Mais faceiro que lambari de sanga reflete uma condição
interna de bem-estar, satisfação e equilíbrio, caracterizada por emoções
positivas como alegria e contentamento, como um peixinho lambari que se sente à
vontade e feliz na água limpa e abundante de uma sanga (um pequeno canal ou
curso d'água). Envolve um sentido de propósito e realização pessoal.
Não é um estado permanente, mas uma jornada ou atividade contínua que depende da nossa capacidade de cultivar pensamentos positivos, de autoconhecimento e de estabelecer conexões significativas, em vez de se basear apenas em fatores externos como bens materiais ou sucesso momentâneo. Requer harmonia entre o corpo, a mente e o ambiente.
Não é apenas um pico de prazer ou a ausência de sofrimento. É uma atitude perante a vida, que se traduz em focar em oportunidades, ancorada na capacidade de se conhecer e de gerenciar as próprias emoções, sendo isto é fundamental para alcançar a felicidade. É uma experiência profundamente pessoal, com significados diferentes para cada indivíduo.
A felicidade não se pode impor, tão pouco depende apenas de coisas externas, como a aprovação de grupos. Algumas tradições religiosas associam a felicidade à virtude, retidão e à observância de princípios espirituais, como um caminho para alcançá-la. Buscá-la é uma preocupação universal ao longo da história, discutida por filósofos, religiosos e cientistas.
A psicologia vê a felicidade como um estado duradouro de satisfação, com dois pilares principais: nível de satisfação pessoal e equilíbrio emocional. O psicólogo Martin Seligman identifica os "cinco pilares" da felicidade: Emoções Positivas, Engajamento (ou estado de flow), Relacionamentos positivos, Propósito (sentido da vida) e Realizações.
Para filósofos como Aristóteles, a felicidade (eudaimonia) está ligada ao equilíbrio, à harmonia e à prática do bem. A felicidade não é um destino, mas sim um estado que pode ser treinado e construído através da intenção, disciplina e prática. É uma sensação que reside mais na nossa atitude e percepção do mundo do que nas circunstâncias externas.
Percebemos o mundo através de canais ótimos, aos quais chamamos de sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato, eles são responsáveis pela captação de informações do ecossistema social e as enviam ao cérebro que os processa e interpreta, sendo esse processo individualizado e influenciado por experiências prévias, emoções e cultura.
Para perceber o mundo de forma mais profunda, usa-se a razão e a filosofia para questionar crenças, observar atentamente os detalhes, questionar as informações recebidas e praticar a meditação para obter clareza mental e uma nova perspectiva. É importante questionar e clarificar informações distorcidas ou generalizadas para obter maior consciência.
A filosofia e a busca pelo conhecimento incentivam questionamento sobre o mundo e suas crenças, assim, prestar atenção aos detalhes e ao que está ao nosso redor ajuda a perceber o mundo de forma mais completa. A acalmar a mente, aceder a diferentes estados cerebrais e gerar novas perspectivas sobre a vida aprofundam nossa compreensão.
Nas atividades laboraria e empresariais, a felicidade organizacional é um conceito de gestão abnegado em criar uma ambiência onde sociedade, clientes, colaboradores e empresários se sentem valorizados, motivados e realizados, o que impacta positivamente a produtividade e a lealdade à empresa, além de fomentar seus crescimento e continuísmo.
Implementá-la requer diagnósticos para entender as necessidades dos funcionários e empresários, ao qual chamados de endomarketing, ao passo que com o exomarketing aclara as demandas da sociedade e dos clientes e, a partir deles, desenvolver ações estratégicas pertinentes, cujos resultados são aferidos para garantir melhorias perenes.
Uma estratégia integrada de endomarketing e exomarketing assegura uma mensagem consistente da marca em todos os pontos de contato, desde o empresário, ao colaborador, ao cliente final e, principalmente, à sociedade comum um todo. E isto é crucial, pois, alinha a cultura interna à imagem externa resultando no crescimento sustentável para a empresa.
O CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, buscou inspiração na filosofia do Butão de Felicidade Interna Bruta (FIB) para aplicar princípios de bem-estar na empresa, o que tem impacto direto na satisfação de clientes e colaboradores e na produtividade. Empresas que priorizam o bem-estar constroem uma imagem mais positiva, atraindo mais talentos e clientes.
A rede de lojas Magazine Luiza proporciona aos clientes uma experiência integrada entre o varejo online e as lojas físicas. Clientes fidelizados exigem menos investimento em marketing e aquisição, o que reduz os custos. Uma boa experiência do cliente ajuda a reduzir a rotatividade, economizando recursos em recrutamento e treinamento.
A felicidade organizacional na Maçonaria reside no desenvolvimento da virtude e do autodomínio, na prática do amor fraterno e na dedicação ao bem-estar do próximo e da humanidade, através do aprimoramento moral e da construção de uma sociedade mais justa e solidária, tendo por lume a igualdade, une a espécie humana.
A fraternidade universal e a solidariedade são qualidades inatas que impulsionam o Maçom a amar e respeitar todos os homens, agências que incitam a realização pessoal de haver contribuído para a obra moral e grandiosa levada a efeito pela Maçonaria que é uma fonte de satisfação e orgulho para o Maçom, como parte viva e colaboradora da Ordem.
O aperfeiçoamento pessoal proposto pela maçonaria, o "polimento da pedra bruta", é um processo contínuo para o Maçom, que visa não apenas o seu próprio bem, mas o bem do próximo e da humanidade, contribuindo para a construção de uma sociedade onde a felicidade seja o vetor principal da vida plena e mais feliz ao se dedicar à justiça e à tolerância.
O Maçom busca uma existência melhor aprendendo a amar e respeitar o que a virtude e a sabedoria consagram. O trabalho honesto é honrado como um dever, não apenas, por dignificar o indivíduo, mas também, por ser um elo que une todos os homens de bem no mundo, colaborando para a dignidade de todos.
Pessoas felizes tendem a ser mais engajadas, motivadas e produtivas, o que impacta positivamente os resultados socioeconômicos das organizações. Um ambiente que valoriza o bem-estar é mais atraente para profissionais de alto desempenho, demonstrando um nível de felicidade e contentamento muito alto mais faceiro que lambari de sanga.

Nenhum comentário:
Postar um comentário