emocional e respeito mútuo, acrescido ao compromisso ético e sustentável in voga na SER.
O Bradesco reconhecido por suas ações socioambientais através da Fundação Bradesco, com foco em educação; a Vivo notabilizada pela Fundação Telefônica Vivo e o programa de voluntariado para seus colaboradores; e a Faber-Castell, enaltecida pelos seus EcoLápis de madeira certificada e preservação de áreas nativas, são magnificentes exemplos de empresas que praticam e fomenta a responsabilidade social empresarial.
A Responsabilidade Social Afetiva Empresarial na sociedade brasileira é a gestão ética e responsável de uma organização pelos impactos de suas decisões e atividades que devem resgatar direitos humanos universais e preservar os interesses de todas as partes envolvidas no negócio, buscando uma postura que vá além da filantropia e foque na construção de valor compartilhado para a sociedade.
A Responsabilidade Social Afetiva (RSA) empresarial na Maçonaria manifesta a prática de valores como a fraternidade, a solidariedade e o exemplo, que se estendem do maçom individual à comunidade e ao ambiente corporativo. Essa abordagem vai além da caridade, envolvendo a promoção do bem-estar coletivo, o cultivo da ética e da moral e a atuação como guardião desses princípios perante a sociedade.
Envolve a união entre os maçons, que se estende à comunidade e se traduz em apoio mútuo e benevolência para com os hipossuficientes. O cultivo da virtude e da verdade, buscando a integridade e a transparência nas relações. A prática contínua de ajuda ao próximo e às causas sociais, refletindo o ideal de transformar a sociedade. A disseminação do bom comportamento na sociedade e nas atividades laborais e empresariais.
O objetivo é formar uma coletividade plenamente capaz de influenciar na sociedade e do mundo empresarial a ciese de um ambiente sócio empresarial mais justo, equitativo e colaborativo, alinhando os valores maçônicos à conduta profissional e empresarial, como honestidade, respeito e responsabilidade nas ações. Uma expressão do ideal maçônico de transformação social de forma ética, responsável e fraterna.
A fraternidade permite a formação de uma força pública capaz de criar a unidade de entre os cidadãos promovendo a sociedade como um novo sujeito de direito, com a necessidade criar e aperfeiçoar os sistemas de exercício e tutela dos direitos na contemporaneidade, evocando a responsabilidade como vetor de diversas vertentes, incluindo a melhoria da reputação individual e coletiva; e a (re) humanização social.
A (re)humanização é um processo dinâmico e necessário para que a sociedade reative e fortaleça os valores humanos essenciais, como a escuta, o respeito e o acolhimento. A Política Nacional de Humanização (PNH) do SUS é o principal exemplo de política que promove a reumanização no Brasil, atuando de forma transversal em todas as políticas de saúde para qualificar a atenção e a gestão do Sistema Único de Saúde.
Quem não pode com o pote não exibe a rodilha chama à responsabilidade de (re)humanizar o ambiente de trabalho e a sociedade em geral, promovendo um maior engajamento, motivando pessoas, elevando a felicidade, majorando o sendo de pertencimento e instaurando um ambiente de respeito e colaboração mútua. Nas empresas, a (re) humanização estabelecer um ambiente de trabalho responsável, ético, honesto e feliz.

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